quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crucible – Tall Tales (1998) [USA]



Surgida no fim dos anos 80 na cidade de Connecticut, a banda costuma ser mais citada como um grupo de Neo-Prog, mas acho que está bem mais pra uma banda de Progressivo Sinfônico mesmo, principalmente por ter sua sonoridade mais inclinada ao estilo progressivo clássico sem buscar muitas sonoridades mais modernas como é o caso dos grupos de Neo-Prog.
O primeiro álbum dos dois do grupo lançado até hoje, “Tall Tales”, é de uma qualidade surpreendente pra uma estréia. Uma notável influência que se pode perceber logo de cara após ouvir ao álbum pela primeira vez é no Rush, tanto pelas letras de caráter místicos quanto nos vocais bem ao estilo de Geddy Lee. No geral um trabalho de musicalidade bastante sólida, atmosfera agradável que remete a uma nostalgia dos anos 70, mas sem soar como uma cópia ruim do passado transferida pra nossa época, mas sim, como um grupo a somar de música de extremo bom gosto no período do Rock Progressivo pós 1990.
Atualmente a banda está em um hiato iniciado em 2004.

1.Over the Falls (7:05)
2.The Poet Liar (5:00)
3.Find the Line (4:05)
4.Lords and Leeches (11:21)
5.In Ancient Tongue (3:08)
6.The Salamander (4:52)
7.Land for Sale (4:47)
8.An Imp's Tale (21:09)
a.Twice Upon a Time
b.Adrift
c.Stone of the Wise
d.The Mortal Flaw
e.Nomad Brad
f.Release the Imps
g.Day of the Hunting Dwarf

Download: http://www.megaupload.com/?d=0OSFCQEK

Pan and Regaliz - Pan and Regaliz (1971) [Spain]



Podemos dizer com toda certeza que esse grupo foi um dos primeiros grupos de rock da Espanha a lançar um álbum. Formada nos subúrbios de Barcelona no fim dos anos 60 e liderada por Guilermo Paris, a banda teve os nomes Els Mussols e Aqua de Regali com o qual lançaram alguns singles antes de batizarem o grupo de Pan & Regaliz. Na sonoridade da banda nota-se de cara uma influência no álbum “This Was” dos britânicos do Jethro Tull principalmente pelas incorporações de flautas, embora a Pan & Regaliz faz isso com mais experimentalismo, o grupo também tem uma veia sonora que nos remete mesmo que de maneira pouca a Jimi Hendrix e ao estilo Krautrock de soar.
Um álbum de uma ótima atmosfera sonora extremamente lisérgica e de suma importância pra toda a cena rock ‘n’ roll espanhola que viria na década.
Trabalho extremamente recomendado.

1.One More Day (3:22)
2.Waiting In The Monsters Garden (3:08)
3.Dead Of Love (3:05)
4.Thinking Of Mary (3:22)
5.A Song For The Friends (2:10)
6.When You Are So Bringdown (3:08)
7.Today It Is Raining (3:06)
8.I Can Fly (9:09)

Bônus:

9.Magic Colors (2:35)

Download: http://www.mediafire.com/?vd9dlbef71gfkwa

Crome Syrcus – Love Cycle (1968) [USA]



A banda Crome Syrcus teve o seu inicio originalmente na cidade de Seatle, tendo logo em seguida, mudado pra São Francisco. Começaram a criar músicas mais ativamente no ano de 1968, quando o auge da sonoridade pop/psicodélica estava em alta em território americano e principalmente pros lados de São Francisco até que em 1969 lançaram seu único registro intitulado “Love Cycle”.
A sonoridade apresentada nesse álbum é aquela conhecida fórmula dos anos 60, pop com uma veia psicodélica, mas o grupo faz algo além disso, com expressões artísticas que vão alem das fronteiras de formulas mais populares, usando solos de guitarras selvagens de sonoridade atávicas, arranjos confusos, referência a música coral clássica, orquestrações e sequência de flautas pastoral.
Uma abordagem musical que agrada em cheio principalmente aos fãs dos sons psicodélicos da década de 60.

1.Take It Like A Man (3:35)
2.You Made A Change in Me (5:24)
3.Crystals (3:01)
4.Never Come Down (3:47)
5.Woman Woman (1:48)
6.Love Cycle (17:24)

Download: http://www.mediafire.com/?a9g71k678s21m85

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pekka Pohjola - Harakka Bialoibokku (1974)



Sempre que me perguntam sobre algum artista que em uma discografia de mais de oito álbuns pode ser considerada extremamente regular, quem me vem em mente é o músico Pekka Pohjola, embora um tanto desconhecido do grande público, em 13 álbuns de estúdio em nenhum deles eu posso dizer que me decepcionou. Ainda que, não podemos dizer que todos são obras primas como o álbum desta postagem, Visitation ou Jokamies, todos aos menos, tem muita qualidade.
Harakka Bialoibokku é um album extremamente encantador, embora seja classificado como Jazz, Fusion e coisas do gênero, o álbum é capaz de agradar até mesmo as pessoas que não costumam citar essas vertentes como uma das suas preferidas. Musicalidade de fácil acesso, com idéias sempre fantásticas tanto de baixo como pra piano por parte de Pohjla, unido sempre ótimas percussões e não menos elogiáveis passagens de sax. Praticamente não se nota guitarra elétrica e sinceramente, não chegou a me fazer falta devido à riqueza sonora obtida pelos outros seguimentos que já disse mais acima.
Enfim, uma performance melódica, dramática, repleta de sutileza e sobre tudo, enorme beleza.

1.Alku (2:10)
2.Ensimmäinen aamu (5:35)
3.Huono sää / Se tanssii... (6:55)
4....ja näkee unta (4:35)
5.Hereilläkin uni jatkuu (4:42)
6.Sekoilu seestyy (4:18)
7.Elämä jatkuu (6:42)

Download: http://www.megaupload.com/?d=U3CM53EH

Fusonic – Desert Dreams (2010) [Netherlands]




Bom, todas as pessoas que me conhecem sabem da minha paixão pelo rock progressivo e, com isso estou sempre a pesquisar sobre não apenas as velharias do estilo, mas está sempre acerca das novidades que esse universo musical nos tem a oferecer. Em meio a essas viagens, uma das minhas ultimas descoberta foi a Fusonic, grupo holandês de progressivo sinfônico fundado na cidade de Hilversum em 2008, e que por dois anos trabalharam no seu álbum de estréia, Desert Dreams, lançado em 2010.
O grupo nos brinda com uma musicalidade extremamente refinada e de bom gosto, o guitarrista, apresentado simplesmente com o nome de Teo, tem idéias que nos faz pensar em uma mistura de David Gilmour com Jan Akkerman. É um músico que toca pra banda e não pra sua própria "glória", mais ou menos como Steve Hackett fazia no Genesis. Harry Ickelsheimer, tecladista e baixista do grupo, é o responsável pela cama sonora que com um clima espacial quase hipnótico encaixa como uma luva nas guitarras já mencionadas anteriormente, além, claro, do uso de belos, criativos e muito bem cadenciados pianos. Na bateria, Ronald Hoogwout, mostra uma técnica impecável e um timing não menos do que perfeito, se comporta de forma tranqüila como uma espécie de metrônomo humano. Um álbum ótimo do início ao fim e que já nos deixa animado e curioso em saber quando virar o segundo registro.

1.Beyond Music (5.00)
2.Entrance (2.26)
3.Into The Dream (4.47)
4.Desert Theme I (2.10)
5.Yellow Horses (5.54)
6.Bachianas (7.30)
7.Desert Theme II & III (4.15)
8.My Green Oasis (9.23)
9.Brazilieras (6.49)
10.Desert Theme IV (2.08)
11.Fata Morgana (3.40)
12.Desert Dawn (6.13)
13.Endless - Exit (8.21)
14.New Feelings (5.29)

Download: http://www.megaupload.com/?d=IICLQD7C
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