sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Miklagård - Miklagård (1979) [Sweden]



A idéia de formar esse grupo veio de Thomas Sundström(tecladista e vocalista), músico que teve inclusive uma carreira compondo trilhas pra TV sueca. Nos anos 70 se juntou ao outros dois que viriam a ser membros da banda Bjorn Rothstein(baterista) e Leif Lerman(baixista, saxofonista e tecladista) pra lançarem apenas um álbum homônimo no fim da década.
Bom, creio que pela própria formação de instrumentos da banda, exceto pelo saxofone, não tem como não pensar em uma influência de Emerson, Lake e Palmer, e de fato ela existe, o grupo explora bastante alguns formatos de musicalidade do trio inglês pra construir seu som. Alem disso, nota-se também uma boa influência na escola progressiva italiana, principalmente se pensarmos em Le Orme e o tipo de vocal que a banda desenvolve. No geral um álbum interessante, que pode agradar principalmente aos fãs de Emerson, Lake & Palmer e em certos pontos, do progressivo da terra da bota.
Os vocais são em suecos, mas soam legais e não será o maior problema para os que caso dêem uma chance a esse trabalho.

1.Kastraten (3:05)
2.Trälen (3:30)
3.Astrologen (3:52)
4.Narren (4:40)
5.Häxan (4:38)
6.Mellanspel - Erotic views approaching (2:28)
7.Soldaten (12:45)

Download: http://www.megaupload.com/?d=W8RU822X

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Raw Material – Raw Material (1970) [U.K]



O Raw Material foi um grupo musical surgido no final dos anos 1960 na Inglaterra que absorveu os vários gêneros do rock para criar uma obra que se tornou clássica para os colecionadores ao longo dos anos. Mistura de psicodelismo, progressivo e hard rock, sendo que muitos classificavam o som do grupo com o estranho nome de rock espacial, mas o que o grupo oferecia era uma música contagiante e envolta num belo trabalho instrumental. A estreia fonográfi ca da banda se deu com Raw Material em 1970 pelo selo Evolution. As inclinações progressivas e psicodélicas dão o tom ao álbum que conta com interessantes passagens de flautas, harpas e saxofones. Os instrumentos citados os diferenciavam da grande maioria dos grupos de sua época, além de contar com uma boa dose de originalidade. Raw Material começa com Time and Illusion, canção progressiva que tem o órgão como destaque, principalmente em sua parte mais instrumental. A longa faixa possui uma estrutura bem definida, passagens especiais, solos variados de bateria e teclados, além de uma melodia contagiante. O órgão de Colin Hatt é o destaque e mostra que o músico possuía talento e criati vidade. I’d be Delight também é uma canção agradável, bom trabalho do baixista Phil Grunn, além de um impagável momento das flautas e sax realizado por Mick Fletcher Fighting Cock também é outra bela canção, balada se situando entre Van Der Graaf Generator e King Crimson, porém sem ser exatamente uma imitação, pois o Raw Material tinha personalidade definida Bobo’s Party fecha o lado A, sendo uma música menos interessante mas que cumpre o papel em completar o álbum. O outro lado também tem boas canções, mas acaba sendo um pouco inferior e não traz a unidade do primeiro lado. Os destaques são as faixas Pear on An Apple Tree, um blues rock com direito a ótima guitarra e teclado no estilo boogie ao fundo para dar um toque especial. Future Recollections é uma balada progressiva bacana que traz bons momentos instrumentais além de um vocal que dá conta do recado. Já Traveller Man está mais próximo do psicodelismo americano e com leve influência bluseira principalmente ajudada pela gaita que aparece durante a execução. O mesmo pode-se dizer da faixa que fecha o álbum, Days of the Fighti ng Cocks, que também é fortemente inspirada pelo som nascido na costa oeste americana. Como saldo final, Raw Material se mostra um bom disco, principalmente na parte instrumental, talvez tenha faltado mais consistência e um foco mais bem definido quanto ao seu definitivo estilo. A banda apontou para várias frentes e acabou não sendo efetiva em nenhuma, o que não significa dizer que o disco seja ruim. Muitos fãs até citam o segundo disco da banda, Time is Rare, como superior a este. Raw Material teve um relançamento em 2001 pelo selo espanhol Wahwah Records para deleite dos fãs do gênero. Existem também edições com o formato digital dos discos da banda.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Time And Illusion (7:30)
2.I'd Be Delighted (5:08)
3.Fighting Cock (3:48)
4.Pear On An Apple Tree (2:55)
5.Future Recollections (3:55)
6.Traveller Man (6:12)
7.Destruction Of America (2:19)

Bonus Tracks:

8.Time And Illusion (different version) (3:12)
9.Hi There Halleluja (2:47)
10.Bobo's Party (3:15)
11.Days Of Fighting Cock (3:08)

Download: http://www.megaupload.com/?d=HM94U601

Randy Holden – Population II (1969) [USA]




O disco em questão é um trabalho realizado pelo ex-guitarrista do grupo norte americano Blue Cheer, Randy Holden e foi produzido no ano de 1969 em parceria com o baterista Chris Lockeed. Seu conteúdo nos permite classificar o disco como um dos grandes clássicos do hard rock setentista e alvo direto dos colecionadores do gênero. Praticamente se trata de um álbum solo de Randy já que além de produzir, compor, cantar, ele ainda toca guitarra e baixo na maioria das canções. Vale lembrar que Randy Holden foi considerado um dos grandes músicos da sua época e isso pode ser comprovado no álbum New! Improved!” lançado em 1969 pelo Blue Cheer, um dos grupos ícones e fundadores do chamado heavy metal anos mais tarde. O álbum em questão inicia com a faixa Guitar Song. Como o título já diz, trata-se de uma longa viagem regada a um trabalho excelente do músico que esbanja categoria e técnica nesta pesada e incrível abertura. Na sequência, Fruit & Icebergs mostra uma faixa também pesada, bastante densa onde o baterista Chris Lockeed traz o peso e pegada ideal para a canção. Between Time é uma faixa mais curtinha e mostra um vigoroso hard rock atrelado a uma melodia contagiante. O lado A termina com a conclusão de Fruit & Icebergs num trabalho instrumental de primeira onde o guitarrista cria um belo trabalho das guitarras, abusando de efeitos especiais e terminado o lado de forma excepcional. O lado B do álbum traz apenas duas longas canções. A primeira é Blue My Mind, trabalho que mantém aquilo que foi mostrado no primeiro lado. Se o trabalho vocal de Randy Holden não chega a ser brilhante, é na melodia, arranjo e nas guitarras cortantes que o trabalho se segura com ótima qualidade. Interessante notar que, apesar de se tratar de uma dupla, a faixa traz peso e as guitarras se cruzam em solos densos e de extremo bom gosto. O álbum termina com a suíte Keeper Of My Flame. Em mais de dez minutos a dupla apresenta um trabalho conciso e forte. O único ponto que deixa a desejar realmente é o vocal limitado de Randy, enquanto a parte instrumental é ótima. Apesar disso, o disco realmente vale a pena, pois, além de ser um clássico do hard rock setentista, ainda é um disco que agrada em cheio principalmente a fãs e álbuns de guitarristas, já que as faixas mostram belos trabalhos apoiados no instrumento. Apesar da qualidade musical, o álbum não decolou nas paradas. O álbum teve um lançamento desastroso e a dupla se separou pouco tempo depois. Apenas nos anos 2000 Holden voltou a gravar novos álbuns. A versão original do vinil é muito rara hoje em dia. Uma versão mais do que especial foi lançada em 2008 contando com apenas 2000 cópias devidamente numeradas e com a assinatura do próprio Handy Holden em cada cópia. A edição ainda traz uma prensagem para lá de caprichada.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Guitar Song (6:10)
2.Fruit & Icebergs (5:01)
3.Between Time (1:49)
4.Fruit & Icebergs – Conclusion (1:50)
5.Blue My Mind (6:00)
2.6. Keeper Of My Flame (10:02)

Download: http://www.megaupload.com/?d=X0GGPNQZ

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Camel - Rajaz (1999) [U.K]



Após uma década de 70 em quase sua totalidade bastante interessante, os anos 80 foi a época de dividir boa parte dos fãs do grupo entre os que aceitavam aquela sonoridade 80’s que fugia das suas raízes progressivas e os que não se interessavam tanto mais pelo que a banda vinha fazendo em álbuns como The Single Factor e/ou Stationary Traveller. Mas seguindo o bom e velho ditado em que diz que depois da tempestade a bonança, após um hiato de sete anos, os anos 90 serviram pro Camel voltar com suas raízes progressivas que pareciam ter sido senão totalmente esquecida, mas pouco utilizadas em trabalhos anteriores.
Essa espécie de “regresso as origens” resultou em três ótimos trabalhos na década de 90, sendo Rajaz, o álbum alvo do tópico, o ápice da criatividade da banda naquele período, podendo ser citado inclusive como o melhor álbum desde a trinca que no geral os fãs escolhem como os melhores discos da banda Mirage, The Snow Goose e Moonmadness. Rajaz trata-se de um álbum conceitual em que é definido no próprio encarte do CD da seguinte maneira: A música dos poetas conduzia antigamente as caravanas através de grandes desertos. Cantada ao ritmo dos passos dos camelos, despertava cansados viajantes para seu único objetivo... o fim da jornada. Esta poesia é chamada "Rajaz". Ao ritmo do camelo. Enfim, o tema do album é basicamente sobre a solidão do deserto e todos os seus mistérios. Muito interessante também é como a banda conseguiu criar uma sonoridade totalmente condizente com a temática do álbum. Novamente, Latimer mostra extrema capacidade em criar melodias muito belas e inspiradas, alem de letras de uma carga emocional bastante grande.

1.Three Wishes (6:58)
2.Lost And Found (5:38)
3.The Final Encore (8:07)
4.Rajaz (8:15)
5.Shout (5:15)
6.Straight To My Heart (6:23)
7.Sahara (6:44)8.
8.Lawrence (10:46)

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