sexta-feira, 8 de julho de 2011

Magna Carta – Seasons (1970) [U.K]



Segundo disco deste trio londrino que criou bons trabalhos de folk rock com francas tendências progressivas e se chamava Magna Carta. O disco em questão é basicamente conceitual e descreve sobre as estações do ano e o estado de espírito que elas suscitam nas pessoas. Este conteúdo ocupava todo o primeiro lado do disco numa longa suíte chamada Seasons sendo dividida em nove partes. As faixas são muito belas com arranjos com cordas e violões acústicos que mostram uma banda bem entrosada. Vale lembrar que a banda era fã confessa da dupla americana Simon e Garfunkel. Esta referência pode tranquilamente ser notada em várias passagens do álbum. Seasons inicia com Prologue, faixa que introduz a parte conceitual do álbum. A sucessão dos temas vai ocorrendo de forma interessante e todas elas discorrem sobre as quatro estações do ano. Winter Song é um bonito som com violões num um belo trabalho vocal do trio, além de uma melodia bem agradável. O destaque é o bonito refrão, extremamente bem trabalhado. É interessante notar que a execução das faixas se contextualiza com a própria estação do ano desde as letras até mesmo nos sons que são produzidos. A parte instrumental do disco tem a ilustre parti cipação de vários músicos de porte, incluindo gente como o produtor e baixista Tony Visconty e ninguém menos do que Rick Wakeman nos teclados. Sem dúvida nenhuma se trata de participantes de respeito. A continuação do disco traz Summer Song, uma canção que mostra um ritmo mais dançante, quase cinematográfico, comemorando o nascer do sol e o fato de que um dia claro e quente faz com que o espírito das pessoas fi que mais feliz e contagiante. O faixa também traz um belo e feliz arranjo orquestral. Já o lado B do disco é composto por seis óti mas faixas, com destaque para as duas últimas músicas. A primeira delas é Scarecrow, uma linda balada folk e Aiport Song, muito parecida com os melhores momentos de Simon e Garfunkel e que determina um belo final para o álbum. O disco foi lançado pela Vertigo em 1970 e, apesar de soar bem interessante, não alcançou um resultado esperado pela banda e gravadora. A estréia da banda havia sido realizada no ano anterior com o disco Magna Carta. Após o lançamento de Seasons, a banda lançaria vários outros álbuns até o final dos anos 1980. Destes pode-se destacar Songs From Wasti es Orchard em 1971, Lord of the Ages em 1973 ainda pela gravadora Vertigo, além de um álbum duplo em 1972 chamado In Concert.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Seasons (22:17)
2.Goin’My Way (2:53)
3.Elizabethan (2:34)
4.Give me no Goodbye (3:07)
5.Ring of Stones (3:47)
6.Scarecrow (2:16)
7.Airport Song (3:38)

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ram - Where (In Conclusion) (1972) [USA]



Dentro da enorme quantidade de álbuns lançados no início dos anos 1970, podemos afirmar tranquilamente que muitos deles se tratam de ótimos trabalhos, mesmo que não sejam tão fáceis de serem assimiliados. Where? (In Conclusion) talvez até possa considerado como um desses casos que caem nesta condição. Complexo e independente, o álbum traz quatro canções e uma longa suíte que é uma mistura de diversas tendências musicais. A cada nova audição, é possível perceber detalhes que chamam atenção e fazem com que o prazer em ouvi-lo seja gradati vo. Lançado em 1972 pelo quinteto americano RAM pela gravadora Polydor, mistura space rock com influências psicodélicas. No álbum não existem canções fáceis, assobiáveis e muito menos candidatas a hit radiofônico. O lado A do disco contém boas canções como The Want In You. A faixa mistura um pop rock com um bom trabalho da bateria e interessantes solos de guitarra. Se o vocal não chega a impressionar, é na parte instrumental que a banda se garante e demonstra maior segurança. A coisa melhora com Stoned Silence, um rock bem executado que chega a lembrar brevemente Jethro Tull, principalmente pelo uso da flauta. Em pouco mais de cinco minutos a banda passeia entre o hard rock, psicodelismo e até mesmo passagens progressivas e que se não chega a emocionar certamente surpreende e agrada muito em sua audição. Na sequência do disco, ainda temos a faixa Odyssey. Começa com uma levada acústica de violão e flauta. Teclados e bateria fazem o acompanhamento básico deste momento instrumental mais calmo do disco. O rock and roll volta em seguida com a faixa The Mothers Day Song, um som baseado em guitarra e vocal, quase um blues rock que imediatamente remete a Jimi Hendrix. Aqui o instrumental manda ver apesar de a parte vocal não estar no mesmo nível, mesmo não chegando a comprometer o trabalho. O lado B é composto pela suíte Aza, dividida em quatro partes e que com mais de 20 minutos traz um bom rock, inclusive sendo a última parte composta pela faixa-título. A faixa é o destaque do disco, com belas passagens progressivas e outras psicodélicas mostrando que a banda tinha seu valor, mesmo que o seu lançamento tenha passado totalmente despercebido. A faixa poderia tranquilamente fazer parte de qualquer viagem progressiva de muitas grandes do cenário em pleno ano de 1972. No final das contas Where? (In Conclusion) se mostra um disco consistente. Uma característi ca do RAM é a dificuldade em classificar exatamente em qual gênero se inseriam, visto que circulavam bem por várias tendências musicais. De toda forma, é importante salientar e reconhecer que era uma boa banda e que se não fez sucesso em 1972 não foi por falta de qualidade; talvez o que atrapalhou foi o pouco incentivo de divulgação e em menor escala talvez pela falta daquele hit certeiro. A capa do álbum também não é algo que realmente chame a atenção. O disco teve um lançamento em CD em 1999, pela Lizard Records, edição que infelizmente não traz maiores informações, tendo inclusive o encarte apenas com capas de outros lançamentos da gravadora.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.The Want In You 4:23
2.Stoned Silence 5:29
3.Odyssey 3:43
4.The Mothers Day Song 6:19
5.Aza 20:57
a)Spiral Paths
b)Bound
c)Peril And Fearer
d)Where? (In Conclusion)

Download: http://www.megaupload.com/?d=Q9HQYHPV

Quintessence - Quintessence (1971) [U.K]



Os loucos anos do final da década de 1960 viram surgir vários grupos que misturavam o psicodelismo do período com outros gêneros musicais como, por exemplo, o progressivo e o folk rock. Um desstes grupos que chamou bastante atenção tendo feito relativo sucesso por criar uma música climática que misturava tudo isso e ainda trazia elementos de música indiana foi o Quintessence. Criado em Notthin Hill pelos músicos Raja Jam e Shiva Shankar, o grupo gravou alguns belos discos com destaque para este terceiro título chamado Self e lançado em 1972 pelo selo RCA. Se os dois primeiros, lançados pelo selo Island, já eram de ótima qualidade, foi neste que o grupo atingiu seu ápice criando belas canções aliadas a arranjos inspirados. O disco, ao longo dos anos, se tornou mais uma raridade sendo bastante procurado por colecionadores do mundo do rock and roll e, quando encontrado, geralmente é vendido por preços pouco convidativos. O disco se divide em dois lados bem distintos, sendo que o primeiro lado foi gravado em estúdio, mas precisamente no Olympic Studios, e o segundo é composto por duas longas faixas e foi gravado ao vivo em Exeter University em 11 de dezembro de 1971. A primeira faixa é Cosmic Surfer e aqui o grupo apresenta um bonito trabalho, cuja alegre melodia é envolta num trabalho de fl auta por Raja Jam e com um gostoso refrão mostrando que o disco realmente é dos mais interessantes. Wonders of Universe mostra uma letra simples e que evoca a DEUS nesta balada que mantém o álbum em alta. VishnuNarain é um pop rock cujo acompanhamento de flauta e guitarras se destacam bastante. Hallelujad é mais outra interessante música. Como um mantra, possui uma proximidade entre o rock progressivo da época como algo próximo do religioso. Sem dúvida, é tema bem interessante e cuja interpretação demonstra entrega, garra e sinceridade. O clima sacro atinge o ápice em Celestial Procession e finaliza o lado A com Self. Já o lado B, gravado ao vivo, traz um clima diferente. Aqui o espírito rock and roll fica mais evidente. Com bom trabalho de percussão e um belo solo de guitarra, mostra o quão interessante era o grupo. Self termina com a faixa Water Goddess, uma longa canção com notória influência do rock progressivo. Sem dúvida, um final excelente para este álbum. O disco chegou a alcançar o 50º posto nas paradas inglesas, posição de destaque e que ainda propiciou ao grupo lançar um novo álbum em 1973 intitulado Indweller, mas já sem a mesma beleza e qualidade deste Self. A banda ficou muito conhecida por criar uma música com teor espiritual e pelo clima de sua música é possível associá-la à new age, surgida alguns anos depois. Poucas vezes o rock and roll se uniu com a música indiana de forma tão arrebatadora. O Quintessence se tornou mais uma daquelas bandas míticas do cenário da época, valendo ainda muito a pena ter acesso a este belo e recomendável disco.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Cosmic Surfer (3:50)
2.Wonders of the Universe (3:29)
3.Hari Om (0:46)
4.Vishnu-Narain (6:27)
5.Hallelujad (4:16)
6.Celestial Procession (1:22)
7.Self (3:07)
8.Freedom (6:45)
9.Water Goddess (14:24)

Download: http://www.megaupload.com/?d=OCUXC4VL
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