quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cai - Más Allá De Nuestras Mentes Diminutas (1979) [Spain]



Este é 1º trabalho da banda espanhola Cai que possui um estilo bem espanhol, com uma pequena inclinação jazzística. Seguindo de forma magnífica o progressivo típico espanhol, o disco traz bons exemplos de rock andaluz, guitarra proeminente e muito bem tocada, vocal bem típico do país, bateria atuante e muito bem colocada e o uso sob medida do teclado e do baixo. Todos os músicos são muito competentes e as músicas muito inspiradas, com algumas boas quebras, e é claro são composições muito bonitas (principalmente as duas primeiras). Mais um excelente exemplo da força do progressivo espanhol.
Super recomendado.

1. Alameda (7:15)
2. Mas Allá De Nuestras Mentes Diminutas (9:25)
3. Solución A Un Viejo Problema (6:09)
4. Pasa Un Dia (10:43)

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Irish Coffee – Irish Coffee (1971) [Belgium]


Outra maravilha oriunda do território belga, mais precisamente da pequena cidade denominada Aalst, localizada no flandres oriental, uma das três regiões do território da Bélgica. No começo da carreira o grupo denominava-se The Voodoos e executava covers de Cliff Richard and Shadows e posteriormente Beatles e Rolling Stones, porém, a partir do início dos anos de 1970 resolveram mudar o nome do grupo para Irish Coff ee e lançaram um compacto com dois temas, Masterpiece e The Show, no ano de 1971 pelo selo Triangle. Este lançamento lhes rendeu algum reconhecimento no território belga e países vizinhos, o que motivou a gravadora a bancar a gravação de mais um compacto, novamente com duas composições, chamadas Carry on e Child e que também tiveram uma boa repercussão, fato esse que incentivou a gravadora a investi r na confecção de um álbum. O primeiro álbum do grupo, lançado no ano de 1972, seguia a linha definida nos dois primeiros compactos, ou seja, mais temas onde o guitarrista Jean Van Der Schuerem demonstra toda a sua criatividade para executar bases seguras, solos inventivos e emocionantes, principalmente na faixa The Begining Of The End, um inspirado hard progressivo onde seu trabalho é um show à parte. O disco mostra também o perfeito entrosamento entre o baixista Willy De Bisschop e o baterista Hugo Verhoye. A participação do tecladista Paul Lambert não deixa a desejar em relação aos outros músicos. Em todos os temas, ele mostra categoria com intervenções intricadas, dinâmicas e melódicas que dão um sabor todo especial às músicas. Porém, o que torna este disco um item obrigatório para os apreciadores de um bom hard progressivo é a atuação do vocalista Souff reau. Com um timbre vocal na medida exata para as composições do grupo, sua participação é simplesmente soberba. No geral, todas as faixas são ótimas e em nenhum momento acontece uma queda na qualidade e destacar uma em detrimento de outra seria uma injustiça. Após o lançamento do álbum o grupo lançaria um single com a faixa Down Down Down ainda no ano de 1972 e no ano seguinte mais um compacto com as músicas Witchy Lady e I’m Her’s. Infelizmente neste mesmo ano o tecladista faleceu em um acidente de carro – o que determinou o fi m do grupo. O disco original é uma verdadeira relíquia, pois foram editados somente três mil cópias e no ano de 1992 o selo Voodoo Record lançou uma edição limitada de 1500 cópias contendo todas as faixas gravadas pelo grupo e que foram editadas apenas como single anteriormente.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Masterpiece (3:08)
2.Can't Take It (4:10)
3.The Beginning Of The End (6:24)
4.When Winter Comes (4:56)
5.The Show (Part I) (2:57)
6.The Show (Part II) (3:03)
7.Hear Me (4:05)
8.A Day Like Today (6:56)
9.I'm Lost (4:34)
10.Carry On (3:15)
11.Child (3:46)
12.Down Down Down (2:42)
13.I'm Alive (4:15)
14.Witchy Lady (2:59)
15.I'm Hers (4:35)

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Fuzzy Duck – Fuzzy Duck (1971) [U.K]



O Fuzzy Duck é o nome do disco homônimo lançado em 1971 por esta banda que contava em seu cast com bons músicos, como Mick Hawksworth que veio do Andromeda após o término do conjunto no final de 1969. Se situando entre o rock and roll, psicodelismo e passagens mais progressivas, o Fuzzy Duck trouxe ao mundo musical esta única obra que se tornou ao longo dos anos um trabalho muito comemorado pelos colecionadores de rock em geral. O tema de abertura do álbum, Time Will Be Your Doctor traz belo trabalho instrumental onde baixo e teclado se revezam de forma brilhante durante o andamento da faixa. A melodia chama atenção pelo bom gosto. A canção traz também um bonito solo de guitarra e que demonstra que os músicos ti nham talento, estilo e personalidade, mesmo sendo sua estreia no mundo fonográfico. Na sequência temos Mrs. Prout novamente com destaque para o trabalho do tecladista Roy (Daze) Sharland e uma linha de baixo que é um show à parte. A banda contava com dois vocalistas em seu line up, sendo que nesta faixa o cantor é Grahame White que, aliás, faz o trabalho de forma muito competente além de também ser o guitarrista principal da banda. A terceira faixa do álbum é Just Look Around You, uma música de primeira linha e novamente trazendo um brilhante solo do guitarrista Grahame White. Para apreciadores desse esti lo, pode-se afirmar que é uma daquelas músicas que já paga o disco todo. Afternoon Out é basicamente um som psicodélico sessentista, lembrando de certa forma os Beatles da fase de Revolver mostrando um clima mais leve, alegre e para variar com bom trabalho instrumental. O segundo lado de Fuzzy Duck também é bom, apesar de não manter o mesmo nível da qualidade do primeiro. Não que as faixas sejam ruins, muito pelo contrário. In Your Time é um belíssimo som. O que ocorre na verdade é que o primeiro lado é um espetáculo de rock and roll e que faz da banda e disco algo muito bom e que mereça ser apreciado mesmo depois de tantos anos do lançamento original da obra. A capa do disco é bem-humorada. Entre seus relançamentos podemos citar o de 2001 pela Akarma, tanto em CD como em vinil, inclusive contando com nada menos do que quatro faixas bônus. Como curiosidade: a faixa A Word From Big D conta com um vocalista denominado Guest Star. Será que alguém se arrisca a adivinhar quem cantou nesta música? Arriscamos a dizer que se trata da figura da capa. A brincadeira é até interessante e mostra o bom humor que o grupo trazia para esta bela obra. Com o grande número de grandes álbuns lançados na época o Fuzzy Duck não conseguiu o êxito esperado e em pouco seus músicos trilharam outros caminhos. Após o encerramento das atividades, seus músicos trabalharam com diversas bandas conhecidas como Ten Years After, East of Eden, Maggie Bell, entre outros.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Time wil be your doctor (5:11)
2.Mrs Prouts (6:48)
3.Just look around you (4:24)
4.Afternoon out (4:59)
5.More than I am (5:33)
6.Country boy (6:04)
7.In out time (6:41)
8.A word from bid D (1:41)

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sábado, 7 de maio de 2011

La Mosca – npk2 (1970) [Spain]



Clássico do rock espanhol, o grupo La Mosca lançou esta pequena obra-prima chamada npk2 em 1970. Totalmente cantado em inglês, já tem em seu início uma maravilhosa faixa chamada Free cujo arranjo é de uma sutileza e bom gosto espantoso. Chega a lembrar em algumas passagens o ótimo Atomic Rooster de Vincent Craine. A próxima é uma faixa instrumental mais voltada a uma linha hard com pitadas progressivas e também colagens de jazz rock em alguns momentos. O que se destaca na canção é o órgão de Matt Sanvellian, exatamente o arranjador de todas as faixas do disco. Uma beleza de música. Atualmente raríssimo no formato vinil, o disco, por incrível que pareça, teve uma prensagem no Brasil na época de seu lançamento, sendo procurado por colecionadores de todo o mundo. A capa do disco é um caso à parte: a grande mosca estampada em fundo branco nos mostra a quanto maluca era a banda e certamente não estavam muito preocupados com a estética comercial que muitos seguiam à risca sob pena de serem esquecidos ou marginalizados pelo mercado fonográfico. As criações são divididas entre todos os músicos da banda. Faixas como Dreamy Sleeper – um blues com direito a gaita e uma produção para lá de simples, trazem um charme especial ao disco, alimentando ainda mais a sua fama de cult, ganha desde o lançamento até os dias de hoje. Yellow Flying Bird encerra o lado A de forma primorosa numa canção que chega em muito a lembrar as bandas brazucas dos anos de 1970. O lado B começa mais pesado com a ótima faixa Once Upon a Time, novamente com belo arranjo nesta excelente canção. Mademoiselle é uma pérola instrumental que demonstra como os músicos da banda eram criativos, habilidosos e com bom gosto. O final do álbum é com a faixa Warning Signals, canção mais voltada ao psicodelismo sessentista e fecha o álbum com chave de ouro. Mesmo com um resultado final bastante interessante, o La Mosca ficou apenas neste disco, mas que acabou tornando-se uma peça rara dos colecionadores em todo o mundo, felizmente relançada anos depois. A cópia brasileira deste ótimo álbum vale uma pequena fortuna nos quatro cantos do mundo. Recentemente npk2 foi relançado em CD e vinil pelo selo catalão Guerssen. Esta edição traz capa dupla, ótima prensagem além de um pôster do grupo com foto e informações técnicas.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Free (3:35)
2.Chemin de Fer (3:49)
3.Dreamy Sleeper (3:13)
4.Yellow Flying Bird (3:23)
5.Once Upon a Time (6:13)
6.Mademoiselle (3:27)
7.Warning Signals (4:46)

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Hurdy Gurdy – Hurdy Gurdy (1971) [Denmark]



Neste disco notamos que os músicos tinham muita influência de blues e jazz no currículo. A esta base combinaram algumas pitadas de música oriental, o que gerou um interessante hard rock progressivo. A produção do grupo e do engenheiro de som Freddy Hansson realçou todos estes elementos que aparecem nas músicas, aliás, a maioria delas compostas pelo guitarrista Claus Bohling. O grupo era originário da Dinamarca e estava sediado em Londres, onde absorveram toda a efervescência cultural que ocorria na capital inglesa no início da década de 1970 e que aparece claramente na faixa Peacefull Open Space, uma música conduzida pelo hipnóti co toque de uma sitar, e que mostra toda versati lidade de Bohling e com uma percussão com timbres orientais, proporcionando um agradável efeito psicodélico. Porém, esta música é a única em que essas característi cas fi cam mais evidentes. Já nas faixas restantes o que prevalece é a veia rocker do guitarrista como na faixa que abre o disco, Ride On, com um riff que se desenvolve sobre uma base perfeita fornecida pelo baixista Torben Forne. No entanto, este riff lembra vagamente a clássica “Baby, Please Don’t Go”, que foi regravada por inúmeros arti stas diferentes entre eles Van Morrison e o grupo Budgie, somente para citar alguns. Nas faixas seguintes – The Giant e Tell Me Your Name – o guitarrista fornece uma amostra da sua capacidade instrumental e da suas qualidades como compositor, principalmente em The Giant, que apesar do seu início um tanto quanto esquisito, é um formidável hard rock. Essas duas mostram que a citação alheia na faixa inicial deve ter sido um pequeno acidente. Os elementos de blues citados anteriormente surgem na composição Babels Tower, onde temos uma suingada mistura de gaita e guitarra, formando um agradável blues com toques progressivos. A temperatura esquenta novamente em Spaceman e Lost in the Jungle, duas vigorosas amostras do hard rock da banda, sendo que na primeira, com bateria quebrada, forte marcação do baixo e um contagiante refrão – sem falar do peso que exala da guitarra e a segunda, já mais cadenciada e com um delicioso groove de baixo. Duas músicas que valem pelo disco inteiro. O disco encerra com um belo hard blues: You Can’t Go Backwards, que é um cover do original de Richie St. John e tem um bom desempenho vocal. O álbum foi gravado no ano de 1971, mais precisamente entre os meses de maio e junho e editado pela CBS inglesa. Um trabalho altamente recomendado, coeso, inspirado e que não teve a merecida atenção de público na época do seu lançamento original. Esta pequena maravilha foi relançada em CD pelo selo Background Records no final dos anos de 1990 com três faixas bônus, versão essa postada aqui no blog.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Ride On (5:07)
2.The Giant (5:35)
3.Tell Me Your Name (4:27)
4.Peaceful Open Space (5:19)
5.Babels Tower (3:11)
6.Spaceman (4:22)
7.Lost In the Jungle (9:55)
8.You Can’t Go Backwards (4:00)

Bonus Tracks:

9.Chain Me Down (5:42)
10.Year Zero Now (3:06)
11.Improv (4:37)

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Fresh Maggots – Fresh Maggots (1971) [U.K]



Excepcional disco de folk desta incrível dupla, formada por Mick Burgoyne e Leigh Dolphin, ambos que com apenas 19 anos de idade na época, criaram uma verdadeira obra prima do gênero. Apesar disso o Fresh Maggots usava as guitarras como sua base instrumental, não fazendo exatamente um som folk tradicional como a maioria das bandas da época, pois eles tendiam mais para um som com levadas psicodélicas violões como acompanhamento. Super original, a dupla reunia técnica, estilo próprio e muito talento para criar um disco que se tornaria cult nos dias de hoje. Impressionante também a quantidade de instrumentos que a dupla usou neste disco e tudo isso com extrema competência e qualidade. A primeira faixa é Dole Song que apresenta um folk rock maduro, guitarras ácidas e instrumentos de sopro que dão todo charme à música. Já Rosemary Hil é próxima de um folk tí pico com destaque para os violões violinos. Mistura de Incredible String Band, Donovan, partes de Mellow Candle e até o diferente Gryphon nos momentos mais renascentistas, sendo uma das melhores faixas deste incrível e esquecido álbum. Quickie é uma curta e bonita faixa, com um folk mais tradicional baseado nos violões. Everyone Gone to War outra boa faixa deste lado A, cuja melodia triste aliada a uma base acústica e momentos mais ácidos também é bem interessante. Já And When She Laughs mostra um bom arranjo de violão, harmônica e um trabalho vocal acima da média. Balloon Song abre o lado B de forma surpreendente numa faixa interessante que passa por momentos mais progressivos e novamente as guitarras fuzzy se sobressaem. Who’s to Die lembra passagens renascentistas com um belo arranjo de cordas enquanto Elisabateh R é linda, apenas instrumental e também trazendo um belo arranjo de violões e parece algo saído diretamente da época dos cavalheiros da távola redonda. Frustration é a faixa que encerra o disco. Apesar da qualidade das faixas, da capacidade da dupla e de várias críticas super positivas em 1971, as vendas do álbum foram pífias, o que fez com que a gravadora não investi sse nos rapazes para próximos trabalhos e a carreira dos músicos parou por aí. Realmente Fresh Maggots merecia melhor sorte, pois a inspiração dos jovens músicos é algo impressionante. O disco, atualmente recomendado como um clássico dos clássicos do folk inglês teve relançamento pela Sumbeam Records nos anos 2000 também em vinil e mais especificamente em 2006, numa outra edição com duas faixas bônus. Ótima chance para os colecionadores que sempre desejaram o disco finalmente ter em sua coleção esta jóia rara já que sua versão original é quase impossível de ser encontrada.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Dole Song (3:23)
2.Rosemary Hill (3:30)
3.Quickie (1:23)
4.Everyone's Gone To War (3:55)
5.And When She Laughs (2:48)
6.Spring (3:21)
7.Balloon Spring (3:55)
8.Guzz Up (1:45)
9.Who's To Die (3:50)
10.Elizabeth R (2:50)
11.Frustration (6:00)

Bônus Tracks:

12.Car Song (3:59)
13.What Would You Do (2:42)

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Gracious – Gracious (1970) [U.K]



Este é o álbum de estréia da banda inglesa Gracious e que fazia um rock progressivo com tendência sinfônica, sem ser monótono ou repetitivo. Lançado em 1970 pelo selo Vertigo, traz um interessante trabalho musical, contendo faixas densas e que possibilitam ao ouvinte curti r aquilo que os fãs de rock progressivo apreciam, ou seja, boas melodias e instrumental bem executado em longas faixas. Apesar da qualidade das músicas, o disco não teve uma produção tão bem cuidadosa por parte da banda e do produtor Hugh Murphy como no segundo disco. Soma-se a isso o fato de a gravadora Vertigo não investir na banda, o que acabou fazendo com que o disco não chegasse ao público de rock na época e passasse em branco. O disco original é bem difícil de ser encontrado atualmente e houve relançamentos em formato digital do álbum, inclusive no famoso pacote dois em um, com ambos os discos da banda e também faixas bônus. O Gracious ainda teve um breve retorno em 1996, inclusive chegando a gravar mais um álbum chamado Echo, porém sem maiores repercussões. Gracious, o disco, tem apenas cinco faixas, iniciando com Introduction que chega a lembrar bastante as coisas do também inglês Van Der Graaf Generator, principalmente pelo intenso vocal de Paul Davis. Sem dúvida um belo início para este que se tornou um disco bastante recomendável aos colecionadores de rock em geral, principal com tendências progressivas. A próxima faixa é Heaven, que mostra variações no andamento e execução, um bom trabalho de guitarra e teclado além do refrão bem interessante. Uma bela canção que mostra a capacidade melódica da banda. Já o lado B traz a melhor faixa do disco, a progressiva e excelente, Fugue in ‘D’ Minor. A discrição musical da banda já pode ser sentida na capa do disco: toda branca apenas com um ponto de exclamação e o nome com letras pequenas e sem destaque ou qualquer fotografia dos músicos. O Gracious teve um belo início de carreira já no final dos anos de 1960 tendo inclusive realizado shows de abertura para o The Who, mostrando que os integrantes estavam bem relacionados, tendo inclusive chamado a atenção do guitarrista e líder dos Who, Pete Townshend. O Gracious ainda lançou mais um disco, chamado This is... em 1972 pela Philips, com uma produção mais caprichada que este, ainda que musicalmente talvez esta estréia seja um pouco mais consistente, mas assim como este primeiro disco não obteve muita repercussão e acabaram se dissolvendo. Internamente a banda também jamais conseguiu se entender quanto as suas preferências musicais, estilos a seguir, o que dificultou ainda mais qualquer busca por um sucesso maior.

Fonte: Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Introduction (5:53)
2.Heaven (8:09)
3.Hell (8:33)
4.Fugue in 'D' Minor (5:05)
5.The Dream (16:58)

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Affinity – Affinity (1970) [U.K]


Único trabalho desta boa banda que misturava rock progressivo, influências de jazz rock com passagens um tanto quanto cinematográficas. Foi lançado em 1970 pelo selo Vertigo e não chegou a decolar, mas nem por isso pode ter sua qualidade questionada. A primeira faixa, I Am And So Are You, é muito boa, um pop progressivo com um belo vocal de Linda Hoyle, ótimo instrumental, com destaque para os metais que acompanham a música. Aqui encontramos uma mistura musical bem equilibrada, com a voz de Linda combinando muito com o som da guitarra, baixo e bateria. Os teclados Hammond, como sempre, são um espetáculo à parte, como mostra a faixa Night Flight e ainda por cima os metais muito bem dosados, esbanjando versatilidade e que surpreendem pelo bom gosto utilizado. I Wonder If I Care As Much é uma balada carregada de emoção. O arranjo ganha densidade principalmente pelo trabalho intenso do tecladista aliado a uma belíssima base da bateria e baixo. Em alguns momentos chega a lembrar coisas mais ligadas à Black music americana, principalmente quanto ao timbre da sua cantora e da forte melodia. Mr. Joy, carregada de mistério, acompanhamento sutil do teclado e um vocal que sussurra de forma incrível durante a música, numa mistura de pop, progressivo e jazz rock de extrema categoria, evidencia a qualidade destes músicos. Uma das melhores faixas do disco. Já Cocoanut Grove até lembra a bossa nova brasileira e novamente a soul music é revisitada, principalmente em relação ao arranjo com violão, flauta e muito swing na melodia.Por estas faixas o álbum já agrada bastante e ainda temos de quebra uma releitura de All Along The Watchtower, de Bob Dylan. A regravação de quase doze minutos, faz com que a voz sensual de Linda Hoyle combine muito bem com a música e ainda há um ótimo trabalho instrumental, principalmente dos teclados de Lynton Naiff . Lembramos também que ninguém menos que Jonh Paul Jones (tecladista e baixista do Led Zepellin) foi o arranjador de algumas faixas do disco, justificando o alto padrão de qualidade do trabalho. Após o final da banda, os músicos acabaram seguindo outros caminhos. Linda gravou outro álbum pela Vertigo, chamado Pieces Of Me, em 1971, e que acabou se tornando uma verdadeira raridade anos depois. Quanto ao disco Affinity, existe um interessante relançamento em CD pela Repertoire Records, em 1993, que traz duas faixas bônus – Eli’s Coming e United States of Mind – e que também valem muito a pena. Foi também relançado em vinil pela Akarma Records. Mas bom mesmo é o relançamento da Lilith Records de 2007, numa edição dupla, caprichadíssima e trazendo nada menos do que oito faixas bônus, inclusive uma impagável versão de I Am the Walrus dos Beatles. Imperdível, um tremendo luxo.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.I am and so are you (3:31)
2.Night flight (7:15)
3.I wonder if I care as much (3:20)
4.Mr. Joy (5:02)
5.Three sisters (4:57)
6.Cocoanut grove (2:35)
7.All along the watchtower (11:36)

Bonus Tracks:

8.Eli's coming (3:32)
9.United states of mind (2:49)

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

The Storm – The Storm (1974) [Spain]



A Espanha também deu sua contribuição ao cenário roqueiro dos anos 1970. Apesar de não contar com muitas bandas de destaque, o país teve no The Storm um grupo interessante que gravou este disco em 1974 e que contém belas passagens roqueiras. Recheado de solos de guitarras é um disco urgente, rápido onde as faixas, cantadas em inglês, soam de forma bastante interessante. Com uma produção simples, inicia com I’ve Gott a Tell You Mamma, tema com instrumental de peso, garageiro ao extremo e refrão que já mostra a pegada dos músicos. Aqui as guitarras falam mais alto. Em I Am Busy o destaque fica por conta dos teclados muito bem executados por Luis Rodriguez. Os vocais de Angel Geniz também dão conta do recado, apesar de o refrão estridente soar um pouco exagerado. Logo em seguida, temos uma das melhores coisas do disco. Senor Llmado Fernandez de Cordoba tem uma bonita passagem de teclados garante uma bela diversão e surpreende tanto pela qualidade quanto pelo bom gosto da melodia. É nesta canção instrumental que The Storm brilha de forma mais intensa. A faixa nos remete a passagens da banda progressiva Procol Harum, principalmente pelo andamento do teclado Hammond. Vale lembrar que a melodia e arranjo são bastante identificados com a época. O solo de teclado executado durante a faixa também merece destaque. Realmente trata-se de algo acima da média. A seguir, temos Woman Wine, um poderoso hard rock. Por incrível que pareça, a parte vocal, rouca e gritada, lembra imediatamente Lemmy, baixista, vocalista e líder do mítico Motorhead. A música é um hard rock clássico, tí pico do período. O refrão é bacana e o trabalho instrumental mantém o alto nível. Aqui pode perceber que se trata de uma gravação praticamente ao vivo, sem truques de estúdio soando de forma crua e natural. Uma beleza de rock and roll. Impressionante como o The Storm soava pesado e denso já em 1974. It’s All Right é uma típica canção de hard rock com algum destaque abrindo o lado B. Aqui o The Storm mostra que era uma banda bem entrosada. Os trabalhos das guitarras soam diretos enquanto a base de baixo e bateria sustenta muito bem a canção. Guardadas as devidas proporções, I Don’t Know lembra momentos do Deep Purple, fase In Rock ou Fireball, principalmente pelo andamento dos teclados e guitarras. Trata-se de outro grande momento do disco que termina muito bem com a faixa Experiência Sin Organo, outro rock com belos solos de guitarra e arranjo pra lá de básico e pesado. Uma reedição do álbum em 2004 pela Wah Wah Records traz uma bela prensagem, além de encarte com reportagens da época do lançamento do disco e com fotos. Esta edição foi uma homenagem ao tecladista Luis Genil Rodrigues, morto em março do mesmo ano.

1.I've Gotta Tell You Mama (3:07)
2.I'am Busy (3:11)
3.Un Señor llamado Fernandez de Cordoba (5:42)
4.Woman Mine (4:44)
5.It's All Right (2:46)
6.I Don't Know (3:33)
7.Crazy Machine (6:58)
8.Experiencia Sin Organo (3:43)

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Waterloo – First Battle (1970) [Belgium]



Um dos grandes clássicos do rock belga e que surpreende pela criatividade, originalidade e qualidade das músicas e forma com que os músicos as executam. O disco estava praticamente condenado ao esquecimento quando em 1999 as gravações originais foram recuperadas, já que a fita master original havia sido perdida, trazendo de volta este bom álbum. O relançamento conta com doze canções do disco original e ainda mais seis faixas que não foram incluídas no disco original lançado em 1970. Começa com Meet Again, uma deliciosa melodia tí pica dos anos 1960, com belo refrão enquanto que a próxima, Why May I Not Know, é executada de forma fantástica, sendo basicamente uma mistura de Jethro Tull com um pouco de Raw Material, principalmente na flauta tocada por Dick Bogaert com coisas mais psicodélicas no final daquela década anterior. A quarta música, Black Born Children é um progressivo com passagens psicodélicas que lembra muito o grupo brasileiro Os Mutantes, tanto pelos arranjos vocais, instrumentais e também pela melodia. Influências clássicas são também percebidas, como na faixa Life, mistura de hard rock, progressivo na linha Emerson, Lake and Palmer. Por essas e outras, é fácil perceber que os músicos tinham educação clássica e estavam bastante influenciados pelo rock que estava sendo feito em países como Estados Unidos e Inglaterra naquele ano de 1970. Por incrível que pareça, a faixa Problems lembra Arnaldo Baptista em momentos de discos como Loki de 1974. As faixas são curtas, exceto para a longa Diary of An Old Man que, com seus onze minutos, se torna um ótimo momento do disco. O que mais impressiona no disco é a capacidade da banda em fazer ótimos arranjos, não mirando em algum gênero específico. A banda passeava pelo hard rock, progressivo, blues, jazz, beat, pop, sempre recheado de passagens clássicas. Vale destacar também a música Plastic Mind, rock mais melódico, mistura de Beatles, Love, Beach Boys, faixa extremamente criativa, seja pelo trabalho instrumental, seja pela rica melodia. Smile, lançada em single em 1970 é um bonita balada. A banda teve uma duração efêmera, gravando apenas este disco e realizando uma pequena excursão, inclusive abrindo shows para o Family.

Fonte: Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Meet Again (3:05)
2.Why May I Not Know (3:09)
3.Tumblin' Jack (2:36)
4.Black Born Children (3:45)
5.Life (2:49)
6.Problems (3:02)
7.Why Don't You Follow Me (3:33)
8.Guy in the Neighbourhood (2:57)
9.Lonesome Road (2:51)
10.Diary of an Old Man (11:01)

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Icecross – Icecross (1973) [Iceland]



Quem olha a capa deste obscuro disco, que mostra um estranho desenho de dois esqueletos, (um que parece de cachorro e outro de um humano), ao lado de uma cruz coberta de gelo sobre uma cova e com uma mão saindo de dentro desta e observar o nome dos integrantes e o local onde foi gravado e ver que foi em um país escandinavo, pode pensar que se trata de um grupo de Death Metal de meados dos anos 1990. Na realidade, trata-se de um grupo de hard rock setentista que editou este trabalho no ano de 1973 por um selo chamado Icecross Records, que tudo indica, foi criado pelo grupo exclusivamente para lançar o disco, que foi gravado no Rosemberg Studio, localizado na cidade de Copenhagem, capital da Dinamarca. Outro detalhe interessante é que não se trata de um grupo dinamarquês, e sim de um agrupamento originário da Islândia. Uma pequena ilha no mar do norte que não tem tradição nenhuma em bandas de Rock and roll. Isto mostra que desde que o músico tenha talento e criatividade pode se criar ótimos rock em qualquer lugar do planeta. Os discos contêm ótimos Hard Rock que são executados com muita competência e brutalidade pelos músicos. Isso aparece logo na primeira música, Wandering Around, um típico boogie rock com marcação segura de baixo e bateria cadenciada e interessantes intervenções de guitarra. Logo em seguida vem Solution, que tem uma linha de guitarra com um suave tempero lati no e introduz o tema desta surpreendente faixa, seja pelo emotivo vocal ou pelo ótimo trabalho do baixista que preenche os espaços cedidos pela bateria com precisão cirúrgica. Como todo bom disco de Hard Rock tem que ter uma balada, aqui tem A Sad Man’s Story, quase acústica, conduzida por violão e suaves harmonias de piano e outra convicente interpretação vocal. A quarta música é uma das melhores de todo o trabalho, Jesus Freak, tem uma estupenda introdução, viradas de bateria aliadas a uma vigorosa linha de baixo seguidas de densos solos de guitarra, que se alternam com uma vistosa linha melódica e um vocal declamando uma interessante letra, bem hippie, típica de uma época. Este é o grande momento do disco. 1999, a música seguinte, também, tem uma boa introdução com uma guitarra solando agressivamente, uma pulsante marcação de baixas e viradas enérgicas do baterista. Um tema bastante pesado e cadenciado que na metade apresenta uma linha melódica com soturnos acordes de baixo e guitarras com timbre quase orientais. A característica mais evidente nos temas criados pelo grupo são as introduções das músicas, quase todas com marcantes solos de guitarra que acontecem em Scared – um rock pauleira com tons ácidos. Nightmare é a faixa mais acelerada com uma atuação agressiva do vocal que transmite as sensações de um inquietante pesadelo, alternando momentos líricos com gritos de horror. The End é um tema cadenciado com andamento quase hipnótico gerado pelos acordes do baixo e um apropriado título que encerra este majestoso trabalho, um deleite para os apreciadores de um hard rock regado a agressivos e pesados riffs.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Wandering Around (3:24)
2.Solution (5:35)
3.A Sad Mans Story (2:49)
4.Jesus Freaks (5:44)
5.1999 (4:59)
6.Scared (3:57)
7.Nightmare (4:52)
8.The End (5:37)

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Rhinoceros – Rhinoceros (1968) [USA]



Aproveitando a efervescência do movimento psicodélico do ano de 1968, enorme sucesso de grupos da casa como os Doors e Love de Arthur Lee, o selo Elektra, contando com o produtor Paul A. Rotchild, apostava em novos nomes e um desses é o hoje desconhecido Rhinocerus. Sem dúvida, se trata de um nome de menor envergadura, mas que produzia uma música interessante. O disco de estréia, deles foi lançado em pleno 1968 e já na abertura traz a poderosa faixa When You Say You’re Sorry. Apesar do vocal mediano, a banda trazia três guitarras além de um órgão que tinha seu destaque também. Outra boa faixa é Same Old Say, faixa que fica entre o pop e a soul music. O charme da melodia e execução surpreende e mostra a versatilidade dos músicos. A terceira faixa é Apricot Brandy e trata-se de um interessante instrumental com destaque total para os teclados tocados de forma alucinada por Michael Fanfara que lembra vagamente Vincent Crane, do Atomic Rooster. That Time Of the Year foi a faixa de trabalho da banda – uma boa balada e que não surtiu o sucesso desejado para fazer a banda estourar. Outra canção que merece ser citada é I’ve Been There, pesada e ainda temos outra boa balada, Along Comes Tomorrow. Já You’re My Girl (I Don’t Want to Discuss It) é praticamente uma canção com direitos a metais e num vocal bem pomposo da black music do final dos anos 1960, uma das melhores coisas do álbum, aqui o vocalista John Finley encontra uma bela interpretação e mostra que neste gênero o músico se dava muito melhor. O disco foi bastante promovido pela Elektra e acabou não vendendo nada e algumas das suas canções acabaram se tornando sucesso na voz de outros, principalmente I Will Serenade You que brilhou com a banda americana de Three Dog Night, na década de 1970. A banda ainda gravou mais dois álbuns na sequência. Satin Chickens saiu em 1969 e Bett er Times Are Coming em 1970, mas mesmo com esse título otimista, não conseguiu alavancar a banda para o sucesso e em seguida encerraram suas atividades. De toda forma, é neste disco homônimo que a banda, com a sua melhor formação, gravou seu melhor trabalho. Apesar de o disco hoje em dia soar um pouco datado ainda assim é raro, bom e vale muito a pena tê-lo em sua coleção. O vinil original é bem difícil de ser encontrado e trata-se de um material gráfico bem interessante com capa dupla, foto interna bacana mostrando o visual um tanto quanto divertido da época. Existem lançamentos em CD, inclusive um de 2002 pela Collectors Choice e trazendo livreto com a história da banda.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.When You Say You're Sorry (3:51)
2.Same Old Way (2:03)
3.Apricot Brandy (1:58)
4.That Time Of The Year (4:11)
5.You’re My Girl (4:38)
6.I Need Love (4:23)
7.I've Been There (4:24)
8.Belbuekus (2:26)
9.Along Comes Tomorrow (4:37)
10.I Will Serendade You (3:19)

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Juan de la Cruz Band - Up in Arms (1971) [Philippines]



Ninguém em sã consciência iria afirmar que as Filipinas poderia estar inserida dentro do contexto do rock, principalmente se considerarmos a política interna do país e a época de que estamos falando. Mas se engana quem acha que a cena neste país não existia no início da década de 1970. E quem pode contrariar esta teoria é o grupo Juan de la Cruz Band. Responsável por lançar um dos tesouros escondidos no hard rock, o grupo filipino estreou em 1971 no mundo fonográfico das bandas de garagem com este que é considerado um dos melhores de seu país e verdadeiro objeto de desejo dos colecionadores. Extremamente simples, pesado, este conjunto de rock tem na guitarra e no vocal do seu líder, Wally Gonzalez, algumas canções que mostram a garra e pegada desta grande banda. O início com Justi CE (Where Are You) já põe a quebradeira para rolar. A guitarra é incessante durante a música e mostra que do outro lado do mundo também é possível se fazer um belo rock and roll. A técnica dos músicos surpreendia pela forma crua, natural e pesada com que desenvolviam os solos e como as faixas soavam como se fosse qualquer banda americana ou inglesa. A segunda faixa é uma balada de extrema beleza chamada Stranger in a Strange Land e que mostrava que a banda também tinha poesia em suas letras e compunha melodias harmoniosas e com qualidade. O lado A ainda tem Mystery Roach, faixa de Frank Zappa. Imagine você, os caras lá nas Filipinas em 1970 gravando Frank Zappa quando este ainda estava em seus primeiros trabalhos e ainda não tinha toda a fama e status que conquistaria a partir dos anos seguintes. Já Réquiem for a Head é quase um jazz rock com direito a solos de saxofone e que dão um charme extra para a banda além de um irresistível órgão hammond passeando por toda a música. Já a faixa Lady in White Satin traz como destaque a flauta de Romy Santos num belíssimo trabalho. O álbum termina com Love of a Woman, que apesar do bom trabalho do guitarrista, talvez seja a mais fraca do disco, mas mesmo assim o saldo final é extremamente positivo. O disco original é quase impossível de ser encontrado atualmente, durante anos rolaram alguns CDs copiados da edição em vinil feitos até com bastante capricho. Recentemente, a gravadora Sinshine editou o disco em vinil com o conteúdo idêntico ao original e felizmente pudemos então saciar a ânsia de ouvi-lo na íntegra e no formato bolachão. A capa do disco é antológica, mostrando os “japinhas” com aquelas caras de hippies e que se alguém olhasse para eles jamais diria que se trata de uma grande banda de hard rock. No ano seguinte, o Juan de La Cruz ain da lançaria Shake Your Brains, outro disco muito bom, agora como um trio, mas mesmo assim sem perder a categoria, força e simplicidade. Em sua carreira o Juan de La Cruz editaria mais alguns outros álbuns menos cotados. Apesar da fama deste que foi um dos primeiros grupos de rock das Filipinas, o lançamento do álbum na época foi um fracasso comercial. Atualmente é um dos clássicos do rock raro mundial em várias partes do mundo.
O álbum postado aqui alem das 6 faixas originais ainda contem mais 6 faixas ao vivo.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Justice (Where Are You) (6:46)
2.Stranger in a Strange Land (5:52)
3.Mystery Roach (2:33)
4.Requiem For A Head (5:59)
5.Lady In White Satin (5:21)
6.Love Of A Woman (5:49)
7.Kagatan - Live (3:37)
8.Balong Malalim - Live (2:40)
9.Beep Beep - Live (4:27)
10.Palengke - Live (2:05)
11.Langit - Live (10:03)
12.Sarap Ng Buhay - Live (5:07)

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Asoka – Asoka (1971) [Sweden]



Uma interessante mistura de música psicodélica com texturas de blues e hard rock é o que se encontra neste grupo sueco. Alguns momentos soam bastante pesados, com inusitado andamento e destaque para uma eficiente produção. As músicas são cantadas tanto em inglês como em sueco, o que dá um charme incomum na parte vocal, porém o destaque é o trabalho instrumental que é bastante interessante em boa parte da execução de todas as nove músicas do disco. A primeira tem o título de Psykofoni for Ekogitarr Och Poporkester e começa com uma marcação de baixo e bateria bastante acentuada e com um solo de guitarra psicodélico que pontua todo o início da música. Após uma quebrada no andamento, a guitarra abre o espaço para um órgão Hammond que executa um interessante diálogo com a guitarra. A próxima é Leave Me, com uma levada mais suingada, onde novamente o destaque é o trabalho do baixista e do baterista. Na sequência, temos Sevenssson Blues que pelo título parece ser um daqueles hard blues, porém o que vemos é um riff de órgão sobreposto a umamarcantepercussão, com um baixo solando o tempo inteiro e com um vocal bastante agudo. A mais freak do disco. Quando se acha que o disco não pode mais surpreender, eis que surge 1975, com um começo soando como grupos ingleses dos anos 1960 e um trabalho de piano com clima jazzístico. If You Fell é novamente guitarra dialogando com o órgão e um inusitado solo de violino no meio da música. Uma melodia contagiante inicia a faixa seguinte, Tvivlarem, conduzida pelo órgão e vocal, fazendo com que esta seja a música mais palatável do disco. I’m Trying (To Find a Way to Paradise) é um ótimo hard levado pelo órgão e rápidos solos de guitarra, lembrando bastante o Deep Purple na época do Machine Head e com um final surpreendente. O disco foi relançado em CD nos anos 1990 inclusive trazendo oito faixas bônus. Como balanço final, o Asoka não chega a ser considerado um clássico do rock raro da época, mas não tem como negar que se trata de um álbum bem agradável e que coloca a Suécia no mapa mundial do rock no período. Em 2004, o grupo voltou às atividades, inclusive tendo gravado um álbum em 2007 com o inusitado e óbvio nome de 36 Years Later.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Psykfoni For Ekogitarr Och Poporkester (2:12)
2.Leave Me (3:35)
3.Svensson Blues (3:28)
4.1975 (3:48)
5.If You Feel (4:25)
6.Tvivlaren (4:38)
7.I'm Trying (6:15)

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Armageddon - Armageddon (1975) [U.K]



Lançado em 1975 pela A&M Records, inclusive no Brasil, trata-se de um excelente disco de hard rock clássico. Contando com Keith Relf, fundador de bandas como Yardbirds e Renaissance, além de Marti n Purgh que tocou com Rod Stewart e Steamhammer, Bobby Caldwell, baterista do Captain Beyound, enfi m, só feras e que formaram literalmente mais um dos super grupos dos anos 1970, pelo menos em matéria de criatividade musical. Levemente datado, o som do álbum traz aquele interessante e conhecido formato musical do hard rock típico da época, o que não significa que hoje em dia a qualidade esteja comprometida, muito pelo contrário, o disco é um prato cheio para quem curte o genêro. O álbum original, inclusive na versão nacional, traz um encarte com a fi cha e letras das músicas, sendo mais um atrati vo para a edição em vinil. Já na abertura temos Buzzard, um show instrumental. Trio instrumental composto de guitarra, baixo e bateria, mostra um ótimo equilíbrio fazendo da canção uma abertura sensacional. Os trabalhos da guitarra de Martin Purgh são de um peso e criatividade que assustam. O vocal de Keith Relf também se destaca e já mostra que o disco seria um dos clássicos do rock raro. A segunda faixa é Silver Tightrope, que tem um início bem contundente e soturno. Trata-se de uma bela canção, expondo a técnica dos músicos e mostrando que o Armageddon inglês não desejava ser apenas mais um grupo de hard rock e sim um combo que deveria ser reconhecido como um dos baluartes roqueiros do período. A próxima faixa coloca a banda num patamar acima da média, já que a música Paths and Planes and Future Gains é mistura de rock progressivo com pitadas de psicodelismo embalada num belo arranjo. O alvum segue com as duas ultimas faixas, Last Stand Before, faixa no melhor estilo Led Zeppelin de Houses of the Holy, e na longa suíte Basking in the White of the Midnight Sun, que é subdividida em cinco partes e acaba sendo mais um dos destaques do álbum. Logicamente, o vocal de Relf não chega a ser comparado com Robert Plant, mas a qualidade das faixas e instrumental lembra bastante a outra também banda inglesa. Sem dúvida, um dos clássicos da década de 1970 e considerado por muitos como um dos grandes álbuns, o grupo não se firmou da maneira que todos acreditavam. Muito provavelmente os motivos foram o fato de o trabalho não ter sido bem lançado, comercialmente falando. Problemas com empresários, falta de apoio da gravadora, desentendimentos e problemas internos que assolavam os músicos levaram a banda ao esquecimento e, consequentemente, ao fim prematuro, mesmo após o lançamento deste belíssimo disco. Em maio de 1976, Keith Relf morreu tragicamente eletrocutado, pondo fim em qualquer aspiração da banda em continuar o trabalho com sua formação original. A capa do álbum é intrigante, trazendo uma foto do grupo num ambiente digno de fim do mundo, fazendo jus ao nome do grupo.
Mais do que recomendado, um álbum essencial.

1.Buzzard (8:16)
2.Silver Tightrope (8:23)
3.Paths And Planes And Future Gains (4:30)
4.Last Stand Before (8:23)
5.Basking in the White of the Midnight Sun (11:24)
a.Warning Comin' On
b.Basking in the White of the Midnight Sun
c.Brother Ego
d.Basking in the White of the Midnight Sun (Reprise)

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terça-feira, 3 de maio de 2011

The Frost - Frost Music (1969) [USA]



Hard rock psicodélico de primeira linha, o grupo americano de Detroit, The Frost gravou três monumentais álbuns, cuja característica do principal era a pegada super forte. A banda era liderada pelo ótimo guitarrista e vocalista Dick Wagner, músico que tocou com Ursa Major além de nomes como Lou Reed, Alice Cooper, Peter Gabriel, entre outros. Este é o primeiro disco da banda, cujas referências vão de Animals, Amboy Dukes, Zoombies, Love entre outros. A primeira faixa é Jennie Lee, um rock pesado com excelentes guitarras. O peso da faixa, guitarra solando em praticamente o tempo todo, viradas de bateria e um ótimo refrão já mostra que o The Frost era puro rock and roll sem fi rulas. Em seguida vem The Family, uma balada pop dos anos 1960 no melhor esti lo Kaleidoscope e outros do gênero. A Long Way Down from Móbile, quase um folk rock que arrepia dos pés à cabeça, com direto a gaita de Don Hartman que lembra bastante Dylan. Nesta canção Dick Wagner mostra sua categoria e garra como cantor, mesmo que seu forte realmente fosse a guitarra. A faixa mostra que, apesar de francamente roqueiro, o The Frost era uma banda com várias influências e sabia como poucos mesclar gêneros e acabaram por criar um disco com vários momentos que se destacam. O solo de guitarra e a melodia de Take My Hand são daquelas que grudam na mente, com excepcional técnica dos músicos. Mistura de Love, Animals e coisas da época, uma das melhores do disco. Mistery Man fecha o lado A em alta, lembrando os vocais do The Who. O grande destaque do segundo lado é a longa faixa Stand in the Shadows. Exatamente oito minutos de um maravilhoso rock and roll regado a muita guitarra de Dick Wagner. Na época do lançamento do disco a faixa Mistery Man chegou a alcançar elevados postos nas paradas de sucesso fazendo com que a banda se tornasse bastante popular em seu país de origem. Sem dúvida foi uma bela introdução para a carreira de Dick Wagner. Para este livro foi usada uma curiosa edição lançada na Argentina, com o tí tulo de Hombre Misterioso (Mystery Man) e com a capa do disco The Best of Frost, exatamente a música que fecha o lado A. Pelo visto, nossos hermanos fizeram uma bagunça total, mas isso faz parte do confuso mundo dos negócios do rock and roll. Como curiorisidade, antes do The Frost, Dick Wagner tocou na banda Bossmen com ninguém menos que Mark Farner que era o baixista da banda. Por volta de 1968, Mark saiu da banda para formar o Grand Funk Railroad, estourar por todo o mundo desde seus primeiros trabalhos e se tornar um dos grandes vendedores de discos em todo o mundo e um dos ícones do hard rock setentista.

1.Jennie Lee (3:04)
2.The Family (3:02)
3.A Long Way Down From Móbile (3:07)
4.Take My Hand (4:19)
5.Mystery Man (4:26)
6.Baby Once You Got It (2:37)
7.Stand In The Shadows (8:02)
8.Little Susie Singer (Music To Chew Gum By) (2:44)
9.First Day Of May (3:30)
10.Who Are You? (5:16)

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Mona Lisa - Avant Qu´il Ne Soit Trop Tard (1978) [France]



Avant Qu´il Ne Soit Trop Tard é o quarto álbum deste grupo francês que produzia um intrigante rock progressivo sinfônico e acabou por se tornar um dos melhores do gênero em seu país ao lado de grupos como Ange. Lançado numa fase mais decadente do rock progressivo, exatamente o ano de 1978, o disco acabou não se tornando um grande sucesso, o que não significa que se trata de um material menos interessante para fãs do gênero. A discografia do grupo é composta de cinco álbuns em sua carreira que começou em 1974 com o lançamento de L´Escapade e tendo Le Peti t Violin de Mr. Grégoire de 1977 como seu trabalho mais conhecido. Voltando a este trabalho, que já apresenta um dos destaques logo em sua abertura, um rock progressivo intenso com ótimo arranjo instrumental, passagens sinfônicas e um vocal fortí ssimo de seu cantor Dominique Le Guennec. A primeira faixa já é a canção título e já mostra de forma contundente o estilo grandiloquente do grupo Mona Lisa. Suas canções, como por exemplo, La Peste, mostra um grupo entrosado e que dominava o gênero, principalmente no uso dos teclados, letras (cantadas em francês) conceituais e momentos que variavam entre calmos e teatrais com partes intensas onde todos os instrumentos buscam um clímax, com momentos mais intensos, porém sempre apoiados em boas melodias. Vale salientar que o grupo, por vezes, exagerava um pouco nos arranjos e em alguns momentos se torna um tanto repetitivo ou cansativo. Souvenirs de Naufrageours traz quase oito minutos de um rock progressivo mais tenso e delirante. Para os fãs do gênero, é tranquilamente perceptível a semelhança com o grupo Marillion em seus principais momentos e álbuns lançados durante os anos 1980, principalmente na fase que contava com o vocalista Fish. No lado B do álbum, a sutil faixa Lena. Aqui novamente vemos um belo trabalho de teclados, além de um especial destaque para as flautas que, em conjunto com os sintetizadores e teclados, mostram um belo som épico e que, apesar de um tanto datado, é extremamente agradável de ser apreciado. O álbum termina com a longa suíte Créature Sur La Steppe. Trata-se de um som épico, mais intrincado e passagens mais climáticas se constituindo num dos momentos mais bonitos deste belo trabalho do rock francês. O álbum foi reeditado anos depois em formato digital trazendo uma capa diferente daquela que foi lançada em seu país nos anos de 1970. A reedição também traz três faixas bônus, exatamente faixas gravadas ao vivo de versões para Souvenirs de Naufrageurs, Créature Sur La Steppe e Lena.

1.Avant Qu´Il Ne Soit Trop Tard (3:30)
2.La Peste (6:00)
3.Souvenirs De Naufrageuer (7:00)
4.Tripot (4:00)
5.Lena (5:00)
6.Créature Sur La Steppe (9:30)
Comme Dans Un Rêve
L´Oppression
Avec Le Vent

Bonus tracks:

7.Souvenirs De Naufrageurs (live Version) (8:00)
8.Creáture Sur La Steppe (live version) (6:35)
9.Léna (live version) (6:12)

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The Old Man & The Sea - The Old Man & The Sea (1972) [Denmark]



A Dinamarca certamente não produziu tantas bandas durante os anos de 1970, sendo que este The Old Man & The Sea pode ser considerado como um dos melhores do país ao lado de Litt le Red Ivanhoe, Hurdy Gurdy, entre outros. A banda chegou a fazer relati vo sucesso em seu país inclusive abrindo shows para o Led Zeppelin na passagem da banda pela Dinamarca e mais tarde para o Jethro Tull. Se o som da banda era muito bom não podemos dizer o mesmo da capa do disco, pois a mesma, digamos, que não ajuda muito. Se fosse comprar o disco por ela, é provável que pensaríamos duas vezes, mas não se engane, pois o material é óti mo. A banda produziu um interessante disco de rock progressivo homônimo em 1972 e lançado pelo selo Sonet. O disco e banda de nome ti rado do clássico escritor Ernest Hemingway abre com Living Dead, trabalho interessante de teclados e principalmente numa linha de baixo que chama a atenção. Não era exatamente um progressivo tradicional, passeando por momentos entre algo mais pop rock principalmente na voz do cantor Knud Lindnard. Se não é um clássico, também não pode ser desprezado e a música já se apresenta como um belo início. Se ouvido com a atenção podemos observar que o ti mbre da voz do cantor lembra um pouco Jon Anderson do Yes, pelo menos nas partes mais agudas. O grupo, apesar de estar mais próximo do rock progressivo, chega a lembrar de leve alguns momentos do Traffi c, Atomic Rooster e até Jethro Tull nos momentos mais pesados da banda escocesa. Princess traz o mesmo modelo da faixa anterior, um bom instrumental, sendo
uma boa balada com solo de guitarra, belo refrão e duas vozes dando um toque especial à faixa. The Monk Song, dividida em duas partes, é outra boa canção. Aqui temos momentos, principalmente nos trabalhos vocais que nos remetem à infl uência da banda CSN&Y e mostra que a banda sabia também variar, não fi cando presa apenas na praia progressiva. Jingoism é uma canção interessante. A melodia conduzida pelo teclado de Hasten mostra uma banda equilibrada. O trabalho solo do guitarrista Stanley aliado à uma boa base de bateria e baixo também mostra a qualidade deste grupo. Já a faixa Prelude é uma boa balada que completa o disco mantendo o nível elevado. Um momento mais calmo do álbum. Aqui os teclados Hammond novamente brilham além do trabalho realizado em duas vozes e de rara beleza. O disco fecha com Going Blind, datada, arranjo bem suti l com belo acompanhamento do teclado e fl auta em alguns momentos da música. No geral, é um disco curto e efi ciente, exatamente como poderiam ser vários discos de rock em geral. Ao todo são sete faixas que mantém o pique e qualidade num alto nível. A banda jamais gravou outro disco tendo o relançamento deste álbum em formato digital anos atrás numa edição bem simplesinha. Atualmente o disco é uma verdadeira raridade entre os colecionadores, custando uma grana preta quando encontrado em seu formato original.

1.Living Dead (7:51)
2.Princess (6:02)
3.Jingoism (6:54)
4.Prelude (1:12)
5.The Monk Song 1 (5:54)
6.The Monk Song 2 (3:36)
7.Going Blind (10:31)

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Madison Dyke – Zeitmaschine (1977) [Germany]



Único álbum desta boa banda alemã, Zeitmaschine foi lançado em 1977 e traz um formato musical que mistura rock progressivo e sinfônico em sua base com alguns momentos que chegam a sugerir algo próximo do folk rock principalmente nas flautas de Burkard Ritt ler e também no andamento de algumas faixas. Um ponto que deixa a desejar no álbum se refere à sua produção, que tecnicamente deixou um pouco a desejar. Mesmo assim o saldo fi nal é positivo, principalmente por trazer boas faixas embaladas em arranjos competentes. O álbum foi lançado pelo selo Racket Records e apesar de a banda ser alemã, os músicos cantavam em inglês, seguindo uma tendência dos combos germânicos da época. O disco em questão abre com a longa suíte First Step onde já é possível conferir a qualidade da banda. Apesar de a introdução poder nos levar a crer que se trata de um rock progressivo, a música logo envereda para um folk, onde brilha a flauta executada pelo vocalista Burkard Ritt ler que tem uma voz até agradável, mesmo
que possa ser considerada como limitada em relação a sua extensão vocal e com poucos recursos técnicos. Em seguida, temos Cooking Time of an Egg, um típico som progressivo com passagens de violões, bem executados e fortemente inspirados no Yes da fase de Close to the Edge ou mesmo de Yes Álbum, de 1971. Next Conceptions, a terceira faixa, mostra um trabalho mais pesado pelo belo solo de guitarra além de um ótimo trabalho instrumental para uma canção que se destaca dentro do contexto do álbum. A introdução desta música mostra o bom gosto do grupo, trazendo principalmente um trabalho de cordas de primeira linha, sendo realmente um deleite aos fãs do rock progressivo da época. Vale ressaltar que o trabalho na introdução com violões de doze cordas e flautas são de uma sensibilidade extraordinária fazendo com que seja um dos grandes momentos do disco. As duas guitarras trabalham bastante nesta canção, inclusive trazendo um peso peculiar as bandas de hard rock durante a execução da faixa. A quarta e última música é a faixa-título do álbum. Zeitmaschine, que com seus longos 16 minutos e 28 segundos é o grande apogeu. Lembrando momentos do Eloy, a música tem uma grande variedade de belas passagens. A introdução, recheada de teclados, mostra que a suíte vem para fechar o disco em grande estilo. Brilhantes passagens com duas guitarras preenchendo todos os espaços aliados a um potente baixo e os teclados fazendo a parte melodiosa da canção. O único ponto mais limitado da canção é novamente a voz do guitarrista e cantor. Todas as quatro músicas do disco foram compostas pela própria banda e mostram que os músicos possuíam talento na arte de compor, além de se mostrarem bons, apesar de nenhum deles se sobressair sobre os outros. O saldo final é, sem dúvida, mais um bom álbum dos anos de 1970, que certamente em 1977 não teve grande impacto, mas ouvindo atualmente é perfeitamente possível notar o quanto ele é agradável, apesar de perceber que a qualidade do áudio original realmente não ser das melhores. A versão postada aqui alem das quatro faixas originais, contem duas faixas bônus.

1.First step (10:05)
2.Cooking time of an egg (4:09)
3.Next conceptions (6:18)
4.Zeitmaschine (16:28)

Bônus Track:

5.Walkin’ (5:25)
6.Dice – Box (5:12)

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Bread Love and Dreams - Amaryllis (1971) [UK]



O álbum Amaryllis foi lançado em 1970 e se trata do terceiro e último álbum desta ótima banda de folk da Escócia chamada Bread,Love and Dreams. Na verdade, a banda é composta por uma dupla de músicos crescidos em Glascow, David Niven e Angie Drew – e contaram com óti mos músicos de apoio, como Danny Thompson e Terry Cox – que tocavam no Pentagle, entre outros, para criar este belíssimo disco deste gênero musical tão difundido na Inglaterra entre o final dos anos 1960 e meados dos anos de 1970. Essa época rendeu, em muitos casos, excelentes bandas que nos ofereceram um grande número de belas obras de música folk, que vieram a se tornar clássicos do gênero.
O disco, considerado atualmente um clássico do folk rock, já começa de forma linda com a primeira parte de Amaryllis. A Part One é constituída da faixa Out of the Darkness and Into the Night, que é um belíssimo dueto vocal de David Niven e Angie Rew trazendo algo extremamente suti l, violões e um vocal que chega a arrepiar. A segunda parte da longa suíte é Zoroaster’s Prophecy, onde os violões trazem um folk no estilo medieval, que emociona. A terceira parte do disco é com Light, que não deixa a peteca cair. Aqui o dueto vocal funciona de forma esplêndida. A voz de Drew é doce e suave e faz com que a música se torne agradável durante toda sua passagem.
A segunda parte do álbum começa com Time’s The Thief, linda música que
mostra o potencial do cantor McNiven que, além de um ótimo compositor e guitarrista, ainda tinha uma bela voz, inconfundível para os amantes do estilo folk rock britânico. Amaryllis termina com Circle Of Night, também uma bonita faixa com um trabalho de destaque na percussão de Angie Rew. O lado B é um pouquinho inferior ao primeiro lado, mas mesmo assim trata-se de uma obra fundamental dentro do estilo proposto, fazendo deste um dos pilares do folk inglês, com certeza.
O Bread, Love and Dreams gravou ao todo três discos em sua carreira entre os anos de 1969 e 1972, sendo este um dos mais destacados. Se pudéssemos comparar o som da banda poderíamos situá-lo entre a Incredible String Band e o ótimo Dr. Strangely Strange. Nos anos 1990 surgiram diversas bandas influenciadas pelo folk britânico desta época, sendo que um dos melhores deles foi o Belle and Sebastian – exatamente do mesmo país do Bread, Love and Dreams. Toda a obra da banda foi relançada em CD e vinil pela gravadora Sunbeam Records nos últimos anos, permitindo o acesso total e irrestrito a mais esta obra. A estréia do Bread, Love and Dreams foi em 1969 com o álbum homônimo, muito bonito e onde a banda ainda estava em busca de um estilo definitivo. Na sequência, vem Strange Tale of Captain Shannon and the Hunchback from Gigha, de 1970, mantendo o alto nível. A carreira do grupo termina com este Amarillys de 1971 sendo um dos preferidos pelos fãs pela beleza e equilíbrio entre todas as faixas. Como resumo, podemos definir a banda como uma das melhores no genêro, principalmente para fãs do Fairport Conventi on, Lindsfarne, Pentagle, entre outros. O músico David McNiven também se destacou tocando na banda inglesa Human Beast em seu álbum de 1970.

1.Amaryllis (21:46)
a.Out Of The Darkness Into The Light
b.Zoroaster's Prophecy
c.Light
2.Time's The Tief (4:46)
3.My Stair-Cupboard At 3 A.M (3:33)
4.Brother John (4:03)
5.Circle Of The Night (3:17)

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Bodkin – Bodkin (1972) [UK]



Este marcante trabalho foi gravado por um grupo de jovens escoceses, através do selo West Records no ano de 1972. Antes de gravar esse material o grupo se apresentou em quase todo o circuito universitário da Grã-Bretanha e adquiriu uma sólida reputação devido às suas enérgicas atuações nos palcos. A base criativa do grupo era formada pelo guitarrista Mick Riddle e pelo tecladista Doug Rome, este último, que na época da gravação tinha acabado de completar vinte e um anos e possuía uma formação erudita que ele transpôs para as composições do Bodkin. Para se ter uma idéia da pegada do grupo, o Bodkin lembra muito grupos como Uriah Heep, principalmente nas passagens dos teclados que o Heep tão bem utilizava em álbuns como Demons and Wizards e The Magician’s Birthday, ambos de 1972, e também remete aos primeiros trabalhos do Atomic Rooster de Vicent Craine e Carl Parlmer. O som do grupo é um hard progressivo com estupendas melodias de órgão Hammond e interessantes solos de guitarra que criam uma música cheia de peso, cadenciada, com marcantes linhas de baixo e bateria. O álbum contém cinco longas faixas, com um clima de jam session, cheia de improvisos e agradáveis linhas vocais. As duas primeiras composições possuem o mesmo título: Three Days Aft er Death, separadas entre Part One e Part Two, sendo ambas bastante climáticas, como sugere o título, e são dois belos exemplos de hard rock progressivo bem típico da época. Nas três faixas seguintes, o órgão continua dominando as bases das melodias e travando sucessivos duelos com a guitarra, sobre uma eficiente seção rítmica, principalmente na terceira faixa – Aunt Mary’s Trashcan – onde os elementos citados anteriormente se destacam acentuadamente, proporcionando dez minutos de puro deleite para os apreciadores de músicas com diferentes climas na mesma composição. Aft er Your Lumber é, talvez, a que tenha a linha melódica mais acessível de todas as cinco composições do álbum, onde o vocal participa
intensivamente nos duelos entre o órgão e a guitarra. A viagem encerra com Plastic Man, que, com uma marcante melodia, em tons graves, introduz o tema onde o desempenho vocal é o grande destaque. Além do baixista Bill Anderson e do baterista Dick Sneddon, completavam o grupo o vocalista Zeik Hurme, que possuía um timbre vocal que combinava com as melodias criadas pela banda.
O interessante neste trabalho é que quando foi relançado pelo selo italiano Akarma no ano 2000, vinha com uma capa diferente do lançamento original. Esta reedição se abre em seis partes, formando uma cruz em chamas e com uma sinistra cabeça de bode na junção entre as duas partes que formam a cruz. Existe também uma reedição com capa alternativa inclusive trazendo como faixa bônus a música Three Days Aft er Death Pt. 2, apenas instrumental. Realmente um interessantí ssimo trabalho gráfico, que valorizou ainda mais esta verdadeira relíquia dos anos 1970.

1.Three Days After Death Pt. 1 (9:28)
2.Three Days After Death Pt. 2 (7:09)
3.Aunty Mary's Trashcan (10:48)
4.Aftur Yur Lumber (5:12)
5.Plastic Man (5:59)

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Alan Stivell - Chemins de Terre (1973) [France]


O folk medieval é uma das vertentes do rock que teve seu momento de glória na Europa durante o início dos anos 1970 principalmente em países como Inglaterra. Este movimento se estendeu para outros países do continente e a França foi um dos que recebeu essas influências. Bandas como Malicorne e Ange são bons exemplos. Outro músico de desta que do país e gênero é Alan Stivell, que atuou junto a músicos do próprio Malicorne e que teve como grande mérito a capacidade de criar uma longa e consistente carreira solo. Este Chemins de Terre é um dos melhores e mais consagrados trabalhos do artista francês. Utilizando diversos instrumentos de cordas, Allan nos brinda com este belo trabalho. O disco em sua versão vinil original possui uma linda capa dupla trazendo belas fotos em sua parte interior. Lançado em 1973 pelo selo Fontana e produzido por Franck Giboni, o disco traz belas canções, como Susy MacGuire, Ian Morrison Reel, entre outras. Cantado em língua francesa, o álbum ainda conta com músicos do grupo Malicorne como Marie e Gabriel Yacoub. Na verdade, todos os músicos citados são apenas participantes do disco, visto que Alan Stivell trabalhava praticamente de forma solo. A primeira metade do disco termina com a tradicional e ótima canção Oidhece Mhaith, que mostra o talento dele e de sua banda. A segunda parte tem como destaque Na Dro Nevez, faixa mais pesada do disco tendo um belo trabalho de guitarra. Allan toca vários instrumentos no disco como harpa celta, flauta, mellotron, harmônicas, entre outros, comumente usados por artistas de folk rock. Antes de gravar seu primeiro disco em 1970, Allan chegou a tocar em concertos com grandes bandas, como o grupo inglês Moody Blues. O disco em questão, o quarto de sua carreira, é um dos mais conceituados do arti ta. Anos depois, o cantor chegou a gravar com inúmeros artistas pop como a cantora Kate Bush e o vocalista e líder da banda Pogues, Shane McGovwan. Apesar de Chemins de Terre ser o disco analisado aqui no momento, vale a pena citar também que Renaissance de La Harpe Celti que, de 1972, é considerado um dos melhores trabalhos de sua longa e produtiva carreira.

1.Susy Mac Guire (3:35)
2.Ian Morrison Reel (4:09)
3.She Moved Through The Fair (4:13)
4.Can Y Melinydd (1:59)
5.Oidhche Mhait (1:53)
6.An Dro Nevez (3:45)
7.Maro Ma Mestrez (3:08)
8.Brezhoneg' Raok (3:08)
9.An Hani A Garan (4:11)
10.Metig (4:07)
11.Kimiad (3:34)

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Banco del Mutuo Soccorso - Canto di Primavera (1979) [Italy]



Depois de dois discos totalmente instrumentais, mais voltados para o fusion , Canto di Primavera marca o retorno da poderosa voz de Francesco Di Giacomo ao grupo. Também marca um período de transição para o Banco, que , a exemplo do que aconteceu com outros grupos prog, começava a procurar alternativas sonoras, uma vez que o progressivo já não estava mais no gosto das massas.
Assim o que temos em Canto di Primavera é a banda optando para um formato mais compacto para as composições , e utilizando em vários casos melodias mais leves e acessíveis ( Canto di Primavera, E Me Viene da Pensare). A influência fusion ainda é presente, como é verificável em Ciclo (brilhantemente emendada com a faixa-título), Circobanda e Interno Cittá.
Nessa busca por caminhos sonoros mais viáveis a banda alcança um resultando bem mais positivo que a maioria dos grupos que tentavam o mesmo (embora isso ocorra apenas nesse álbum - os discos do Banco na década de 80 são fraquíssimos) . As canções mais acessíveis são verdadeiras pérolas, com performances excelentes de Giacomo - aparentando querer mostrar serviço após seu afastamento- e instrumental impressivo: O solo de piano em E me Viene da Pensare é um dos mais belos momentos de toda a discografia da banda, instante de sensibilidade e virtuosismo simultâneos. Belos também são os teclados pungentes de Niente, canção mais dramática do álbum.
Um porém do disco é a timbragem dos teclados em certas músicas, que talvez represente a última moda da época, mas hoje soa um tanto estranha . Não é a toa que a extendida versão da faixa-título executada em turnês recentes, onde os teclados são substituídos pelo piano, soa muito superior a versão do disco (Quem ouvir o cd duplo Live in Mexico City , terá uma idéia do estou falando).
Mas de qualquer maneira Canto di Primavera é um disco bastante agradável de se ouvir , principalmente para os que não tiverem preconceito em ver o Banco em uma versão um pouco menos prolixa que nos trabalhos anteriores (embora mantendo a maior parte das características progressivas , o que não ocorreu nos trabalhos dos anos 80)
É baixar e curtir.

1.Ciclo (4:20)
2.Canto Di Primavera (5:30)
3.Sono La Bestia (4:35)
4.Niente (4:00)
5.E Mi Viene Da Pensare (3:20)
6.Interno Citta' (6:30)
7.Lungo Il Margine (4:50)
8.Circobanda (5:30)

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