quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Made in Sweden - Made in England (1970) [Sweden]



Trio Sueco, o Made in Sweden, foi formado em Estocolmo, no ano de 1968. Composto por Georg Wadenius (guitarra, piano, orgão, vocal), Bo Haggstrom (baixo e melotron) e Tommy Borgudd (bateria e percussão). A banda é uma das mais sobressalentes que a Suécia já nos trouxe. Com uma incrível mistura de jazz, prog e blues, ajudado pela grande maestria do músicos (Pekka Pohjola fez parte do grupo em meados dos anos 70), Made in England poder ser considerado uma das "Masterpieces" do progressivo Sueco, sem sombra de dúvidas.

1.Winter's A Bummer (5:30)
2.You Can't Go Home (3:39)
3.Mad River (5:08)
4.Roundabout (5:04)
5.Chicago, Mon Amour (5:08)
6.Love Samba (7:24)
7.Blind Willie (3:30)
8.Little Cloud (3:34)

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Xing Sa - Création de l'univers (2010) [France]



Qualquer pessoa que goste de um bom Zehul não pode deixar esse album passar despercebido, trata-se uma verdadeira prova de que o estilo está mais vivo do que nunca. O grupo na verdade é um projeto formado por três membros da banda Setna alem de outros três músicos. O album tem como tema a criação do universo, embora de forma um tanto confusa, quanto ao som, é surpreendente, é um trabalho mais focado nos teclados com direito a bastante moog e piano eletrico. Se encontra tambem momentos jazzisticos, e influências inclusive no Canterbury. Enfim, um album de atmosféra bastante agradável, podendo ser uma otima porta de entrada ao Universo Musical do Zeuhl.

1.Feu 1 (5:22)
2.Feu 2 (4:25)
3.Feu 3 (3:20)
4.Terre 1 (4:03)
5.Terre 2 (7:43)
6.Terre 3 (4:20)
7.Metal 1 (6:49)
8.Metal 2 (5:13)
9.Eau 1 (7:57)
10.Eau 2 (4:34)
11.Bois 1 (1:22)
12.Bois 2 (5:15)
13.Bois 3 (3:23)

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Sonny Boy Williamson - Down and Out Blues (1959) [USA]



Na Esquina é óbvio que tambem tem espaço para o Blues, então falemos um pouco sobre Sonny Boy Williamson.

Tambem conhecido como Aleck "Rice" Miller foi um famoso gaitista que com sua técnica peculiar influenciou gerações de gaitistas, como Howlin' Wolf, James Cotton e Junior Wells. Nasceu em Glendora, no estado do Mississipi, um pequeno vilarejo no condado de Tallahatchie.Tinha um programa na rádio KFFA de Helena, no Arkansas, que ia ao ar das 12:15 às 12h30 e foi exatamente nesse programa de Sonny Boy que B.B. King teve a primeira oportunidade de mostrar seu talento como bluesman. Em 1962, Sonny Boy foi convidado a participar de uma turnê pela Europa chamada "American Negroes Blues Festival", permanecendo em Londres, devido ao seu grande sucesso. No ano seguinte, uma nova versão do festival aconteceu , desta vez com o nome de "American Folk Blues Festival", organizado por Willie Dixon. Seu sucesso era tanto que muitos grupos imploravam para tocar ao seu lado, entre eles The Yardbirds de Eric Clapton e The Trinitys de Jimmy Page, Ciryl Davies, Chris Barber e Roland Kirk.No dia 25 de maio de 1965, Sonny Boy Williamson foi encontrado morto em seu apartamento. Morria um mito, nascia uma lenda. A lenda de Sonny Boy Williamson. O rei da Harmônica.
Sobre o album aqui postado, Williamson conseguiu reunir nos 34 minutos deste disco um repertório irrepreensível dentro do gênero, com pelo menos duas canções antológicas: “Don't Start Me to Talkin’” e “Your Funeral and My Trial”. Reza a lenda que a figura estampada na capa era um bluesman que caiu em desgraça com sua gravadora e acabou virando um mendigo.

1.Dont Start Me to Talkin (2:37)
2.I Dont Know (2:28)
3.All My Love in Vain (2:51)
4.The Key (To Your Door) (3:16)
5.Keep It to Yourself (2:50)
6.Dissatisfied (2:45)
7.Fattening Frogs For Snakes (2:22)
8.Wake Up Baby (2:59)
9.Your Funeral and My Trial (2:52)
10.Ninety Nine (2:40)
11.Cross My Heart (3:23)
12.Let Me Explain (2:55)

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Alusa Fallax - Intorno alla mia Cattiva Educazione (1974) [Italy]



Banda Italiana de Milão, que como várias outras de seu país teve o mesmo destino:lançar um unico disco,mas não um simples disco,na verdade trata-se de uma verdadeira Obra Prima.O Alusa Fallax gravou um dos albuns mais bonitos e atmosféricos de todos os tempos.Para quem gosta de Progressivo Sinfonico em especial o Italiano,não pode deixar de conhecer tal obra,e os que o conhecem (como eu)não pensam duas vezes em coloca-lo como um dos melhores já lançados na discografia Italiana ( e quem sabe mundial).
Aqui nesta obra descrita,ha generosas doses de flauta (Muito bem executada, um belíssimo trabalho),guitarra,um excelente vocal ( um dos melhores do Prog Italiano),Saxofone e um ótimo trabalho de Orgão (que lembra demais os conterraneos do Banco del Mutuo Soccorso)estes instrumentos se destacam fazendo um disco homogenio,sem uma musica ruim sequer,mas que com certeza tem seus destaques individuais (e como tem).
O Album conta com 13 musicas muito bonitas, as vezes complexas como "Carta Carbone" que é uma descarada musica com ritmos "caribenhos"inserida aqui,mas que em nada atrapalha,muito pelo contrário esta faixa é até muito boa, uma outra musica complexa é "Perche Ho Venduto il mio Sangue" que tem pouco mais de um minuto e meio ,onde ha varios ruídos e uma narração ao fundo. Esta faixa na verdade vale mais como introdução para a musica seguinte.
Os destaques deste disco (que não são poucos): "Soliloquio"( excelente faixa de abertura , toda instrumental onde a flauta dá o tom e se destaca),"Non Fatemi Caso"(Ótima, onde já entra o excelente e rouco vocal),"Intorno alla mia Cattiva Educazione","Riflessione al Tramonto","É Oggi"(Maravilhosa, a segunda melhor do disco, é impressionante o que eles conseguem fazer em apenas 3 minutos e pouco de musica),"Cio Che Nasce con me", "Per iniziare una Vita" e finalmente "Splendida Sensazione" ( Fantástica, a melhor do disco com excelentes duelos de guitarra de timbre mais pesado e flauta, já do meio para o fim da musica entra para complementar um ótimo saxofone, com certeza esta é uma das melhores musicas do Progressivo italiano).
Infelizmente após o lançamento deste magnifico trabalho em 1974 a banda veio a acabar por causa das baixas vendas, não conseguiram espaço no mercado fonografico como a maioria das bandas Italianas da época. Mas felizmente deixaram gravado um maravilhoso disco,uma Verdadeira "Pedra Preciosa" dentro do Progressivo Italiano e Mundial. Material digno de uma Nota 10,este "Intorno alla mia Cattiva Educazione"esta acima de qualquer suspeita. Altamente recomendado.

1.Soliloquio (2:58)
2.Non Fatemi Caso (4:28)
3.Intorno Alla Mia Cattiva Educazione (4:13)
4.Fuori di me,Dentro di me (3:03)
5.Riflessioni Al Tramonto (3:04)
6.Il Peso Delle Tradizioni (1:40)
7.Carta Carbone (3:36)
8.Perchè Ho Venduto Il Mio Sangue (1:43)
9.Per Iniziare Una Vita (4:20)
10.E' Oggi (3:05)
11.E' Così Poco Quel Che Conosco (2:32)
12.Ciò Che Nasce Con Me8 (4:12)
13.Splendida sensazione (5:45)

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Asterix - Asterix (1970) [Germany]



Formada em 1970, lançaram um unico trabalho homônimo, a banda que mais tarde mudaria o nome para Lúcifer's Friend. Fãs da banda consideram este como já sendo da Lúcifer's , só que com outro nome. Peter Hesslein começou a sua carreira musical em 1963 com a banda chamada Giants. Peter Hecht e Dieter Horns eram ambos membros de um grupo conhecido como German Bounds. Hesslein aderiu ao Bonds em 1968, que sobreviveu até 1970.
Neste momento os vários membros retormaram os estudos de design gráfico, em uma tentativa de garantirem uma carreira mais promissora.
Mas o apelo do rock n' roll era muito forte , e nos finais de 1970, os ex-integrantes do German Bounds, em conjunto com joachim Reitenbach, decidiram gravar um album. Precisavam de um cantor e finalmente encontraram John Lawto, que tinha sido do grupo Stonewall.
A nova banda de inicio se passou a chamar Asterix lançaram um unico disco homônimo e mais tarde muda o nome para Lúcifer's Friend.

1.Everybody (Bonus Single) (3:04)
2.If I Could Fly (Bonus Single) (3:02)
3.Look Out (3:09)
4.Gone From My Life (3:30)
5.Broken Home (4:26)
6.Time Again (3:08)
7.Jump Into My Action (3:28)
8.Open Up Your Mind (3:16)
9.Corner Street Girl (4:06)
10.Chance In You (4:08)
11.Morning At My Dawn (6:54)

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Spirit - Spirit (1968) [USA]



Formada nos E.U.A, durante a efervescente segunda metade dos anos 60,onde varios conjuntos começariam suas carreiras de sucesso e de grande prestigio mundial ( bandas como Deep Purple,Led Zeppelin,Black Sabbath,etc....), o Spirit não foi diferente estando neste seleto grupo, eles forjaram uma das melhores bandas do fim da decada.O Grupo teve seu inicio em 1966, eram conhecidos na época por The Red Roosters e contavam em sua formação inicial com Randy California (Guitarra e Vocal) , Ed Cassidy (Bateria),Mark Andes (baixo),Jay Ferguson (Percussão) e Mike Fondiler (Teclados).
Já no ano de 1967 , com a formação original (com a entrada de John Locke na vaga de Mike Fondiler) e rebatizados como SPIRIT partem para apresentações pelo país. Finalmente em 1968 entram em estudio para a gravação de seu excelente album de estréia,intitulado apenas "Spirit".O que se ouve neste exemplar é um Hard Rock Psicodélico caracteristico da epoca, sua sonoridade fica entre os conterraneos Iron Butterfly e Quicksilver Messenger Service.Ha grande predominancia do Orgão e da guitarra de grande teor psicodélico, mas estremamente pesada e um ótimo trabalho de bateria.
O disco conta com 11 faixas onde se destacam as seguintes musicas; "Fresh - Garbage ", "Uncle Jack" (excelente musica com um refrão bem agradavel, parecido com Beatles ), "Mechanical World" (Com guitarra mais Hard ), estas 3 faixas de abertura são realmente um ótimo cartão de visistas, "Girl in Your Eye"(bem psicodelica poderia estar em algum disco do BECK tamanha a semelhança, lembrando que em 68 ele nem era nascido) esta faixa conta com uma excelente citara,"Straight Arrow", "Gramophone Man"(com refrão empolgante),"The Great Canyon Fire in General", a excelente e longa "Elijah" (com quase 11 minutos é o destaque do album, esta faixa é toda instrumental com uma guitarra pesada, bem Hard e uma levada Jazzistica) e "Veruska" (que é a mais Hard do disco,tambem toda instrumental).
Grande disco de estréia ( acho eu ser esta uma das melhores estréias da decada) desta competente banda Norte Americana e que felizmente estendeu sua carreira pelos anos 70, com certeza vai agradar em cheio a maioria dos fãs do Hard Psicodelico.
Recomendadissimo.

1.Fresh-Garbage (3:11)
2.Uncle Jack (2:44)
3.Mechanical World (5:15)
4.Taurus (2:37)
5.Girl in Your Name (3:15)
6.Straight Arrow (2:50)
7.Topanga Windows (3:36)
8.Gramophone Man (3:50)
9.Water Woman (2:11)
10.The Great Canyon Fire in General (2:46)
11.Elijah (10:42)

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Deja-Vu - Between the Leaves (1976) [Norway]



Originaria da Noruega, "Deja-Vu" foi formada em 1975 após a saida de "Svein Rønning" e "Knut Lie" da banda "Host". Seu único registro foi lançado em vinil na época com tiragem de poucas cópias e ficou restrito a um pequeno grupo de fãs de rock progressivo.
As influencias sonoras nos remetem às bandas "Yes", "King Crimson" e um pouco de "Gentle Giant". Diferente de outras bandas do estilo que simplesmente "clonaram" suas influencias, "Deja-Vu" tem personalidade propria e marcante, empregando excelente técnica principalmente na guitarra, baixo e teclados. O vocalista "Kai Grønlie" tem facilidade para alternar seu timbre de voz mais medio-grave, com timbres medio-agudos, o que acentua ainda mais, o diferencial desta banda.

1.Burning Bridges (10:04)
2.Between The Leaves (5:49)
3.Free Man (7:15)
4.Flying (8:06)
5.5omebody Cares (10:46)
6.Time (7:00)
7.Visions Of Nirvana (6:26)

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Eclipse - Jumping From Springboards (2003) [Brazil]



Trata-se de uma banda aqui do Brasil mesmo, começaram fazendo covers de Pink Floyd em meados dos anos 90.
A banda nos brinda com um progressivo sinfônico de composições altamente versáteis, uma mescla de vocais masculinos e femininos sobre um som que nos remete a uma infinidade de influências, tais como Yes, Van Der Graaf Generator, Camel, Hatfield and the North, Genesis entre outros.

1.Urban Hermit (11:04)
2.Inca's Revenge (5:46)
3.Jumping From Springboards (8:30)
4.Mantiqueira (3:33)
5.Puzzles (7:30)
6.Manic Waltz (2:01)
7.Traffic Jams (4:12)
8.Ritual (6:26)

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Pete Fine - On A Day of Crystaline Thought (1974) [USA]



Com certeza uma cópia original desse album é uma das maiores raridades dentro da musica, posso dizer que até mesmo um link ativo do mesmo não é tão fácil assim de se achar pela internet. Esse album do talentoso Pete Fine intitulado de "On A Day of Crystaline Thought" é mais uma daquelas raridades que merecem ser apresentada a amantes de uma otima musica, sobre tudo de um som pra lá de viajante.
O que se encontra aqui é uma mistura de rock psicodélico e musica clássica unido ao estilo folk, lindos vocais, violões, alem de arranjos de beleza única e claro, a presença de Pete Fine, um verdadeiro mestre da guitarra elétrica e acústica.
Com certeza um album de beleza acima da média, mas que assim como muitos, esquecido no tempo e apreciados infelizmente por poucos.

1.Revelation, Prelude, For Sam (7:28)
2.Meditations (2:58)
3.Looking Ahead (4:46)
4.Sunrise (3:03)
5.Life (6:28)
6.Moo (4:47)
7.Bijinkies (4:27)
8.Rita (6:41)

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Sorcery - Sinister Soldiers (1978) [USA]



Antes de mais nada essa banda NADA tem a ver com as bandas sueca de mesmo nome de Death Metal ou com a americana de Black Metal. Esse quarteto de Chicago formado por Tim Barret (vocal), Paul Koster (guitarra), Dave Maycroft (baixo), Kieram Hoening (bateria) lançaram apenas dois albuns, esse em questão é o primeiro. O som tem um peso entre o Hard Rock e o Heavy Metal, baixo e bateria fazem o seu papel com muita competência e com uma marcação e me desculpando pela redundância, estremamente marcante, guitarra com excelentes riffs e um vocal que cai como uma luva na proposta da banda, com nítidas influências em Black Sabbath, Led Zeppelin e Jimi Hendrix, com certeza vai agradar em cheio a todos os que admiram aquele som com muito peso e que acompanham a transição do Hard Rock pesado dos anos 70 pra o que chamariam mais tarde de Heavy Metal dos anos 80.

1.Arachnic (The Dark King) (3:47)
2.Fly The Sky (2:49)
3.Sugar Sweet Lady (Debbie's Song) (3:54)
4.Last Good-Bye (11:35)
5.Slippin Away (For K.E.R.) (3:51)
6.Snowshit (8:51)
7.Airborne (3:21)
8.Sorcerer (4:31)
9.Schitzoid
(4:08)

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Kvartetten Som Sprangde - Kattvalls (1973) [Sweden]



O nome do grupo foi batizado com base em um livro do poeta sueco Birger Sjöber. As composições do grupo apresentam algumas influências de componentes latinos com solos de guitarra que lembram em alguns momentos grupos do final da década de 60. A presença do Hammond elucida esta caracteristica, mas de forma menos pesada comparando a grupos de HardProg. A evolução dos solos de guitarra é bem sincronizada com a percussão e solos de flauta . Kvartetten Som Sprangde é um dos grupos suecos que tiveram uma clara e forte influência de grupos do final dos anos 60 e 70, como os Allman Brothers, Santana e Graceful Dead. Enfim, trata-se de uma verdadeira joia da música sueca que ficou um tanto escondida nos anos 70, um prato cheio pra qualquer apreciador da boa musica, mas principalmente pra aqueles que gostam de um som muito bem orientando por orgão.

1.Andesamba (5:11)
2.På en sten (4:30)
3.Gånglåt från Valhallavägen (8:48)
4.Kattvals (4:48)
5.The Sudden Grace (4:52)
6.Vågspel (4:02)
7.Ölandsshuffle (3:14)

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Hawkwind - Space Ritual (1973) [U.K]



Gravado no mês de dezembro de 1972, Space Ritual configura, certamente, entre os melhores e mais influentes discos ao vivo da história do rock, quiçá da música.
É na verdade uma apresentação onde tudo deu certo – há exceções minuciosas de caráter subjetivo -, e que sobremaneira mostra um Hawkwind diferente, mais ousado e brutal diante seus trabalhos anteriores.
O repertório do show é estonteante, reúne faixas e mais faixas (algumas até repetidas) dos dois discos anteriores, além de músicas inéditas. É válido ressaltar a também beleza desses dois trabalhos anteriores, o talento de criação intrínseca dos músicos na época era, sobretudo, o ápice elementar que qualquer banda de rock psicodélico tentava – e deveria mesmo - atingir. Não obstante, poucas conseguiram, ao passo que podemos afirmar tranqüilamente que o Hawkwind é uma das principais do estilo.
Com a ajuda do poeta Bob Calvert, fica-se registrado a adição da maravilhosa poesia que enriquece o álbum do início ao fim, além das letras criadas a partir de semelhantes temas poéticos, como cosmologia, temor e futurismo.
Da que podemos chamar de space ópera-rock, devemos destacar o seu ambiente, é raro encontrar outro álbum com uma atmosfera hipnótica tão densa, a causar alucinações abstratas e delírios intergalácticos tão profundos.
O equilíbrio instrumental alcançado é de se salientar por muitas mais décadas também; teclados com sons espaciais, uso necessário dos sintetizadores, percussão sustentadora de tamanha potência sonora, guitarradas pesadas e distorcidas, fraseados de sax engenhosamente utilizados, seções rítmicas pulsantes no baixo, bem como um virtuosismo inteligentemente dosado acerca da proposta em questão.
Interessante também são as novas ramificações de gêneros vinculadas à banda, o que é caráter das faixas inéditas, a exemplo de 'Electronic No. 1', um maremoto de efeitos eletrônicos, a oscilar idéias de planos sci-fi artísticos a analogias efetivas empolgantes de bandas como Tangerine Dream em uma de suas melhores fases, à ainda fazer fronteira com a ambient music.
Dessas novidades apresentadas, em particular destaco 'Born to Go', um heavy-acid psych com riffs saturados da melhor categoria, a lembrar o estilo rock n' roll de fazer música da futura banda de uma das figuras mais lendárias de toda a cena: Lemmy Kilmister e seu Motörhead.
Vamos centrar agora nas canções do "In Search Of Space" e "Doremi Fasol Latido". Das do primeiro supracitado disco, destaco as "novas" 'Master of the Universe', já que na verdade existe uma repetição da mesma. A primeira é a minha predileta. Mais brutal e pervertida do que qualquer outra versão, a sua introdução é uma taxa superlativa de expectativa para qualquer ouvinte fã de rock pesado. E não tem com o que se decepcionar adiante. Toneladas e toneladas de riffs saturados e pesados, adjuntos com a performance stoner de Dave Brock, o baixo carregado de Lemmy e toda a energia turbulenta e estimulante que permeia a música é de fazer inveja as bandas hard da época que tentavam assaz transfigurar sons mais pesados, de instâncias rock cada vez mais superiores, como se fosse uma disputa.
Já do outro álbum, destaco duas faixas diferentes. 'Brainstorm' e 'Lord of Light'. Ambas são absurdas e bem menos light que as do disco anterior, creio que sejam as minhas músicas prediletas da banda. Os assombros de ambas atmosferas estão acima de qualquer descrição, são derradeiros e violentos hinos alucinógenos que servem para apenas três características: satisfação, influências e parâmetros valorativos inalcançáveis a medir canções com propostas semelhantes, como se fosse uma régua, onde estas estão no altar.
Não era bem minha intenção criticar alguma coisa do álbum, mas particularmente sinto ainda a falta da faixa 'Silver Machine', poder-se-ia mais uma a ser destacada.
Em tom libertino e criativo de se proclamar uma obra-prima futurista e semi-anárquica, a banda emergiu uma fusão músicas/capa das mais complacentes na história da música. É sem dúvida nenhuma, esteticamente, uma capa extremamente bela mesmo, dos mais altos âmbitos psicodélicos e qualitativos (obviamente subjetivo) que conheço. O que serve de forma inteiramente igual ao genial "Space Ritual" num todo.

CD 1:

1.Earth Calling (Live) (1:46)
2.Born To Go (Live) (9:56)
3.Down Through The Night (Live) (6:16)
4.The Awakening (Live) (1:32)
5.Lord Of The Light (Live) (7:21)
6.Black Corridor (Live) (1:51)
7.Space Is Deep (Live) (8:13)
8.Electronic No 1 (Live) (2:26)

CD 2:

9.Orgone Accumulator (Live) (9:59)
10.Upside Down (Live) (2:43)
11.10 Seconds Of Forever (Live) (2:05)
12.Brainstorm (Live) (9:20)
13.7 By 7 (Live) (6:13)
14.Sonic Attack (Live) (2:54)
15.Time We Left This World Today (Live) (5:47)
16.Master Of The Universe (Live) (7:37)
17.Welcome To The Future (Live) (2:03)
18.You Shouldn't Do That (Live) (6:55)
19.Master Of The Universe (7:26)
20.Born To Go (Live) (5:04)


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Ultimate Spinach - Behold And See (1968) [USA]



A banda foi fundada pelo compositor e multi-instrumentista Bruce Douglas. Um grupo com influências em bandas como The Doors e Jefferson Airplane, fazem uma original mistura de rock psicodélico, folk, musica clássica em uma alternância de ótimas passagens instrumentais e vocais que em suas partes femininas as vezes fazem lembrar Grace Slick e Sonja Kristina. Muito bem colocado também é os momentos de uso de instrumentos como flauta, sitar, cravo e o theremin.
Um trabalho muito injustiçado se colocado na balança de forma comparativa o seu “Qualidade musical/Reconhecimento”.
Musica psicodélica do mais alto nível.

1.Gilded Lamp of the Cosmos (3:04)
2.Mind Flowers (8:28)
3.Where You're At (3:11)
4.What You're Thinking of (Jazz Thing)(6:38)
5.Fragmentary March of Green (6:03)
6.Suite: Genesis of Beauty (In Four Parts)(6:45)
7.Fifth Horseman of the Apocalypse

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Peter Gabriel - Peter Gabriel I / Car (1977) [U.K]



Após sua traumatica saída do Gênesis em meados de 1975, Peter Gabriel decidiu passar um tempo recluso, cuidando da saúde de sua filha Jill (que no fundo seria o estopim final de sua decisão de sair do grupo) e pensando se deveria continuar ou não no meio musical.
Nem bem se acostumou com a decisão, Gabriel sofreria um duro golpe. Seu ex-grupo lançaria o primeiro álbum sem ele "A Trick Of the Tail" no inicio de 1976, e a banda atingiria a partir daí um sucesso comercial e artístico muito maior do que quando Gabriel estava no grupo. Isso, como ele mesmo diria anos depois, atingiu seu ego, pois percebeu, de uma forma não muito agradável, que ele não era a força principal do grupo, como a imprensa entre 1973-75 colocava de forma contundente, e que agora deveria repensar seriamente como deveria ser sua carreira solo, caso ele quisesse retornar ao meio artístico.
Ironicamente, foram os ex-colegas de grupo (Collins e Hackett principalmente) que o estimularam a voltar a encarar os estúdios e os palcos, e no final de 1976, em rápidas sessões de gravação, Gabriel produziria (com o ótimo produtor Bob Erzin) seu primeiro álbum solo, lançado em meados do ano seguinte, chamado simplesmente de Peter Gabriel (ou Car, como os fãs o chamariam).
É interessante ver como Gabriel foi cauteloso e ao mesmo tempo ousado e radical ao iniciar sua empreitada solo. Cauteloso chamando colegas e amigos talentosíssimos que seguiriam posteriormente com ele no decorrer de sua carreira (destacando o próprio Collins, Robert Fripp, Larry Fast, Jerry Marrotta e o seu mais fiel escudeiro, o excelente baixista Tony Levin), coordenando e evitando que excessos sonoros pudessem ser cometidos. Ousado por privilegiar os mais diversos tipos de ritmos e sons, em especial batidas africanas e sons latinos, em detrimento do som progressivo. E radical por abdicar quase que por completo das temáticas longas e complexas que fazia no gênesis, seja em seus discos, seja em seus shows. Claro que isso iria acarretar perdas,mas por outro lado daria uma característica mais original ao seu som, aliás Gabriel é considerado por muitos críticos um dos precurssores da world music.
Nesse trabalho, percebe-se que Gabriel começa sua carreira com o lado direito. Temos a clássica Solsbury Hill, um sincero, porém indireto, desabafo de sua saída do Gênesis, e de ter de certa forma recomeçar alguns aspectos de sua vida, essa música alias se tornaria um de seus maiores sucessos. Temos a estranha porém cativante moribund the burgeimester, onde se percebe ainda alguns traços de seu ex-grupo, mais especificamente em colony of slippermen, no seu som. Waiting for the big one, nos brinda com uma ótima batida de blues. Temos também as empolgantes modern love, down the dolce vita e slowburn, e ainda a ultra intimista here comes the flood , intercalando o piano de Gabriel com pitadas da guitarra de Fripp.
A turnê que seguiria esse disco em 1977, mostraria que Gabriel pretendia se distanciar de vez do som e da postura que assumia no gênesis. Nos shows, apenas uma música da banda (Back in NYC) era tocada e ainda víamos Gabriel abdicar das altas doses de teatralidade que tanto fez deslumbrar os fãs de sua ex-banda entre 1972-75, e mostrando a eles que iria literalmente recomeçar sua carreira, agora sob a forma solo.
Depois desse disco, Gabriel se distanciaria cada vez mais do progressivo (com exceção de seu segundo álbum solo de 1979, sob a produção de Fripp), caindo de cabeça na world music e em sons eletrônicos, atigindo o ápice da criatividade no excelente SO de 1986.
Ótimo álbum, mostrando como um artista consagrado em uma banda deve fazer para conseguir sobreviver na difícil empreitada solo, onde somente uma minoria consegue se manter sem fazer um constante flashback ao passado.

1.Moribund The Burgermeister (4:18)
2.Solsbury Hill (4:21)
3.Modern Love (3:38)
4.Excuse Me (3:20)
5.Humdrum (3:26)
6.Slowburn (4:37)
7.Waiting For The Big One (7:14)
8.Down The Dolce Vita (4:42)
9.Here Comes The Flood (5:56)

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MIA - Cornonstipicum (1978) [Argentina]



O MIA((Músicos Independientes Asociados) é um grupo de instrumentistas argentinos baseado nos irmãos Lito e Lilina Vitalle mais outros músicos reunidos com o auxílio dos pais dos irmãos. É um grupo de progressivo sinfônico do final dos anos 70 e produziu basicamente álbuns instrumentais. Lançou três álbuns de estúdio e um ao vivo. Este, Cornonstipicum, é o terceiro e mais aclamado disco da banda.
Quando adiquiri o disco fiquei meio receoso pelo fato de ser basicamente instumental (salvo por alguns coros lá-lá-lá e outros). E eu não podia estar mais errado. Esse é um disco fenomenal, um dos álbuns mais bonitos e bem construídos que já ouvi. Com certeza um dos melhores a serem produzidos na América Latina.
A música da banda basicamente gira mais em volta dos teclados de Lito, mas todos os intrumentos contribuem para a formação de melodias inesquecíveis: guitarras com timbres muito bonitos, bateria simples, mas eficiente, flautas e um pouco mais. O grande destaque fica pela suíte de mesmo nome do disco, 17 minutos de uma viagem, com momentos sinfônicos, muitas quebras e com direito a algumas passagens mais avant.
A primeira música do disco da o tom para o restante do álbum, uma música muito bonita, começa lenta e vai crescendo até uma explosão com flautas, num clímax que se perpetua até o final. Muito bom!
A segunda tem um clima mais oriental. Uma boa referência, ao menos para mim, é a música The Red Flower of Tachai Blooms Everywhere, do álbum Spectral Morning do Steve Hackett. Mais uma música de alto nível.
Já a terceira, por ser mais longa, dá mais chance para a banda liberar seu potencial. Uma música mais energética, e pela primeira vez no álbum há a incursão do coral, dando uma nova dimensão ao conjunto.
As duas próximas músicas funcionam como ponte para a suíte do disco. Las persianas é uma música que se centra nos vocais meio esquisitos, e apesar de curta, não deixa de marcar presença. Piedras de Color é basicamente um solo de Piano.
Então chegamos ao grande momento do disco, a suíte Cornonstipicum. Ela já começa, diferente do que geralmente ocorre com músicas compridas, num ritmo frenético, com uma bateria mais presente e depois passa para uma passagem de violão. A música inteira é uma grande viagem, e tem tal fluidez que você nem percebe o tempo se passando. A guitarra faz um trabalho muito bonito em algumas passagem. Mais pros últimos minutos, ocorre uma quebrada e se instaura um ritmo mais avant, com passagens mais quebradas e um vocal menos encantador. No final, a música termina como começa, num ritmo bastante agitado. Sem palavras para descrever essa música, simplesmente fantástica!!!
Já as músicas bônus vem do álbum ao vivo Conciertos, são basicamentes músicas em violão, mas muito bonitas. Se por um lado a sonoridade desvia um pouco da proposta do disco, por outro mantém-se a beleza das composições. Destaque para a primeira bônus. A última faixa já é uma música com o grupo, lembra um pouco música mais regional, me lembra mais uma vez algo pro lado mais avant.
Em suma, Cornonstipicum é um disco fenomenal, para quem gosta de progressivo sinfônico, belas melodias e uma música bem executada.
Recomendadissimo.

1.La Coronacion Del Farre (4:20)
2.Imagen III (4:53)
3.Crifana Y Tamilstenes (7:43)
4.Las Persianas No (0:45)
5.Piedras De Color (2:02)
6.Cornonstipicum (17:34)
7.Melusina (7:24)
8.Joe Pirata (2:56)
9.Iridio Puro (1:48)
10.La Caja Del Viento (4:35)
11.Los Gatos De Zully (5:37)

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Fleetwood Mac - Then Play On (1969) [U.K]



Dentre as bandas do "British Blues", movimento em que assim ficou conhecido durante a década de 60 por caracterizar-se de grupos britânicos onde tocavam o blues com uma nova roupagem, o Fleetwood Mac é uma das mais legais, inclusive responsável por um dos melhores albuns daquele cenário, "Then Play On".
"Then Play On" é o quarto álbum lançado pelo conjunto, em que todos os integrantes são remanescentes do grupo de John Mayall, a exceção de Jeremy Spencer e o jovem Danny Kirwan. O álbum em questão marca também a despedida de Peter Green, o até então líder da banda. O seu afastamento da música se deve a uma intensa esquizofrenia, apenas há alguns atrás o mesmo voltou a compôr e tocar.
A nuance de "Then Play On" difere dos discos anteriores, que por sua vez vigoram um blues/rock puro, descompromissado com texturas climáticas, melodias densas, célebre por sua vigorosidade, enérgico em quase cada nota. Muito disse se deve ao declínio do gênero em 1969 e a evolução natural dos músicos, bem como a interação de Danny à banda cada vez mais abundante. O guitarrista de 19 anos foi responsável por grande parte das composições, as quais normalmente com texturas mais pomposas, feitas sob medida e de qualidades aterrorizantes. No álbum seguinte a competência do músico é posta mais ainda em evidência, uma vez que tinha se tornado o líder da banda, lançando "Kiln House", a última obra-prima da trupe.
A introdutiva faixa 'Coming Your Way' é uma das amostras desse talento. Peter Green com sua voz diferenciada e guitarradas de timbres serenos, combinado as batidas percussionistas à la Carlos Santana em início de carreira, bem como a natural interação de solos virtuosos com Danny torna esta composição uma das peças raras do movimento.
Mostrando o lado versátil da banda novamente, 'My Dream' apresenta um dos momentos mais belos da parceria Green/Kirwan com sua melodia intensa, suave e arranjos de extremo bom gosto. A empatia de tamanha beleza chega a fluir o ouvinte em devaneios.
Enquanto que a híbrida 'Oh Well' divaga em dois momentos supernos. Na primeira metade Green lança aquele que talvez seja o seu melhor riff e um de seus melhores momentos, contando com seu jeito único de expressar feelings e criativas frases. Ao passo que na segunda metade a faixa perde o caráter rock e apresenta diferentes abordagens emotivas, com um espírito de fineza raro.
A ficar posto que o Fleetwood Mac não tinha perdido seu lado impulsivo, furioso e 'bluezeiro', 'Searching for Madge' serve como referência. Solos técnicos e brilhantes de guitarra estão em jogo e o senso criativo de Green borbulha em cada nota tocada.
O resto do album segue no mesmo nível, ouvi-lo não irá fazer mal a ninguem, muito pelo contrário.

1.Coming Your Way (Kirwan) (3:47)
2.Closing My Eyes (Green) (4:50)
3.Showbiz Blues (Green) (3:50)
4.My Dream (Kirwan) (3:30)
5.Underway (Green) (2:51)
6.Oh Well (Green) (8:56)
7.Although the Sun Is Shining (Kirwan) (2:31)
8.Rattlesnake Shake (Green) (3:32)
9.Searching for Madge (McVie) (6:56)
10.Fighting for Madge (Fleetwood) (2:45)
11.When You Say (Kirwan) (4:22)
12.Like Crying (Kirwan) (2:21)
13.Before the Beginning (Green) (3:28)

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Carmen - Fandangos In Space (1973) [U.K]



O Carmem é uma banda sui generis do rock progressivo inglês dos anos 70. Ela foi composta por um quinteto ordinário para rock progressivo, com dois vocalistas, Roberto Amaral e Angela Allen - sendo que a senhorita Allen também ficava encarregada dos deveres no teclado-, um baterista (Paul Fenton), um guitarrista (David Allen) e um baixista. Aliás, abrindo um parêntese, o baixista da banda é nada mais que John Glascock, que tocou com o Jethro Tull posteriormente, entre os discos Too Old e Stormwatch, e depois viria a falecer. Mas então, o que torna esse conjunto tão diferente? Na verdade, a banda é comumente classificada como folk-rock, mas não tocava no estilo inglês, e sim fazia um folk flamenco! Isso mesmo, uma banda da Inglaterra tocando música espanhola! E digo mais, a música da banda chega a ser mais “ibérica” do que muitas bandas espanholas chegaram a fazer.
O grupo lançou três discos: este que me proponho a resenhar e também o primeiro, Fandangos in Space, de 1973; o segundo, chamado Dancing on a Cold Wind (1974), talvez um pouco menos flamenco e mais sinfônico que o primeiro, mas contendo uma maravilhosa suíte, com muitos temas, de mais de 20 minutos; e o terceiro, The Gypsies (1975), o qual infelizmente nunca tive oportunidade de ouvir.
E como é essa sonoridade tão característica desse conjunto? Bem, baixo e bateria fazem um excelente trabalho, mas a musicalidade de ambos os instrumentos está mais voltada para o rock progressivo tradicional, com ritmo pegado e que confere energia à música. A guitarra também envereda por esse caminho, mas, por ser um instrumento mais sentimental, a forma como é tocada leva o som para atmosferas mais espanholas, lembrando em momentos uma guitarra típica desse tipo de música. Os teclados e sintetizadores, curiosamente a cargo da única (e bela) mulher do grupo, têm exatamente a sonoridade e intensidade que se esperaria de grupos como ELP ou Yes, mas o timbre remete fortemente também a uma sonoridade espanhola, e ajuda a construir e marcar também a sonoridade mais flamenco da música. Agora, vamos ao que mais se imprime na música do grupo. O trabalho vocal fica a cargo dos Allen e de Amaral. Angela possui um belo vocal, bem característico, mas não deixa de ser basicamente aquilo que estamos acostumados a ouvir no progressivo inglês tradicional, talvez com um pouquinho de sotaque. Já Amaral (e Allen em menor escala), imprime bastante a sonoridade espanhola, dando um tom marcante (talvez um pouco forçado e cafona) à sonoridade do conjunto. E é exatamente essa mistura, de um vocal tradicional comum a um mais característico, que não deixa a coisa forçar demais para um simples tom espanhol, tornando ainda mais singular o trabalho do Carmen. Contudo, ainda falta um dos pontos principais, aquilo que realmente torna a música da banda especial: é o trabalho sonoro-artístico típico da dança flamenca incorporada à música: a utilização de palmas, com a presença do sapateado e com as castanholas, que é feito na música de estúdio e também reproduzida nos shows, dando uma característica bastante dramática ao som. Esse trabalho com as mãos e os pés ajuda na composição da percussão, no preenchimento da sonoridade e é o ápice de todas as características flamengas na música da banda.
E o disco em questão? Na verdade, o álbum é a expressão de tudo o que eu citei acima, toda a qualidade sonora do rock progressivo inglês com sotaque espanhol. Uma mistura única. Os temas das músicas acabam caindo naquele lugar comum desse estilo: ciganos, amores proibidos, duelos entre cavaleiros, o mar etc. As letras são basicamente em inglês, mas de vez em quando aparece uma frase em espanhol para aclimatar ainda mais a música ao estilo proposto.
O disco é um trabalho bastante homogêneo, apesar de não ser um disco conceitual, há certa fluência das músicas, o que solidifica bem o trabalho. Este é composto por músicas bem vibrantes, características, mescladas com algumas mais calmas e suaves, mas sem ser melosas ao extremo. Por ser um trabalho tão homogêneo, não creio ser necessária uma distinção entre as músicas, mesmo porque acho que esse é um trabalho que necessite mais ser ouvido do que lido. Contudo, faço um destaque para as seguintes canções: Bulerias, a primeira do disco, e que já dá o tom, uma música vibrante, agitada, com um toque de rock, mas com alma e expressão do flamenco, com alguns vocais em espanhol; Sailor Song, que faz o estilo mais música calma, dando um contraste interessante; Looking Outside (My Window), uma perfeita mescla entre o rock progressivo inglês e espanhol, uma música pegada e com variações rítmicas; e Tales of Spain, com quase nove minutos, que sintetiza todo o trabalho de forma magnífica.
Enfim, um trabalho único, que apesar de ser bastante criticado e desmerecido, é uma verdadeira obra prima. Um disco ímpar, que recomendo uma audição a todos que apreciam o progressivo sinfônico e/ou simpatizam com o progressivo espanhol.

1.Bulerias (4:18)
a.Cante
b.Baille
c.Reprise
2.Bullfight (3:39)
3.Stepping Stone (2:45)
4.Sailor Song (4:54)
5.Lonely House (2:58)
6.Por Tarantos (1:44)
7.Looking outside (My window) (5:10)
a.Theme
b.Zorongo
c.Finale
8.Tales Of Spain (3:32)
9.Retirando (2:13)
10.Fandangos In Space (4:33)
11.Reprise (2:05)

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Mr. Brown - Mellan Tre Ögon (1977) [Sweden]



A História desta banda Sueca tem seu início no ano de 1972, quando dois jovens amigos de escola, Hakan Andersson (Vocal e Guitarra) e Bo Carlberg(Guitarra) resolvem montar uma banda para tocar covers de Carlos Santana. Junto a eles tocavam outros jovens amigos que são Robert Svensson (Baixo) e Kjell Johnsson (Bateria). Suas fontes de inspiração no inicio além de Santana são o Led Zeppelin e Jimi Hendrix.
No inicio fazendo apresentações em pequenos bares e em sua escola a banda começa a chamar a atenção e ganha mais um novo componente ,o tecladista Anders "Tocken" Nilsson. Com a entrada de Nilsson o grupo começa a ter novas ideias e passam a tocar em seu repertório musicas de conjuntos de Jazz e Progressivo ,especialmente Return to Forever, Pink Floyd e Genesis. Pelos musicos serem muito jovens e inesperientes a execução das musicas não ficou o ideal causando insatisfação na banda, com isso resolveram tocar material do Camel e Yes. Neste periodo outro amigo é chamado para integrar a banda era Jan Peter Strahle (Flautas e Clarinete).
Com o passar dos anos a banda começa a amadurecer e definir seu som e partem para a execução de um material próprio, material este de extrema qualidade. Nos anos de 74 e 75 a banda começa a fazer shows por outras escola vizinhas. Começam aí a chamar a atenção de gravadoras, seu estilo ficou calcado entre o Space Rock do Pink Floyd (pelo clima espacial das musicas) e o sinfonico do Camel e Focus (pelo ótimo trabalho de flautas e guitarra ).
Entre o fim do ano de 76 e inicio de 77 o MR.BROWN entra finalmente em estudio para gravar seu unico e excelente album chamado " Mellan Tre Ögon". O Disco é um Progressivo sinfonico muito bem executado , com musicas de extremo bom gosto, onde a flauta ,guitarras ( são 3 guitarristas),Hammond e Sintetizadores ( um show a parte de Anders Nilsson)são os destaques deste grande disco.
As musicas que são destaques são "Suicide"(belissima, com um agradavel saxofone ao fundo enquanto o hammond manda a ver quase a musica inteira), "Recall" ( Excelente, a melhor do disco em seus quase 10 minutos de duração, aqui a guitarra junto com sintetizadores,sinos e hammonds arrebentam),"Universe" ( atmosférica ao extremo),"Kharma 74"(Com excelente flauta e Hammond) e "Liv I Stad Utan Liv" ( a segunda melhor do disco e a unica cantada em Sueco, é tambem a mais agitada, com excelentes duelos de guitarras,flauta e Hammond).
O Disco seria lançado no fim de 77 mais encontra resistencia pois na época escutava-se muito Disco, Punk e Reagge e o fim dos anos 70 não foi um período muito bom para o Progressivo Sinfonico, pois tirando algumas excessões, e nela estava este maravilhoso album, o que se produzia no meio Prog era fraco nesta época. Com as baixas vendas e a dificuldade de se manter a banda acaba se separando deixando apenas esta pequena obra como registro, uma pena pois se ve neste disco que eles tinham grande potencial, este album é realmente excelente e mereciam uma melhor sorte com certeza, pois "Mellan Tre Ögon" é uma peça rara dentro do Progressivo Sinfonico. Aos fãs de Prog Sinfonico, um prato cheio, para deleitar-se do inicio ao fim, aconselhado sem sustos.

1.Suicide (6:53)
2.Recall The Future (9:25)
3.Resan Till Ixtlan (3:18)
4.Universe (3:38)
5.Kharma 74 (5:45)
6.Liv I Stad Utan Liv (6:58)
7.Tornet (0:54)
8.I'll Arise (2:34)

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Syd Barrett – The Madcap Laughs (1970) [U.K]



Syd Barrett não precisou de muitos discos para entrar no seleto grupo de rockeiros considerados gênios da música: na verdade, se tivesse lançado só o “Piper at the Gates of Dawn” – primeiro disco do Pink Floyd e único em que ele participou integralmente – com certeza já teria sido digno desse “título”. Mas eis que, com a ajuda de alguns membros do Soft Machine, Humble Pie e do próprio Pink Floyd, resolve pegar composições antigas, juntar com algumas novas e lançar seu primeiro disco solo, esse “The Madcap Laughs”.
Apesar das músicas aparentemente simples, em se tratando de arranjos e virtuoses instrumentais, esse foi um disco dificílimo de ser gravado, devido à cada vez mais acentuada esquizofrenia de Syd, que somada ao uso exagerado de ácido o tornavam cada vez mais uma pessoa distante de tudo e de todos, como se mesmo cercado de tantos músicos, ele estivesse gravando o disco sozinho. Pode-se imaginar a dificuldade dos outros músicos no estúdio em acompanhar as mudanças constantes de ritmo e tempo das composições de Syd. Talvez se os produtores não se preocupassem tanto em enfileirar várias músicas psicodélicas, cada uma com seu começo, meio e fim, o resultado final teria sido uma colagem sonora que teria muito mais a cara de Syd, mas sempre existe a preocupação com o mercado, mesmo que pra isso a personalidade original de uma obra acaba se diluindo.
Mas o resultado final foi sem dúvida espetacular. A capacidade de fazer músicas estranhas, mas ao mesmo tempo de fácil assimilação, é um talento muito pessoal de Syd Barrett. Não temos aqui muito que lembre a destruição sonora de uma “Interstellar Overdrive”, por exemplo,. O clima que permeia o álbum é de um minimalismo sutil e emocionante, faz o ouvinte se sentir sentado do lado de Syd no pátio da sua casa. O seu vocal é por vezes exausto, outras vezes empolgado, mas quase sempre esquisito; e as melodias nem podem ser classificadas como pop, ou rock, ou que for: são psicodélicas, simplesmente. E além de um extraordinário compositor, ele também era um excepcional letrista. O romantismo é o assunto quase predominante, porém nunca caindo no lugar comum; não há aqui frases surradas ou óbvias: Syd se deslumbra com a felicidade do amor correspondido e se emociona com a tristeza do amor perdido como um poeta que sentiu na pele essas emoções, mas na verdade ele era apenas uma pessoa sensível que sabia expressar bem as maluquices que passavam na sua cabeça, mas parece que cada vez mais ele foi perdendo o interesse em fazê-lo...
Quatro anos depois outro disco foi lançado, mas esse é sem dúvida seu melhor trabalho solo, um registro eterno deste que foi um dos artistas mais revolucionários e carismáticos que o rock já viu, e que nos deixou no dia 7 de julho de 2006, depois de passar anos recluso da sociedade apenas cuidando de suas plantas; mas a influência de sua curtíssima carreira artística continua até hoje sendo referência para qualquer pessoa que queira levar um estilo de vida paralelo à mesmice e caretice, e provando como é possível ser genial apenas abrindo as portas da mente e deixando os pensamentos fluírem sem restrições.

1.Terrapin (5:04)
2.No Good Trying (3:26)
3.Love You (2:30)
4.No Man's Land (3:03)
5.Dark Globe (2:02)
6.Here I Go (3:11)
7.Octopus (3:47)
8.Golden Hair (1:59)
9.Long Gone (2:50)
10.She Took A Long Cold Look (1:55)
11.Feel (2:17)
12.If It's In You (2:26)
13.Late Night (3:10)

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Food Brain - Bansan (Social Gathering) (1971) [Japan]



O Food Brain foi uma espécie de supergrupo do rock japonês, cuja efêmera existência baseou-se quase que completamente nos atos ao vivo, e por isso mesmo, apenas um registro de estúdio acabou sendo concebido. No plantel da trupe constavam: Shinki Chen (Shinki Chen & His Friends, Speed Glue & Shinki), Hiro Yanagida (Shinki Chen & His Friends, Love Live Life), Masayoshi Kabe (Speed Glue & Shinki) e Hiro Tsunoda (Flied Egg, Strawberry Path). Ao ver essa escalação, seria de se pensar que o som pendesse mais para o lado hard/psych, contudo, a direção da banda versa mais pelo progressivo psicodélico, baseando-se em jams instrumentais guiados pelos furiosos e viajantes teclados de Yanagida, na melhor onda de um space-rock e psych.
O disco, totalmente instrumental, tem como base um rock básico expandido para a psicodelia, ‘progressivismo’ e experimentação, criados pelo virtuosismo instrumental de cada integrante do conjunto: baixo e baterias pesados e marcantes, conduzindo o ritmo da música; riffs de guitarra ecoando por todos os lados (apesar de que, apesar de este instrumento estar a cargo do renomado Shinki Chen, ele é o mais apagado do trabalho); fora o desbunde ‘tecladístico’ já citado.
É possível separar as músicas em três grupos: o primeiro, das faixas com mais de um minuto e menos que dez (ou seja, as de número 1, 3, 4 e 6). Nelas temos a superexpressão do jam instrumental progressivo psicodélico, em que, apesar de haver a delimitação de uma estrutura musical básica, os instrumentistas abrem espaço para a improvisação em cada canção, criando músicas extremamente empolgantes e chapantes, de ritmo rápido e marcado, com muitas variações. Apesar de serem um pouco diferentes entre si, é difícil apontar um destaque entre elas, todas são muito cativantes dentro de seus respectivos contextos (como o rock´n´roll experimental de Liver Juice Vending Machine ou o vórtice espacial de Waltz For M.P.B.), mas talvez a composição que mais apetece e sintetize as demais seja Clock (essa com destaque para o trabalho de Chen).
O segundo grupo constitui-se das pequenas porções de música com menos de um minuto (faixas 2, 5, 7 e 9). São peças que contrastam visceralmente com o primeiro grupo de canções, pois se baseiam em idéias completamente distintas do eixo do disco, buscando fonte em, por exemplo, mantras hindus (Naked Mountain), e, pasmem, até num sambinha nipo-brasileiro (The Conflict of the Hippo and the Pig) (!). Essas faixas têm como função a de quebra de ritmo do disco como conjunto, reforçando o lado psicodélico e experimental da obra.
A terceira parte do álbum é composta somente pela longa música The Hole in a Sausage, que sem dúvidas merece um capítulo a parte. Essa faixa é a mais experimental do trabalho e também destoa um pouco do eixo prog-psych do disco. Nela, temos um pouco da “porra-louquice japa”, com muita dissonância e cadência, muitas quebradas, ritmos variados, com um pouco de tudo, rock, prog e até mesmo música erudita e gêneros de vanguarda (inclusive com participação de instrumentos de sopro).
Em suma, um disco bem diferente e bastante interessante, uma boa salada de frutas com tudo que o rock japonês dos anos 70 tem de melhor. E, apesar de tão impactante ao primeiro encontro, creio que esse é um trabalho que tem o potencial de agradar um largo espectro: sejam os amantes do hard-psych japonês, do progressivo psicodélico em geral e até mesmo aqueles que preferem o lado mais experimental da música, mas não tem restrições quanto à presença de algumas estruturas mais ‘convencionais’.
Recomendadissimo.

1.That Will Do (9:16)
2.Naked Mountain (0:33)
3.Waltz for M.P.B. (3:45)
4.Liver Juice Vending Machine (3:18)
5.The Conflict of the Hippo and the Pig (0:35)
6.Clock (5:27)
7.One-Sided Love (0:52)
8.The Hole in a Sausage (15:05)
9.Dedicated to Bach (0:52)

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Frank Zappa - Freak Out! (1966) [USA]



Há álbuns que são emblemáticos por seu caráter inovador, outros por sintetizarem uma época, e alguns por serem geniais, pura e simplesmente, sem necessidade de maiores definições. Diante de Freak Out!, encontramos conjurados todos estes elementos, que por si só já bastariam para pôr o dèbut de Frank Vicent no panteão dos clássicos absolutos. No entanto, o registro fonográfico de que estamos falando aqui não se limita a estes lastros - transcende-os. Vejamos.
Freak Out! não é apenas "mais um álbum revolucionoso dos anos 60". É um dos pilares que sustentaram o rock de vanguarda que estaria por vir nos anos posteriores, desde o krautrock ao R.I.O. O uso de uma instrumentação tradicional em rock bands de modo totalmente anti-convencional e a adição de cordas e sopros criativamente originais abriu infinitas possibilidades para arranjos instrumentais em grupos de rock, evocando música erudita de Varese, big bands jazzisticas e ensembles free jazz.
Freak Out! não é apenas "mais um álbum que retrata os mágicos anos 60". Ele é cáustico, musicalmente e liricamente. Decerto estão ali os elementos da pop music da época em doses elevadas, mas tais elementos são carregados de tanta autocrítica e ironia que se convertem numa incomum interpretação lúcida daquele 1966, de modo que podemos nos permitir a um hegelismo para assim o definir: Freak Out! rompe continuando.
Alguns podem pensar que exagero nesta resenha. Este primeiro álbum de Frank Vicent ainda se apresenta, admito, como um álbum pop, recheado em sua maior parte de canções de forte apelo comercial, e o próprio Frank realizaria obras bem mais complexas e extremas ao longo de sua carreira. Contudo, neste álbum é que estão presentes, pela primeira vez, as idéias musicais posteriormente desenvolvidas.
Freak Out! é o começo, a semente de diversas novas linguagens musicais. Mais que qualquer outro, este é o álbum revolucionário da década de 1960.

1.Hungry Freaks, Daddy (3:27)
2.I Ain't Got No Heart (2:33)
3.Who Are The Brain Police? (3:33)
4.Go Cry On Somebody Else's Shoulder (3:39)
5.Motherly Love (2:43)
6.How Could I Be Such A Fool (2:11)
7.Wowie Zowie (2:51)
8.You Didn't Try To Call Me (3:16)
9.Any Way The Wind Blows (2:54)
10.I'm Not Satisfied (2:38)
11.You're Probably Wondering Why I'm Here (3:38)
12.Trouble Every Day (5:49)
13.Help, I'm A Rock (4:43)
14.It Can't Happen Here (3:55)
15.The Return Of The Son Of Monster Magnet (12:16)

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Terreno Baldio - Alem Das Lendas Brasileiras (1977) [Brazil]




Uma das mais respeitadas bandas de rock progressivo nacional o Terreno Baldio é sempre de cara comparado aos ingleses do Gentle Giant, para esta comparação fazer sentido basta ouvir o primeiro album deles que tem o mesmo nome da banda, a similaridade é explícita, sendo assim no que tange a complexidade e competência músical só por este fator eles já levariam grande crédito.
O álbum em questão chamado "Além das Lendas Brasileiras" mostra um Terreno Baldio ainda com uma sonoridade muito próxima a do Gentle Giant, mas o que torna este álbum único é a mistura de influências do folclore nacional, passeando por conhecidas lendas como Saci Pererê, Curupira, Caipora e outras, eles conseguem adaptar essa sonoridade ao tema da música com impecável qualidade e sucesso, as letras são simples e diretas, infantis até poderia dizer, mas isso é o de menos, até dão uma charme anti-pretensão as músicas. Este álbum foi na verdade um pedido da Rede Globo para seu programa de televisão Sítio do Pica Pau Amarelo, usando-o assim como trilha, mas foi descartado por ser considerado de "difícil audição", acabaram então por escolher músicas do Gilberto Gil.
Um álbum um tanto quanto raro de ser encontrado, então se você tiver oportunidade de adquiri-lo nem pense duas vezes.

1.Caipora
2.Saci Pererê
3.Passaredo (Chico Buarque/Francis Hime)
4.Primavera
5.Lobisomen
6.Curupira
7.As Amazonas
8.Iara
9.Negrinho do Pastoreio (instrumental)

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Le Orme - Felona e Sorona (1973) [Italy]



É impressionante a musicalidade deste fantástico álbum do trio italiano. A perfeita fusão entre os contrapontos da música erudita, a técnica do mais puro free jazz e a agressividade característica do rock resulta em um trabalho de grande lirismo e qualidade instrumental.
A primeira composição intitulada Sospesi nell'incredibile (Suspensos no inacreditável) percebe-se a vertente jazzística do baterista Michi dei Rossi em toda a faixa findando-se em um solo estarrecedor. O impressionante é como conseguiram segurar boa parte da música em apenas uma nota o que sintetiza bem o título da mesma.
Logo após é apresentado um tema mais leve (Felona).Violões e flauta doce produzem uma atmosfera pastoral. A seguinte é La Solitudine di chi protegge il mondo (A solidão de quem protege o mundo) na qual o tecladista Tony Pagliuca demonstra ser virtuoso ao piano e está carregado de fortes influências chopinianas. É simplesmente mágico. Quando tudo se abranda L'equilibrio (O equilíbrio) acontece de forma surpreendente. É pleno de técnica instrumental.
Segue a sorumbática Sorona, assim como o planeta de nome análogo, lúgubre e sombrio.
Attesa Inerte (Espera inerte) é bem experimental e ousada.
Ritratto Di Un Mattino (Retrato de uma manhã) reapresenta o tema inicial de La Solitudine di chi protegge il mondo com um acompanhamento mais pesado, inclusive com guitarra.
All Ínfuori Del Tempo (O passar do tempo) é a conclusão literária da obra com violões, sintetizadores e percussão.
Por fim a opulenta Ritorno Al Nulla (Retorno ao nada) de instrumental forte e denso,é o gran finale desta obra prima do rock progressivo.

1.Sospesi nell'incredibile (In Between) (8:43)
2.Felona (1:58)
3.La solitudine di chi protegge il mondo (The Maker) (1:57)
4.L'equilbrio (Web of Time) (3:47)
5.Sorona (2:28)
6.Attesa inerte (The Plan) (3:25)
7.Ritratto di un mattino (The Balance) (3:29)
8.All'infuori del tempo (Return to Naught) (4:08)
9.Ritorno al nulla (3:34)

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Arkham - Arkham -1970-1972 (2002) [Belgium]




Ótimo canterbury experimetal, lembra um pouco bandas como Soft Machine e Egg, porém totalmente instrumental. Em relação aos grupos citados, o estilo do Arkham me soa como mais técnico e, às vezes, mais próximo do fusion. Suas músicas, embora algumas tenham certo improviso, são mais planejadas.
Arkham, além de ser uma cidade que aparece nos livros de H. P. Lovecraft, é a lendária banda belga na qual Daniel Denis (baterista e principal compositor do Univers Zero) e Jean-Luc Manderlier (tecladista do Magma da época do MDK) tocavam. O Arkham fez várias pequenas apresentações na Bélgica e se dissolveu em 1972, quando Christian Vander (Magma) convidou Denis e Mandelier para seu grupo, o que ocorreu antes de gravarem o primeiro disco. Mandelier permanesceu no Magma por mais de um ano, enquanto Denis fez apenas umas poucas apresentações. Posteriormente, Daniel Denis fundaria o Necronomicon, que mudaria de nome para Univers Zero.
Em 2002, a gravadora Cuneiform lançou o disco Arkham, cujo material é proveniente de algumas gravações ao vivo das apresentações do grupo, ocorridas entre 1970 e 1972. A qualidade de gravação realmente não é das melhores e varia um pouco de música para música; mas, em geral, elas têm praticamente o mesmo nível de qualidade do Third do Soft Machine.
Por somente agora ter sido lançado este disco, imaginava que ele só teria valor histórico; mas estava completamente enganado: a qualidade artística é ótima. Também contrariamente ao esperado, o estilo do Arkham difere muito do Univers Zero, pois todas as músicas são compostas pelo Jean-Luc Mandelier. Somente em Tight Trousers encontro uma espécie de marcha em estranho tempo que me lembra Univers Zero, e parece ser inspirada em Stravinsky.
A bateria rápida e precisa de Daniel Denis é uma constância neste disco, exceto em "Bleriot: visibility poor", que é inteiramente tocada por teclados dissonantes. Não há uma música sequer neste disco que não seja muito boa, todas são incrivelmente bem tocadas, são bastante elaboradas e "quebradas". Recomendo enfaticamente este disco para quem aprecia o lado experimental do progressivo (especialmente do canterbury).

1.Upstairs in the granary (5:11)
2.Eve's eventuful day (part 5&6) (3:22)
3.Monolitic progression with antecipated rupture (8:00)
4.Brussels shortly after (8:30)
5.Bleriot: visibility poor (8:18)
6.With assays of bias (10:21)
7.Eve's eventuful day (part 3) (4:45)
8.Riff 14 (8:48)
9.Tight Trousers (4:37)

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Redd - Tristes Noticias del Imperio (1978) [Argentina]



O Redd é um grupo portenho, ativo entre os fins do anos 70 e início dos 80, originário da cidade de San Miguel de Tucuman, no extremo norte da Argentina.A discografia do grupo consiste de dois álbuns, lançados com formações diferentes: Em "Tristes Noticias del Imperio", o primeiro álbum, atua um trio, liderado pelo baterista Juan Escalante; no segundo, Cuentos del Subsolo, um quinteto, sem a presença de Escalante, que abandonara o grupo devido a problemas auditivos.
Embora muitas características - como a referência crimsoniana, os vocais e guitarras influenciados pelo blues, as melodias amargas, melancólicas - estejam presentes nas dois álbuns, é notável que o trio de "Tristes Noticias..." soa mais cru que o quinteto de "Cuentos", que demonstra um cuidado um pouco maior nos timbres e produção.
A despeito destes detalhes " Tristes Noticias.." é um trabalho interessante, onde o grupo mostra composições de alto nível como é o caso de "Reys em Guerra", a faixa-título e as instrumentais kamala, 1, 2 e 3 , que apresentam um certo sabor andino (boas perfomances do guitarrista Albornoz ao violão) . O grupo dá ênfase , mais do que em variações rítmicas e intricados diálogos entre os instrumentos, a sonoridades mais atmosféricas. Os ritmos aceleram e desaceleram, mas as quebras, embora aconteçam, são mais incomuns do que é usual no progressivo.
A exceção de Escalante, um baterista excelente, nenhum outro músico demonstra uma grande primazia técnica. No entanto, todos mostram bom senso ao construir os arranjos ,sabendo explorar muito bem certos nuances das composições, edificando os climas melancólicas,elemento essencial na identidade da banda .
Para os admiradores da discografia progressiva portenha , provavelmente a mais diversificada da América Latina, é uma obra de grande interesse, principalmente por não se parecer com nenhum outro grupo argentino.

1.Tristes Noticias del Imperio (9:20)
2.Kamala (04:11)
3.Reyes em Guerra (05:20)
4.Matinée (08:01)
5.Nocturno de Enero (02:30)
6.Parche Harmonico (03:45)
7.Kamala II (05:00)
8.Intro (01:40)
9D.espues de Um Mes (4:20)
10.Kamala III (5:00)

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Flax - One (1976) [Norway]



A banda é norueguesa e lançou em 1976 seu disco ‘One’ pelo mitológico selo inglês Vertigo, sendo o único lançamento escandinavo do selo pelo o que sei. Com um Hard Progressive, muito bem produzido, todo cantado em inglês em um vocal um tanto acido, cheio de Mellotron e com um estonteante trabalho de guitarra o disco surpreende. Canções como ‘Pain In The Arse’ e ‘Clever Man’ demonstram o lado mais pesado do disco, já ‘Hell on Earth’ e ‘Mirrors’ o lado mais progressivo, e o conjunto da obra, um disco muito bom.

1.Demon In Your Heart
2.The Way Here
3.Have You Seen My Friend
4.Hell On Earth
5.Wanna Rock You
6.Pain In The Arse
7.Clever Man
8.Crusaders
9.Leaving Home
10.Mirrors

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