quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Analogy – Analogy (1972) [Italy]



Existem discos que nos chamam atenção por algumas características individuais e que ao longo do tempo se tornaram verdadeiros tesouros musicais procurados por colecionadores nos quatro cantos do mundo. E este Analogy é sem dúvida um destes casos. Somente pela capa do disco já se percebe que não se tratava de um grupo comum, que a proposta artística da banda era inovadora e que não estava presa em conceitos firmados e restritos. Para se ter uma idéia de quão raro é este trabalho, basta lembrar que a edição original foi lançada com apenas cerca de 1000 cópias e que chega a custar uma pequena fortuna. Tudo se inicia no ano de 1970, quando quatro músicos alemães que residiam no norte da Itália uniram seus interesses musicais a outros dois músicos italianos e formaram um grupo, o qual batizaram de The Yoice e já no ano seguinte lançaram um single que chegou a fazer um pequeno sucesso localizado. Em 1972, após algumas mudanças na formação, mudaram o nome do grupo para Analogy e gravaram o seu primeiro disco auto intitulado, que viria a se tornar um clássico do progressivo, principalmente pelo personalíssimo timbre vocal da cantora Jutt a Nienhaus.
Quase todas as músicas do disco possuem aquele toque característico de teclados e guitarra com uma marcação de baixo e bateria com forte influência de rock e blues. Além do interessante vocal, surpreende a habilidade do guitarrista alemão Martin Thurn e o tecladista italiano Nicola Pankoff , principalmente na faixa Indian Meditati on, uma maravilhosa composição baseada no diálogo entre guitarra e órgão. Uma forte base rítmica com influência folclórica aparece na música Tin’s Song, uma pequena peça com um arranjo acústico com base no piano e violão. Porém o destaque é a faixa Dark Reflections, composição do guitarrista Thurn, e Analogy, creditada como uma obra de todos os integrantes do grupo. Na primeira, todo o poder instrumental do grupo aparece logo nos primeiros acordes da canção, que, aliado a um impressionante desempenho vocal, vai se desenvolvendo em um tema bastante emotivo ao longo dos sete minutos.
Em Anology, o início é mais sereno e vai se transformando num crescendo instrumental, onde em um primeiro momento sobressai o trabalho de órgão para em seguida dar espaço para um poderoso riff de guitarra, marcado por um acompanhamento preciso de baixo e bateria; na sequência um solo de guitarra secundado por um discreto desempenho de baixo e o piano leva a música para um final contemplativo como no início. The Years At the Spring, outra atuação impecável de Jutt a Nienhaus e com mais balanço do que as faixas anteriores, novamente a guitarra é o destaque soando bem rock and roll. Pan-Am Flight 249 é um hard progressivo com elementos de blues, marcado por uma linha de baixo com um timbre bastante interessante. As reedições em CD lançadas nos últimos anos têm como bônus as músicas do compacto lançado no início da carreira além do outro trabalho do grupo, The Suíte, que tinha uma sonoridade mais folk progressiva com vários elementos de música renascentista.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Dark Reflections (7:00)
2.Weeping May Endure (4:50)
3.Indian Meditation (4:10)
4.Tin's Song (1:40)
5.Analogy (9:45)
6.The Year's At The Spring (4:35)
7.Pan-Am Flight 249 (5:15)

Bônus Track:
8.Milan On A Sunday Morning (6:07)
9.God’s Own Land (3:33)

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Um comentário:

  1. O file nao esta disponivel no megavideos aki um file q acho ta funcionando http://megaupload.com/?d=RT5OUWRN abrss

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