sexta-feira, 18 de março de 2011

Yes - Fragile (1971) [U.K]



Com a saida do tecladista Tony Kaye (muito criativo mas pouco habilidoso) abriu-se no Yes espaço para a entrada do lendário tecladista Rick Wakeman (muito criativo e muito habilidoso) que deixou as coisas muito mais interessantes. Com essa nova excelente formação (Jon Anderson, Chris Squire, Steve Howe, Bill Bruford e Rick Wamenan), o Yes lança no fim de 1971 o disco Fragile - Composto de 4 musicas da banda e 5 peças individuais de cada músico. O disco é excelente, a começar pela capa, que marcou o início das capas piscodélicas do Yes feitas por Roger Dean.
Roundabout, com certeza trata-se da música mais famosa do Yes dos anos 70. Começa com um acorde de piano de tras pra frente, uma harmonia muito interessante no violão e finalmente entra um riff matador de baixo. A bateria de Bruford (em todo o disco) é muito incomum. Minimalista, poucas batidas, muita tecnica, muita sensibilidade e tempos absurdos ele faz uma das percursões mais bonitas que eu já escutei. Os vocais de Jon Anderson são muito bons, apesar das letras serem totalmente ridículas e sem sentido. A voz funciona como mais um instrumento. A música tem ainda pequenos solos excelentes de Wakeman e Howe "duelando".
Cans And Brahms, faixa solo do mago Rick Wakeman em que foram usados vários teclados para reproduzir um pequeno trecho de música clássica do compositor Brahms.
We Have Heaven, música em que Jon Anderson cria harmonias consigo mesmo sobrepondo sua voz várias vezes com melodias interessantes.
South Side Of The Sky, mais uma música excelente da banda que por razões desconhecidas, nunca foi executada ao vivo. O riff principal (que dizem ser roubado de uma composição de Howe com uma banda de que fez parte anteriormente) é intimidante, intercalado por pequenas improvisações (sim, Howe afirmou que sempre tocava e até compunha improvisando!) que nunca se repetem. Ainda temos uma passagem
solo de Wakeman no piano que dá uma sensação espacial, cuja parte final é sobreposta por uma harmonia vocal belíssima feita por Anderson, Squire e Howe. A música parece que se encaminha pro fim com o som do piano ficando cada vez mais baixo, mas inesperadamente a música volta à distorcida frase principal antes de terminar, uma obra prima.
Five Percent For Nothing, uma das músicas mais estranhas já feitas. Bruford gravou a bateria e os outros integrantes da banda foram sobrepondo riffs que contrariam qualquer teoria musical, com tempos
de lógica muito obscura. A música parece estar toda quebrada quando surge um acorde de orgão para consertá-la e todos instrumentos parecem se ajeitar. Essa música de 35 segundos não é um groove... é um exercício de independência de cada um dos músicos. O título se refere aos 5% que pertencia ao empresário da banda.
5% do trabalho pra nada.
Long Distance Runaround, a musica mais pop do disco, se é que se pode dizer isso. Começa com piano e guitarra tocando exatamente a mesma melodia, que me lembra chorinho. Logo entram baixo e bateria tocando em tempos diferentes sobre essa melodia. A parte vocal é mais lenta com baixo e guitarra tocando praticamente a mesma coisa. E volta ao riff inicial. Isso se repete algumas vezes, com pequenas mudanças. É a música mais simples do album e termina emendado-se com a próxima.
The Fish (Schindleria Praematurus, composição solo de Squire em que baixos e mais baixos vão sendo adicionados e se sobrepondo aos poucos, acompanhados por bateria. Squire Usa baixo com vários efeitos diferentes, inclusive um wah-wah e uma distorção que fazem o baixo soar como uma guitarra. Sobre isso Anderson repete "Schindleria Praematurus" ecoando a melodia de um dos baixos. Gostaria de saber oque isso significa. É uma boa música, mas após ter escutado o disco muitas vezes se tornou um pouco repetitiva e irritante.
Mood For A Day, belíssima música de Steve Howe, mostrando que domina o violão como poucos. Com influências óbvias de música clássica e espanhola. Ótima, mas ainda prefiro The Clap do Yes Album.
Heart Of The Sunrise, e o melhor fica guardado para o fim. Essa música é um petardo. A frase inicial, pesadíssima, me lembra muito uma certa parte da música 21'st Century Schizoid Man (King Crimson - In The Court Of The Crimson King). Segue-se uma frase muito bonita e lenta do baixo que aos poucos vai sendo preenchida com um mellotron com som de violino e uma bateria que... Bom, essa bateria é um caso a parte. Bill Bruford consegue não apenas fazer a percursão da música, como também parte da melodia!! Sem nunca repetir nada!! Esse é um dos trechos mais bonitos de música que já pude deliciar. Ao fundo a guitarra surge tocando a frase incial que se encaixa perfeitamente nesse novo tempo!! Genial!! Após voltar à quebradeira inicial, a musica praticamente cessa para entrar os vocais. É notável a maneira como a música passa várias vezes de totalmente empolgante para calma e pacífica em questão de segundos. Um show de todos os músicos, especialmente de Wakeman no Moog, Hammond, Piano, Mellotron e sabe-se lá mais oque.
Tudo isso faz com que esse seja não apenas um dos trabalhos mais importantes do Yes, como um dos melhores albuns de progressivo de todos os tempos.

1.Roundabout (8:29)
2.Cans And Brahms (1:35)
3.We Have Heaven (1:30)
4.South Side Of The Sky (8:04)
5.Five Percent For Nothing (0:35)
6.Long Distance Runaround (3:33)
7.The Fish (Schindleria Praematurus) (2:35)
8.Mood For A Day (3:57)
9.Heart Of The Sunrise (10:34)

Download: http://www.megaupload.com/?d=0XT6M6ZP

6 comentários:

  1. Faaaaaaaaala, VeTor!
    Já que você gostaria de saber... Schindleria Praematurus (na verdade 'praematura') é o nome científico de um peixe - só não sei exatamente que tipo de peixe.
    Grande abraço.
    ML

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  2. Hello! Do you have the password? Please. Thanks for than magnifique gift. One of the best works of YES.

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  3. a senha e portalnet.cl espero q todos apreciem boa musica yes um dos CLASSICOS ^^

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  4. the password? that is: portalnet.cl winrar pass is portalnet.cl
    of one of the best works of YES.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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