segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

The Soft Machine - Bundles (1975) (U.K)



Este álbum é sem dúvida alguma um dos grandes clássicos no fusion, neste que para muitos é o melhor álbum do Soft Machine. O Soft Machine foi formado em 1966 em Canterbury, Inglaterra, por Robert Wyatt, Mike Ratledge, Kevin Ayers e Daevid Allen, uma banda que nos primeiros trabalhos tendia a experimentações, psicodelismo progressivo e que rivalizou com nada menos que Pink Floyd no então cenário cult ou underground britânico.
Por vários fatores, a forte influência de Karl Jenkins e a entrada Holdsworth, e também pelo fato de contar com a presença de apenas um integrante remanescente da formação original, Mike Ratledge - que sairia logo após o lançamento deste, permitiram uma série de mudanças na sonoridade do Soft que ao longo dos anos seriam mais do que naturais. Este foi o primeiro disco do Soft que não foi nomeado após um número, o anterior chamou-se Seven.
Pode ser traçado um paralelo em torno da similaridade entre a história desta e do Gong (admito que isso até me confunde), além da coincidência em torno da presença de Holdsworth e a sonoridade fusion adotada por ambas as bandas, mas o fato é que Gong e Soft Machine sempre estiveram muito próximas no cenário britânico, dentro do chamado Canterbury Progressive Scene, sendo o Gong considerada banda de um "menor escalão". É sabido que ambas chegaram a ter integrandes em comum como Daevid Allen e o próprio Holdsworth.
Vamos ao disco então. Totalmente instrumental, ele abre ao som de sinos com Hazard Profile, uma esplêndida suite subdividida em cinco partes que eu considero a melhor faixa do disco. Na parte 1, a composição rítmica da guitarra de Holdsworth e a batera de Marshall fazem a cama para a sonoridade hipnótica obtida por teclado e metais, seguindo um longo e maestral solo de Allan. Maravilhoso! John Marshall era considerado um dos grandes bateristas britânicos na época, o trabalho de bateria também é estupendo.
As partes 2, 3 e 4 são marcadas por temas mais amenos e introspectivos, voltando ao fusion com força e energia no seu encerramento, a parte 5.
Gone Sailing é um interlúdio onde Holdsworth faz uso de sons percussivos e harmônicos no violão. Bundles, a faixa que dá nome ao disco, é composta de variações rítmicas intrincadas, sendo seguida por Land of The Bag Snake, um groove bem viajante onde impera a guitarra de Holdsworth.
Peff é a faixa onde Ratledge e Jenkins dão as cartas, excelente solo de sax que se prolonga até a faixa seguinte, Four Gongs Two Drums, onde Marshall faz o habitual solo de bateria. A calma e relaxante The Floating World fecha o disco, onde Jenkins e Holdsworth reinam supremos.
Depois deste, Holdsworth voltaria à banda como convidado em 1981, ao lado da ilustre presença de Jack Bruce (Cream), para o lançamento de Land Of Cockayne, uma obra orquestral pretensiosa que teve pouca receptividade de público e crítica. Aliás, dada a longa ausência de Ratledge, muitos consideram os discos subsequentes a Bundles como projeto solo de Jenkins!
Recomendadissimo para amantes de jazz, rock, fusion e boa música.

1.Hazard Profile Part 1 (9:18)
2.Part 2 (2:21)
3.Part 3 (1:05)
4.Part 4 (0:46)
5.Part 5 (5:29)
6.Gone Sailing (0:59)
7.Bundles (3:14)
8.Land Of The Bag Snake (3:35)
9.The Man Who Waved At Trains (1:50)
10.Peff (1:57)
11.Four Gongs Two Drums (4:09)
12.The Floating World (7:12)

Download: http://www.megaupload.com/?d=87HPUYMV

Um comentário:

  1. Poxa, aonde encontro mais discos do Soft Machine, principalmente os primeiros?
    O Third eu já tenho em vinil duplo faz tempo, mas é bem difícil encontrá-los na net inclusive.
    Abraço.

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