sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Saecula Saeculorum - Saecula Saeculorum (1973) [Brazil]



Obscuro mas excelente trabalho desta banda mineira que possuia em sua formação o consagrado Marcus Viana. trata-se de rock progressivo (com ênfase ao som instrumental) da mais alta qualidade a despeito da notoriedade da banda. O som de muita personalidade onde é fácil perceber a competência de todos os músicos além é claro das músicas serem muito bem feitas e de muita inpiração. O disco é bem consistente não contendo nenhuam música ruim, é realmente triste que este disco não seja devidamente conhecido dos apreciadores do progressivo porque como está escrito no encarte do cd "o Saecula foi como ouro debaixo da terra por 20 anos".

1.Saecula Saeculorum
2.Acqua Vitae
3.Eu Quero Ver o Sol
4.Constelação de Aquarius
5.Rádio no Peito

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Nice - Thoughts of Emerlist Davjack (1967) [U.K]



Nos anos 60, o Nice foi uma das bandas mais obscuras para os EUA, só que na Europa, durante seu curto tempo de existência, obteve um relativo sucesso com alguns discos atingindo o TOP 10 Britânico. Liderado por um rapaz ainda jovem, mas já virtuoso tecladista, Keith Emerson que na década seguinte junto ao Emerson, Lake and Palmer faria história dentro do gênero progressivo, ele já se destacava com equipamentos mais modestos, como o seu fiel órgão Hammond. The Nice foram responsáveis por performances incendiarias em locais como London's Royal Albert Hall, entre outros, alem de ter méritos como os percussores da fusão classico-rock. Somente um certo tempo depois, quando Emerson ouviu "Switched on Bach" de Walter Carlos passou a fazer experimentos com um sintetizador modular imenso e de difícil manuseio que era uma atração a parte. Era o famoso sintetizador Moog, inventado pelo Dr. Robert Moog. Uma revolução na linha dos instrumentos de tecla, já que ele podia reproduzir diversos instrumentos e ainda por distorção nos sons, coisa que interessava e muito a Keith.
O disco de estréia do The Nice não teve aquela repercussão grandiosa de outros grupos da época, e fora isso tem o fato de que ouvindo o disco, nota-se um certo nervosismo dos músicos criado talvez pela falta de experiência em estúdio. Mas seu trabalho foi aos poucos lapidado em shows, o que fez com que a qualidade e a preocupação com a melhoria do seu som fosse aos poucos ganhando um aspecto cada vez mais grandioso e às vezes eloqüente. Porem a preocupação extra com os arranjos quase sinfônicos já mostrava que havia ali algo do pré-rock progressivo que já estava germinando, e logo criaria suas asas. O que se ouve no trabalho da banda nessa época, é ainda a forte influencia de Beatles que esta presente nas harmonias vocais e nos arranjos Alá George Martin fase Magical Mistery Tour. Elementos psicodélicos, com influencia erudita parecia ser a formula encontrada para moldar o estilo do grupo, cujo destaque óbvio, era o jovem virtuoso Keith Emerson, que já mostrava uma técnica superlapidada, a base de Bach, Jerry Lee Lewis, Mozart e Little Richards. Há quem diga que se não houve-se Keith Emerson no Nice, a banda seria uma cópia fiel da banda Small Faces.
Os elementos psicodélicos do disco, pareciam ser uma influencia clara de Hendrix, como se Keith quise-se iguala-lo em seu instrumento. Na faixa “Bonnie K” há vários excessos nos instrumentos, como quem quer provar que ali há virtuosos, e em “Rondo” é a onde isso fica mais evidente, nos licks super rápidos de Emerson. É como se houvesse mesmo uma competição quase maníaca para compensar um vocal limitado e sem muitas inspirações. O destaque fica por conta da faixa instrumental “América” clássico patriota de Leonard Bernstein e reagravado por centenas de artistas, musica que só consta na versão do album com bônus. Essa musica inclusive seria melhor regravada por Emerson no disco ao vivo do Emerson, Lake and Palmer chamado “Now and Then” . A Audição do disco é interessante para percebemos como a história da valorização instrumental no rock foi ganhando importancia de maneira relativa ao longo dos anos, e tambem para mostrar que antes que aparece-se bandas como King Crimson, já havia uma intenção de inovar com uma nova sonoridade.

1.Flower King of Flies - 3:19
2.Thoughts of Emerlist Davjack - 2:49
3.Bonnie K - 3:24
4.Rondo [instrumental] - 8:22
5.War and Peace [instrumental] - 5:13
6.Tantalising Maggie - 4:35
7.Dawn - 5:17
8.The Cry of Eugene - 4:36

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Anthony Phillips - The Geeze And The Ghost (1977) [U.K]



Este é o album solo de estreia daquele que foi o primeiro guitarrista do Genesis, presente nos dois primeiros terabalhos da banda. Coproduzido e gravado com a participação de Mike Rutherford e Phil Collins, sua sonoridade se aproxima muito da então "primeira fase do Genesis" quando ouviamos melodias tocadas com a base de um violão de 12 cordas. Varias partes deste disco são peças compostas para um duo de guitarras acústicas de 6 e 12 acrescidas de um mini orquestra com cello, oboé, strings e o instrumento favorito dele, o Mellotron. É muito interessante porque a impressão é que voltamos no tempo e estamos ouvindo Genesis daquela época. Esta obra é predominantemente instrumental mas Collins canta em Which Way the Wind Blows e God if Saw Her Now e você fatalmente pode vir a pensar pensa: Que musica do Genesis é essa que eu ainda não tinha ouvido?
A entrada de Henry : Potraits from Tudor Times ira remete-lo ao Trespass..
As músicas Collections e Sleepfall, resumem a essencia deste álbum progressivo belíssimo e perfeito pra você escutar com tempo e sossego. Ele não foi feito pra escutar no carro ou fazendo qualquer outra coisa.
Um aspecto deve ser comentado de Phillips e consiste na extrema sensibilidade com que compõe. O album irá te trazer um agradável e intensa sensação de calma e paz de espirito. Em geral, os primeiro trabalhos de um artista ou banda acabam sendo superados por um busca de evolução e aperfeiçoamento que acabam ocorrendo naturalamente. Entretanto, em minha opinião e como exceção, este primeiro tarabalho de Anthony, não foi superado por nenhum de seus 22 trabalhos subsequentes, excetuando as coletaneas e os discos ao vivo. Até mesmo a sua capa merece um destaque pela beleza.
Album mais do que recomendado.

1. Wind - Tales
2. Which Way The Wind Blows
3. Henry: Portraits From Tudor Times:
I Fanfare
II Lutes' Chorus
III Misty Battlements
IV Henry Goes To War
V Death Of A Knight
VI Triumphant Return
4. God If I Saw Her Now
5. Chinese Mushroom Cloud
6. The Geese & The Ghost, Part 1
7. The Geese & The Ghost, Part 2
8. Collections
9. Sleepfall: The Geese Fly West
10. Master Of Time (Demo)

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Jumbo - Vietato Ai Minori di 18 Anni? (1973) [Italy]




Disco maravilhoso e original lançado no plorifero ano de 1973 (ano de surgimento de discos maravilhosos no prog Mundial). O disco tem uma característica bem peculiar com um vocalista de timbre bem áspero e instrumentais bem variados hora bem suaves hora pesadíssimos e rápidos
bem ao estilo do Semiramis, Museo Rosenbach e Osanna (mais pendendo para esse último). Destaques para "Specchio", "Como Vorrei essere Uguale a te", "Via Larga" e "Vangelo", principalmente a primeira citada, uma verdadeira aula de progressivo. Um disco empolgante do primeiro ao último segundo com passagens fenomenais principalmente de guitarra e flautas. Mais uma jóia rara do prog Italiano, tenho e recomendo muito.

1-Specchio - 7:22
2-Come Vorrei Essere Uguale a te - 6:45
3-Il Ritorno del Signor K.-2:00
4-Via Larga - 5:45
5-Gil - 7:12
6-Vangelo? - 5:39
7-40 Gradi - 6:41
8-No ! - 2:20

Download: http://www.4shared.com/file/90143139/31efc285/Jumbo_-_Vietato_Ai_Minori_Di_18_Anni.html

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dr. Dopojam – Entree (1973) [Denmark]



Excelente banda holandesa, formada em 68, liderada por Kristian Pommer e que lançou apenas dois albums na época, ambos excelentes.
Altamente influenciados por Frank Zappa & the Mothers of Invention, Gong e David Allen, Magma e até Jethro Tull, além de elementos de psicodelia, o Dr. Dopojam consegue criar um progressivo de vanguarda altamente recomendado para qualquer fã das bandas e/ou estilos anteriormente citados.
Os arranjos são deveras complexos e a princípio podem soar incômodos para os ainda não iniciados no estilo Zappa de ser e tocar. Os vocais são cantados em inglês e, por incrível que pareça, apresentam pouco ou nenhum sotaque. Os destaques individuais ficam com a liderança de Pommer, guitarrista versátil e de bom gosto, além do naipe de metais - muito preciso e melódico, conseguindo passear pelo free jazz e pela bossa nova como se fosse algo realmente "comum". O Baterista Bent Clausen dá um show a parte cada vez que toca vibrafone, nas dezenas de passagens complexas que norteiam o album Entree, remetendo, obviamente, a fase do Mothers com Ruth Underwood. Entree é recheado de ironia e passagens que oscilam do virtuosismo vanguardista ao bucolismo medieval, sendo também muitas vezes bizarro, como ainda será citado. Deliciosos trechos flautísticos reiteram a mensagem de que a banda quer sim carimbar o album com um acento jazzístico contemporâneo. E consegue.
A primeira faixa, bastante extensa, se iniciando com fragmentos Zappa-like em escalas e em tempo complexos e bem marcados, reforçados pelo naipe de metais grandioso, é bastante divertida, e agrada imediatamente os fãs do estilo. As harmonias em tom maior que caem em tons menores assustadores remetem a Magma, mas os vocais "performáticos" de Bisgaard (que brinca com falsetes operísticos, graves e gritos rasgados) resgatam o ouvinte para o início de cada trecho da faixa. A primeira metade é dominada pelo vanguardismo; uma conexão bastante excitante, com um belo dueto vibrafone e flauta, conecta o ouvinte com a segunda metade, bastante regular, com Bisgaard duetando hora com os metais, hora com a guitarra. A "cozinha", até aqui ainda não citada, é competentíssima, e o timbre de bateria e baixo são bastante setentistas, assim como a qualidade geral da gravação (um viva a tecnologia analógica!). Trechos operísticos permeiam os trechos finais da faixa, um ou outro vocal e percussão latinos são apresentados, criando um quê bizarro que dá um charme especial ao album. Um solo límpido de guitarra sustentado pelo naipe de metais, e mais vibrafone e virtuosismo percussivo encerram a faixa com certa grandiloqüência. Ao final, o flautista Gaarmand evoca Ian Anderson e sublima. Destaques, afinal, para os vocais marcantes e surpreendentes e para a competência do arranjo geral. Memorável e disparada a melhor do álbum.
Friso aqui ser indispensável as comparações com outros artistas para uma melhor compreensão do trabalho.
Samelam-Samelam é um rock Zappa-like típico da fase Waka-Jawaka, onde, pela letra, a banda brinca com o próprio nome e outras divagações. Soa como big-band em muitos trechos, com ótimo trabalho tecladístico.
Entree's tem ritmo funkeado e bastante original, com percussão latina e humor pastelão. Neste ponto a banda me surpreende pela originalidade, quando o arranjo se torna um fusion arrebatador, com belo solo de sax. Spring-Theme-Summer-Theme vem logo na seqüência, com mais um tema típico de Zappa, onde aqui, desta vez, a vedete é o piano elétrico bossa novístico bastante cretino acompanhado pela bateria 60´s cool maravilhosa, onde é impossível ficar parado. Do piano elétrico super bem colocado ao arranjo datado mas muito criativo, um jazz-rock perfeito.
In The Morning não traz uma mensagem especial, com vocais dramáticos e arranjos cinematográficos bobos. Nada realmente atrativo. Zappa se diferenciava por pegar estas características e sublimá-las, o que o Dr. Dopojam, aqui, não consegue.
Desserts:Forest-Flower-Picking-Prelude fecha o album com primor, abrindo com um arranjo quase folclórico imendado em um jazz vanguardista altamente complexo. O compasso é muito similar aos trabalhos do Zappa no Grand Wazzo, onde aqui a flauta é o instrumento da vez, com uma sonoridade impecável. Variações percussivas a acompanham junto a pequenos trechos de sax bizarros e altamente envolventes. Um solo de guitarra bastante virtuoso quebra o ritmo latinizado durante pelo menos 3 minutos, em um trecho altamente recomendado, onde é impossível não lembrar Di Meola e Santana em alguns de seus melhores momentos. Para variar, o final Mothers é anunciado com uma ou outra bizarrice vocal, realmente "inconveniente".
Para quem gosta de se aventurar por jazz rock de vanguarda, Dr. Dopojam é um achado. Entree, tanto pela originalidade como pela qualidade de gravação, merece a audição dos companheiros interessados em progressivo altamente complexo e bem-humorado. Nenhum trecho do album passa por cópia barata de nenhum dos outros artistas citados e, convenhamos, todas as referências são também altamente recomendadas. Dr. Dopojam bebeu na fonte do Zappa. E se embriagou.

1. 1. Opening "Hello"
2. Essentia I, Sanquine
3. Essentia II, Choleric
4. Essentia III, Melancholic
5. Essentia IV, Phlegmatic
6. Quinta Essentia: Vita
7. Ouverture: Absorbia
8. a) Heart-Theme, Solaria
9. b) Brain-Theme, Lunaria
10. c) Liver-Theme, Jupiter
11. d) Kidney-Theme, Venus
12. VI: The Complete Pentagram
total: 25:04

2. Samelam-Samelam 4:10
3. Entree's 3:54
4. Spring-Theme-Summer-Theme 3:55
5. In The Morning 2:01
6. Desserts:Forest-Flower-Picking-Prelude 7:29


Download Parte 1: http://rapidshare.com/files/83465831/Doctor_Dopo.part1.rar

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Omega - 200 Years After The Last War (1974) [Hungary]



No auge do movimento progressivo, em meados dos anos 70, surge no Brasil um selo chamado Sábado Som que era alusivo as tardes de Sábado nas quais era veiculado um programa destinado ao público que gostava de rock na rede globo de televisão chamado rock concert. Em meio a ótimos lançamentos de bandas européias pudemos conhecer a mais popular banda da Hungria chamada Omega, através do lançamento da versão em inglês intitulada de 200 years after the last war de 1974 de um dos seus originais hungaros, lançada aqui em 1976. Nesta época o Omega já tinha uma discografia extensa inclusive já tendo lançado Nem Tudom a Neved,( 75) considerado um dos melhores trabalhos da banda, do qual foi extraida a versão em inglês da música chamada Help to find me, deste disco.
A Banda começou em 68 com forte influencia psicodélica no som, fato característico para época. Transformou-se em um progressivo clássico com influencias hard rock e sinfônica utilizando bastante o sintetizador e moogs, popularizando-se no resto de Europa, apesar de que as versões originais são excelentes, pouco importando o fato dos vocais serem em Húngaro. Este trabalho é muito bom e considerando o universo imenso de trabalhos excelentes e obrigatórios em progressivo e uma discografia extensa da banda, acredito que ele possa sintetizá-la e portanto oferecer a v/c uma ótima amostra. Confesso que para nós, na época, era surpreendente que bandas não inglesas e americanas tivessem uma sonoridade e qualidade que não ficava nada a dever para os famosos, embora as influencias de Floyd e Eloy fossem nítidas. Se você resolver comprar um disco desta banda aqui esta uma excelente sugestão. Ele o recompensará. Depois de ouvir a suite concordará em gênero, número e grau comigo.

1.Suite
2.Help To Find Me
3.200 Years After The Last War
4.You Don't Know

Download: http://www.megaupload.com/?d=YKR1NVRV

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Jon Anderson - Olias of Sunhillow (1976) [U.K]




Nesse seu primeiro disco solo, um Jon Anderson místico e espiritualista nos é apresentado por meio de canções que na sua maioria não devem ser compreendidas como canções de rock progressivo do jeito que a maioria das pessoas concebe. Poderíamos mesmo sugerir algo entre a música progressiva e a new-age. Os fãs mais acostumados as performances do vocalista no Yes certamente estranharão o caminho pelo qual Anderson optou seguir neste trabalho que é fortemente pessoal e introspectivo. O disco abre com a belíssima instrumental ocean song , Dance of Ranyart /olias (to build the moorglade) se inicia ao som se suaves harpas e na metade muda completamente de andamento ao som da voz suave de Anderson. Como em todo o decorrer desse trabalho, nunca o clima evidente de rock aparece muito claro; nos mais de 7 minutos de Qoquac en transic maon transic to um clima de música new age e muitos sons de tambores. Talvez o grande momento de todo o trabalho seja em Moon ra /chords / song of search, dividida em quatro seções claramente perceptíveis, sendo que as duas primeiras são cantadas e as suas últimas são instrumentais, com a suavidade típica de new age, de certa forma , mesmo anos antes, já antecipando o que seria a fértil e criativa parceria entre Anderson e o tecladista grego Vangelis Papathanassiou. O disco fecha com To the runner, música simples e de melodia agradável logo à primeira audição, bem ao contrário da obra como um todo que é complexa e dificilmente cativará o ouvinte logo de cara. Esse trabalho solo Jon Anderson marca, além de seu primeiro trabalho solo como vocalista, também sua primeira performance como multiinstrumentista. Aqui Anderson toca, flautas, piano de cauda, marimba, xilofone, bateria, harpa, baixo e violão, além de trabalhar com sons de sintetizadores, sinos, tambores e pandeiro. Ciente de suas limitações como instrumentista em que nada pode se comparar aos seus colegas de banda, Anderson se utiliza de sua extrema competência como criador de melodias que certamente surpreenderá os fãs nesse disco espiritualista e de cunho fortemente pessoal.

1.Ocean Song (3:04)
2.Meeting(Garden of Geda)/sound out the galleon (3:34)
3.Dance of ranyart /olias (to build the moorglade) (4:19)
4.Qoquac en transic maon transic to (7:08)
5.Flight of the moorglade (3:25)
6.Solid space (5:21)
7.Moon ra /chords / song of search (12:49)
8.To the runner (4:28)

Download: http://www.4shared.com/file/81673410/4cb69b0a/Jon_Anderson_-_Olias_Of_Sunhillow_-_1976.html

terça-feira, 25 de maio de 2010

Espiritu - Crisalida (1973) [Argentina]



Dois anos após seu surgimento, a banda Argentina Espiritu lança seu primeiro trabalho intitulado Crisálida. Ele não é um álbum conceitual, embora o início dos anos 70, na Argentina, tenha sido marcado pela ânsia dos experimentalismos traduzido por praticamente se abandonar os singles e investir em álbuns conceituais e pela então- era de Aquário. Pode-se dizer que ele é um álbum que se aproxima bastante do progressivo que surgia no cone sul, na época e igualmente datado, incluindo o Brasil é claro, uma vez que é nítida a semelhança com o trabalho do Terço e da última fase dos Mutantes, que foram naturalmente influenciados por Beatles e as principais bandas inglesas como Yes, Émerson Lake & Palmer e até pelas de Hard rock como o Purple e o Led Zeppelin . No caso do Espiritu, percebe-se também, ainda que de modo tímido, influencias de algumas legendas do rock Argentino como, L. A Spinetta (Almendra e Invisible) Cláudio Gabis (Color Humano) e naturalmente, nas partes acústicas inseridas nas músicas, do Sui Generis. Ele não é sinfônico, experimental e nem tem características jazzísticas ou psicodélicas. Diria que esbarra muito no formato hard-progressivo tradicional ou talvez, convencional. Suas músicas têm estrutura melódica relativamente simples com bastante variação rítmica, harmônica e melódica e um número significativo de baladas. É freqüente a interposição de fragmentos acústicos e de solos teclados ou guitarras e riffs de hard rock. O trabalho acaba sendo bastante homogêneo e agradável de ouvir, pois como já salientei, composto de várias "easy musics" Entendo que seja um ótimo disco do progressivo Argentino, ainda que não original ou vanguardista. Destaco a quinta faixa instrumental,Eterna Evidencia, como uma das melhores do álbum. É cantado, mas predomina o instrumental, e o vocal não compromete e nem entedia o ouvinte. Particularmente longe de considerá-lo uma obra prima do progressivo Argentino, ou mesmo um item obrigatório em sua extensa discografia, entendo que é um ótimo trabalho pela homogeneidade e bom gosto nas composições e performance dos seus músicos o que justifica plenamente figurar como destaque do progressivo portenho.

1.La Casa De La Mente
2.Prolijas Virtudes Del Olvido
3.Sueños Blancos Ideas Negras
4.Sabios De Vida
5.Eterna Evidencia
6.Tiempo De Ideas
7.Hay Un Mundo Cerrado Dentro Tuyo
8.Hay Un Mundo Luminoso

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Return to Forever - No Mystery (1975) [USA]




Em 1974 o RTF já havia se consolidado como uma banda de fusion, em parte devido às ambições eletrônicas de Chick, convencido de que poderia extrapolar sua música além do piano, passando assim a montar um grande set de teclados tanto no palco como em estúdio. Outro ponto decisivo foi a aquisição do solista Al di Meola, garoto prodígio, que aos dezenove anos, egresso da escola de música e de uma pequena banda de fusion local, revolucionou o cenário com um vibrato, velocidade e técnica impressionantes. "Hymn of the Seventh Galaxy", 1973, album de poderio maciço, ainda com Bill Connors na guitarra, já mostrava para que lado o fusion do RTF apontava, o que se consolidou com "Where Have I...", sendo que este último entrou com elegância no TOP 40 americano ao final de 74. Stanley Clarke e Lenny White, filhos do proto-fusion de Miles, e virtuoses de renome, contribuíram para maquinaria monstruosa do RTF, sendo Clarke, baixista monumental, um dos responsáveis pela coesão definitiva de estilos dentro do RTF (do qual foi membro desde o início, onde Chick ainda buscava um rumo entre a bossa-nova e o electro-jazz, contando com Airto Moreira e Flora Purim, fase de muito bom gosto), empregando um suingue totalmente peculiar ao som de Chick, engajando também uma levada funk visceral, retirada de seu baixo com drive no máximo. Todos os elementos ficaram óbvios em "Where Have I...", e o caminho do RTF dentro do fusion estava aberto.
Entrando em estúdio para gravar mais um album para a Polydor (o último pela gravadora, já que "Romantic Warrior", de 1976, o maior sucesso da banda, viria a ser gravado pela Columbia, sendo que Chick permaneceria como artista solo dentro da Polydor) o RTF se dispôs a produzir um fusion mais hermético, talvez dentro da proposta de concentrar o trabalho em um perfeccionismo técnico, em detrimento de improviso e poderio individual. A política de Chick em estúdio sempre foi calcada em disciplina e rigor, mesmo que pelo formato latinizado e baseado em arranjos beirando o flamenco, a banda tivesse espaço para incursões solo, improvisadas, bem proeminentes. De qualquer forma, o trabalho foi concluído com certa rapidez (visto que entre 74 e 76 o RTF soltou 3 petardos, ambos de grande competência técnica), e "No Mystery" acabou por figurar entre os melhores albums do quarteto, se diferenciando em aspectos bem interessantes: um album com nove músicas, a maioria relativamente curta; solos curtos mas de alta precisão; muito groove e diversas passagens altamente ritmadas, se distanciando do fusion devastador, como de praxe. O album gerou uma turnê de grandes proporções para a banda, estabelecendo o RTF como grupo de ponta no fusion mundial e, obviamente, queiram os puristas ou não, no jazz em vigência. O resultado disso tudo foi um TOP 40 bastante honroso, o segundo na sequência, e um Grammy notável, como "Melhor album de Jazz instrumental". Chick e cia. agradeceram e permaneceram, pelo menos por mais um ano, como A BANDA de fusion em atividade, visto que Mahavishnu, Soft Machine, e mesmo novatos como o Brand X e outros tantos de menor calibre, estavam descendo a ladeira, e nada até o momento soava tão novo e genuíno como a metralhadora sonora de Di Meola, o caminhão gorduroso de Clarke, a destreza harmônica de Chick e o suingue de White. Importante lembrar que Di Meola em muito pouco tempo gravaria algumas pérolas solo (algumas aos 21 anos de idade!), se estabelecendo como guitarrista mór no cenário late 70´s, conquistando Grammy´s e alguns number one na Guitar Magazine, além de que Clarke, White e Chick, mais do que nunca, carimbariam sua marca em trabalhos solo e em parcerias bombásticas.
Sem a penetrância magmática de "Where Have I..." ou sem o deleite progressivo de "Romantic Warrior", "No Mystery" poderia passar desapercebido, mas seu formato redondo e valorizando o coletivo faz com que o album seja o presente ideal para se iniciar na discografia do RTF. Extensão da latinidade polirítmica de Chick e cia., aqui o RTF começa a dar espaço a Di Meola e Clarke, mesmo que a predominância de qualquer músico não seja deveras evidente. O Grammy presenteou o grupo pelo seu notável entrosamento e capacidade de combustão em detalhes mínimos, incluindo belos e complexos duetos de teclado e guitarra, além de um dinamismo sobrenatural, o que permitia a Clarke e White desdobrarem o tempo em pelo menos 2 compassos sem desconstruir a harmonia rígida de Chick ou de Di Meola (mesmo que o contrário também ocorresse, onde Chick engrena diversos ritmos polimodais, formulando bases concretas no piano elétrico, dando espaço para White, inclusive, criar pequenas passagens solo, dentro de uma melodia em andamento. Precisão absoluta.)
"Dayride" é uma pérola dentro de "No Mystery". Faixa bastante complexa, com ritmo intrincado, lembrando o fusion dos trabalhos anteriores, mas com uma harmonia bastante peculiar e agitada. Notável o trabalho de baixo e bateria, que constróem o ritmo com uma solidez invejável, mesmo que, muitas vezes, o ouvinte seja levado a acreditar que a faixa se desmanchará. Ponto para o moog setentista de Chick e para os vocalises um pouco estranhos. Excelente.
"Jungle Waterfall" funciona como uma extensão de "Dayride" e aqui é bem evidente a preocupação com a sessão rítmica, como citado no texto introdutório. Batida frouxa, groove com slap e wah-wah bolinando uma ou outra incursão tecladística. Tende ao pop-fusion setentista e engana um pouco quem esperava por um dark fusion. O solo de Di Meola, pra variar, ganha a faixa.
"Flight of the Newborn" é a primeira bomba do album e sem dúvida marcante. Um black funk legítimo, acomodado por piano elétrico e wah-wah, que se estende a um belo solo de guitarra de di Meola, com fuzz exagerado. Aqui a banda soa como seus trabalhos anteriores, o que dá um certo vigor para puxar as outras faixas. Nota 10. Clarke presenteia o ouvinte, ao final, com um excelente solo, capitaneado por viradas monstruosas de White. Chick conclui com moogs e mais moogs paranóicos. Invejável.
"Sofistifunk" é das faixas mais curiosas. De altíssima complexidade, Chick constrói uma base avassaladora de sintetizadores dentro de um turbilhão Baixo/Bateria grandioso. O funk é predominate, e di Meola e Chick descontróem o ritmo completamente. Mais uma pérola. Ponto para a sessão percussiva.
"Excerpt From The First Movement Of Heavy Metal", pelo título, soa como uma piada. A abertura ao piano de cauda é somente um gancho para a levada maciça de baixo, bateria e guitarra. O funk frenesi do RTF, recheado de breaks complexos e peso, deixa di Meola realizar um de seus solos mais pesados dentro do RTF. Curiosa.
"No mistery" é uma das faixas mais bonitas do album. De grande complexidade, e essencialmente acústica, lembra temas diversos criados principalmente por Di Meola e Chick em alguns de seus trabalhos solos. Lindas passagens de piano e violão, em uma atmosfera jazzística low-fi. Excelente pedida. Conta com um belo solo de Clarke, utilizando, desta vez, arco.
"Interplay" é uma extensão de "No Mystery". Acústica, curta e bastante gentil. Chick e Clarke duetam com precisão e técnica.
"Celebration Suite part I" resgata o virtuosismo do RTF com primor. Bombástica, conta com diversas incursões tecladísticas e se envereda pelo fusion latino, com pitadas flamencas, onde Chick dá um show a parte ao moog. O ritmo é seguro e carrega o padrão de qualidade do RTF, vide as constrangedoras quebras de ritmo na segunda metade da faixa.
"Celebration Suite part II" fecha "No mistery" com excelência. Um tapete de piano elétrico permite a Chick e Clarke moldarem um fusion bastante característico, pesado e complexo. Di Meola ressurge com o seu melhor solo no album, duetando com Chick por alguns minutos, relembrando os momentos dark fusion de "Where Have I...". A parte final da faixa é extremamente complexa e muito rápida, impressionando o ouvinte desatento. Essencial.
"No Mystery" é logo de cara uma obra obrigatória para amantes de fusion e/ou instrumental complexo. A obra pega o RTF em seu auge e conta com alguns de seus melhores momentos, sem contar que é o retrato de um passado onde o fusion era a bola da vez na música pop, além de ter escancarado para o mundo musical e para a mídia a obra talentosa destes quatro músicos, mais notadamente Al di Meola, visto que os outros membros já possuíam know-how mais do que suficiente.

1.Dayride (3:25)
2.Jungle Waterfall (3:03)
3.Flight Of The Newborn (7:23)
4.Sofistifunk (3:51)
5.Excerpt From The First Movement Of Heavy Metal (2:45)
6.No Mystery (6:10)
7.Interplay (2:15)
Celebration Suite:
8.Part I (8:27)
9.Part II (5:32)

Download: http://www.megaupload.com/?d=6YN74BX9

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pulp - Different Class (1995) [U.K]



Pulp é uma banda realmente singular, perdoem o chavão, mas é a pura verdade. Não singular no que diz respeito à musicalidade mas também a forma como a banda foi acontecendo. Ela surgiu com o nome de Arabacus Pulp no final da década de 70 quando Jarvis Cocker era ainda um estudante. Mas pode-se dizer que a banda tornou se conhecida apenas com o lançamento de His 'n' Hers que ao contrário de trabalhos passados fez um relativo sucesso. E principalmente nesse álbum, Pulp vai tomando a forma que irá atingir o estado de arte em Different Class.
Pop, britpop. Pop. Até aí normal, ainda mais com a característica daquele pop meio boiolinha que surgiu na década de 80 e culminou em bandas como Suede e Echo & The Bunnymen. O fato é que em 1995 é lançado Different Class. Ponto.
Correto, outro parágrafo. Mas é que é Different Class. Um álbum que marca tudo que se conhece por britpop, pop e essas coisas que se tornaram sinônimas de frescura. Different Class não deixa algumas das marcas do Pulp de lado. Continua sendo um pop denso, teátrico e carregado das tendências synth-pop da época. Um álbum que usou o que tinha na época para imortalizar todo um estilo de música. De uma forma simplista ouso a caracterizar as letras e o contexto de Different Class em 2 palavras-chaves: Sexo e sociedade.
Mis-Shapes já mostra bem principalmente a coisa da sociedade. É uma música de abertura digna do álbum inteiro, com letras expondo bem o lado inútil de se viver em sociedade e essas coisas. Mas calma, ainda não é a hora. Pencil Skirt ao meu ver já vai assumindo a musicalidade típica do Pulp, uma coisa meio cafona, meio metrossexual e essas coisas. Mas ainda, não é a hora. A hora chega para muitos em Common People, quase 6 minutos da epopéia cotidiana e metropolitana que enfim sintetizam todo o contexto no qual Different Class está inserido e quer inserir você.
Mas pra mim a hora chega mesmo é em I Spy. E você realmente conhece Jarvis Cocker. E você que tava achando um vocal meio boiolinha, ouve o começo da música, uma voz sexy, é, eu escrevi isso. É realmente um convite ao sexo, ao voyeurismo. Do começo másculo e metrossexual ao final "gritinho-gay-esclerosado" a música o convida a experimentar coisas até então proibidas Sem boiolices é claro. E aí vamos para Disco 2000 que sem dúvidas é o hit do álbum e lhe faz lembrar o porquê de Pulp ser tão pop, tão britpop. Mais algumas faixas igualmente boas, porém sem muito brilho e...
Parágrafo. Você se depara com F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E. e novamente tem aquela sensação esquisita. Só esquisita, é claro. Mas então você percebe que o mesmo britpop do Pulp se torna uma coisa profunda, densa e altamente envolvente. E então vemUnderwear. Confesso, essa música me deixa meio emo. É simplesmente uma balada melancólica, cafona mas sem perder o charme de ser cafona. 2 faixas depois e chegamos a Bar Italia e vem o encerramento do álbum. E sem perder a uniformidade. Mais uma faixa com letras melancólicas SIM porém extremamente incitantes e com o vocal de Cocker que é totalmente inigualável.
É isso. Sério, é isso. É Different Class, pode ser considerado o melhor álbum do que hoje falam por aí de Britpop/Britrock ou sei lá mais o quê. Mais do que o melhor é único porque mostra a sobriedade, a profundidade e a densidade da música pop de forma natural, sem se tornar algo que poucos entendam.

1.Mis-shapes (3:46)
2.Pencil Skirt (3:11)
3.Common People (5:11)
4.I Spy (5:55)
5.Disco 2000 (4:33)
6.Live Bed Show (3:29)
7.Something Changed (3:18)
8.Sorted For E's & Wizz (3:47)
9.F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E. (6:01)
10.Underwear (4:06)
11.Monday Morning (4:18)
12.Bar Italia (3:43)

Doenload:
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terça-feira, 16 de março de 2010

Höyry-Kone - Hyönteisiä Voi Rakastaa (1995) [Finland]



Höyry-Kone, que em português significa 'Máquina a vapor', foi formada na Finlândia em 1991 por Jussi Kärkkäinen e Teemu Hänninen. Em pouco tempo chamaram a antenção de Jan-Erik Liljeström (Anekdoten), a partir do que conseguiram um contato com o selo APM. A banda finalmente aparece com seu primeiro disco em 1995, intitulado Hyönteisiä Voi Rakastaa, cuja tradução revela curiosamente 'É possível amar insetos'. Este disco de imediato estabelece a banda como uma das melhores surgidas no progressivo nórdico durante os anos 90 junto a Änglagård, Anedokten e Landberk.
Musicalmente as semelhanças em alguns momentos permitem comparações em maior escala com King Crimson (Discipline, que rendeu a banda o injusto apelido de Finn Crimson) e Anekdoten, esta última à qual estiveram obviamente bastante ligados.
Com boa vontade é possível admitir influências díspares atribuídas à banda como Can, Henry Cow, Van der Graaf Generator, Gentle Giant; e embora em nenhum lugar tenha sido dito, acredito ainda que o nome da banda seja mesmo uma reverência fonética a Henry Cow, não uma mera coincidência. Os membros do grupo ainda afirmam unanimamente ter escutado Iron Maiden e chegaram a tocar um cover instrumental de The Trooper no disco tributo Slave to the Power, faixa também executada em shows.
Desde o prog sinfônico ao heavy prog, passando por doses de psicodelia canterburiana, ska, opera, chamber-rock e techno-trance presente em alguns momentos, Höyry-Kone é muito diferente de todas as bandas citadas, sempre buscando uma mistura surpreendente e uma diversidade de estilos quase excêntrica. Utilizando instrumentação rica, interessantíssimas variações rítmicas e dinâmicas aliadas a uma melancolia e tristeza melódica típica da música finlandesa, a diversidade é tanta que seria difícil escolher uma faixa que representasse com fidelidade as influências contidas, mas ainda assim é um trabalho bastante coeso.
Formada por músicos com sólida formação musical, a performance é executada com perfeição, sempre precisa nos arranjos (onde a presença de violino, cello e oboe garantem certa erudição) e na orquestração até nos momentos mais insanos e complexos, a produção também é excelente. As letras são sempre cantadas em finlandês, que soa bastante interessante e sempre um complemento perfeito para a música. Algumas faixas apresentam vocais líricos em coral ou operísticos, visto que Topi Lehtipuu é cantor com verdadeira formação em música clássica e ópera. Na performance avantgarde de Kosto e precisamente na metade de Myrskynmusiikkia, com certo acento étnico árabe, a voz chega a lembrar Demetrio Stratos (Area).
Um segundo disco, intitulado Huono Parturi, foi lançado em 1997 e é considerado, dentro do possível, um disco mais acessível que Hyönteisiä Voi Rakastaa. Com a saída de três integrantes, Jarno Sarkula, Teemu Hänninen e Marko Manninen que com uma proposta acústica bem diferente formariam em 1997 o Alamailmaan Vasarat, houve uma debandada que entre outros fatores provocaria o encerramento de Höyry-Kone. Segundo os próprios: "devido à carência de motivação, inspiração, tempo e outros ingredientes necessários para manter em atividade um grupo musical criativo, nós há algum tempo atrás decidimos deixar o vapor remanescente fugir ao boiler e encerrar o Höyry-Kone (máquina de vapor)". Há ainda um agradecimento aos fãs e a todos que deram suporte à música da banda de alguma forma durante todos os anos.
Um disco bastante original, daqueles que cativam à medida que mais audições se fazem necessárias para uma boa compreensão de seu conteúdo (pois é mesmo daqueles difíceis de gostar à primeira vez), é uma audição obrigatória em termos de progressivo nos anos 90.

1.Örn (3.58)
2.Raskaana (3.10)
3.Hämärän joutomaa (7.07)
4.Pannuhuoneesta (2.08)
5.Luottamus (4.30)
6.Kaivoonkatsoja (4.00)
7.Kosto (5.57)
8.Hätä (3.42)
9.Myrskynmusiikkia (6.46)
10.Hyönteiset (3.13)

quinta-feira, 4 de março de 2010

De De Lind - Io Non So Da Dove Vengo E Non So Dove Mai Andrò, Uomo è Il Nome Che Mi Han Dato (1972) [Italy]



Esse álbum é uma verdadeira raridade, embora a internet tenha feito essa palavra perder um pouco o sentido, quando me refiro á raridade, é em ter um álbum desse original.
A banda lançou apenas um álbum, fato mais do que comum entre as bandas italianas da época, mas antes disso também haviam lançado 4 singles que foram, Anche se sei qui, Mille Anni, Signore, dove va? e Fuga e morte, essa ultima tambem presente no album em questão aqui no tópico.
Formaram o grupo em 1969, e lançando o seu primeiro single como um sexteto, depois disso a banda permaneceu com cinco integrantes os quais lançaram os resto do material.
Essa banda nos trás alguns aspectos curiosos e por que não dizer interessantes. Gilberto Trama deve ser muito mais flautista do que tecladista, pois sua participação na flauta é muito mais expressiva do que nos teclados, uma vez que predomina a guitarra e uma pegada hard rock básico.Alias quase nem se percebe teclas neste disco. Utilizam um instrumento de percussão pouco utilizado e não convencional em bandas de rock : o tímpano. Alternam passagens rápidas e lentas com boa dinâmica entre elas, inclusive inserindo trechos acústicos muito bem colocados.
Indietro nel tempo e Voglia di rivere apresentam um aspecto muito peculiar, pois sua seqüência melódica básica é superponível ao "no time" da banda canadense Guess Who..
Paura Del niente, Smarrimento e Cimitero di guerra perfazem o miolo deste Cd e acaba sendo o melhor e mais interessante dele, pois suas linhas melódicas fogem um pouco do convencional e os arranjos são diferenciados, embora paguem certo tributo ao Jethro;.
A introdução de Fuga e Morte se faz pomposa, com tímpanos e acusticamente sombria, mas descamba para um hard rock comum.
Após o lançamento desse álbum a banda ainda deu dois grandes vôos quando tocou em dois importantes festivais italiano, em 1973, tocaram no Rassegna di Musica Popolare, realizada em Roma, e em Be-In Festival, em Nápoles, mas nessa época a banda estava com um novo baterista chamado Fabio Rizzato, desconheço totalmente o motivo dessa substituição. Após isso Vitor Paradiso teve uma breve carreira solo entre 1978-80, enquanto o resto da banda simplesmente desapareceu no anonimato. Só mais uma curiosidade, o primeiro baterista chamado Ricky Rebajoli e que saiu da banda por motivos desconhecidos de todos, antes de se aventurar com o De De Lind, havia tocado em duas outras bandas italianas, New Dada e I Nuovi Angeli, essa segunda pra qual ele regressou após a saída do grupo.

1.Fuga e Morte (7:20)
2.Indietro nel Tempo (4:17)
3.Paura del Niente (7:46)
4.Smarrimento (7:59)
5.Cimitero di Guerra (5:19)
6.Voglia di Rivivere (3:35)
7.E poi (2:03)

Download:
http://depositfiles.com/pt/files/8d5jus0j0

quarta-feira, 3 de março de 2010

Captain Beyond - Captain Beyond (1972) [USA]



É impressionante ouvir a qualidade desse trabalho, e com todo respeito aos medalhões Deep Purple e Led Zeppelin, por exemplo, mas essa estréia do Captain Beyond não deixa a desejar em nada aos maiores clássicos das duas bandas citadas no exemplo, difícil defini-lo, nos seus 35 minutos de duração não é exageiro nenhum em dizer que se poderá encontrar algum dos melhores riffs criados no Rock ‘n’ Roll, esse que é o bom do álbum, nunca se está exagerando quando se fala dele. Independente de alguns achar que se trata de Hard-Prog e outros apenas Hard Rock, o que de fato pode se dizer desse disco é que alguém que goste de Hard, sobre tudo o 70’s e não gostar desse trabalho, está sendo contraditória com ele mesmo.
E os responsáveis por tal maravilha sonora são músicos já experientes e com um belo currículo: Rod Evans, excepcional cantor e membro fundador do Deep Purple que participou apenas dos seus três primeiros (e um pouco subestimados) discos, e o não menos que excelente baterista Bobby Caldwell, vindo da banda de Johnny Winter, assinam todas as composições. Larry Reinhardt e Lee Dorman, respectivamente guitarrista e baixista do pesadíssimo (para a época) Iron Butterfly, completam a formação, acrescentando o peso que se complementa tão bem com as composições de Evans/Caldwell. Difícil dizer qual teve o melhor desempenho, digamos que o mérito pela altíssima qualidade das músicas pertença aos quatro, é bom que evita injustiça com algum dos músicos.
Pode-se dizer que o disco se divide em três suítes, com várias mudanças de andamento e de ritmo dentro de cada parte de cada uma delas, e todas as mudanças são extraordinárias, não há altos e baixos, é daqueles discos pra se ouvir do começo ao fim e não só porque todas as músicas são ótimas; na verdade cada segundo do álbum é muito bom, tudo se encaixa tão perfeitamente, os momentos pesados com os viajantes, passagens bucólicas de repente cortadas por um riff matador, e a versatilidade do vocal do Rod Evans sendo colocada à toda prova, e o resultado final agrada tanto fãs de Hard Rock quanto de Progressivo Psicodélico e Space Rock, ou qualquer outra pessoa que saiba no mínimo o que é de fato bom.
O único problema é que eles deram tudo de si para gravar esse disco, tanto que nunca conseguiram chegar perto de fazer algo tão genial. Mais dois discos foram lançados, o segundo tambem já postado aqui no blog, não chegam a ser ruim, longe disso, mas comparado a esse servem apenas como curiosidades, não chegam nem aos pés do impacto e magnitude desse primeiro registro, mas nem precisava, depois de uma contribuição dessas para o Rock ‘n’ Roll seria até injusto exigir mais alguma coisa deles. O que importa é que com apenas um disco colocaram seu nome eternamente junto aos melhores de todos os tempos.


1.Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
2.Armworth
3.Myopic Void
4.Mesmerization Eclipse
5.Raging River Of Fear
6.Thousand Days Of Yesterday (Intro)
7.Frozen Over
8.Thousand Days Of Yesterdays (Time Since Come And Gone)
9.I Can’t Feel Nothin’ (Part I)
10.As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
11.Astral Lady
12.As The Moon Speaks (Return)
13.I Can’t Feel Nothing (Part 2)

Download:
http://www.mediafire.com/?zwokomptnyx

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Gnidrolog - Lady Lake (1972) [U.K]



A História deste grupo remete a outra grande banda ,esta mais famosa e conceituada, estamos falando do Gentle Giant,pois além da sonoridade , o estilo do Gnidrolog varia-se entre o Gentle Giant e o Van Der Graaf Generator, eles tambem vieram da Escócia para ganhar a vida na Inglaterra visto que o mercado era maior e as possibilidades melhores,e tiveram um inicio bem promissor com dois excelentes albuns, "In Spite of Harry's Toe-Nail" (1971) e "Lady Lake" (1972) ( album este alvo desta resenha) alem de um ao Vivo intitulado apenas Live (1973).Mas ao contrário do Gentle Giant,que se tornou uma das principais e mais bem sucedidas bandas de Progressivo Sinfonico de todos os tempos o Gnidrolog,apesar de sua excelente e notória qualidade,inexplicavelmente desapareceu após o disco ao Vivo,quando houve a dissolução da banda.
O disco em questão,"Lady Lake", é um album soberbo do inicio ao fim e com certeza um dos melhores de Progressivo Sinfonico já lançados na Inglaterra em todos os tempos.
O disco possui bastante trabalho de Guitarra, Flauta ( um dos melhores trabalhos com este instrumento),Oboé e Saxofone. O album todo tem um clima bem medieval e agradavel,resumindo vale muito a pena conhecer esta preciosidade.Os destaques deste disco são "I Could Never Be a Souldier" ( A melhor não só do album como do Gnidrolog e uma das melhores do Prog, meu Deus que musica Fantástica),"Ship" ( com excelente trabalho de Saxofone), "Lady Lake"(A segunda melhor) e "Social Embarrassment" (Esta musica já se parece mais com o Yes, com excelente Vocal).
Realmente uma pequena Obra Prima, 6 musicas excelentes com destaque para estas citadas acima , e até certo ponto razoavelmente conhecida e conceituada no meio Progressivo,com vários adeptos a sua irresistivel Sonoridade.Um Clássico que merece todos os elogios e reconhecimento.Quem não conhece procure conhecer já, pois não se arrependerá.
Após 27 anos de sua separação o Gnidrolog ainda se reuniu e gravou mais um album para sua discografia chamado "Gnosis" (2000).

1.I Could Never Be a Soldier- 11:40
2.Ship- 6:45
3.A Dog With no Collar- 2:10
4.Lady Lake- 9:00
5.Same Dreams- 2:50
6.Social Embarrassment- 6:35

Download:
http://rapidshare.com/files/226528171/Gnid_Lady.rar
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