quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Frank Zappa - The Grand Wazoo (1973) [USA]



Obra instrumental jazz-rock que seria a continuação do clássico “Hot Rats” . Desta vez, uma big-band onde o mestre reúne feras como Aynsley Dunbar, Don Preston e George Duke, e assim presenteando os amantes da boa musica com mais um album maravilhoso e que é obrigatório em qualquer lista de discos relacionados ao Jazz Fusion. Quem comprou Hot Rats sem duvida comprou esse também já que o contexto de ambos segue o mesmo padrão, salvo algumas diferenças. É claro que aqui tem tudo para agradar, como riffs de guitarra funk, extensos solos de sax e trumpetes, tudo caminhando harmonicamente na mesma canção, e é por isso que a cada disco como esse, o Fusion se tornava mais empolgante e irritava os puristas que achavam que o Jazz de Charle Parkie estava sendo enterrado com a influencia do rock, o que não é verdade, muito pelo contrario, o Jazz-rock só veio engrandecer ainda mais o gênero, e isso se reflete em bandas como Soft Machine que moldaram um estilo reverenciando os mestres da matéria como Monk, Miles e Coltrane.
For Calvin (And His Next Two Hitch-Hikers), Já abre de maneira experimental e com um pé na vanguarda misturando Jazz, influencias das big-band americanas dos anos 30, e depois vai para uma espécie de “faça qualquer coisa”, mas soando com coerência. Imaginando que tudo já estava rascunhado teria um maestro ali para apontar que instrumento que entraria ali na hora. Se esse maestro foi mesmo Zappa ele deve ter ficado com umas boas dores no ombro devido aos movimentos contantes dos insturmentos ao longo da canção.
The Grand Wazoo, parece querer abrigar todos os instrumentos possíveis, com complicados e intricados solos soando tudo com muita espontaneidade, como uma big-band jazzística maluca, onde o que vale é o som ant-convencional. É uma faixa experimental que dá liberdade para os instrumentos soltarem voz livremente, atravessando um ao outro fazendo assim com que ouçamos linhas sobrepostas de sax sobre trompete em uma improvisação “free”. Depois retorna ao tema que por si só já seria de se admirar pela sua estrutura complexa.
Cletus Awreetus-Awrightus , Essa faixa intricada empolga e contagia qualquer ouvido, pelos arranjos complexos dos metais mas o que chama mais atenção é o caráter humorístico e o clima de desenho animado que ela porpociona. É um pouco do retorno do espírito experimental de Zappa com uma incorporação grandiosa.
Eat That Question , Aqui o orgão inicial, começa timidamente tocando algumas notas, mas na verdade, o que se segue depois é uma sucessão de improvisos em ritmo mais acelerado que que desanda numa loucura de opereta fusion com espaços para doses regulares de guitarras estridentes em compassos marcados por uma bateria na linha de Jimi Hendrix Experience. Isso tudo junto aos instrumentos de sopro é claro.
Blessed Relief, Foi o destaque do disco, também muito tocado por estudantes de Jazz da famosa escola da Berklee. Aqui ao contrario de toda a loucura “maravilhosa é claro” das outras, há mais respiração, menos correria e abre a mente mais para a criatividade dos teclados de George e Don ponteando uma linha de baixo com uma beleza de perfeição, mas principalmente bom gosto. Uma faixa maravilhosa que fecha assim um disco como poucos.

1.For Calvin (And His Next Two Hitch-Hikers) - 13:20
2.The Grand Wazoo - 6:06
3.Cletus Awreetus-Awrightus - 2:57
4.Eat That Question - 6:42
5.Blessed Relief - 8:00

Psiglo - Psiglo II (1974) [Uruguay]



Esta banda de Montevidéu, Uruguai teve seu início no ano de 1971 e lançaram no ano seguinte seu album de estréia chamado "Ideacion", album bem hard rock, mal produzido, mas com boas músicas, bem enérgicas e pesadas com destaques para Sienteme, Nuestra calma e Piensa y lucha, sua sonoridade é bem similar a banda Argentina El Reloj. Este primeiro album da banda foi lançado apenas em lp e no Uruguai. Bom mas o album em questão não era este vamos então ao que interessa....
No ano de 74 a banda voltaria aos estúdios para gravar o segundo album simplesmente intitulado "Psiglo II". Uma produção bem superior a do primeiro disco, este album é mais progressivo, longo e melhor. Há neste album a presença da flauta, ausente no primeiro disco. O album continua com seu Hard Rock Progressivo só que melhor trabalhado. Neste a sonoridade pende mais para o Deep Purple. As músicas que são destaque no disco são No tiene razon de ser, El juglar y yo, Gil 1038 (a melhor do disco), Gente sin Camino e Cambiaras al Hombre. Apesar da melhor produção e melhores composições o album infelizmente na época não chega a ver a luz do dia, isto é não chega a ser lançado, ficando engavetado, sendo lançado apenas na Argentina só que em uma versão reduzida. Inevitavelmente a banda se dissolve. O baterista Farrugia vai para a Argentina e integra-se à banda CRUCIS e Melogno, Rechac e Garcia vão para a Espanha. Garcia integraria a Banda Espanhola ASFALTO. Cesio fica no Uruguai e desaparece por um tempo. Nos anos 90 os cinco componentes se reunem para um show histórico em Montevideu. Em 97 finalmente "Psiglo II" sai em cd junto com o primeiro album "Ideacion". Com certeza uma das melhores e mais injustiçadas bandas da América Latina, se você não conhece e gosta de Progressivo latino americano, corra atrás pois é fenomenal.

1.Cambiaras al Hombre-4:30
2.Heroe de Papel-3:45
3.Construir,Destruir-3:03
4.No tiene razon de ser-7:00
5.El Juglar y yo (Instrumental)-8:45
6.Gil 1038-12:00
7.Gente sin Camino-6:10

Download:
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Mahavishnu Orchestra - Inner Mounting Flame (1971) [U.K]



O grupo Mahavishnu Orchestra começou como um projeto do virtuoso guitarrista inglês John McLaughling --- Mahavishnu é seu nome religioso. McLaughling se tornou famoso ao tocar com Miles Davis nos discos In a Silent Way e Bitches Brew; este último, lançado em 1969, é considerado o disco que deu origem ao jazz-rock (ou fusion, como veio mais tarde a ser conhecido).
Dois outros integrantes do grupo de Miles Davis fundaram outros notórios grupos do gênero, são eles: Chick Corea, que fundou o Return to Forever, e Joe Zawninul, fundador do Weather Report. Mahavishu Orchestra, ao lado dos dois últimos citados, é um dos clássicos grupos de fusion e, sem exagero algum, em muito contribuiu para definir o estilo. Todos esses três grupos têm grandes qualidades, entretanto, a despeito de clássicos como o Romantic Warrior do Return to Forever, por mim o Mahavishnu Orchestra possui um destaque considerável. Suas músicas transmitem uma energia insuperável, a competência técnica é inigualável e as composições e os improvisos são muito intrincados e criativos. A menos, talvez, do Inner Worlds, todos seus discos da década de 70 são muito recomendados. Houve uma tentativa de recriar a banda na década de 80, dois discos chegaram a ser lançados, mas, pelo que sei, a qualidade desses é muito inferior.
Talvez este seja um disco com elementos em demasia de jazz para muitos fãs de prog, os discos Apocalypse e Visions of the Emerald Beyond são os mais progressivos do grupo --- o que não quer dizer, de forma alguma, que sejam os melhores. Há uma boa quantidade de elementos que costumam ser considerados progressivos, como, em especial, bruscas e drásticas mudanças de melodia e clima --- o clima pode passar do suave ao agressivo em um piscar de olhos. Também se fazem presentes tempos nada ortodoxos e muita dissonância, advinda especialmente da guitarra e secundariamente do violino, ambos com muita distorção.
Este primeiro disco do Mahavishnu Orchestra é bem menos famoso que seu seguinte, o Birds of Fire, mas tem muitas semelhanças e o considero praticamente tão bom quanto. Posso dizer que, em termos de energia, Inner Mounting Flame nada deve ao seu sucessor, ou talvez até o supere. Porém, o entrosamento do grupo e, especialmente, as passagens melódicas estão ligeiramente abaixo do nível do Birds of Fire.
Todas as músicas são excelentes. As mais intensas --- ou seja, as músicas absurdamente intensas --- são Meeting of the Spirits, The Noonward Race, Vital Transformation e Awakening, das quais destaco as duas primeiras. Dawn e You Know You Know são suaves e bem voltadas para o jazz. A Lotus on Irish Streams é bem suave e remete a um clima orietal-exotérico. Por fim, The Dance of the Maya começa com certa tensão e com uma boa dose de swing, sendo bem "jazzística", mas, depois de algumas variações sobre o tema original, torna-se inesperadamente mais voltada para o rock, perdendo o swing e aumentando a agressividade.
Ao escutar discos como esse é natural nos perguntarmos porque toda essa criatividade e energia do fusion não veio a se desenvolver mais nos anos seguintes e, ao contrário, até parece ter involuído.

1.Meeting of the Spirits (6:53)
2.Dawn (5:20)
3.The Noonward Race (6:29)
4.A Lotus on Irish Streams (5:41)
5.Vital transformation (6:18)
6.The Dance of Maya (7:16)
7.You Know You Know (5:08)
8.Awakening (3:36)

Download:
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Guapo - Five Suns (2003) [U.K]



A banda Guapo é um trio britânico que completa dez anos de existência neste ano de 2004. Basicamente o CD é a suíte (46 minutos) que dá nome ao disco, adicionados de mais duas composições mais "curtas". Um trabalho que remete à bandas como Nebelnest, Magma, Terry Riley e Univers Zero. A banda abusa na utilização de equipamentos vintage como mellotron, Fender Rhodes, moog etc. RIO/Zeuhl da melhor qualidade demonstrado nas músicas com aquele tradicional clima dark do estilo, arranjos complexas, atonalidade harmônica e mantras percussivos.
Junte a intensidade e o desenvolvimento do Magma em composições como Hhai, De Futura ou Kontarkosz, um mellotron Crimsoniano, adicione uma pitada de This Heat e Univers Zéro que você terá uma idéia do que lhe espera em Five Suns, quinto CD do trio inglês Guapo e primeiro pelo selo Cuneiform Records. Guapo existe desde 1994, tendo como foco central o pós-punk e o avant-hardcore, alternando a formação entre trio e duo com a participação de convidados. Ultimamente a banda se virou definiticamente para o estilo Zeuhl e neste CD a formação do Guapo conta com o tecladista Daniel O'Sullivan, o baixista Matt Thompson e o baterista Dave Smith. O CD contem três composições, a suite Five Suns de 47 minutos, dividida em cinco partes onde a tensão aumenta e diminui com a incursão da guitarra e progressões rítmicas, levemente neoróticas, que lembram De Futura; o mellotron é usado com muito ataque e não serve como pano de fundo para passagens trsistes, lentas e melancólicas; o som do Guapo é sempre intenso e podereso; a faixa acaba com sequência decrescente e de certo relaxamento. Five Suns é uma grande obra Zeuhliana. Em Mictlan, a segunda composição do CD, novamente o piano elétrico brinca entre o rítmo intenso da bateria e do poderoso baixo, uma mistura de Top e Segers, com rápidas itervenções das guitarras, atingindo o primeiro ápice no meio da faixa onde o mellotrom faz sua aparição tensa e em clima apocalíptico; o rítmo intenso e repetitivo nos remete a De Futura, com ataques de baixo que não devem nada para Top ou Paganotti. Mictlan é minha faixa preferida. Topan é a última faixa, mais calma e climática que lembra Kobaia. O baterista é exímio e imprime rítmo forte e criativo em todo o CD. É difícil não comparar o Guapo de Five Suns á banda francesa One Shot, em virtude do uso de piano elétrico associado à força da sessão rítmica, com o baixo poderoso totalmente Zeuhl, ou ao Happy Family, embora Guapo não apresente uma música tão rápida como as da banda japonesa. Recomendado para quem gosta de Magma, Univers Zéro, This Heat, Ruins e Happy Family, ou para os que estão procurando algo novo, bastante intenso, com o uso de Hammond e mellotron de forma bem pesada.


1.Five Suns Part I 4:31
2.Five Suns Part II 10:19
3.Five Suns Part III 10:30
4.Five Suns Part IV 12:57
5.Five Suns Part V 7:55
6.Mictlan 8:58
7.Topan 6:37

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Chris Squire - Fish Out of Water (1975) [U.K]



No ano de 1975, após o lançamento do excelente disco, Relayer, o pessoal do yes, resolveu tirar algumas férias (bom, não férias de descanso, mas férias do yes) e seus integrantes se manteram ocupados em gravações de seus respectivos trabalhos...Na minha opinião, Chris foi o que lançou o melhor disco solo.(Claro que Beginnings do Howe é um disco legal e o Olias...do Jon é bonito)
O disco abre com a, digamos, música mais comercial do disco, a contagiante "Hold Out Your Hand". Com um refrão bastante "grudento"! Squire mostra porque sempre foi um dos maiores baixistas que ja existiu...E mostra mais ainda do seu trabalho, ja que não teve nenhum guitarrista no projeto. "You By My Side" é uma linda balada com um piano bem emocionante. "Silenty Falling" é a melhor música do disco, na minha opinião. Tudo nessa música se encaixa perfeitamente. Nota por nota. Resultou em uma canção digna de qualquer outra maravilha feita pelo Yes. "Lucky Seven" ja tem uma tendência mais acentuada para o Jazz e com o maravilhoso Mel Collins dando um showzinho a parte. "Safe (Cannon Song)" creio que seja a música mais progressiva do disco do Chris. Flautas, orquestras e a banda fazendo outra viagem que poderia estar em qualquer obra prima do Yes. Bom, apesar de ser um disco solo, a banda não faz feio, afinal, é Bruford na bateria e Pat Moraz nos teclados. Sem contar com a participação do magnifico Mel Collins no sax.

1.Hold Out Your Hand
2.You by My Side
3.Silently Falling
4.Lucky Seven
5.Safe (Canon Song)


Download:
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Capsicum Red - Appunti Per Un'idea Fissa (1972) [Italy]



Capsicum Red (banda que leva o estranho nome de uma pimenta), lançou apenas um disco, este Appunti Per Un'idea Fissa onde a notável influência de música clássica seria o suficiente para marcar o progressivo italiano com a excelente 'Patetica', ocupando um lado inteiro do vinil original.
O grande e inevitável destaque é esta maravilhosa versão para a piano sonata de Beethoven conhecida como 'Patétique' que faria deste disco sério concorrente à condição de obra-prima, gravada usando sons de church organ e hammond que dão á música uma sonoridade até mesmo barroca. Tem presente ainda boas guitarras (elétricas e acústicas), bateria, o trabalho de baixo também é muito interessante com timbres e pegada lembrando Chris Squire.
Apesar do brilhantismo da faixa de abertura, a banda começa a mostrar alguns pontos fracos, descobre-se que manter o nível de uma composição de Beethoven ou obras como Contaminazione (RDM) ou Concerto Grosso (New Trolls) é uma tarefa árdua na qual Capsicum Red vai padecer bastante no restante do disco.
Le Spegnifuoco, com influências de Keith Emerson, faz um breve interlúdio instrumental para a faixa seguinte, Equivoco, calmamente introduzindo o piano de Paolo Steffan, uma balada com vocais bem ruins (creio que o próprio Steffan canta nesta faixa) intercalando partes mais energéticas com o restate da banda. Esta faixa é bastante fraca e parece merecer o nome que leva.
A beleza volta na excelente faixa Rabbia e Poesia, onde nota-se a presença de moog, hammond e piano, desta vez acompanhada por uma agradável voz.
A introdução clássica de Corale promete uma boa faixa, a guitarra depois apresenta-se pesada e com riffs recheados de wah-wah em uma levada a la King Crimson, mas se perde logo que entram os vocais, sendo outra que junto com Equivoco serviriam como meras coadjuvantes neste disco.
As faixas bônus foram tiradas de singles gravados em 1971, música pop com influência de bandas inglesas como Beatles ou The Animals, tendo pouca relação com a música presente no álbum. Seriam dispensáveis não fosse o registro histórico, quando a banda fora introduzida na Itália pelo selo 'Bla-bla' como sendo enganosamente britânica.
Um disco com momentos maravilhosos.

1.Patetica
2.Lo Spegnifuoco
3.Equivoco
4.Rabbia E Poesia
5.Corale
6.Tarzan (bonus)
7.Shangrj Ra (bonus)
8.Ocean (bonus)
9.She's A Stranger (bonus)


Download Parte 1: http://depositfiles.com/pt/files/h6ikqpsc9

Download Parte 2: http://depositfiles.com/pt/files/drscmte1v

Fat Mattress - Fat Mattress (1969) [U.K]



Ser um dos três elos de um dos melhores power trios da história pode bastar para um músico? Para alguns, talvez, mas não para Noel Redding, baixista do The Jimi Hendrix Experience, que ao mesmo tempo em que excursionava com os amigos Jimi e Mitch Mitchell (data exata: 1968) encontrou tempo livre para montar um projeto paralelo, o Fat Mattress.
Jimi Hendrix chegou à Inglaterra em 1966 junto com seu manager, Chas Chandler, e logo foi atrás de bons músicos para formar o Experience. Mitch Mitchell foi o escolhido para a bateria. Originalmente, Noel se considerava (e era) um guitarrista, porém teve o azar (ou tremenda sorte) de ser contratado para tocar com o deus da guitarra, cabendo-lhe então a missão de assumir o baixo do trio.
Reza a lenda que quando apresentado a Jimi, durante a montagem da banda por Chas Chandler (empresário e ex-baxista do Animal), Noel Redding disse que gostaria muito de continuar tocando guitarra. Jimi Hendrix apenas sorriu e comentou que seria melhor Noel ficar com o baixo, pois ele também gostaria de “assumir” a guitarra do trio. Podem imaginar a cena?
Entre 12 de maio de 1967 e 16 de setembro de 1968, o Jimi Hendrix Experience colocou nas lojas três discos: “Are You Experienced”, “Axis: Bold as Love” e “Electric Ladyland”; E foi em 1968 também que Noel decidiu dar asas ao seu projeto paralelo, o Fat Mattress, assumindo a guitarra e tendo como companheiros Eric Dillon na bateria, Neil Landon nos vocais e Jimmy Leverton no baixo.
Para compensar a sua vontade de liderar uma banda como guitarrista principal, Noel insistiu em manter o Fat Mattress na ativa, e até conseguiu alcançar relativa notoriedade, mas que não era praticamente nada perto do que representa seu trio original ao lado de Hendrix e Mitchel. Muitas vezes as turnês e atividades paralelas coincidiam, fato este que gerava sempre algum desgaste com a banda principal.
“Fat Mattress”, o álbum homônimo, foi gravado e produzido pela própria banda em 1969 e lançado no mesmo ano pela Polydor Records alcançando um relativo sucesso comercial (bateu no posto 134 do Top 200 da parada norte-americana). Com sua própria banda, Noel aposta em um som mais calmo do que o praticado pelo Jimi Hendrix Experience, chegando a lembrar algo de Byrds, Buffalo Springfield, Traffic e Small Faces.
Basicamente composto por Noel Redding, que assina grande parte das músicas, o disco apresenta em sua maioria das faixas boas canções como “I Don’t Mind”, um som bem típico dos anos 60 na linha de Animals e algumas coisas dos Stones, e “Magic Forest”, único single do álbum. Interessante que o desejo realizado de Noel assumir a posição de guitarrista em uma banda não se transformou em peripécias no instrumento.
“Bright New Way” é uma balada muito bonita e do lado B surge “Everything’s Blue”, um típico número praticado pelas bandas psicodélicas da época, gente como KAK e Kaleidoscope, entre outras. Mitch Mitchell toca bateria e percussão em “How Can I Live”, que também conta com Jimi Hendrix nos batuques. A formação para este primeiro disco ainda contava com a participação – como convidado –mais que especial do flautista da ótima banda Traffic, Chris Wood, em “All Night Drinker”.


1.All Night Drinker 3:18
2.I Don't Mind 3:51
3.Bright New Day 3:48
4.Petrol Pump Assistant 3:01
5.Mr. Moonshine 4:04
6.Magic Forest 3:05
7.She Came in the Morning 3:47
8.Everything Blue Redding 2:50
9.Walking Throug a Garden 4:20
10.How Can I Live 4:26


Download:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Shub Niggurath - Les Morts Vont Vite (1986) [France]



É uma banda francesa que começaram a sua carreira no ano de 1980 com o lançamento do famoso álbum Les Morts Vont Vite. Utilizando uma enorme variedade de instrumentos este álbum é um dos mais aclamados dentro do Zeuhl. No ano de 1991 lançaram um álbum chamado C'Etaient De Grands Vents considerado também um grande sucesso dentro do género, embora a banda neste momento estivesse reduzida a quatro na minha opinião conseguiram manter o nível do álbum anterior. Por fim lançaram o álbum Testament em 2003 este considerado mais fraco. è um álbum muito experimental e diferente de tudo o que estamos habituados pondo a nossa noção de musica em questão.

1.Incipit tragaedia - 16:39
2.Cabine 67 - 6:16
3.Yog sothoth - 13:07
4.La ballade de Lénore - 9:30
5.Delear prius - 4:12
6.J'ai vu naguère en peinture les Harpies ravissant le repas de Phynée - 4:17


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Eskaton - 4 Visions (1979) [France]



Impressionante ver que Christian Vander fez escola e o melhor, uma excelente escola. É notável no som de Eskaton a influência do Magma, no que tange ao uso da repetição de enunciados (mantras) e nas escolhas de temáticas lúgubres e mórbidas, contudo as semelhanças param por ai. Eskaton consegue uma obra inteiramente original e seu lugar no panteão do Zeuhl passeando por uma gama notória de ritmos e texturas sonoras. A banda viaja entre momentos mais reflexivos e outros de puro punch com trechos viscerais bem funkeados e alucinantes. O som está impressionantemente limpo, fruto de um bom trabalho de produção. Dificil dizer qual é o destaque neste disco, até porque aqui não há nenhuma exacerbação virtuosa de nenhum componente, todos estão comedidos e eficientes, pelo contrário, o efeito virtuose é conseguido com o trabalho em equipe.

1.Eskaton 10:24
2.Attente 10:12
3.Ecoute 13:00
4.Pitié 8:44
5.Le Cri 9:05


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Radiomöbel - Gudang Garam (1973) [Sweden]



Composto de 8 músicas que passeiam entre o rock progressivo, space rock, rock psicodélico lotados de moogs, hammonds e guitarras. Esse clima instrumental culmina na suíte de quase 16 minutos chamada Fasa. Atenção para algumas sequências de teclados na linha do melhor Krautrock alemão e alguns toques progressivos de bandas britânicas dos anos 1970. Muito difícil de comparar este grupo com algum já existente. Uma pérola do progressivo sueco.

1.Gudang Garam
2.Höstsàng
3.Fasa
4.E-Matt
5.Vaggvisa
6.Kylle
7.Flugornas Morgon
8.Finalen


Ashtar - Urantia (2002) [Brazil]



Esses cariocas fazem um som misturando a influência da música celta com o Rock Progressivo, Folk, Heavy Metal e Hard Rock. A banda segue a linha de alguns trabalhos de bandas de prog-metal européias que mesclam o rock pesado com melodias suaves (com direito até ao bom e velho "grito gutural" assustador em pelo menos uma das músicas). Mesmo não sendo algo "novo" vale uma audição. Destaques para os vocais de Fernanda Mesquista e as letras que abordam temas celtas, Escócia e o cosmos.

1.An Oidche Dhorcha (2:03)
2.Urantia (12:11)
3.Arriving At Skye (1:01)
4.Druid Dream (3:56)
5.Amazing Grace (2:44)
6.Children Of The Mist (8:51)
7.The Misty Dawn (1:07)
8.Oblivious Scars (9:34)
9.The First Star (1:10)
10.Nemesis (10:52)
11.Madainn Trаth (4:53)

Flamborough Head - One for The Crow (2002) [Netherlands]




Quarto disco da banda holandesa liderada pelo tecladista Edo Spanninga, que também organiza o festival de rock progressivo chamado Prog Farm. O disco é diferente dos anteriores, não no estilo pois eles continuam fazendo um excelente neo-progressivo, que lhes rendeu um prêmio de Novidade de 1998 da Classic Rock Society. One for The Crown é diferente no approach sonoro. A entrada de Margriet Boomsma nos vocais e flauta leva a banda para uma praia mais melódica. Isso faz com que Edo toque teclados e pianos mais elaborados. Musicalmente o disco apresenta alguma homenagens. Alguns acordes de In The Court of Crimson King (King Crimson) e Comfortably Numb (Pink Floyd) podem ser facilmente reconhecidos. Limestone Rock, com um solo de guitarra a la Gilmour (no seu auge), é de emocionar. Destaque para as músicas instrumentais. Vai agradar aos fãs antigos da banda e quem não gosta poderá passar a gostar. Um grande disco.

1.One For The Crow (12'00")
2.Old Shoes (13'13")
3.Separate (1'39")
4.Daydream (6'18")
5.Nightlife (10'06")
6.Old Forest (2'45")
7.Limestone Rock (9'59")
8.New Shoes (2'14")

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