quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Steve Hackett - Voyage Of The Acolyte (1975) [U.K]



Aqui nesse disco encontramos o que para alguns seria o disco que o Genesis nunca fez. Realmente esse álbum não fica a dever nada aos álbuns clássicos do Genesis, como Foxtrot 1.972 e Selling England By The Pound 1.973.
Aqui nesse álbum, vemos que Hackett é muito mais do que um simples guitarrista de uma banda. Aqui Hackett mostra, como tem capacidade para fazer um álbum solo. O Genesis, nessa época passava por múltiplas transformações, tanto sonora, quanto em sua formação. Peter Gabriel, (vocal flauta), sai da banda, após a turnê do álbum The Lamb Lies Dowm On Broadway 1.974. O álbum duplo, pode ser considerado o disco mais controvertido da banda, sendo o melhor para alguns, e o começo do fim para outros. Para se falar de Hackett, é preciso falar de Genesis. Hackett entrou para a banda no ano de 1.971, após a saída do guitarrista Antony Philips, Hackett foi o escolhido por um mero acaso do destino, por meio de um anuncio de jornal posto por Peter Gabriel, a procura de um novo guitarrista. Junto com Hackett, no também entrou Phil Collins, que assumiria as baterias do grupo. De nova formação e com animo de sobra o grupo lança um álbum no mesmo ano Nursery Crime de 1.971, o álbum saiu excelente. Um dos maiores problemas da banda, seria encontrar um guitarrista do mesmo nível de virtuosismo Antony Philips. Hackett provou seu valor em Nursery Crime, com suas belas atuações, mostrando ser dono de um estilo único, tanto de instrumentação, tanto em seu modo de composição, e sua postura no palco, já que ele toca sentado, só ele e o Robert Fripp do King Crimson tocam desse jeito "preguiçoso"...rsrsrs...
Um fato lastimável, é que nos álbuns seguintes como Foxtrot, Selling England By The Pound, a guitarra de Hackett perdeu espaço, para outros instrumentos, principalmente os Hammonds mellotrons enfim as teclas de Tony Banks. Chegando a um ponto critico em The Lamb Lies Dowm On Broadway, do qual, não é novidade pra ninguém que Hackett sempre reclamou que teve pouquíssima participação no contexto do álbum. A começar que o disco quase não tam guitarras comparado a álbuns anteriores como Selling England... Onde Hackett faz um dos seus mais clássicos solos, Firth of Fifth. Quando Gabriel saiu da banda, pode ter passo um pensamento na cabeça de Hackett que agora teria o espaço negado até então...
Infelizmente, não foi o que aconteceu, pelo contrario, se estabeleceu um certo domínio de Banks sobre os outros membros do grupo. O que acontecia é que o Genesis sempre preferia seguir as idéias de Banks as de Hackett, esse claro desequilíbrio, foi a gota da água para Hackett, que deu Bye Bye... Para o Genesis.
Um guitarrista do porte dele, não pode ficar rebaixado a um simples integrante...
Hackett só saiu da banda em um período entre 1.977 a 1.979 mais ou menos. Mais sua carreira começou um pouquinho antes em 1.975 com esse disco aqui resenhado Voyage Of The Acolyte, esse seria só o primeiro álbum, de uma carreia solo, muito melhor do que o Genesis viria a se tornar depois de sua saída, aliais dos Genesis, Peter Gabtiel e Steve Hackett, são indiscutivelmente dois solistas de peso, até os dias atuais. Passados trinta anos eles continuam ai com seus trabalhos seu público sempre procurando inovações, mais sem perder sua identidade, construída pelo tempo, isso é fascinante, coisa que com certeza o Genesis não conseguiu fazer.
Voyage Of The Acolyte é com certeza um álbum complexo, apesar de ter clara evidencia do som do Genesis, vemos o tempero de Hackett em cada nota. Melodioso ao extremo, sempre com muita flauta e teclado, somados as excelentes composições de Hackett, é lógico a competência de sua guitarra.O disco contou com um time de primeira de músicos e instrumentação, destaque para os companheiros de banda de Hackett Phil Collins e Michael Ruterford, e seu irmão John Hacket, ele toca a flauta do disco, e seguiria com o irmão pelo resto da carreira. Notasse a ausência de Tony Banks no grupo. Isso é explicado pelo seguinte fato de Banks com suas teclas apagar demais todo o brilhantismo de Hackett.
Uma observação importante: Esse disco apesar de ter a participação de alguns membros do Genesis se trata de um disco solo de Steve Hackett, e deve ser encarado como tal tudo bem que pode ser considerado um disco do Genesis, mais a partir do momento em que está escrito “Steve Hackett” na capa, é isso e ponto.
O único problema do disco, talvez o único é que sempre senti que está tudo muito mal distribuído, poderia ter um aproveitamento maior de espaço, o que poderia originar mais uma ou duas músicas O disco tem oito músicas, sendo três cantadas e as quatro restantes peças instrumentais. O disco se mostra, um trabalho tranqüilo, mais extremamente sombrio, tanto melodicamente quanto em líricas. A uma pitada de misticismo no disco, mesmo que discreta, procura ouvir com atenção, músicas como Hands of Priestess e The Hermit, são boas evidencias disso. A duração media de cada faixa é algo muito diversificado, indo dês de pequenas vinhetas com pouco mais de um minuto de duração, até suítes de quase doze minutos no total.
A capa, e todas a ilustrações do álbum foram feitas por Kim Poor, esposa de Hackett. Kim é pintora, e fez varias capas alem dessa para os discos de Hackett, como Spectral Mornings 1.979 e Defector 1.980. Kim nasceu em solo inglês, mas veio para o Brasil, essa fato contribuiu muito para que Hackett se apaixonasse pela nossa cultura, fazendo chegar a ponto de fazer discos de samba rock, e sons tipicamente brasileiros. O que mostra a diversidade do artista. Essa capa, sempre achei linda, o estilo de Kim, vai de uma mistura de dia dos mortos, com misticismo, mundos distantes, magos e bruxas, sempre retratados de uma maneira assombrosa, e às vezes macabras. No disco de vinil, é bem melhor, de ver os detalhes da complexa pintura. O disco de vinil, continha capa que quando era aberta, era mostrada uma pintura excelente, com um ser parecendo um mago, sentado, em um cenário tenebroso, de paisagens mórbidas. E notem na parte da frente, que como em toda boa pintura a discreta assinatura de Kim Poor na pintura pouco abaixo da porta, onde se encontra o spectro macabro com o nome “Kim Poor”. Ouvi serias criticas a essa capa, e a arte de Kim em geral, mais sinceramente: Para esse disco, não existe uma capa visual melhor, é praticamente a música retratada em forma de desenhos. Que capa seria a ideal para esse disco, um bosque luminoso com duendes em um picnic??? rsrsrs
A sua opinião sobre a capa, é relevante, mais não é tudo, esse disco deve ser apreciado com muita atenção, e com certo carinho. Com um cenário apropriado então fica ótima, uma floresta à noite, com uma lua cheia, curtindo Shadow of Heirophant, seria uma experiência chapante...Ace of Wands, composição instrumental, Ace of Wands te da as boas vindas ao mundo de Voyage of the Acolyte. Uma das melhore músicas do disco, dentre as instrumentais a melhor de todas. A música tem em torno de cinco minutos e meio minutos de duração, sendo a maior do lado um nos discos de vinil. Começa com a excelente bateria conduzindo a música, muito sintetizador, sinos e guitarra detonando, em uma melodia agitada, mais não necessariamente agressiva aos ouvidos. A trechos em que são ouvidos uns corais, junto ao som dos sinos, com certeza um momento magistral, da música. Mostrando até uma boa evolução, a música se segue, surpreendente, os diálogos entre os instrumentos, cria uma bela harmonia na música, fazendo um tipo de batalha entre os instrumentos ficando cada vez mais baixo até finalmente encerrar a música. Tive que abaixar essa música na net, porque mais da metade da música, é presenteada, com um belo risco, no disco de vinil. Era bem conhecida na época do lançamento do disco, mais hoje está meio que esquecida em shows, mais uma ótima composição, aqui termina a abertura do disco migremos agora para a segunda música...Hands of the Priestess Pt. I, outra composição instrumental. Hands of the Priestess diferentemente da música anterior, esse se mostra uma linda, e calma música. A música tem pouco mais de três minutos, mais existe no álbum uma segunda parte, com pouco mais de um minuto de duração, completando mais de cinco minutos juntando as duas partes. Esse tipo de divisão nunca foi usado pelo Genesis, que geralmente divididas em vários sub temas em uma só música, como o caso da suíte Supper´s Ready do álbum Foxtrot. É mais ou menos o que acontece no álbum Trilogy na música The Endlees Enigma do Emerson Lake & Plamer ELP, é o único exemplo que me vem à cabeça agora. A música é praticamente acústica, seguindo a combinação bombástica flauta violão teclado. Dou destaque para a flauta de John Hackett irmão do Steve Hackett, conduzindo a música de maneira angelical, apoiados pelo violão e teclados, e inclusões chorosas da guitarra. Pó incrível que parece é uma das minhas faixas favoritas, mesmo sem muito destaque, ainda assim na minha opinião ótima. A Tower Struck Down, aqui o disco começar a mudar radicalmente seu estilo, de calmaria. A Tower Struck Dowm, instrumental é a faixa mais agressiva do disco. Sempre disse que a faixa serve para acordar o ouvinte. A têm movimentos precisos e momentos magistrais, arranjos muito bem estruturados. Tudo isso baseado em uma base de contra baixo agressiva, e repetitiva. A música ao longo dos seus quase cinco minutos de duração oscila fortemente entre momentos únicos, mais também arranjos dispensáveis, que destoam à música. Como por exemplo, à parada em meio a música, em que se ouve uma tosse seca. Na minha opinião um grande erro na faixa, completamente dispensável. Destaque também aos sintetizadores em meio a faixa, formando atmosferas únicas. Aqui também é ouvido em pequenos trechos um coro de vozes, no maior estilo de corte medieval, surgindo em meio a música. Mais ou menos na sua metade, depois de um coro vigoroso de muitas vozes, a música acalma, parece ter acabado, não aqui a música toma uma aura sombria, muito sombria, com teclado, e aos poucos a guitarra de Hackett aparece fazendo alguns arranjos, ficando cada vez mais baixo e sumindo de vez. Nessa daqui eu dou destaque supremo aos baixistas Percy Jones e Mchael Ruterford, quem sabe no melhor momento deles em todo o disco, observação Percy Jones, só tocou nessa faixa. Está é a única faixa do álbum que Hackett escreveu em conjunto com seu irmão John Hackett, já uqe a maioria das músicas do disco são composta unicamente por Hackett, com dessa e da ultima música Shadow of The Heirophant. Hands of the Priestess, Pt. 2, é a continuação da segunda faixa do álbum, menor é a menor faixa do álbum, com um minuto e meio de duração. Completamente acústica, mantendo a mesma melodia angelical da primeira parte, tão linda quanto. Novamente destaque a flauta melodiosa ao extremo. Sinceramente não sei se ficaria melhor, sendo assim em duas partes, ou então, juntando as duas partes em uma música só. Seja como for bela música, mais uma das melodias calmas e acústicas tradição de Hackett.The Hermit, aqui finalmente chegamos a uma composição cantada, sendo que todas as anteriores são instrumentais. Se assemelhando um pouco a Hands of Priestress, The Hermit, se mostra uma música bela, mais sem muita exaltação. Aqui pode mos presenciar Hackett e seu violão acústico, e também seu vocal em toda a letra da música. Apesar de ser uma letra pequena e relativamente fácil de ser cantada, está foi a primeira música cantada por Hackett, única música do disco em que isso acontece. Não a como negar o fato de que Hackett, não é nenhum vocalista, brilhante, ou gloriosos, mais para suas canções relativamente calmas nesse disco, sua voz macia, e misteriosa, faz uma boa combinação entre voz instrumento. Com muita flauta violão, e um ar sombrio, The Hermit, tem também belas passagens ao longo de sua duração, as vezes pode insinua ser uma espécie de balada, muito bem estruturada, no estilo de músicas românticas, o que quebra um pouco a atmosfera sombria encontrada em todo o disco. É uma boa música, aqui se encerraria o lado um do disco, praticamente instrumental, menos dessa aqui. Aqui nos já estamos na metade do disco, e é percebível o fato de que o som proposto por Hackett é bem diferente do som proposto pelo Genesis. Star of Sirius
Aqui chegamos ao lado dois do disco. Essa sim pode ser considerada a balada do, álbum. Cantada por Phil Collins, é um dos grandes destaques do disco. Uma música até comprida, com mais de sete minutos de duração. Aqui vemos a diversificação de temas da faixa, hora calma com lindas inclusões de teclado e flauta, mais também um lado mais agitado com guitarra e bateria. O vocal de Collins é bom e se encaixou perfeitamente na faixa. É com certeza uma das minhas favoritas, chega a emocionar, pela beleza dos arranjos, não sei se por causa do vocal do Collins, mais sempre achei que a faixa muito parecida com Genesis, mais precisamente, o que o Genesis faria no álbum Wind Whutering de 1.977 em faixas como One For The Vine. Começa calma, com arranjos até consideravelmente repetitivos, esperando o vocal de Collins, essa aspira ser bem emotivo nessa faixa. Logo entra o refrão, acompanhado por bateria e guitarra, e logo entra o teclado em ritmo acelerado. Levando a faixa a um grande trecho instrumental, aqui vemos flautas teclados, muito melodiosos, a uma certa repetição de arranjos, mais completamente racional. Quando o vocal entra novamente citando o refrão da música na mesma forma agitada de antes, sobre os efeitos dos instrumentos abaixando cada vez mais seu volume, levando com si uma das melhores músicas do disco ao seu final. The Lovers,é mais uma das faixas de curta duração do álbum, assim como The Hands of Priestess II essa também não chega aos dois minutos de duração. The Lovers apesar de ter ouvido alguns bons comentários sobre a faixa, não vejo muito atrativos nessa aqui. Talvez por ser uma música extremamente baixa, somente simples. Não diria que é a mais fraca, mais em uma totalidade, fica muito pagada no disco. Serve de uma boa introdução para o que vira a seguir... Shadow of the Hierophant, nossa, chegamos a um épico, na mais fiel estilo de “o melhor ficou guardado para o final”. Essa música é um épico com quase doze minutos de duração, no vinil original essa música dominava, mais da metade do lado dois do disco. Extremamente dramática, a melhor música do disco com certeza. Aqui vemos algo que diferencia essa de todo o resto do disco, o vocal feminino de Sally Oldfield, irmã de Mike Oldfield. O que da uma aura única à música. O Mellotron aqui faz boas atuações, a guitarra dramatizada e repetitiva de Hackett inclusa em certos trechos, parece chorar me meio a música, fantástico. Aqui se percebe duas partes distintas, é só olhar o vinil, essa divisão e fato, a primeira cantada por Oldfield, e a segunda é uma composição instrumental, única, e tenebrosa. Segue uma linha de progressão musical hiper evolutiva, baseada em um riff sobrenatural de Hackett, começando com um som de chilofones, viria a se transformar em um dos melhores finais que já ouvi. Crescente e crescente, até a exaustão, com direito a coral e sinos, em uma instrumentação, devastadora, ouvir essa música em um aparelho de som potente, no Maximo, é uma experiência única. Após crescer baseada em um tema crescente na cabeça do ouvinte, quando chega em seu ápice, começara a ficar mais baixa, na mesma melodia sempre, se despedindo, deixando o ouvinte abastado. Na minha opinião a melhor música do disco. Foi composta por Hackett, junto a Ruterford. Recentemente foi tocada em um show ao vivo de Hackett no Japão junto com o John Wetton do ex-King Crimson, nunca assisti, mais deve ter ficado muito bom.
Com Shadow of The Heirophant Hackett termina seu disco de estréia e sua viagem por músicas sombrias com categoria, vital para qualquer admirador do Genesis ou de Hackett, um dos melhores discos daquele ano de 1.975.

1.Ace of Wands 5:25
2.Hands of the Priestess Pt. 1 3:28
3.A Tower Struck Down 4:53
4.Hands of the Priestess, Pt. 2 1:34
5.The Hermit 4:49
6.Star of Sirius 7:08
7.The Lovers 1:50
8.Shadow of the Hierophant 11:45

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Locanda Delle Fate - Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977) [Italy]



Esplendoroso, porém emergente do anonimato em 1977, ano em que o progressivo Italiano esvaia-se, o Locanda delle Fate lança uma obra prima chamada Forse Le Lucciole Non si amano Piu., praticamente seu único trabalho. ( viria a lançar um single e sucessivamente um mini L.P no ano subsequente, sem qualquer repercussão.
Quando o escutei pela primeira vez o que me chamou muito a atenção e permaneceu para sempre em minha alma, foram as linhas melódicas e a execução do piano e dos teclados de Michele Conta e Oscar Mazoglio. A sensibilidade com a qual o piano é tocado é algo que ainda hoje me deixa perplexo e hipnotizado. Chego a não ouvir os outros instrumentos... pois é encantador. Várias passagens do disco são de fato um concerto para piano e flauta. Suas melodias românticas, líricas e emocionantes são seguramente as mais belas que já ouvi no progressivo italiano. Seus aspectos rítmicos exibem um entrosamento magistral com o grupo por ser bastante quebrado e repleto de contratempos. Ë absolutamente sinfônico e fica praticamente impossível dizer qual é a melhor faixa. Todas são do mesmo nível e exibem um brilhantismo melódico harmônico e rítmico similar. O vocal é típico do progressivo italiano e segue a sua saga. Leonardo Sasso é um dos melhores vocalistas do gênero seguindo a linha de Francesco Di Giacomo do B.M.S. Com um potencial incrível é intrigante o fato de terem lançado somente este L.P, fato relativamente comum no progressivo italiano principalmente da última fase (76/77). Acredito que, possivelmente, não tiveram apoio de gravadoras.

1.A Volte un Instante di Quiete
2.Forse le Lucciole non si Amano Pi
3.Profumo di Colla Bianca
4.Cercando un NUovo Confine
5.Sogno di Estunno
6.Non Chiudere a Chiave le Stelte
7.Vendesi Saggezza
8.New York

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mushroom - Early One Morning (1973) [U.K]



Mushroom é uma banda irlandesa de apenas um disco, seu estilo folk-prog impressiona com seus belos arranjos de flautas, solos de guitarra sobre bases de um violino muito harmônico, e a grande contribuição do tecladista Michael Power que justifica seu nome com solos de moog e que não deixam a desejar a nenhum Keith Emerson ou Rick Wakeman da vida. Mas se engana quem pensa que Mushroom não passa de mais uma banda folk com sinais psicodélicos, a veia rock n´roll da banda fica muito exposta e é sabiamente intercalada pelas viagens melódicas e pelos arranjos do brilhante violinista Pat Collins que chega até a lembrar o violino de Jerry Goodman. Algumas vezes você pode ate achar que é uma banda fusion como na faixa “Drowsey Maggie”. A banda inteira toca claramente em grande harmonia. Vale muito a pena ouvir!

1.Early one morning
2.The Liathdan
3.Crying
4.Unborn child
5.Johnny The Jumper
6.Potters Wheel
7.Standing Alone
8.Devil Among The Tailors
9.Tenpenny Piece
10.Drowsey Maggie
11.King of Alba

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pablo El Enterrador - Pablo El Enterrador (1983) [Argentina]



Provavelmente o grupo de neo-progressivo mais sofisticado de origem argentina. Natural da província de Rosário, ele surgiu no início da década de 70, mas só gravaram este álbum (seu primeiro trabalho) em 1983, já com a mais conhecida formação. Eles combinam uma refinada influência clássica com folk, rock e pitadas de jazz, tudo isto sempre delineado por uma melodia arrebatadora. Os arranjos com dois teclados dialogam perfeitamente complementando as belas passagens de guitarra e voz.
Suas letras possuem caráter político, fruto dos anos de repressão da ditadura militar que dominou o país de 76 a 83, e ganham maior intensidade na bela voz de Blanc.
Em Carrousell De La Vieja Idiotez percebe-se forte influência do Genesis de Peter Gabriel e Steve Hackett com os vocais se sobrepondo às texturas acústicas da guitarra, que também ajuda a criar novos climas e transições harmônicas com solos bastante criativos.
Elefante De Papel, apesar de ter um refrão que se repete com mais frequência (lembrando muito algumas melodias do Milton Nascimento, entretanto com interpretação bem distinta) é um miniclássico, e foi o maior sucesso do álbum à época de seu lançamento.
Quien Gira y Quien Suena se aproxima mais do estilo Genesis do álbum Trespass, próximo à “Vision of Angels”, com um belo coral no meio da faixa.
Ilusión En Siete Octavos é uma faixa instrumental com várias quebras de ritmo e toques de fusion.
Accionista é um pouco mais comercial, ao estilo de Alan Parsons Project.
Dentro Del Corral tem bastante influência de Jethro Tull, tanto nas quebras de ritmo quanto nos riffs da guitarra.
Espiritu Esfumado tem um belo arranjo de sintetizador e piano que nos lembra o Genesis de Tony Banks.
La Herancia de Pablo é uma música instrumental essencialmente montada sobre bases de teclado que nos remete à fase de Wakeman no Yes.
Com certeza este é um dos melhores álbuns de progrock da américa latina.
Uma curiosidade : O nome do grupo é uma referência ao coveiro de um cemitério de indigentes localizado próximo à Rosário.

1.Carrousell De La Vieja Idiotez (05:40)
2.Elefante De Papel (05:06)
3.Quien Gira y Quien Suena (05:45)
4.Ilusión En Siete Octavos (04:51)
5.Accionista (03:17)
6.Dentro Del Corral (06:03)
7.Espiritu Esfumado (03:53)
8.La Herancia de Pablo (07:17)

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Agorá - Live in Montreux (1975) [Italy]



Os Agorà foram uma formação marquejana de cinco membros (baixo, guitarras, sopro, teclado e bateria) que criou dois bons discos de fusão na metade dos anos 70. O primeiro, "Live in Montreaux" (1975), foi gravado ao vivo durante o anual e famoso festival suiço. Este se caracteriza por um estilo bastante compassado mostrando as ótimas qualidades do grupo. O segundo, viria no ano seguinte se chamando "Agorà 2".
A banda, que infelizmente iria se desfazer em 1978, ainda sofreu uma substituição: Paolo Colafrancesco, que tocava baixo e era vocalista, deu lugar a Lucio Cesari (baixo e percussão) e Nino Russo (sax e percussão).
Nas músicas, destaque para Penetrazione, Acqua seleste e L'orto di ovidio, esta última a mais envolvente do álbum, que faz uma bela mistura de progressivo com jazz, e talvez um pouco de sinfônico, segundo a opinião de alguns admiradores.
Altamente recomendável.

1.Penetrazione
2.Serra S. Quirico part 1
4.Serra S. Quirico part 2
5.Acqua Seleste
6.L'orto di Ovidio


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Culpeper's Orchard - Culpeper's Orchard (1971) [Denmark]



Este é o primeiro disco do Culpeper's Orchard (Pomar de Culpeper), boa banda dinamarquesa que apresentando uma gama variada de influências, desde o folk (inclusive música country), hard e blues rock, traz uma música que se eu posso dizer que parece pouco original, é pelo menos muito gostosa e agradável de ouvir, um disco simples mas com boas composições, saborosos solos de guitarra, bons vocais. Todas as faixas são cantadas em inglês, o que descaracteriza bastante os aspectos autóctones que a banda poderia trazer, no entanto o vocalista é mesmo bom e versátil, cantando geralmente com registro e timbres semelhantes a Jack Bruce (Cream) ou Phil Moog (Ufo). Algumas bandas que eu lembro ouvindo este trabalho: Jethro Tull, Crosby Stills and Nash, Steppenwolf, Blue Cheer, Cream, Deep Purple, Ufo.
Músicas que são possíveis destacar: Banjocul é uma breve introdução folk/country de banjo que provavelmente dê uma impressão equivocada para este disco, antecedendo Mountain Jam Pt. 1, uma jam empolgante e energética de hard blues terminando em uma bela incursão acústica. Your Song & Mine é na minha opinião a melhor faixa do disco, bem hard, guitarras acústicas e elétricas, maravilhosa, é possível comparar com o melhor de Jethro Tull. A voz também está diferente nesta faixa, com arranjos puxando mesmo para Ian Anderson. Ode To Resistance é uma bela faixa com tema folk bastante tranquilo, trazendo a voz acompanhada pela flauta e por suave percussão, ao que alterna com passagens contrastantes e mais pesadas, bem hard rock. Gideon's Trap é uma balada folk com piano, com algum apelo comercial e pouco interessante apesar da boa performance. Mountain Music Part II começa acústica, ganha intensidade em um crescendo, traz um solo de guitarra totalmente blues, quase tão energética como a primeira parte e culminando em um epílogo folk/country, fechando o disco da forma como iniciou.
Talvez à época de seu lançamente este disco tivesse uma sonoridade mais original, no entanto quem se identificou com qualquer das bandas mencionadas terá boas chances de apreciar bastante este disco, recomendado
.

1.Banjocul (0:47)
2.Mountain Music Part I (6:27)
3.Hey You People (1:30)
4.Teaparty For An Orchard (6:09)
5.Ode To Resistance (5:53)
6.Your Song & Mine (5:34)
7.Gideon¹s Trap (5:44)
8.Blue Day¹s Morning (2:12)
9.Mountain Music Part II (7:33)


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Sigur Ros - Ágaetis Byrjun (1999) [Iceland]



Assim como é muito difícil definir os limites formais do rock progressivo ou art rock, também é uma tarefa inglória saber que características, dentro de um estilo que abrange músicos e músicas tão diferentes, podem definir a qualidade artística de um trabalho. Observando aficcionados pelo prog-rock, construí uma pequena tipologia, de que me servirei nesta resenha. Basicamente (e muito grosseiramente também), os fãs de art-rock que conheço podem ser divididos em três grupos, a saber, os que se deleitam com a capacidade técnica, os que apreciam a verve criativa, e os que adentram o clima da música. É claro que há um imenso intercâmbio de gosto entre esses três grupos, que são conjuntos em permanente intersecção. Entretanto, essa divisão muitas vezes se justifica quando se analisa o escopo das preferências individuais: os que tendem a preferir bandas tecnicamente impecáveis são os que habitualmente cultuam Rush, Gentle Giant, Yes, Dream Theather e afins; os que admiram a criatividade e a força inventiva de uma banda normalmente são fãs de Jethro Tull, primeira fase do Pink Floyd, King Crimson, Genesis, Radiohead e afins; os que, por sua vez, gostam de trabalhos com intensidade, sentimento e profundidade musical, viajam com a fase progressiva do Pink Floyd, Queen, Kraftwerk.
É a esse terceiro tipo de ouvinte que Ágaetis Byrjun, obra-prima do Sigur Rós, atingirá em cheio, na minha opinião. Cada uma das faixas deste trabalho mescla, com habilidade rara, sensibilidade e atmosfera própria. Esse grupo de islandeses tem grande talento para colocar a elaboração dos arranjos e a criatividade da concepção a serviço da sensibilidade. Mesmo cantando em um dialeto próprio, Jon Thor Birgisson faz a emoção transbordar em seus vocais, graças ao toque de singeleza que imprime. A sensação de penetrar em um universo sonoro paralelo perspassa a audição do CD, na medida em que cada uma das músicas parece ter um "vulto" próprio e remeter a um determinado espectro de sensações profundas. É difícil não ser tocado por "Viorar vel til loftárása" (mais difícil ainda para quem vê o clip). É difícil não ser conduzido por "Svefn-g-englar", ou resistir à beleza doce de "Olsen Olsen". "Agaetis Byrjun", a faixa, e "Ný Batterí" tem em comum (cada qual à sua maneira) um clima poético e transcendente. Há, também, faixas mais experimentais, como "Intro" e "Hjartao hamast", tão imperdíveis quanto as outras, que fazem o contraponto psicológico das músicas mais emotivas, contribuindo para constituir, no todo, uma obra equilibrada e deliciosa.
Confessando minha admiração, não só recomendo fortemente a audição atenta deste CD, como considero que Sigur Rós, em pouquíssimo tempo, mantendo esse nível de produção, será uma referência canônica e indiscutível para o rock progressivo em todos os tempos e atingirá reputação inquestionável entre todos os três tipos descritos de ouvinte deste estilo musical.


1.Intro - 1:36
2.Svefn-G-Englar - 10:04
3.Starálfur - 6:46
4.Flugufrelsarinn - 7:48
5.Ný Batterí - 8:10
6.Hjartaõ Hamast (Bamm Bamm Bamm) - 7:10
7.Viõrar Vel Til Loftárasa - 10:17
8.Olsen Olsen - 8:03
9.Ágaetis Byrjun - 7:55
10.Avalon - 4:02

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sloche - Stadaconé (1976) [Canada]



Stadaconé é o segundo e último disco do Sloche. Desta vez a banda vai deixar a sonoridade sinfônica de lado e voltar mais madura, com bastante ênfase no jazz-rock, abundantes solos de teclado e guitarra, poucos vocais. A mudança é significativa e as influências desta vez estão mais para Return To Forever e Mahavishnu Orchestra, ainda um pouco de Gong como em Gazeuse.
Stadaconé começa com um tema percussivo e alegre, ganhando em complexidade e com longos solos de guitarra e teclado. O trabalho de guitarra neste disco está bem melhor e menos contido do que em J'un Oeil.
A segunda música, Le Cosmophile, traz traços sinfônicos, momentos viajantes e um vocal bastante melódico que seguidos por um empolgante jazz-funk a tornam fantástica.
Uma faixa que merece destaque é Ad Hoc, um fusion cativante. Isacaaron é bastante variada nos seus 11 minutos de duração, uma boa composição com temas de complexidade rítmica fascinantes.
Este é um disco que poderia seguramente figurar na mesma prateleira dos grandes clássicos do prog/space fusion, talvez um degrau ou dois abaixo por ser uma banda pouco conhecida, mas altamente recomendado para quem aprecia o gênero.

1.Stadaconé - 10:17
2.Le Cosmophile - 5:40
3.Il Faut Sauver Barbara - 4:16
4.Ad Hoc - 4:30
5.La 'Baloune' de Varenkurtel au Zythogala - 4:57
6.Isacaaron (Le Démon Des Choses Sexuelles) - 11:19


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David Gilmour - David Gilmour (1978) [U.K]




Quando ainda era um garoto, em 1963 em meio a explosão da Beatlemania, David formou sua primeira banda que segundo ele “Era uma bandinha horrível!!, mas que tinha o mérito de abrir um concerto para Paul Simon em inicio de carreira !!”. O nome da banda era Joker's Wild e chegaram a gravar um mini-lp que na época vendeu apenas 50 cópias. Na verdade foram compradas por amigos e parentes. Ao que parecia,eles chegaram a ser sondados pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein,que era homossexual não-declarado, e que empresariava também varias bandas como Gerry and the Packermaker, entre outros. Comentava-se que Brian estava mais interessado no visual de David do que no som da banda que era bem ao estilo pop beat, como nos primeiros anos de Beatles. A banda tinha alem de David na Guitarra, Rick Wills no Baixo, John Willie Wilson na Bateria e David Altham nos vocais e se apresentou em vários lugares sem expectativa alguma de obter sucesso comercial. Com a saída do vocalista D. Althan em 67, eles se tornam um trio, com David assumindo os vocais e agora passam a se chamar Bullitt, até que um dia, começo de 68, um amigo de David o convida a integrar sua banda e assim, os Bullitt se separam em definitivo.O amigo em questão era Syd Barret líder do Pink Floyd.Mas você deve se perguntar, para que biografar o inicio de carreira de Gilmour se o assunto aqui é o seu disco de estréia solo. Ora, simplesmente por que o seu disco de estréia de 1978 foi gravado nada mais nada menos pelos proprios Bullitt !! Sim ! David reuniu os velhos companheiros de vacas magras para gravar seu disco, e assim, pode matar a saudade dos companheiros que a dez anos não tocavam juntos. Claro que o som seria bem diferente agora, mas a verdade é que depois que o Pink floyd lançou seus clássicos The dark Side of the Moon e Wish you where here, vazou a história de que David já era mais velho de guerra do que se pensava e que já tinha material gravado muito antes de se pensar existir o que seria o Pink Floyd. E por essa ração os fãns da banda exigiam de qualquer maneira o relançamento do disco dos Joker´s Wild e assim foi feito, só que em edição limitada. Esse lançamento não agradou muito David já que eram musicas totalmente diferentes e que no entender dele não havia nenhuma razão para se relançar tal material que não acrescentava em nada, pelo contrario, poderia decepcionar muitos fãs do guitarrista, mas é claro que isso não convenceria nenhum fã ardoroso.Mesmo sendo um musico do gênero rock progressivo, poderíamos dizer que Gilmour em sua estreia solo estava “regressivo”, voltando as oringens, no que diz respeito a fazer canções mais simples, para equilibrar a balança com as recentes e cansativas turnês grandiosas do Floyd.David estava com uma alta estima elevada, já que alem de ser um excepcional guitarrista melódico, se destacava como um ótimo cantor e compositor. Porem, um disco solo naquele momento viria bem a calhar, pois tinha varias razões para tal, como por exemplo, responder as criticas que naquele momento começava a duvidar de sua capacidade como compositor, já que no ultimo disco lançado pelo Pink Floyd, Animals -77, mesmo tendo um excelente trabalho de guitarras, todas as musicas eram assinadas por Roger Waters, com exceção de uma, Dogs, parceria com David. Outro motivo era alem de rever os amigos,trazer a atenção da mídia para esse disco, ao invéz da aventura adolecente dos Joker´s Wild recém relançada. Os compromissos com o Pink floyd iria demorar um pouco mais. Só voltaria para gravar The Wall em 79, dando tempo suficiente para gravar canções que talvez não fosse “Pink Floyd o suficiente”, e que teria de repente mais coerência com o momento de David, e ele esperava que houve-se uma certa valorização do compositor Gilmour. Mas o certo é que o tiro acabou saindo pela culatra. David perdeu totalmente autonomia dentro da banda quando decidiram voltar, Waters não era mais o mesmo. Ao invéz de lançar um material solo como os outros, guardou as canções e assim, com seu profundo conhecimento em produção e arranjo, e com uma mala cheia de canções, ninguém tinha a menor duvida que ele monopolizou o Pink Floyd. E daí para diante a banda deixou de ser unida como antes. Havia supremacia de Waters em Animals, mas neste trabalho havia ainda um sentimento de banda, porem ponto que culminou no The Wall , acabou por expludir no Final Cut mudou os rumos da historia da banda.Sobre o desmanche dos Bullitt em 67, o baixista Rick Wills e o batera John Willie Wilson, montariam a banda Cochise em 69, uma banda que tocava na onda do Creedence, e que chegou a obter um relativo sucesso na época, lançando alguns bons discos hoje classicos. Rick ainda tocaria com Peter Frampton e integraria duas grandes bandas, o Roxy Music e Small faces. E ainda, depois de colaborar com David, integraria a formação do Foreigner e Bad Company.A arte gráfica do disco, mostra como Gilmour estava unido com seus companheiros naquele momento. O trio esta na capa com um descaque obviamente para David, e na capa interna do disco ha varias fotos em momentos de descontração e ainda uma foto de David da Época dos Joker´s Wild.O Disco abre com Mihalis canção instrumental com aquela base de Stratocaster com timbre limpo e suave. Começa a melhorar quando sai das bases repetitivas e começa os solos improvisados de David sempre encaixando notas de bom gosto absurdo. A cozinha baixo e batera é competente, mas faz um serviço modesto. Gilmour usa e abusa do reverb.There's No Way Out of Here é um dos melhores momentos do album, pois a guitarra esta mais tensa e contrasta com os vocais suaves de David. Bom trabalho de backing-vocals.Cry from the Street, tem guitarras distorcidas e teclados climáticos , com nuances e mudanças contantes de cadencia. É algo mais para o rock, mas que caberia bem num disco do Floyd.So Far Away é uma balada linda que depois de ouvi-la duas vezes seguidas, é capaz dela ela não sair da cabeça. Um ótimo arranjo e interpretação como poucas dentro do repertorio de David. Tem guitarras dobradas exatamente como tem no Animals do Pink Floyd.Short and Sweet, começa impressionando com uma guitarra distorcida, em uma serie de pausas. Logo depois entra um instrumento de cada vez, mas logo cai no erro da repetição, parecendo quase um mantra que nunca muda de direção. É talvez o ponto fraco do disco.Raise My Rent , inicio com uma base dedilhada com teclados para David voar com seus solos que inclusive é muito semelhante a alguns temas do The Wall. É um deleite para quem é fã da guitarra do chamado por muito como “O rei da guitarra melódica”No Way, parece ter alguma intenção country, percebe-se que a guitarra é quem acaba roubando mesmo a cena. Lembra muito coisas do Jeff Beck, mas com o pé no freio obviamente. Boa canção, apesar de não ser nada de excepcional.It's Deafinitely, outra faixa mais roqueira, começa com um sintetizador misturando mini-moogs em uma parede sonora com a base de Gilmour. Depois endra David fazendo o que sabe fazer melhor que é criar suas belas frases pentatonicos mas com com a diferença desta faixa ser mais experimental do que as demais..I Can't Breathe Anymore, encerra o disco, começando de uma maneira meio repetitiva e não contagia muito, para depois vir um riff pesado de guitarra distorcida. É curioso, mas apesar da sonoridade não ter nada de parecido, ela lembra um pouco o jeito de compor de Syd Barret em seus discos solos, seguindo a linha te tema sem refrão e mudança drástica de andamento.Este disco foi muito injustiçado pela comparação inevitável e sem o menor sentido com o Pink Floyd. É um disco com toques que lembra muito de fato a banda, mas Coloca-lo no mesmo peso que um disco da banda é desnecessário, já que as informações aqui são outras. O curioso é que os poucos vacilos deste disco, acaba sendo muito repetido a exaustão no segundo disco de David, o inferior About A Face (1984).

1.Mihalis - 5:46
2.There's No Way Out of Here - 5:08
3.Cry from the Street - 5:13
4.So Far Away - 6:05
5.Short and Sweet - 5:30
6.Raise My Rent - 5:33
7.No Way - 5:32
8.It's Deafinitely - 4:37
9.I Can't Breathe Anymore - 3:05

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Reale Accademia di Musica - Reale Accademia di Musica (1972) [Italy]




O Reale Accademia di Musica nasce primeiro em Roma como Fholks. Com a denominação definitiva o grupo lança o seu primeiro disco que merece seguramente uma certa atenção, pois permanece até os dias de hoje como um trabalho dos mais válidos dentro da esfera progressiva italiana e mundial. O disco pode ser dividido em duas partes: Uma parte soft quase banal ("Favola" e "Ognuno sa") e uma parte verdadeiramente interessante e de grande impacto, seja emotivo ou instrumental. De notável "Il mattino" com uma potente intermediação instrumental depois de um longo preâmbulo acompanhado de piano e violão. Destaque ainda para a final "Vertigine", com um Hammond em cada passada. Ligeiramente inferior mas também boa é a melancólica e triste "Padre" com bons enxertos de guitarra. Todas as músicas são de Sponzilli e De Luca. Um disco muito válido graças sobretudo a grande habilidade e técnica de Heryk Topel Cabanes e Federico Troiani. O grupo voltaria publicar um segundo álbum em 74 com o renomado guitarrista Adriano Monteduro que viria a trabalhar após com grandes nomes da música italiana como Edoardo De Angelis e Gianni Morandi.
Aconselhado a todos os fãs do progressivo italiano e da boa música.

1.Favola
2.Il Mattino
3.Ognuno Sa
4.Padre
5.Lavoro in Città
6.Vertigine


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Ash Ra Tempel - Ash Ra Tempel (1971) [Germany]



Primeiro, e para muitos o melhor e mais influente, trabalho desse importante grupo ligado ao krautrock.
O Ash Ra Tempel (nome ligado a um deus egípcio), foi formado em meados de 1970 com a iniciativa do multi instrumentista Manuel Göttsching. O músico, muito influenciado pela música de vanguarda, pelo free-jazz, Fusion e a Psicodelia, resolveu jogar todas essas influências na sonoridade de sua banda, o que faria da mesma uma das mais ricas musicalmente dentro desse cenário (pelo menos nos seus primeiros discos).
Para o primeiro trabalho do grupo, chamou os competentes Hatmut Enke e Klaus Schulze, recém saído do Tangerine Dream, e reservando algumas sessões de estúdio para a gravação do álbum, o mesmo seria lançado em junho de 1971, surpreendendo a cena musical alemã, alcançado um rápido e inesperado sucesso comercial.
Ao ouvir atentamente o disco, percebe-se a razão do sucesso do mesmo. Na primeira faixa Amboss, temos um lento e comedido início, onde os teclados e parcas intervenções de guitarra davam sua participação, e que progressivamente cresce em intensidade, com gradativas aparições da bateira e baixo até virar um petardo sonoro: pesado, tenso e altamente improvisado. Literalmente, a música que se iniciava quase silenciosa, lembrando até o trabalho In A Silent Way (1969) do músico Miles Davis vira um êxtase psicodélico, no melhor estilo do Pink Floyd fase Barett.
A segunda faixa Traummaschine repete a mesma construção sonora da faixa anterior, início calmo onde progressivamente ganha peso e intensidade, mas aqui percebe-se uma intervenção ainda mais cuidadosa dos músicos, principalmente dos teclados de Schulze, e a música apresenta pequenos traços ligados ao space rock e à vanguarda de John Cage e Edgar Varesee, e nesse aspecto a música ganha um clima e uma sonoridade ainda mais rica, complexa e sombria que sua antecessora. Destaque também para o vocal, na verdade um impronunciável sussurro durante boa parte da faixa, coincidentemente lembrando o grupo Can e seu disco Tago Mago (também de 1971) que também utilizou esse tipo de recurso.
Após esse trabalho, o grupo com diferentes formações, mas sempre sobre liderança de Göttsching, ainda lançaria mais três trabalhos de mesma qualidade: Schwingungen (1972) , Seven Up e Join Inn (ambos de 73). Posteriormente o grupo iria seguir um caminho menos experimental, mudando seu nome para Ashra em 1977, seguindo uma linha mais eletrônica lembrando o Tangerine Dream e o Kraftwerk fase Radio Activity. O grupo enceraria suas atividades em 1991.


1.Amboss (19:40)
2.Traummaschine (25:24)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tempest - Tempest (1973) [U.K]



A banda inglesa Tempest, lançada em 1973, deveria chamar-se de Allan Holdsworth's Tempest para que não fosse confundida com a banda americana de S.Francisco, de folk rock ou Celtic music, homônima. Assim que o Colloseum terminou, seu baterista J. Hiseman chamou o então jovem e talentoso guitarrista Holdsworth para formar o Tempest e gravar o então disco de estréia que pode ser resumido da seguinte forma: é um disco de hard rock que vale por um de progressivo. Detalhe : não deve ser rotulado como hard progressivo, embora algumas audições sejam requeridas para se chegar e esta conclusão. Se você já ouviu falar em um "progressivo" praticamente sem teclado estará diante de um ! Há pouquíssimos segmentos onde os teclados estão presentes e, quando estão, são praticamente bases. Holdswoth, que também toca violino, aparece com este instrumento numa das faixas. Alias numa das faixas a presença do estilo Hendrix é tão marcante, tanto na melodia quanto no rítimo e harmonia, que vale a pena nem citá-la para que o próprio ouvinte a descubra simplesmente na primeira audição. Holdsworth é um guitarrista muito versátil e você poderá constatar neste trabalho como ele se sente a vontade tocando coisas relativamente simples quando comparadas ao que viria produzir. Os vocais de Willians são fortes e seguem a linha do Colloseum. Acredito que não só os vocais mas também a própria música. Se você aprecia esta banda certamente ira gostar do primeiro Tempest. É um disco obrigatório em coleções de hard rock, mas não em coleções de progressivo, um vez que a estrutura , no geral diverge do gênero, exceto pelas dissonâncias de Holdsworth. Para quem não sabe foi incrivelmente editado no Brasil pelo selo Islands da Phonogram, na época e com a capa original. Um exemplar deste é raríssimo e caríssimo haja vista que coisas muito mais conhecidas e relativamente comuns ainda hoje permanecem inéditas. Sua capa é interessantíssima pois utilizavam a medusa como logo. Não há predominancia excessiva de trechos instrumentais e a música é bastante emocional e quem esta acostumado a ouvir hard rock já logo percebe algo diferente nele.

1.Gorgon - 5:44
2.Foyers of Fun - 3:41
3.Dark House - 5:02
4.Brothers - 3:37
5.Up and On - 4:19
6.Grey and Black - 2:29
7.Strangeher - 4:07
8.Upon Tomorrow - 6:41


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Il Balletto di Bronzo - YS (1972) [Italy]



Ouça a introduzione do cd YS da banda Baletto di Bronzo e sinta algo insano na música. Assim que o som do Hammond e a voz iniciar-se você será conduzido a uma viagem magnífica no progressivo italiano. As linhas harmônicas e melódicas de YS são freqüentemente atonais e o trabalho enseja atitudes experimentais. Utilizam muitos moogs e alternância e variações jazzísticas rítmicas monumentais e um trabalho vocal com estribílios. Gianni Leone é um virtuose nos teclados e canta muito bem. Alías, esta é quase uma regra sem exceções nos tecladistas do POP Italiano.( eles geralmente tem formação erudita e tocam popular) Ragazzos, primo encontro é uma obra prima, não só pelo virtuosismo dos músicos mas pelo brilhantismo e variedade instrumental que utiliza inclusive cravos bem temperados e timbres de sintetizadores distorcidos e incomuns, além do mellotron. Segundo encontro segue majestoso destacando-se o trabalho de guitarra de Lino, com uma quebradeira fantástica de rítimos O cravo celeste belíssimo fecha o segmento. O terzo encontro começa com uma vocalização pujante e hipnótica e uma pegada hard rock, até surgir um Mellotron e uma melodia menor mas a pegada hard rock manten-se. Maravilhoso este segmento pois todos os instrumentos se destacam, principalmente a linha de baixo que é simplesmente maravilhosa.O epílogo é uma faixa longa e muito bem elaborada e retoma o tema principal e introdução sacra atonal no final As linhas harmonicas, como um todo, trazem muitas referencias ao King Crimson. Não é sinfônico e tende ao hard progressivo, embora possamos reconhecer elementos de música erudita e ópera também. Este disco é outra obra prima do POP Italiano. Você precisa conhece-lo, mesmo que não seja afeito ao progressivo italiano. É muita musica condensada em apenas 38:10 min. Você não pode, não deve, ficar sem tê-lo. Sua coleção não terá a mesma importância e será absolutamente incompleta sem ele!

1.Introduzione
2.Primo Incontro
3.Secondo Incontro
4.Terzo Incontro
5.Epilogo
6.La Tua Casa Comoda


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Gentle Giant - The Power And The Glory (1974) [U.K]



O ano de 1.973 para o Gentle Giant foi fortemente frutífero com o lançamento de 2 trabalhos: "Octopus" e "In a glass house", além do que tiveram uma agenda até relativamente ocupada considerando alguns incovenientes como o problema da gravadora ocorrido na gravação de "In a glass house" e a saída de Phil Shulman, o mais velho dos 3 irmãos que fundaram a banda. Agora o GG sendo definitivamente passando de ser um sexteto para um quinteto, mudanças na forma de pensar e na elaboração estrutural musical estava começando a surgir embora a marca registrada da melodia medieval não deixava de ser descartada. 1.973 para o GG pelo visto parecia ser interminável; aproximadamente em em fins de novembro, um pouco depois do recente "In a glass house" o grupo ia para o estúdio gravar mais outro album que se entitularia como "The power and the glory" e seria extendidas as gravações até o início de fevereiro de 1.974.
No início como quinteto o público não parecia confiante de imediato, mas aos poucos a simpatia tornou a surgir e isto fez inclusive com que o GG teve uma importação de 150.000 cópias nos Estados Unidos de "In a glass house", além das apresentações naquele país e atingindo um bom posiocionamento para uma banda que não tinha preocupação alguma em elaborar músicas não-comerciais. Para tanto, com "The power..." o grupo se manteve com a WWA Records (o mesmo do anterior, só que desta vez o trabalho foi lançado também nos Estados Unidos e o último com esta gravadora) e com novas apresentações nos Estados Unidos (aproximadamente no final de 1.974, porque todas as apresentações do primeiro semestre foram canceladas), um convite novo foi ofertado ao grupo por meio de um telegrama e desta vez era com a Chrysalis Records que tinha o "Jethro Tull" (banda inclusive que o GG abriu shows nos Estados Unidos), "Procol Harum" e entre outros, a gravadora manteria eles numa próxima gravação "Free hand" (1.975) só que ai é outra estória. Dica: este album saiu edição nacional em vinil.
"The power..." chegou a ficar entre o Top 50 nos Estados Unidos e nem mesmo os integrantes do grupo acreditaram na maneira de como as coisas estavam indo bem para o lado deles. Foi durante a partir da metade do ano de 1.974 que o GG se apresentou antes que fosse lançado oficialmente no mes de setembro daquele ano se extendendo com o repertório de "In the glass house" até que saísse "The power..." em setembro de 1.974 e aí repertório do trabalho fosse incluido para as novas apresentações que se extenderiam até o trimestre de 1.975. Por mais que o album tenha atingido uma boa classificação para o tipo de grupo que era na época, a grande maioria dos fãs não gostam muito deste trabalho visto que o impacto que sofreu entre "In a glass house" e "Free hand" é bem considerável, mas mesmo assim não deixa de ser um "masterpiece" como muitos fãs também consideram; é claro que é muito diferente entre o album de estréia "Gentle Giant" (1.970) como também do último trabalho "Civilian" (1.980) e ainda assim para quem gosta do grupo não deve ser dispensável em hipótese alguma.
O resultado deu na edição também de um compacto com uma faixa inédita que não pode ser incluida no vinil "The power and the glory" e foi colocada no CD (muita atenção no CD que contém a faixa bônus porque 2 distribuidoras imprimiram no encarte o nome da faixa, mas a música está inexistente), o título deste album. Detalhe a respeito sobre a este compacto que tem a faixa-título: a gravadora WWA pressionou o GG que fizessem músicas mais acessíveis ao público e serem mais comerciais, se tornando pop (algo que o grupo não tinha a intenção) fazendo compactos que incluia esta faixa, e o GG levou a pior na opinião da banda, levando ao estúdio dando uma expectativa de que era algo bom para os empresários, mas ao tocar a demo foi retirado na hora; aquilo foi uma gota d´água, causando um enorme insulto ao grupo que fez com que houvesse no momento troca de ofensas e xingamentos o que lhes custou a saída da WWA.
Este trabalho foi considerado como o primeiro em forma conceitual do que os fãs pensavam sobre a música do GG e ao mesmo tempo sobre poder, glória (o título do album significa "O poder e a glória" em inglês) corrupção, manipulação, acordos, traições, abuso a formalidade burocrática da política e a guerra entre as classes sociais. Existem rumores de que o GG se baseou inclusive o tema em relação ao caso de Watergate em 1.972, da renúncia de Richard Nixon (presidente dos Estados Unidos na época coincidentemente).
Aqui fica uma dúvida: será que a banda já tinha a idéia do album como todo para depois posteriormente lançá-lo e tratar o assunto e ainda mais reforçando o nome no título ? Imagine a seguinte situação: a Columbia Records (CBS), uma gravadora norte-americana descartou o conjunto em "In a glass house" e o país tem que importar uma quantidade de 150.000 albums (isso porque é a quantidade da época!!!) para os ouvintes americanos, o album sequer é lançado no país (e nem mesmo quando chegou a tecnologia do CD!!!) e "The power..." é lançado estranhamente numa boa nos Estados Unidos. Isso confirma uma hipótese de que para o GG (ou até mesmo qualquer ser humano) de que existe extremos entre a "glória" e a "queda" de algo, ou alguém na vida, ainda visto considerando as diversas manipulações empresariais que o GG sofria com gravadoras. Para a banda eles procuraram ser mais espontâneos em envolver uma seleção musical com os instrumentos mais próximo ao gênero do rock e como em todos os albums de praxe traz a parceria da escrita musical feita pelos irmãos Shulman (Ray e Derek) e Minnear progredindo o quanto que pudessem.
Encontra-se uma variedade misturada de estilos musicais como o jazz, polifonia vanguardista, folk-medieval, música mecânica, sonoridades chinesa, o neo-clássico de Stravinsky, rock e claro funk novamente, mas não tanto quanto o album anterior (1. não deve ser esquecido que as turnês americanas contribuiram possivelmente observando esta categoria musical para que o GG se evoluisse a forma de compor não deixando de fora a excentricidade medieval procurando deixar de lado o pop, 2. se deixasse eles "infernizariam" a vida de nomes como o "Funkadelic", "Earth, Wind & Fire", "The Jackson Five" e entre outros deste meio; se o genêro rap que associa a música eletrônica com o funk é adorado por muitas pessoas deste estilo, qual não seria a diferença se misturando com música medieval ?); ainda assim é muito difícil comparar similaridades do GG com outros grupos de rock progressivo daquele ano de 1.974, realmente a banda tinha a sua sonoridade própria de ser o que eram em se tratando no meio cultural musical. Realmente é um album característico no conjunto dos temas que propõe mesmo quase após 30 anos o seu lançamento ainda podemos observar socialmente como que ainda pouquíssimo houve progresso na forma social mundial.
Um ponto negativo do album é ter um pouco mais de 37 minutos de duração o que o GG poderia ter sido mais abusado porque no primeiro lado eles editaram pouco mais de 22 minutos totais nas 4 primeiras faixas enquanto que as outras 4 faixas restantes no segundo lado tem míseros 15 minutos de duração totais (o que a banda poderia ter sido mais produtiva) e daí o equilíbrio do tempo total devido ao primeiro lado conter 7 minutos de duração a mais.
A formação nada sofreu de mudanças entre os integrantes que teve como a produção feita pelo próprio grupo com a colaboração auxiliar de Gary Martin, o mesmo engenheiro de som que esteve presente no album anterior. A capa foi criada pela empresa "Cream" e uma diferença do encarte de vinil com o CD é que no caso do disquinho existe um fundo preto que aparenta nitidamente a carta de um baralho e aparece mais um pouco o corpo do lutador medieval enquanto que no vinil não se observa o detalhe tão nitidamente a carta do baralho (na verdade é como se tivesse sido recortada) e aparece um tanto menos o corpo do lutador medieval, apesar de que no vinil as cores da impressão aparenta ser mais claras.
Curiosidades: "The power..." é também o título de um livro do escritor inglês Graham Greene escrito em 1.940 a respeito de um padre bêbado sobrevivente num estado mexicano que é perseguido por um tenente do exército obstinado a livrar o país de todos os religiosos e inclusive o título serviu também como para um roterista americano Preston Sturges escrito em 1.933 sobre a ascenção e queda sobre um empresário de ferrovias.
"Proclamation" - até poderia ser considerada a maior em termos de extensão chegando facilmente a 10 minutos de duração (e tornando até então a maior já gravada em estúdio pela banda em seus albums oficiais já que "Nothing at all" do album de estréia "Gentle Giant" (1.970) tem pouco mais de 9 minutos), isso porque os vocais e as melodias são as mesmas mas está dividida em duas sessões, sendo uma aqui na faixa inteira exclusivamente com outra faixa chamada "Valedictory" que encerra o album "The power...". Possui uma forma de acordes relativamente repetitiva mas com uma coordenação de arranjos sensacionais e equilibrados nos teclados em especial que incentivam uma melodia assustadora e assombrosa em alguns momentos o que cria uma tensão e expectativa ao ouvinte conforme ela vai sendo tocada no seu início sem a presença das baterias e percussão e com estilo de prog-funk a medida que vai tendo crescimento nos temas dos quais sãos constituidos os refrões da faixa. Muitos fãs do GG considera esta faixa como uma das mais dissonantes do album, mas pelo visto deixa os integrantes bastante ocupados ao executá-la. Esta faixa aparentemente começou a dar suas aparências na turnê de "In a glass house" pelo que alguns espectadores que assistiram o GG na época lembra, mas tudo indica que na introdução de uma apresentação foi tocada de uma forma de como se o GG estivesse treinando a música num estúdio e não 100% bem executada o que deixou parte de um público impaciente, ainda pelo pouco tempo de apresentação que possuiam para se apresentarem. Quando foi incluida no set-list quando o album foi divulgado, o GG incluia também um trecho de "Valedictory" e fazendo inclusive com que o tempo de execução nas apresentações também diminuisse. Existe uma versão muito empolgante no album ao vivo conceitual "Playin the fool - live" (1.977) do qual quando a banda entra em cena com "Just the same", faixa de abertura do album "Free hand", finalizam acrescentando imediatamente a "Proclamation". Existe também uma versão diferente que pode ser apreciada em "The King Biscuit Flower Hour" (1.998) O final é interessante dão uma impressão de que o GG vai tocando cada vez mais rápido.
"So sincere" - possivelmente é uma das faixas bem de um estilo do tipo vanguarda, com uma sonoridade muito frenética. Uma das coisas que não agrada muito aos ouvinte é a voz de Minnear nesta faixa, ele parece estar não muito entusiasmado quando cita os refrões da faixa e só apenas no momento que surge o coro dos integrantes que a música fica mais um tanto mais interessante quando citam a frase "So sincere" que significa "muito sincero" em inglês. Para quem possui versão do album em CD as duas primeiras notas são pertencentes a faixa anterior que foi editados no disquinho. Foi inclusa no set-list na divulgação do album e com o tempo foi sofrendo mudanças como uma fantástica improvisação de todos os membros ajudando John Weathers em suas baterias e percussão, ficando assim 5 integrantes por volta de uns 3 ou 4 minutos fazendo com que a faixa se arrastasse chegando facilmente aos 10 minutos de duração sendo um exemplo característico encontrado no album "Playing the fool - live" e "The King Biscuit Flower Hour" e apresenta também um considerável "duelo" entre a guitarra de Green e o harpischord de Minnear na parte solo instrumental antes do surgimento do solo de percussão, além disso a banda não cita as palavras "So sincere, so sincere, so sincere, so sincere" a medida que terminam as estrofes. Comenta-se que existe uma versão pirata que atinge até os 20 minutos de duração, mas até então não se sabe certeiramente a respeito. Na turnê de 1.977, o início da faixa era tocada apenas em vibrafone.
"Aspirations" - é considerada uma das melodias mais bonitas do trabalho pela maioria dos fãs. Realmente é muito melodiosa, talvez pode ser até considerada a "balada" do album, já que das outras 7 faixas existentes não tem nada a ver com a sonoridade desta, a música do "The power..." já comentada anteriormente passa por uma série de estilos, mas "Aspirations" é daquelas do tipo que sugere ao ouvinte para que sente, ouça e possa refletir em seus melhores momentos que passou na vida, ainda que é consideravelmente muito suave e tranquila do início ao fim. Uma faixa que se bobear dependendo do ouvinte acaba se apaixonando e fazendo com que não se canse de ouvir, eternamente inesquecível para pessoas que se sensibilizam com músicas "melosas". Aqui neste caso também o vocal é pertencente do tecladista Kerry Minnear mas está mais dramático e angelical do que a faixa anterior a desta. Detalhe: o GG cita nesta faixa as palavras "so sincere" que é título também da faixa anterior. É inclusive o título de uma faixa instrumental de Carlos Santana no album "Borboletta" gravado também no mesmo ano de "The power..." em 1.974.
"Playing the game" - é a maior faixa do album com quase 7 minutos de duração e soa com um pouquinho daquilo que foi feito em "In a glass house", tem também alguns momentos de funk no decorrer da faixa junto ao rock, mas no meio da sua sessão a melodia é tocada sob uma forma medieval e renascente. Foi incluida no set-list dos shows do GG mas em pouco tempo foi retirada porque a banda considerou ela muito sem sucesso, mas o grupo incluiu novamente a partir da turnê de 1.977 até que a banda se finalizasse em 1.980. Foi inclusa num compacto, o único lançado pela banda e considerado por muitos fãs da banda uma das faixas mais acessíveis em melodia. Apresenta um instrumento chamado "Shulberry" (deve ter sido originado este nome devido ao sobrenome dos irmãos Shulman e o nome do tecladista Kerry) do qual possuia 3 simples acordes e inventado por um acompanhante técnico da banda chamado Phil Freeman. No final da faixa apresenta um "falso final" interrompido por 2 frases de Minnear (que está na metade da faixa a partir da frase: "My thoughts never spoken...") com baixo de Ray e o piano elétrico junto com outros mais diversos teclados na parte solo instrumental. Uma versão ao vivo pode ser encontrada no album "BBC in concert" (1.994).
"Cogs in cogs" - é a faixa da qual inicia o lado 2 do vinil é do qual possui apenas 15 pequenos minutos totais, sendo que este é um dos pontos negativos do trabalho e o GG poderia ter investido em incluir alguma faixa a mais, talvez até a editada em compacto inédita que em CD vem como bônus. Também é a menor faixa do trabalho com pouco mais de 3 minutos de duração e foi incluida também no set-list da banda nos shows ao vivo e foi inclusive uma faixa que chegou a ser tocada antes do "The power..." ser lançado, assim como a "Proclamation" e geralmente era tocada no início das apresentações do GG. A melodia é um tanto árdua, intensa e feroz soando sob a forma de rock tendo o ritmo das baterias de Weathers feito de uma maneira de faixas como "The runaway" do "In a glass house", album anterior. Dá uma leve impressão que o GG gravou esta faixa num dia extremamente de péssimo humor, numa péssima hora.
"No God´s a man" - é uma das faixas bem característica ao estilo bem na forma de senteimento medieval que o GG costuma compor e o que ainda seria uma das que representa até a capa do album. A melodia da introdução se desenvolve gradualmente e de uma maneira lógica apresentando tanto a guitarra elétrica e o violão acústico e ambos em conjunto com um teclado tocado como um cravo. Cantada por Derek com complexos vocais de apoio fazendo com que cada um vai se exaltando aos poucos. O destaque é para Green no solo instrumental e o maravilho órgão elétrico de Minnear sendo tocado por notas altas.
"The face" - cantada por Minnear o destaque vai para o violino tocado por Ray Shulman e só foi incluida pela primeira vez nas apresentações do GG a partir da metade de 1.977, onde Ray tinha como naquelas ocasiões de apresentar suas habilidades com o instrumento para esta faixa sendo que a faixa se extenderia um pouco mais do que a original fazendo com que os 5 integrantes da banda fizessem um show de percussão junto com as baterias de Weathers, algo muito parecido na faixa "So sincere".
"Valedictory" - esta faixa contém o tema que reprisa a faixa de abertura do album "Proclamation" com a mesma melodia, porém um tanto surpreendente ao ouvinte por ela estar de uma forma mais radical e raivosa, porém aparenta estar um tanto lenta diferente de "Proclamation". Foi inclusa nas apresentações junto com a "Proclamation" mas numa extensão um tanto menor e na turnê do ano de 1.975 foi inclusa como um "medley" com outras faixas finalizando-o no caso e tendo o final efeitos sonoros de vidros se quebrando (pertencentes ao "In a glass house"). Observe que no final da faixa terminar é possível escutar um gravador rebobinado uma fita (que induz ser desta música) para como se fosse voltar a escutar novamente "The power...".

1.Proclamation - 6:40
2.So sincere - 3:52
3.Aspirations - 4:40
4.Playing the game - 6:48
5.Cogs in cogs - 3:07
6.No God's a man - 4:27
7.The face - 4:11
8.Valedictory - 3:20


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Frank Zappa - Hot Rats (1969) [USA]



Considerado um dos mais perfeitos dentro da vasta discografia do imortal gênio da musica,e que provavelmente estabeleceu seu nome como virtuoso musico, arranjador e compositor. Desta vez, desvinculado do Mothers of Invention, mostrando uma preocupação a mais com o instrumental e se focalizando em longas jams com Jean-Luc Ponty e seu braço direito, Ian Underwood, um fanático por Coltrane que se tornou uma das grandes referencias no sax nos anos 70. Ouso dizer que Zappa tem créditos na criação do fusion, ao lado de Miles Davis, já que nesse disco o Jazz-rock estava dando um passo a fusão de estilos que nos 70 iria se propagar com outros músicos. A produção é impecável para os padrões da época.Mesmo sem formação acadêmica, Zappa conseguiu deixar pasmos críticos musicais e músicos consagrados com sua capacidade de escrever e produzir peças orquestrais que até então não se ouviu em nenhum musico vindo dos berços do rock, basicamente devendo-se ao fato de que Zappa admirava a musica difícil de Edgar Varèse, e mesmo com essa influencia, não rompeu com toda estética de vanguarda que caracterizou seu trabalho até aquele momento, mas teve a genialidade para saber misturar tudo isso num mesmo contexto e criar um dos maiores clássicos da industria fonográfica dos anos 60.

1.Peaches en Regalia - 3:39
2.Willie the Pimp - 9:16
3.Son of Mr. Green Genes - 9:00
4.Little Umbrellas - 3:04
5.The Gumbo Variations - 16:56
6.It Must Be a Camel - 5:17


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Weather Report - Heavy Weather (1977)



Formado ao final dos anos sessenta pelo pianista futurista Joe Zawinul e pelo magistral saxofonista egresso do Miles Davis quintet Wayne Shorter, o Weather Report agregou uma boa variedade de influências, do Free jazz ao Progressivo, contribuindo decisivamente para o estabelecimento do Jazz Fusion nos anos 70. Concorrendo com bandas como o Return to Forever, de Chick Corea, e o Mahavishnu Orchestra, de John McLaughlin, supergrupos com membros altamente técnicos, o Weather Report precisava sim de um diferencial. O resultado foi que Zawinul e Shorter, junto a vários, e também gabaritados, membros que compuseram a banda até o seu final no início dos anos 80, moldaram o Weather Report sobre uma maleável estrutura jazzística recheada de sintetizadores e elementos latinos, algumas incursões pela psicodelia, principalmente nos três primeiros álbuns, e um ou outro elemento de jazz espacial, porque falar em musica espacial para o Weather Report é desaconselhável e talvez soe errôneo.
No final das contas, se o WR não tinha o peso do Mahavishnu Orchestra nem o suingue virtuosístico do Return to Forever, a banda contava com melodias altamente cativantes, acessíveis e cantaroláveis logo à primeira audição. A variedade rítmica e a necessidade intrínseca de colocar o ouvinte para dançar, associadas à grande densidade criativa de Shorter e Zawinul, proporcionaram marcos como os álbuns "I Sing the Body Electric", de 72, e "Black Market", de 76.
A maioria dos ouvintes de fusion renegam parte do trabalho do WR, dizendo que a banda soava pop demais. Concordo. Ao final dos anos setenta, principalmente, Zawinul, talvez o grande responsável por este "trágico" destino, incorporou dezenas de teclados altamente oitentinstas ao som da banda. Brilhante ao piano elétrico em "Bitches Brew", Zawinul desencanta o ouvinte do bom e velho jazz fusion quando este pega "Heavy Weather", de 77, e ouve "A Remark you Made". Shit ! Lamenta o coitado do ouvinte.
A história de "Heavy Weather" não se limita à uma transição de sonoridade.
O álbum, na verdade, conta com excelentes composições, pelo menos 4 clássicos do grupo e também com o definitivo estabelecimento de uma figura histórica: Jaco Pastorius.
Integrado à banda em "Black Market", mas apenas participando de 2 faixas, Pastorius trouxe muito mais suingue, ritmo e técnica ao som do WR. Já apontado neste ano como a maior revelação do baixo nos últimos tempos, Pastorius é um capítulo a parte na música contemporânea, merecedor de uma resenha exclusiva.
Em "Heavy Weather" traz duas excelentes composições, "Teen Town" e "Havona", de longe entre as melhores do álbum. Com seu baixo fretless matador, Pastorius e Acuña criam uma seção rítmica deliciosa em quase todo o álbum.
"Heavy Weather" é campeão de vendagem, é também o álbum mais conhecido do WR, e merece uma audição por parte do público de fusion deste Fórum.
"Birdland" é "O" clássico do WR. Com seu ritmo levado por estalar de dedos, a melodia gruda na cabeça e não sai mais. Zawinul sola solto e desinibido pela faixa, Shorter compõe o lado "Big Band", por sinal o que mais chama atenção, e Pastorius simplesmente dá uma aula de baixo fretless. Clássico instantâneo e highlight do álbum. A segunda metade da faixa tem uma quebra de ritmo decisiva, e os teclados de Zawinul duelam com Shorter violentamente. Interlúdio curto mas certeiro!
"A Remark you Made" é polêmica. Uma linda melodia estragada por teclados e bateria oitentistas ? Altamente audível, Shorter traz um dos mais belos temas já gravados no fusion. Acompanhado por uma linda linha de baixo, o saxofonista constrói o tema de forma memorável. Dê uma chance a Shorter que a faixa desce. No mais, percebemos para que lado a banda apontava.
"Teen Town" é perfeita. Percussão e bateria colados ao baixo de Pastorius, rápido e preciso. No final uma faixa solo de Pastorius com intervenções de Zawinul e Shorter no tema principal, o "gancho" da faixa. Detalhe: Jaco toca bateria na faixa. Era baterista antes de descobrir o baixo. Coisa de louco...
"Harlequim" sofre do mesmo mal que "A Remark you Made", o plastic sound está lá estragando quase tudo, se não fosse por Pastorius e pela estranha e interessante harmonia da composição de Shorter. O WR tem disso: Quando tudo soa previsível, Zawinul ou Shorter aparecem e mudam esse tudo. Ainda havia, ou há, jazz na veia desses caras, convenhamos. No final o saldo é bem positivo.
"Rumba Mama" é uma faixa curta e ultra-latinizada, contribuição de Badrena principalmente, com sua percussão agressiva. Ela serve como gancho para "Palladium", onde as coisas voltam a ficar MUITO boas. O ritmo latino é matador. Pastorius desliza ao fundo, acompanhado pela excelente percussão de Badrena e pela bateria técnica de Acuña, que aqui mostra que nada deixa a dever a Michel-Walden e Thompson, bateristas anteriores do WR. Shorter e Zawinul fazem uma grande dobradinha sobre o tema principal, e ainda sobra espaço para Zawinul utilizar, pelo que consegui contar, uns 5 sons de sintetizadores diferentes. Cara incansável... Outra grande faixa do álbum.
"The Juggler" lembra o WR do começo da década de 70, acrescido de um ou outro sintetizador aqui e ali. A faixa é altamente climática, com momentos agressivos alternados por um tema lúdico, baseado em uma percussão quase indígena. A base central é fusion puro, mas aquele diferencial já citado fazem da sonoridade do WR algo bastante peculiar. Zawinul talvez seja a peça chave desta faixa, pois todos os temas principais estão representados por teclados.
"Havona" fecha o álbum com primor. Fusion da melhor qualidade. Com belas quebras de ritmo e sintetizadores virtuosos. Pastorius deixa o recado, mostrando definitivamente a que veio. Conduz TODOS os músicos por cerca de 6 minutos, liderando uma melodia rica em instrumentos e temas. Acuña é o motor da faixa e não deixa o baixista na mão. Faixa mais que recomendada.
Para fãs de fusion sem muito preconceito com teclados, para fãs de Pastorius, e principalmente para quem ainda não entrou de cabeça no Fusion por causa das excentricidades técnicas.

1.Birdland
2.A Remark you Made
3.Teen Town
4.Harlequin
5.Rumba Mama
6.Palladium
7.The Juggler
8.Havona


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Anglagard - Hybris (1992) [Sweden]




Hybris é o primeiro album dessa magnífica banda sueca que conta com seis músicos: 2 guitarras, baixo, teclado, bateria e flauta.Quem escuta esse album acha que ele foi feito nos anos 70, o auge do prog rock, devido a influência sinfônica que se nota. O álbum tem 4 musicas, todas elas consideravelmente longas, são basicamente intrumentais mas tem algumas passagem, muito curtas, com vocais em sueco (e isso não é uma coisa ruim pois eles são ótimos). O timbre dos instrumentos foram um atrativo na primeira vez que escutei esse album, um exemplo seria o do baixo, que é um Rickenbacker com um timbre mostruoso (similar ao do Chris Squire e Geddy Lee), no melhor estilo retrô sem parecerem saudosistas no mal sentido da palavra.Geralmente é um album pesado mas não chega a cair no rótulo de metal, com algumas graciosas passagens de flauta e vocais. Todos os intrumentos ganham atenção no mesmo nível, ninguem se exalta muito, ou devo dizer todos se exaltam ao mesmo tempo!Hybris é um marco no progressivo e traz de volta tudo que os anos 70 trouxeram. Unanimidade entre os fãs, esta banda agrada do mais ortodoxo ouvinte de sinfônico aos apreciadores de progressivo vanguardista.

1.Jördrok
2.Vandringar i Vilsenhet
3.Ifrån Klarhet Till Klarhet
4.Kung Bore


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Van der Graaf Generator - Still Life (1976)



Após a "retirada" de 3 anos para carreira solo de Hammill e a volta triunfante em "GoodBluff", de 75, o Van Der Graaf Generator (VDGG) entrou novamente em estúdio em 1976 para gravar um álbum sólido, extremamente rico em letras, e recheado de órgãos e saxofones como de praxe. Neste momento Hammill já se destacava como um dos grandes vocalistas de rock de todos os tempos. Teatral, emotivo e muito criativo, Hammill encantava e puxava a massa apreciadora de progressivo de vanguarda para se aventurar pelo som bastante polido e cabeça do VDGG. É inegável que discos como Pawn Hearts e H to Who..., ambos do início da década de 70, foram álbuns chave para o progressivo a ser gravado no decorrer da decada, mas a parada no meio dos anos 70, no auge do sucesso, querendo ou não, deu uma esfriada na carreira do VDGG. Não tenho duvidas que a intenção possa ter sido essa. Sem discutir os méritos da parada (estratégica ou não) nem a filosofia de vida de Hammill e sua visão do que é rock'n roll, o que vale é discutir a discografia desta banda muito autêntica e cativante.
O VDGG não contava com músicos virtuosos, solistas graduadíssimos ou figuras aberrantemente excêntricas. A banda era econômica, fazia progressivo limpo, com acordes repetitivos baseados em saxofone, baixo e órgão, que serviam de apoio para a voz doce e ao mesmo tempo agressiva de Hammill. Afinado, Hammill transparecia o conteúdo altamente rico de suas letras com variações sutis, quase dramáticas, de sua voz, incluindo suspiros, gritos, e belos graves. O progressivo do VDGG ia do épico, com pelo menos 5 variações e 20 minutos de duração (como em Pawn Hearts) ao dramático-romântico com 4 a 5 minutos (House with no Door, do H to Who...). Tudo com excelência instrumental, entrosamento nota 10, cozinha competente e surpreendentes melodias que ficam aderidas ao cérebro por alguns bons anos... A formação que gravou Still Life é a clássica, e se desfaria no album seguinte. Os músicos estavam perdendo o fio da meada, Hammill já apontava para outra direção, e o que vimos foi basicamente um album solo.
Mas de qualquer forma, em 76, Hammill, Banton, Jackson e Evans se juntaram em estúdio, vindos da boa turnê do GoodBluff (casas lotadas, boa recepção da crítica, apesar da mudança para um progressivo mais seco, menos experimental, como no início da década) e gravaram o belo Still Life.
O álbum é mais suave que o GoodBluff, e também menos experimental e ousado que Pawn Hearts. Tudo, diria eu, fazia parte de um amadurecimento natural. Para muitos, Still Life é mais maduro e melhor álbum que GoodBluff. Ambos se assemelham em instrumental e marcação rítimica básica, mas aponto para o melhor conteúdo das letras em Still Life.
Still Life abre com Pilgrims. Faixa memorável, clássico eterno da banda. Bela letra, lindos acordes iniciais ao órgão, onde a voz suave de Hammill delicadamente encanta o ouvinte. Jackson acrescenta belo sax ao fundo, e a musica evolui basicamente com o órgão, bateria e a voz de Hammill. Mais que suficiente. A melodia cresce em um tema grandioso e realmente, como um bom amante de progressivo, tenho vontade chorar. Clássico. A simplicidade dos arranjos, somente os quatro instrumentos básicos, que acompanharão o ouvinte através do album, se completam estupidamente bem. Progressivo limpo, simples e emocionante.
Still Life, faixa-título, traz um tema pesado na letra, e Hammill transmite uma melancolia escancarada em cada frase. O órgão de Banton parece chorar ao fundo. Um tema mais agressivo irrompe a melancolia e traz um órgão rançoso acompahnado por riffs de sax e uma voz ironico-agressiva de Hammill. Cozinha forte, bateria marcada, rouca. Bela faixa novamente. Outro clássico.
La Rossa é um longo tema, mais uma vez Hammill inicia a faixa com vocais dramático-teatrais. O clima é mais misterioso que anteriormente. Baixo, bateria, órgão e sax brincam ao fundo e os vocais agressivos e irônicos de Hammill passeiam por letras de cunho filosófico bastante profundos. A faixa segue em uma marcação envolvente por alguns minutos. Há algumas paradas, quebras de ritmo afiadas e bons riffs de sax e flauta. Ponto para Jackson e Banton, excelentes instrumentistas. Uma das faixas mais complexas até o momento. Excelente.
My Room (Waiting for Wonderland) fala de solidão, e a voz melancólica de Hammill é a melhor escolha para a letra. A melodia é simplesmente deliciosa. Belo e memorável tema de sax, lindos solos durante a faixa. Um piano base tocado por Hammill serve de tapete para as delicadas incursões de Jackson e do restante da banda. Há um repetição do tema, que parece crescer na cabeça do ouvinte a cada audição. Suave e instigante, uma faixa para relaxar. Está entre as mais conhecidas da banda.
Childlike Faith in Childhood's End encerra o album como uma bela pancada na cabeça. Longa e repleta de belos temas, do início ao fim. O riff central é grandioso e prova mais uma vez que, ao gravar Still Life, Hammill e cia. estavam 100% e o fim do VDGG talvez nunca tenha se justificado realmente. Letristicamente a faixa é perfeita, como todo o album. Jackson brinca com a flauta e com o sax em diversos trechos, contribuindo para o que talvez seja a faixa mais rica e dinâmica do album, apesar de um pouco menos acessível que as duas primeiras.
Still Life é parada obrigatória para quem curte progressivo da segunda metade dos anos 70. Seco e econômico, mas extremamente bem arranjado e executado. Para quem não conhece VDDG, comece por Pawn Hearts ou H to Who... Se achá-los em demasia inacessíveis (e podem parecer em um primeiro momento), tente o GoodBluff e mesmo o Still Life. Vale dar uma parada também na carreira solo de Hammill e tentar prestar atençao em cada verso deste grande letrista do rock.


1.Pilgrims 7:12
2.Still Life7:24
3.La Rossa 9:52
4.My Room (Waiting for Wonderland) 8:02
5.Childlike Faith in Childhood's End 12:24

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Return To Forever - Where Have I Known You Before (1974) [USA]



Obra explosiva do projeto, que posteriormente veio a se tornar banda, de Chick Corea, "Where Have I..." é o primeiro trabalho de Al Di Meola, na ocasião com apenas 19 anos, junto à Corea, Clarke e White. Chick Corea, pianista de formação clássica, e jazz man nato, participou de excelentes trabalhos ao final dos anos sessenta, colaborando para a estruturação do chamado jazz rock / fusion, compondo por exemplo a banda sensacional de apoio a Miles Davis em "Bitches Brew". Possui excelentes trabalhos solo gravados no mesmo período, como "Sundance".
O Return to Forever foi um projeto onde o músico expôs parte do que criou junto a toda esta geração Free-Jazz e pós-Free Jazz / Fusion. Introduzindo temas latinos e tema etéreos ao Jazz, com bastante suingue e modernidade, Corea nunca teve pudores de utilizar todo seu arsenal de teclados em prol de um catching jazz de primeira. Seu primeiro álbum com esta temática, "Return to Forever", de 72, conta com a participação decisiva do percussionista brasileiro Airto Moreira e de sua esposa Flora Purim (nos vocais). Clarke, companheiro inseparável a partir deste momento, também despontaria como referência definitiva para o contra-baixo no fusion. A entrada de White na bateria trouxe o brilho e o peso de um Cobham ou de um Narada Michel-Walden, acrescido de uma sutileza muitas vezes ausente nestes gigantes citados. Esta troca foi chave para a mudança de som da banda.
A sequência de álbuns transformou o som do Return to Forever, gradualmente, de um jazz light, baseado em temas bossa-novísticos recheados de piano elétrico Fender Rhodes para um fusion de primeira categoria, altamente virtuoso, elétrico e temperado (4 álbuns em 2 anos, grande sucesso comercial e de público). Com álbuns como "No Mistery", ganhador de Grammy, em 75, a banda estava definitivamente estabelecida, e o toque especial veio com a entrada de Di Meola, guitarrista absoluto, detentor de técnica apurada, tanto no violão como na guitarra elétrica, solista de sucesso durante e após o término da banda, ao final dos anos 70.
"Where Have I...", gravado entre Julho e Agosto de 74 no Record Plant, NY, esta no mesmo patamar de "No Mistery" e "Romantic Warrior" (talvez o mais conhecido do grupo, de 76, disco de ouro e um deleite para fãs de fusion espacial, caprichado em elementos progressivos e virtuosismo para dar e vender).
A capa remete sim a um som espacial, e é assim que Corea guia a banda através das sete faixas. Em um período de ouro para o Fusion, quando a maioria das grandes bandas e músicos estavam em plena atividade, o álbum transpira energia por todos os poros. O Return to Forever talvez seja o Mahavishnu Orchestra mais cabeça, menos nervoso. Sem dúvida mais jazzístico, mas a cada solo de Meola nos vemos diante de um paredão de guitarras do mais alto nível, do qual John McLaughlin sem dúvida um apreciador do trabalho de Meola, vindo a trabalhar com este anos mais tarde, reverenciou a empreitada com plena satisfação. Corea e banda sabem ser jazzísticos sem deixarem de soar progressivos. Improvisar sem confundir negativamente o ouvinte. As harmonias são de uma complexidade muito bonita, ao contrário de muito do fusion setentista: complexo e tão preenchido que se torna vago. Ponto para Corea, compositor de MUITO bom gosto, conhecedor de uma infinidade de sonoridades, sempre soube dosar o som do Return to Forever muito bem.
"Vulcan Worlds" é uma pérola do fusion. O piano elétrico gorduroso, os slaps de Clarke, a levada gingada de White. No começo um descompromissado compasso fusion básico. Uma explosão rítmica de Moogs, e todo mundo solando. A orgia conta com Di Meola matador, seja no solo McLaughlinano, seja no Wah-Wah contagiante. Clarke e White really cookin' everything. Aí vemos o Return na sua essência: virtuosismo requintado e alegre. É isso aí.
As faixas com título "Where Have I..." são pequenas composições de Corea, contando basicamente com piano acústico e com temas mais standards. Tirando a faixa 6, que é um Funk matador, com percussão latina e muito Wah. Groove setentista a-la Hancock e Stevie Wonder. Funciona muito bem amigos. Lindo solo do Sr. Di Meola.
"The Shadow of Lo" tem piano elétrico com marca registrada de Corea e que também remete a Hancock. Melodia cadenciada, com levada básica de baixo, black music com apelo espacial. Aos poucos a composição se enriquece, com o solo altamente harmônico de Meola e o piano elétrico simpático de Corea compondo o pano de fundo. Passagens de Moog com sutileza e bom gosto. A segunda metade da música é fusion totalmente killer. Muito suingue e um belo duelo Corea-Moog versus Meola-Guitarra. Falar mais ?
"Beyond the Seventh Galaxy" compete com "Vulcan Worlds" quanto à faixa mais explosiva. Quebradas de ritmo desconcertantes, realmente desconcertantes. E aqueles fraseados em trio: baixo-guitarra-sintetizadores. Lenny White simplesmente quebra a espinha do resto da banda, e Corea cria um gancho melódico ao sintetizador, aquele que busca o músico do solo mais hipnótico, trazendo-o de volta à linha mestra, que se não causa excitação total, causa um desconforto pela riqueza da construção harmônica. Meola e Clarke fazem riffs de causar inveja a muitos Blackmore-Glover. Muito progressiva por sinal.
"Song to the Pharoah Kings", com seus 14 minutos, traz todos os elementos anteriormente citados em uma composição muito eclética em seu formato: Jazz standard, Fusion, Progressivo e Jazz espacial. A introdução de Corea ao piano acústico é memorável, e traz um clima bucólico muito calmo e gentil. Corea brinca com órgãos e sintetizadores em uma boa parte da composição, a entrada da banda é altamente intensa: Lenny White remete a Bruford, Corea desliza pelos sintetizadores em um som meio que oriental, meio que espacial. Os solos ao Moog estão entre os melhores no fusion em todos os tempos. Clarke e White estão altamente inspirados. A parte percussiva é agressiva, e os riffs do garoto Meola garantem uma energia sem precedentes. A faixa coloca o álbum definitivamente entre os tops do Hard Fusion, próximo por exemplo ao Inner Mounting Flame. Talvez seja a melhor do álbum, porque não? Dizer que é obrigatório conferir seria redundante meus caros.
Sem dúvida uma obra prima do fusion. Com elementos fortes de rock progressivo, "Where Have I Known You Before" é daqueles álbuns que demoram a sair do CD Player, ou da vitrola, como preferir. Siga o caminho das pedras e confira "No Mistery" e "Romantic Warrior" na sequência: não há arrependimento.

1.Vulcan Worlds
2.Where Have I Loved You Before
3.The Shadow of Lo
4.Where Have I Danced With You Before
5.Beyond the Seventh Galaxy
6.Where Have I Known You Before
7.Song To The Pharoah Kings


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