terça-feira, 30 de junho de 2009

Guru Guru - UFO (1970) [Germany]



Surgida em 68 e com mais de 15 discos lançados, esta é outra banda essencial do Krautrock. Sempre girando em torno do baterista Maini Neumeier, contou com a participação de muitos convidados ilustres em seus discos como o célebre pianista de Blues Champion Jack Dupree (em "Mani End Seine Freunde", de 75), o guitarrista Conny Veit, ex-Gila e músicos dos conterrâneos Kraan, Khartago e Harmonia. Os destaques vão para os quatro primeiros álbuns ("Ufo", de 70, "Hinten" de 71, "Kan Guru", de 72 e "Guru, Guru", de 73) onde fizeram um Hard-Psicodélico-Experimental (com toques a la Hendrix) da melhor qualidade, sempre com a formação baixo-guitarra-bateria.

1.Stone In
2.Girl Call
3.Next Time See You At The Dalai Lhama
4.UFO
5.Der LSD - Marsch


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Gäa - Auf Der Bahn Zum Uranus (1973) [Germany]



O nome da banda é estranho, do mesmo modo que o título do disco, mas o som é magnífico! Esta rara pérola de 1973 é dos grandes álbuns Hard-Prog da história, com magníficas composições executadas por grandes músicos. Trata-se de um progressivo bem ao estilo alemão, com doses exatas de peso, melodia, lirismo e esquisitices. Item obrigatório em todas as coleções.

1.Uranus (9:45)
2.Bossa Rustical (4:07)
3.Tanz Mit Dem Mond (7:26)
4.Mutter Erde (6:59)
5.Welt Im Dunkel (7:07)
6.GAA (7:33)

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Renaissance - Ashes Are Burning (1973) [U.K]



Este disco é o 4º do Renaissance, porém é o 2º com a formação clássica. Trata-se de um excelente trabalho de rock sinfônico, a onde o vocal de Annie Haslam chama muita atenção pela beleza e técnica, mas o trabalho instrumental não fica para trás, acordes muito bem elaborados com a utilização da bateria como instrumento de conotação altamente melódica, utilização consistente do violão, e a presença magistral tanto do piano quanto do baixo, e um complemento orquestral sob medida (vale salientar que neste disco a guitarra não é explorada, com excessão de "Ashes are Burning", aliás, nos discos seguintes seria abdicado o uso da guitarra). Este disco não possui música ruim, no entanto os destaques vão para as faixas:
"Can you understand?", "Ashes are Burning" ambas com mais de nove minutos de duração e extremamente bonitas e complexas, "The Harbour"(a música na realidade é um refêrencia explícita de Débussy), e a balada mais conhecida do Renaissance, "Let it grow". Neste disco o trabalho de baking vocal é tímido, o que seria bem mais explorado nos discos seguintes "Turn of the cards" e "Sherazade and others stories". Um extraordinário trabalho de uma extraordinária banda, que é considerada por muitos um dos pilares do progressivo britânico.

1.Can You Understand
2.Let It Grow
3.On The Frontier
4.Carpet Of The Sun
5.The Harbour
6.Ashes Are Burning

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Eloy - Inside (1973) [Germany]



Ao se falar em Eloy, geralmente vem à mente o seu som bem "floydiano", como o presente nos discos Ocean e Silent Cries and Mighty Echoes. Os três primeiros discos do Eloy são bem diferentes. O primeiro, chamado Eloy, é hard puro; o segundo, chamado Inside, é o primeiro disco progressivo do grupo e pode ser considerado um space-rock um pouco sinfônico, sendo bem mais pesado que seus discos da segunda metade da década de 70. O Eloy progressivo do início de 70, embora fosse um grupo de prog alemão inclinado para o hard, tinha um estilo bem diferente de Can, Faust, Amon Düül II e outras bandas comumente associadas ao Krautrock, não sendo tão dissonante ou experimental. Esta é a fase mais original do Eloy e não é muito fácil compará-la com o estilo de outros grupos.
Os arranjos musicais do Inside dão ênfase aos instrumentos e não são particularmente complexos, às vezes, são até bem simples; contudo, esta aparente desvantagem é compensada pela rápida e envolvente evolução da música, criando uma música complexa a partir de trechos simples. Todas as quatro faixas do Inside contém uma atmosfera sombria, misteriosa e "viajante"; geralmente com agressividade, mas sem dispensar as passagens suaves. Sombrio não é uma característica típica do grupo, mas ela encontra-se principalmente no Inside.
O Eloy de forma alguma pode ser considerado um grupo de músicos virtuosos, mas esta falta de talento não atrapalha em nada a execução do Inside, pois suas músicas exigem apenas uma competência básica, e isto o grupo possui. O segredo do Inside reside, como já disse, na composição, na evolução das músicas.

1.Land of No Body (17:14)
2.Inside (6:35)
3.Future City (5:35)
4.Up and Down (8:23)

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Albergo Intergalattico Spaziale - Albergo Intergalattico Spaziale (1978) [Italy]



É um projeto corajoso do qual fez parte o ex-componente do histórico grupo I Giganti, Mino Di Martino. O nome da banda foi inspirado em um local em Roma que na época proporcionava música e teatro. Eram gestores do mesmo Di Martino e sua mulher Terra Di Benedetto. Depois de alguns shows, os dois resolvem criar o álbum homônimo, por eles produzido, em 78. Se caracteriza o trabalho por uma mistura fascinante marcada pelo experimental com teclados eletrônicos (Di Martino) e a voz feminina de Terra Di Benedetto que canta e recita líricas enigmáticas ("Phasing" por exemplo). É uma viagem sonora com teclado e synt, não privados de uma certa sugestão embrionária ("Tastiera solo" ou ainda "4 tracce por exemplo). Em suma, como o primeiro álbum de Franco Battiato, se trata de uma música mais próxima à vanguarda do rock verdadeiro. A capa é curiosa e se coloca firmemente contra a ameaça nuclear.
Altamente recomendável!!!!

1.Live Pistoia
2.Phasing
3.Senza titolo
4.Tastiera solo
5.Improvvisazione
6.4 tracce
7.Variazioni su Angeli di solitudine
8.Sabbie vergini
9.Hymalaya

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Finnforest - Finnforest (1975) [Finland]



Este é mais um exemplo de um disco excelente que como muitos outros, não teve o devido reconhecimento a despeito de sua qualidade. Esta resenha é referente ao cd lançado pelo selo amerinano Laser Edge que reúne os dois discos desta fantástica banda filandesa. o 1º Disco é o melhor e mais inventivo, onde a levada do batera convence e impressiona, além da belíssima execução da guitarra e a presença marcante do órgão e piano e sintetizador. O baixo é praticamente inexiste, pois não há baixita nesta formação (faixas 1 a 8), no entanto os demais instrumentos se encarregam de proporcionar ao ouvinte temas belíssimos, com bastante elementos de jazz(semelhanças com o Mahavishnu não são coincidência) e em alguns momentos space rock. Destaque para as faixas "Mika Yo" que abre o disco, que além de muito bonita mostra o momento de inspiração a flor da pele dos músicos. Ótima música! A realidade é todas são surpreendentes(1 a 8). As faixas 9 a 13 são referentes ao segundo disco em que há alteração na formação, com a entrada de um baixista e substituição do tecladista, onde o enfoque da música é o jazz-rock mais presumível, mas agradável, mas vale ressaltar a competência dos músicos. Enfim, trata-se de um disco surpreendente, e que merece maior atenção.

1.Mikä Yä
2.Sanaton Laulu
3.Happea
4.Koin Siipesi
5.Paikalliset Tuulet
6.Aallon Vaihto
7.Kunnes
8.P.S.

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Fireballet - Night on Bald Mountain (1975) [USA]



Se você acredita que os americanos não produziram nenhum disco de rock progressivo de qualidade, um bom exemplo que prova o contrário é o Fireballet, apresentando um progressivo cheio de quebradas bem elaboradas, um enfoque bem sinfônico, e ótimas e bem colocadas referências da música clássica, não é difícil preceber a qualidade deste disco. Outro ponto interessante é a gama de influências que a banda conseguiu reunir, onde se destacam o vocal influenciado por Peter Hammil, muito bom, influência de Genesis e Yes, as várias referências explicitas da música clássica, a começar pela música de dá o titulo ao disco: "Night on bald mountain", que é uma música fantástica por sinal. O trabalho de coro também é um ponto favorável do disco. Uma obra de progressivo sinfônico primorosa e um clássico do progressivo americano.

Sem duvida, recomendadissimo.

1.Les Cathèdrales
2.Centurion
3.The Fireballet
4.Atmospheres
5.Night on Bald Mountain

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Druid - Toward the Sun (1975) [U.K]



Druid foi uma banda que surgiu de um trio chamado Maggot, de 1970, que incorporou um tecladista e tornou-se Druid, gravando Toward the Sun 1975 e Fluid, 1976. O disco é um progressivo sinfônico muito bem feito com influencias de Yes e Gênesis, utilizando instrumentação analógica de sintetizadores;
(Moogs, e Hammond) e mesmo ouvindo o formato digital é possível identificar claramente o timbre peculiar do baixo Rickenbaker e a influencia de Cris Squire no baixista.As melodias são muito bonitas e as vozes em falsete são excelentes assim como o vocal doce e com timbragem lembrando Anderson, embora as letras beirem a mediocridade porque não querem dizer nada, são etéreas e sem sentido,todas as faixas do disco são boas, destacando-se Red Carpet for an Autumn, cujo final parece muito com o Gênesis (a identificação é instantânea!) enquanto que Shangri-la parece muito Yes. Ambas têm influencias folk marcantes e o disco não têm pegadas hard ou mais pesadas e os músicos são excelentes. Um detalhe interessante. É um disco onde predominam harmonias e não solos.

1.Voices
2.Remembering
3.Theme
4.Toward the Sun
5.Red Carpet for an Autumn
6.Dawn of Evening
7.Shangri-La

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Electric Light Orchestra - On The Third Day (1973) [U.K]



Em 1973 0 rock progressivo vivia o seu auge (iniciado um ano antes em 1972) vários medalhões lançavam os seus melhores trabalhos , o Pink Floyd lançava o maravilhoso Dark Side of the Moon , odisco mais vendido na história do rock, o King Crimson dava uma guinada brusca em seu estilo com o assustador e inesquecivel Lark's Tongue in Aspic , Genesis lançava a sua obra definitiva Seeling England By The Pound e até o ELP com Brain Salad Sugery , fugia do seu habitual progressivo sinfônico para flertar com o jazz e a musica de vanguarda , isso só para citar algumas bandas .
Mas neste mesmo ano um banda ainda em inicio de carreira lançava o seu terceiro trabalho,
On The Third Day a banda em questão era a E L O , ou melhor a Electric Light Orchestra, mais coheçida hoje por vários hits pop , como : last train to London ( de 79) , All over the world , xanadu ( na voz de Olivia Newton Jonh ) hits de 80 e ainda Twiligth ( de 81).Porém poucos conheçem o seu passado progressivo , iniciado ainda em 1972 com o No Answer e depois com ELO 2, até chegar em on thyrd day. A fase progressiva da ELO, se extendeu até 1974 com Eldorado , em 1975 assumiram sua face mais pop , apartir dai o progressivo entraria no som da banda , apenas como um elemento de complementação , até desaparecer por completo.
Mas voltando a
On The Third Day , temos no lado 1 do disco uma bela suite , tipica das boas bandas do progressivo sinfônico , a suite inicia-se com uma introdução feita a base de teclados , 2 cellos e um violino e uma bateria que já entra quebrando, a musica é Ocean Breakup que emenda com, King of Universe ai já entra o vocal delicado e melodioso de Jeff Lynne , que não tinha o mesmo alcançe técnico vocal de um Jon Anderson ou Peter Gabriel , mas cantava apenascom o coração.
A suite fecha como começou com Ocean Breakup , e o que veio depos no lado 2 do disco comprovava que ELO tinha naquela época , tudo para ter se tornado uma boa banda de progressivo , as excelentes instrumentais Daybreaker , feia a base de bateria , teclados e violino ou ainda na adaptação de In The Hall of The Mountain King
, onde os sete musicos da banda arrebentam em virtuosos momentos de excução , soando em alguns momentos como se fossem uma verdadeira orquestra elétrica , dão uma aula. Apesar de musicas como Bluebird is Dead e Oh Not Susan já destoarem um pouco para o pop ou ainda em Ma-Ma-Ma- Belle , quando soam como uma banda de heavy , o disco não perde o seu brilho e só não conseguiu um reconheçomento merecido na época , devido a concorrência acirrada no meio progressivo.
A elo como foi dito têm até um paralelo musical com bandas como o Supertramp e Caravan , que também iniciaram carreira como progressivos, mas depois se encontraram mais no pop.
On The Third Day é sem dúvida indicado para os fãs progessivos menos radicais.

1.Ocean Breakup/King of the Universe
2.Bluebird Is Dead
3.Oh No Not Susan
4.New World Rising/Ocean Break up (Reprise)
5.Showdown
6.Daybreaker
7.Ma-Ma-Ma Belle
8.Dreaming of 4000
9.In the Hall of the Mountain King

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Pink Floyd - Atom Heart Mother (1970) [U.K]



Atom Heart Mother tambem é conhecido como o Pink Floyd da vaca, pelo motivo óbvio de ter uma vaca na capa, obviamente! E pode haver vários motivos para tal: Primeira tese: das vacas surgem os cogumelos, símbolos importantes da psicodelia Segunda tese: a vaca é considerada uma ótima mãe! Ela se combinaria com o título do CD por ser mãe da terra Terceira tese: estamos num tempo em que o rock é considerado pelos pais como uma música perniciosa e de qualidade inferior! Neste caso, muitos jovens precisavam disfarçar o conteúdo de seus discos com capas "inocentes". Quando eu emprestei pela primeira vez esse Cd de um camarada, um cara mais idoso, que não curte rock, mas curte sertanejo, achou que eu tinha me convertido e voltado o juízo! Isso significava que ele achava que era um CD rural! Elogiou que a vaca da capa era nobre! Neste caso, o cara que nos anos 70 parecesse com um vinil com tal capa era capaz muitas vezes de receber o convite do pai de ouvir junto com o filho, caso ele não explicasse! Perfeito! Agora que explicamos a capa, vamos ao disco, ou CD! A primeira música, a mais longa do Cd, é de uma beleza impressionante! Com uma orquestra duca, leva vc a outro mundo, literalmente! Foi comparada com Stravinsky, e é totalmente lisérgico! Não agride os ouvidos, e te eleva! Mas tem suas estranhezas, pois isso é Pink Floyd! O mais estranho é que a música preferida do meu camarada, que geralmente curte mais punk rock! A música em si parece uma conversa com a Terra e todas as suas implicações dentro de nossa atual sociedade! Há o espaço, há a cidade, e há o campo! Há os anjos e as fadas, há aquele sonzinho de mar da guitarra do Gilmour e por aí vai! Acordar com essa música é um ânimo e tanto! É possível congregar em rituais e conversas, igualmente! A segunda música parece normal e calma, depois da viagem que vc fez com a primeira, mas não é bem assim! As outras tem suas viagens, mas no geral estamos diante de um floyd bem bucólico! Esquisito e difícil de ouvir mesmo é a última música, que são mais efeitos do que música. Se ouvir bem, é um barato e tanto, mas precisa ter paciência! Os barulhos contam do cotidiano, e é preciso prestar atenção neles! Neste caso, a viagem e diversão é garantida! É da fase que eles estavam experimentando e fascinados com os estúdios, mas que não queriam agredir ninguém. A grandiosidade da primeira música tem a ver com a vontade de comunicar com o Universo. Se prestares bastante atenção, se nota que houve sucesso na empreitada.

1.Atom Heart Mother 23:51
a)Father's Shout
b)Breast Milky
c)Mother Fore
d)Funky Dung
e)Mind Your Throats Please
f)Remergence
2.If 4:24
3.Summer '68 5:26
4.Fat Old Sun 5:17
5.Alan's Psychedelic Breakfast 12:56
a)Rise And Shine
b)Sunny Side Up
c)Morning Glory

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cold Sun - Dark Shadow (1969) [USA]



Excelente album pra quem gosta de uma boa e velha psicodelia, guitarras distorcidas se destacam no album, banda com influência em diversas bandas psicodelicas da época como 13Th Floor Elevator e Kaleidoscope, destaque para a faixa Ra-Ma com os seus mais de 11:00.
Bastannte indicado a apreciadores do estilo.

1.South Texas - 5.19
2.Twisted Flower - 3.02
3.Here in The Year - 8.53
4.For Ever - 4.26
5.See What You Cause - 3.41
6.Fall - 7.12
7.Ra-Ma - 11.18
8.Live Again [Live Bonus 1972] - 10.18
9.Mind Aura [Live Bonus 1972] - 7.26

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The Moving Sidewalks - Flash (1968)



Banda que teve como integrante Billy Gibbons, sim ele mesmo, o guitarrista barbudo do ZZ.Top.
A banda tem um som psicodelico, só que na época as bandas psicodelicas do Texas não tinham toda aquelas florestas encantadas e flores no cabelo dos hippies como acontecia na California e em Londres. Lá a influência de todos os musicos eram obrigatoriamente o Blues, principalmente pelos guitrristas, caso de Gibbonn. Com isso o The Moving Sidewalks aparecia no cenário com o seu charme especial em meio a tantas bandas de rock psicodelico, fazendo uma espécia de blues garageiro que influenciaria e muito o movimento Stoner Rock, 30 anos depois.
Flash, unico album da banda, mostrava tanto um lado bluseiro bem toscão, quando um lado mais de experimentações de estudio.
A sonoridade lembrava as loucuras da 13th Floor Elevators e o som rasgado de bandas britânicas como a Rolling Stones e Pretty Things.
The Moving Sidewalks sem dúvida é uma banda pra quem não gosta de viagens lisérgicas bonitinhas e prefere pancadas garageiras bem distorcidas ao ouvido.
Otimo album.

1.Flashback
2.Scoun Da Be
3.You Make Me Shake
4.You Don't Know The Life
5.Pluto September 31st
6.No Good To Cry
7.Crimson Witch
8.Joe Blues
9.Eclipse
10.Reclipse

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Flied Egg - Dr. Siegel's Fried Egg Shooting Machine (1972) [Japan]



Outra grande banda japonesa, essa tem uma sonoridade em que apenas flerta com o progressivo, mas o seu som mesmo se centraliza mais na pegada de estilo do Hard Rock 70's, riffs de guitarra que grudam na cabeça acompanhado de baixo e bateria que seguem o mesmo ritmo, como bem faziam os melhores power trios da época.
Recomendadissimo.

1.Dr. Siegel's Fried Egg Shooting Machine
2.Rolling Down The Broadway
3.Burning Fever
4.Plastic Fantasy
5.15 Seconds Of Schizophrenic Sabbath
6.I'm Gonna See My Baby Tonight
7.OKE-KUS
8.Guide Me To The Quietness

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Goblin - Roller (1976) [Italy]



Este é o segundo álbum da banda italiana Goblin, sendo o primeiro e os que viriam após basicamente trilhas sonoras para filmes de terror, trilhas nas quais a banda foi muito bem sucedida e com razão, pois são verdadeiras obras de artes do progressivo e da música cinematográfica.
totalmente instrumental, seguindo a qualidade padrão de seus compatriotas italianos, fazendo um som diferenciado. Este álbum por não se tratar de uma trilha sonora não ficou preso a um tema (no caso dos outros álbums, o terror) e da a banda espaço para criar o que bem intender apresentando uma grande ecleticidade sonora, seja ela meio funk como na fantástica "Snip Snap", na extremamente original e as vezes apavorante "Dr. Frankenstein" ou na genesiana "Aquaman", musicas que merecem um destaque maior no album.
Goblin é injustamente pouco mencionado, talvez seja pelo seu estilo de trabalho, mas é certamente uma fantástica banda e qualquer apreciador de progressivo reconheceria seu valor e originalidade.

1.Roller
2.Aquaman
3.Snip-Snap
4.Il Risveglio Del Serpente
5.Goblin
6.Dr. Frankensein

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Yonin-Bayashi - Issyoku Sukuhatsu (1974)




Outra excelente banda japonesa, o som aqui contido nesse album é um excelente progressivo com toques sinfônicos combinado de forma ímpar ao fusion.
Um album altamente recomendado.

1.Hamabeth0
2.Sora to Kumo0
3.Omatsuri0
4.Isshoku Sokuhatsu0
5.Ping-Pong Dama no Nageki
Bonus tracks - CD Issue:
6.Sora Tobu Enban ni Otouto ga Nottayo
7.Buen Dia

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Asturias - Bird Eyes View (2005) [Japan]



Asturias é uma otima banda japonesa de faz um tipo de som bem instigante, um neo-progressivo, mas de muita originalidade, com otimos usos de clarineta, piano e violino, alem de uma guitarra sempre competente.
Sem duvida uma banda de sonoridade de extremo bom gosto.

1.Adolescencia
2.Global Network
3.Distance
4.Bird Eyes View
5.Ryu-Hyo

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Joseph Pusey - In My Lady's Chamber (1977) [USA]




O musico Joseph Pusey(ex-Yellow Autumn) é um excelente musico, e mostra isso nesse album, principalmente a parte instrumental que é muito bonita, um album que contem apenas violões, flauta, algumas percursões, alguns barulhos de sino, mas que em nada deixa quem escuta sentindo um vazio no som.
Pra quem gosta de folk psicodélico esse album é simplesmente obrigatório.


1.The Chambermaiden's Dream
2.Blue Jay Preacher
3.The Lady Nicolette
4.Renaissance
5.A Cotton Tale
6.The Red Planet Descends
7.After The Rain
8.In My Lady's Chamber

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Stone Circus - Stone Circus (1969) [USA]



Banda que mistura um som bem no melhor estilo pop-rock psicodélico, um album muito bem trabalhado de melodias simples mas que podem grudar facilmente na cabeça de qualquer um.
Grande instrumentação, boas guitarras e orgãos, belas linhas de baixo e uma bateria bem solida fazem desse trabalho um album super agradável do seu começo ao fim.

1.What Went Wrong
2.Adam's Lament
3.Mr. Grey
4.Blue Funk
5.Carnival Of Love
6.Sara Wells
7.Inside-Out Man
8.Camino Real
9.People I Once Knew

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Campo di Marte - Campo di Marte (1973) [Italy]



Nos anos 70, tantos foram os temas de discussão, que acabaram sendo reproduzidos nos discos, a maioria tomada como ideais, que suscitaram emoções que foram capazes até de formar movimentos de grupo. Alguns morreram com o tempo, outros permanecem até os dias de hoje, como por exemplo o da paz.
Não se sabe se o nome do grupo inclua o mitológico deus da guerra como manifesto de luta, mas o textos e a atmosfera levam para esse lado realmente.
Estranha a escolha dos títulos: Uma numeração em tempos (do primeiro ao sétimo).
É formidável a vontade do grupo de propor um trabalho variado e original: Muitas composições (como por exemplo "Primo tempo") se desenvolvem em mais temas, ligeiros e pesados, acústicos e elétricos, lentos e mais longos. Se nota uma atmosfera extremamente tirada (... Quase de um campo de batalha...) com guitarras distorcidas em primeiro plano acompanhadas de longas cavalgadas de baixo e bateria com ótimos teclados, enquanto que as flautas se cruzam os cornos num sutil mosaico de notas em "Secondo tempo" e "Quinto tempo".
Há ainda acenos para fora do progressivo: "Quarto tempo" tem uma apronta clássica enquanto "Sétimo tempo" quase jazz, ao menos em algumas partes. Há ainda algumas intervenções de guitarra que não podem catalogar como rock e se nota já desde a primeira audição uma mercada diferença entre o violão, sempre linear, preciso e limpo e a guitarra, potente e, em algumas partes, quase maltratada. Basta sentir o início de "Terzo tempo" (a faixa melhor do disco ao lado de "Settimo tempo"). Um sólo inicial, caótico e perfeccionista ao mesmo tempo, que introduz ao belíssimo canto com ótimas partes de piano. Assinala-se ainda o grandioso sólo central que leva para o enérgico início.
Um disco aconselhadíssimo a todos fãs do progressivo italiano. A qualidade em muito se deve a Enrico Rosa, grande idealizador da obra.

1.Primo Tempo (8:10)
2.Secundo Tempo (3:20)
3.Terzo Tempo (6:20)
4.Quarto Tempo (3:15)
5.Quinto Tempo (5:58)
6.Sesto Tempo (5:12)
7.Settimo Tempo (8:28)

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Il Balletto di Bronzo - Sirio 2222 (1970)



Neste primeiro álbum do Balletto di Bronzo o que se ouve é um rock marcado pela presença de um psicodelismo abundante no final dos anos 60.
Existem bons momentos e não falta energia à música nele contida... Un posto é um psych rock bem interessante, reminiscências de Hendrix ou até mesmo Black Sabbath. Isso mesmo! Eh eh ah ah, a segunda faixa, é mais pop e tem jeito de The Who ou The Yardbirds com direito a som de harmônica. Neve Calda lembra os primórdios do Deep Purple na fase Rod Evans. O restante do disco segue essa linha, talvez uma boa comparação que possa ser feita deste Sirio 2222 é com o Ufo de Phil Mogg e Pete Way dos dois primeiros álbums.
Recomendado para fãs de rock psicodélico dos anos 70.

1.Un Posto
2.Eh Eh Ah Ah
3.Neve Calda
4.Ma Ti Aspetteró
5.Meditazione
6.Girotondo
7.Incantesimo
8.Ti Risveglierai Con Me
9.Missione Sirio 2222


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Pell Mell - Marburg (1972) [Germany]




O Pell Mell original foi formado em Marburg, na Alemanha em 1971.(Não confundi-lo com uma banda americana instrumental, também denominada Pell Mell, de indie rock, formada em 1989). Seu primeiro disco leva o nome da cidade natal do grupo. A bandas lançou quatro álbuns entre 72 e 78. ( Marburg, From the New World , Only Star e Rapsody was. Embora a crítica especializada considere Only a star, um dos melhores álbuns simphonicos de rock alemão, gravado em 76/77, acho Marburg de 1972,mais original e de certo modo não superado por nenhum dos trabalhos subsequentes desta banda. Sua característica fundamental é o psicodelismo-progressivo numa fusão de rara beleza complexidade e lirismo que nos remete irremediavelmente a época dos melhores progressivos italianos, contemporâneos a ele. Ele nos oferece um detalhe muito interessante que se baseia na presença de dois guitarristas na banda, de estilos bem diferentes, tocando em contra pontos lembrando segmentos do tipo "Gentle Giant" Se levarmos em conta que estávamos em 1972, a música representava um progressivo de vanguarda para época onde surgiam muitas trilhas de filmes e seriados que continham músicas de grupos com Amon Düül II ( época do Phallus dei ) e Freeman Brothers. Ë mais um ótima sugestão na linha prog psicodélica e que vem ratificar de certo modo que o rock progressivo alemão não era só industrial, pesado e pouco criativo como muitos críticos apontam, mas sim incorporava elementos clássicos e sinfônicos e folclóricos que se identificavam com o gênero.

1.The Clown And The Queen
2.Moldau
3.Friend
4.City Monster
5.Alone

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La Torre dell'Alchimista - La Torre dell'Alchimista (2001) [Italy]



Banda italiana em plena atividade e que teve a felicidade de mostrar ao mundo que progressivo está longe da exaustão de idéias musicais, pois este disco consegue resgatar o som típico da década de 70 utilizando sonoridades bem atuais em contraste com timbres característicos da década de 70. a influência do ELP é indiscútivel e muito sadia, vocal em italiano, que a princípio pode gerar estranheza, mas a medida que se escuta, é possível perceber que casa de acordo com o som da banda. O trabalho do tecladista é fenomenal, ótimo uso do Hammond, e dos mais diversos timbres oriundos dos teclados, todos sem excessão, bem colocados nas músicas, destaque para o melotron. O batera chama a atenção pela perfeita cadência imposta por ele, além de muito bem colocado, em perfeita harmonia com o resto da banda. O baixista em alguns momentos chama a tenção para si, mas sem exagero, ótimo músico. A flauta dá um ar de originalidade para a banda, que conta ainda com a boa presença do violão, nos momentos certos. Um disco muito bem produzido, arranjado e tocado, em que praticamente todas as músicas são excelentes. Rock progressivo de 1º qualidade e que merece mais notoriedade.

1.Eclisse (6.01)
2.Delirio (4.00)
3.La Torre dell'Alchimista (6.48)
4.Il volo (5.53)
5.L'apprendista (6.50)
6.I figli della mezzanotte (4.48)

7.La persistenza della memoria (3.06)
8.Lo gnomo (4.26)
9.Acquario (8.10)

Download: http://www.4shared.com/file/101544193/6cf9f07/La_Torre_DellAlchimista__2001_.html

Stonehouse - Stonehouse Creek (1971) [U.K]



Mais uma peróla perdida dos anos 70 direto da terra da rainha. O Stonehouse é um banda que sempre figurou injustamente no sub-rótulo de Hard Prog mas na verdade seu único registro tratá-se de um precoce Heavy Rock setentista. A música e os vocais nos fazem lembrar do Bad Company e Free em alguns momentos. O que os difere das demais bandas e acabam fazendo um som único é o fato de ao invés utilizarem bastante aa guitarras como base, como é comum em muitas bandas, os caras utilizam o piano acústico como um trampolim que permite a todos uma abordagem mais harmônico para as suas contribuições individuais. O piano de modo algum é dominante em todo o álbum, nem mesmo é uma regra. Infelizmente não existe nenhuma informação a respeito da banda e pelo que soube nem mesmo a RCA que é gravadora dos caras tem algo a respeito das sessões que originaram o álbum.

1.Stonehouse Creek
2.Hobo
3.Cheater
4.Nightmare
5.Crazy White Folk
6.Down, Down
7.Ain't No Game
8.Don't Push Me
9.Topaz
10.Four Letter Word
11.Stonehouse Creek (reprise)

Download:http://rapidshare.com/files/60424636/Stonehouse71.rar

Cargo -Cargo (1972) [Netherlands]



Formada em Amsterdam em 1970, inicialmente chamados de “September” os integrantes do grupo já eram bem rodados no cenário musical da cidade tocando com bandas de garagem rock e psicodélico. Depois de varias mudanças na formação e vendo que os trabalhos anteriores não estavam dando o resultado desejado, decidiram mudar o direcionamento musical assim como o nome da banda, passando a se chamar Cargo.
O som é um hard rock cativante, repleto de melodias e longas passagens instrumentais, com destaque para as guitarras gêmeas dos irmãos Ad e Jan de Hont. Entre as influências do Cargo, podemos citar gigantes como Wishbone Ash, Ten Years After e Uriah Heep. A imprensa holandesa acolheu bem o trabalho, mas as vendas foram fracas, o que provavelmente motivou o fim do grupo no mesmo ano de 72.

1.Sail Inside
2.Cross Talking
3.Finding Out
4.Summerfair

Download: http://rapidshare.com/files/154438717/Cargo.zip

Prof. Wolfff - Prof. Wolfff (1972) [Germany]



Obscuro grupo alemão, cujo som trafega entre o hard rock e o progressivo sinfônico dos anos 70, com mais tendência para o primeiro. Muito órgão hammond, batida hard, guitarras sujas, e bons vocais, além de um piano aqui e uma flauta ali. Todos os vocais são em alemão.
Embora rotulado por muitos como krautrock, acho que não se encaixa bem na descrição, pois não se vê muitos traços de psicodelia ou experimentalismo no grupo. É mais hard mesmo, com muito hammond, a sujeira sonora típica daquela época. Uma dica perfeita para os amantes desse tipo de som, que irão se deliciar com a competência dos músicos (embora o baterista me pareça um pouco lento nas viradas), e a qualidade inegável das composições. Mais uma obscuridade alemã que vale a pena conferir.

1.Hetzjagd (9:59)
2.Hans Im Glück (7:46)
3.Missverständnis (4.05)
4.Das Zimmer (4:52)
5.Weh Uns (9:48)
6.Hetzjagd [Radio Mix]* (3:17)

Download: http://rs40.rapidshare.com/files/5783133/wolfff.zip

quarta-feira, 24 de junho de 2009

However - Sudden Dusk (1981) [USA]



“Sudden Dusk” possui harmonias complexas e atonais, por vezes bem ao estilo krimsoniano, como se vê por exemplo em “Hardt” e “Sudden Dusk” (mas sem a secura e o instinto opressivo da banda de Robert Fripp); mas, mescladas à estas harmonias há também momentos de maior pureza melódica (como em ”Louise Sitting in a Chair” e no trecho final de “Beese”). Os arranjos são intrincados e bem trabalhados, além de ótima performance instrumental. São também notáveis as influências da escola Canterburyana (Hatfield and The North, National Health) adaptados aos padrões concisos e mais acessíveis do rock estadunidense, com uma irreverência ao melhor estilo de Frank Zappa. Há muitas quebras de andamento, além de uma sonoridade bastante próxima em certos momentos ao fusion do Happy the Man, especialmente do disco “Crafty Hands”. Percebe-se também algumas semelhanças de estilo com o conterrâneo The Muffins e algo da vertente Rock-in-opposition. Mas certamente, o principal predomínio e “influência confessa” no som deles seria o Gentle Giant, principalmente no que diz respeito às complexas melodias vocais (”It’s Good Fun”, “In The Aisles”, “Grandfather was the Driver”, “No Cows”). Na verdade, o However é daquelas bandas que funde todas essas influências de tal forma, que se torna uma sonoridade a ser encaixada em mais de uma vertente dentro do progressivo, ou em nenhuma delas. Mas, a despeito disso tudo, o som deles consegue ser bem palatável.
Quanto aos músicos, além da já citada competência nas execuções, notamos que não há nenhum deles que possua um maior caráter de destaque em relação aos outros, todos parecem possuir igual importância e presença nas músicas. Ou seja, pode-se dizer que todos fazem o seu papel em perfeito equilíbrio e sinergia dentro do contexto sonoro (particularmente, uma característica que muito me agrada em uma banda).
Com certeza este é um grande trabalho dentro do rock progressivo americano, pouco divulgado e de certa forma esquecido em meio aos desacreditados anos 80.

1.It's Good Fun (3:42)
2.Hardt (2:18)
3.In the Aisles (2:16)
4.Louise Sitting in a Chair (4:19)
5.Beese (7:09)
6.Sudden Dusk (4:02)
7.Lamplight (3:15)
8.Grandfather Was the Driver (3:20)
9.Trees for the Forest (6:34)
10.In the Midst of Making (5:33)
11.No Cows (7:07)

Download: http://www.mediafire.com/download.php?gykzxknnjyy

Billy Cobham - Spectrum (1973) [USA]



Simultaneamente a seu trabalho na Mahavishnu Orchestra, Billy Cobham teve tempo para trabalhar no seu primeiro disco solo contando ainda com a presença de Jan Hammer e uma participação especial de Ron Carter. A música não é tão rica em elementos quanto a Mahavishnu, mas ainda assim formidável.
Quadrant 4 abre o disco em alta velocidade introduzida pela bateria de Cobham e o moog característico de Hammer. A música tem um tema debochado e um solo que mostra Bolin altamente inspirado e no ápice de sua técnica. Duelos tipo pergunta/resposta são trocados entre Hammer e Bolin na faixa Taurian Matador. Sim, tecnicamente Billy Cobham prova ser quase insuperável.
Spectrum é outro destaque do álbum. Tommy Bolin volta na faixa Stratus, que tem um balanço dançante e um contrabaixo bem funk, características que também são ouvidas em Red Baron. Jazz-funk parece ser mesmo a especialidade de Billy Cobham.
O processo de composição parece ser simples e baseado em jams sessions, ou seja, Cobham cria uma levada na bateria, o baixo toca um riff constante, uma porção de solos são jogados em cima. Linhas melódicas são adicionadas antes ou depois para tornar a coisa mais interessante, adiciona-se um naipe de metais e pronto! Não estou de forma alguma desmerecendo o trabalho, com músicos desse nível a coisa fica ainda mais fácil e pode-se tornar bem complexa e interessante. Um exemplo atual é o Cab.
Este trabalho foi decisivo e abriu caminho para que Tommy Bolin fizesse o polêmico álbum Come Taste The Band com o Deep Purple. Em Spectrum, Bolin se mostra um guitarrista incrivelmente versátil cujo trabalho no Purple certamente foi subestimado e prejudicado pelo vício em heroína que o acabou matando.
Billy Cobham lançou vários discos solo depois deste, mas até hoje Spectrum figura no topo da lista de seus melhores álbums.

1.Quadrant 4 - 4:20
2a.Searching for the Right Door - 1:24
2b.Spectrum - 5:09
3a.Anxiety - 1:41
3b.Taurian Matador - 3:03
4.Stratus - 9:50
5a.To the Women in My Life - 0:51
5b.Le Lis - 3:20
6a.Snoopy's Search - 1:02
6b.Red Baron - 6:37

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Kansas - Leftoverture (1976) [USA]



Formada em Topeka no início dos anos 70, vendeu mais de 30 milhões de discos, com vários álbums de platina. Utilizando elementos de country rock, hard blues e hard rock com roupagem sinfônica, apoiada pelo trabalho nos teclados da dupla Walsh-Livgren, neste quarto álbum que pode ser considerado um "masterpiece", a banda esbanja entrosamento e virtuosismo melódico. Ainda que as principais composições da banda sejam desta dupla, Robbie Steinhardt acaba conferindo um grande charme ao som do grupo com seu violino e seus solos. A musica do Kansas é baseada em teclados e violinos e uma "cozinha" muito competente. As guitarras cortam as melodias com riffs criativos onde se nota uma grande influencia de Blackmore no estilo dos solos de Livgren. Willians da apoio rítmico preciso. Instrumentalmente o som da banda neste disco é irrepreensível assim como todas as composições. Os vocais principais, com entonação alta, ficam a cargo de Walsh mas praticamente todos cantam e participam dos vocais .Leftoverture não é um disco de progressivo "senso estricto" mas representa definitivamente um resgate total da dignidade e gigantismo de uma banda americana de um rock sofisticado de arena, aspectos claramente demonstrados nos seus três discos anteriores.

1.Carry on Wayward Son
2.The Wall
3.What's on Your Mind?
4.Miracles Out of Nowhere
5.Opus Insert
6.Questions of My Childhood
7.Cheyenne Anthem
8.Magnum Opus: Father Padilla Meets the...

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Mezquita - Recuerdos de mi Terra (1979) [Spain]



Mezquita é um dos ícones do dito "rock andaluz" ou seja, o folk típico da Andalucia muito bem explorado por roqueiros. Músicas intensas, vocal típico espanhol, muito bem colocado, guitarras distorcidas ao lado da mais pura guitarra espanhola, apoiados pelo baixo e por vários timbres do teclado carregado pelo estilo espanhol, aliás a guitarra solo é carregada pelo estilo espanhol e acaba por dar um ar de originalidade neste trabalho. As quebras presentes nas músicas, muito bem elaboradas é ponto forte do disco. Não há música ruim neste disco, no entanto é recomendado para aqueles que não são presos ao progressivo feito aos moldes do inglês.

1.Recuerdos de mi tierra
2.El bizco de los patios
3.Desde que somos dos
4.Ara buza
5.Suicidio
6.Obertura en si bemol

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Nektar - A Tab In The Ocean (1972) [U.K]



Este é o segundo álbum da banda inglesa Nektar, se afasta um pouco da psicodelia que o debuto 'Journey to The Centre of The Eye" apresentava, sendo mais sinfônico e pesado. Este começa com a música título "A Tab in The Ocean" um épico de aproximadamente 17 minutos, com certeza é o píco do álbum e a mais progressiva delas, não tenho muito o que falar dela pois é única e não tem muitos comparativos. Segue então a segunda faixa "Desolation Valley", também sinfônica mostra de uma vez como a banda trabalha nas partes instrumentais que são bem dividas não dando muita ênfase a único instrumento mas sim ao todo, uma ótima música com excelentes variações. As duas últimas músicas "Cryin' in The Dark" e "King of Twilight" são mais pesadas, com uma pegada mais hard-rock, lembrando que a banda Iron Maiden fez cover destas duas sendo uma inegável inflûencia no som deles. "A Tab In The Ocean" está entre os dois melhores álbums do Nektar na minha opinião (sendo o outro o fantástico "Remember The Future"), uma ótima introdução a está extraordinária banda.


1.Tab in the Ocean
2.Desolation Valley
3.Waves
4.Cryin' in the Dark
5.King of Twilight


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Napoli Centrale - Napoli Centrale (1975) [Italy]



No panorama da música rock, com detalhes progressivos e de jazz refinado, não podem ser jamais ignorados os componentes do grupo napolitano Napoli Centrale, que merecem o direito de serem destacados entre as bandas mais representativas da música italiana dos anos 70, junto a Perigeo, PFM, Area e Banco del Mutuo Soccorso. A formação tem origem em 1975, e logo se destacam o saxofonista napolitano James Senese e o baterista Franco Del Prete, ambos já haviam tocado no grupo rhythm'n'blues, The Showmen. Na primeira e histórica formação achamos também o americano Mark Harris no piano elétrico e o inglês Tony Walmsley ao baixo, que mais tarde irão compor outro grupo de progressivo italiano, o Rovescio della Medaglia. No ano de sua constituição, o Napoli Centrale, uma fulgurante estréia de mesmo nome que a banda. A banda funde os elementos da tradicional música napolitana (todas as músicas são em dialeto napolitano) com um refinadíssimo som jazz e rock: o resultado é uma melodia de um caráter absolutamente único no panorama da época. O disco é caracterizado por sons calorosos e técnicas musicais complexas, com uma atenção não indiferente à mensagem social, cultural e racial de rebeliões típicas da época. O disco contém algumas músicas como "Campagna", estraída de um 45 rotações, que se tornará um dos maiores clássicos do cenário musical da juventude de então. Em "A gente e bucciano" há uma atmosfera soft muito bela, talvez seja a melhor peça do álbum.
Instrumental o brano "Pensione floridiana', com atmosferas que recordam a black music do início dos anos 70 e um som de fineza magistral. Em seguida "Viecchie, mugliere, muorte e criaturi", música de forte impacto social, na qual a voz de Senese teve modo de mostrar todas as suas qualidades interpretativas.
Todas as músicas do disco são de autoria de James Senese e Franco Del Prete. Senese recentemente fez um disco com Enzo Gragnaniello "Tribbu e passione", já Del Prete tocou em 2001 com Peppino Di Capri no Festival de Sanremo a bela música Piovera' sendo em ambos a sua autoria.
Recomensadissimo.

1.Campagna A
2.Campagna B
3.A Gente 'e Bucciano A
4.A Gente 'e Bucciano B
5.Pensione Floridiana
6.Viecchie Mugliere Muorte E Criaturi A
7.Viecchie Mugliere Muorte E Criaturi B
8.Vico Primo Parise No. 8
9.O Lupo S'ha Mangiato 'a Pecurella A
10.O Lupo S'ha Mangiato 'a Pecurella B
11.O Lupo S'ha Mangiato 'a Pecurella C

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Zao - Shekina (1975)



Formada por dois ex-membros do Magma, o húngaro Yochok'o Seffer e o francês Francois Cahen, Zao segue a tradição da sonoridade Zeuhl, com maior ênfase no jazz-rock predominantemente instrumental característico dos primeiros discos do Magma, como Kobaia e 1001 Centigrade.
Shekina, terceiro disco da banda, experimenta com sucesso a adição de um quarteto de cordas, Le Quatuor Margand, aproximando bastante a sonoridade complexa do fusion, as tensões rítmicas do Zeuhl e a instrumentação neoclássica e atmosfera sonora características do RIO.
Apesar disso, a música do Zao parece ser mais estruturada e menos dissonante que outras bandas como Henry Cow ou Art Zoid, em muitos momentos bastante voltada para o fusion no estilo de Wheater Report, Miles Davis (fase Bitches Brew). Uma banda similar seria o Weidorje.
O trabalho de baixo e bateria é notável e nas duas últimas faixas existem algumas vocalizações de Seffer onde a voz soa como a adição de um instrumento.
O resultado é uma obra-prima do gênero, recomendada tanto para quem aprecia Zeuhl, RIO, Avant-garde, jazz rock, ou um bom ponto de partida para quem quiser se aventurar por novas sonoridades. Quem teve dificuldades com as vocalizações operísticas do Magma, Zao traz ênfase no instrumental e é também recomendado.
Excelente!

1.Joyl - 3:52
2.Yen-Lang - 8:07
3.Zohar -10:54
4.Metatron - 8:15
5.Zita - 4:34
6.Bakus - 5:12

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Il Paese Dei Balocchi - Il Paese Dei Balocchi (1972) [Italy]



Este foi um grupo originário da região do Lácio e que promoveu um disco em 1972 de mesmo nome que a banda. O quarteto era dominado pelos teclados de Armando Paone. A obra se baseia em uma viagem transcendental. Orgão, mellotron e synt em abundância e momentos muito enérgicos como em "Impotenza dell'umiltà e della rassegnazione", o curioso, segundo o vocalista Fabio Fabiani é que o melhor da banda ficaria para os discos subsequentes que jamais saíram a custa de problemas financeiros dos componentes que viriam a deixar o grupo. O disco se inspira na "viagem" do homem nas suas virtudes, fraquezas, fragilidades e sonhos.
Participam com absoluto sucesso ao Festival de Vila Pamfili, em Roma, que abrigaria naquele 72 as melhores bandas da Itália e do exterior.
Ressalta-se que todos os componentes são autores das músicas mas as mesmas acabaram-se por terem sido registradas na maior parte no nome de Armando Paone pois os integrantes não tinham condições financeiras para fazê-lo individualmente preferindo que apenas um componente oficialmente fosse o autor. Na edição em CD, estão incluídas duas faixas bônus que foram lançadas na época como singles, as faixas onze e doze "Fantasia e poesia" e "Amore per gioco", ambas de 1979, último ano dos Paese Dei Balocchi.
O impressionante é que o disco é um dos mais vendidos e procurados hoje pelos admiradores do progressivo segundo o mesmo Fabiani. Ele e Sandro mantém a amizade de mais de 30 anos e tocam somente por divertimento nas night clubs. Fabiani teve um grave acidente que o impede de exercer outra função.

1.Il trionfo dell'egoismo, della violenza, della presunzione e dell'indifferenza
2.Impotenza dell'umiltà e della rassegnazione
3.Canzone della speranza
4.Evasione
5.Risveglio e visione del Paese dei balocchi
6.Ingresso e incontro con i baloccanti
7.Canzone della verità
8.Narcisismo della perfezione
9.Vanità dell'intuizione fantastica
10.Ritorno alla condizione umana
11.Fantasia e poesia
12.Amore per gioco

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Iceberg - Tutankhamon (1975) [Spain]



Este é o primeiro disco do Iceberg, um álbum predominantemente sinfônico e que seria o único com a presença efetiva de um vocalista. As maiores influências em Tutankhamon ficam por conta de Yes, lembrando em momentos Camel ou mesmo Kansas. A sonoridade jazz-rock e fusion que seriam mostradas nos discos posteriores ficam apenas por conta dos eletrizantes solos de teclado e guitarra e o perfeito 'interplay' de todos os músicos.
O disco alterna altos e baixos, bem como o vocalista Àgel Riba, algumas canções são primorosas, outras mais fracas, talvez falte a maturidade e coesão que seria obtida com o direcionamento fusion que a banda mostraria son trabalhos posteriores.
As músicas são cantadas tanto em espanhol como em inglês, mas são as faixas em inglês que encaixam nas músicas mais convincentes como Lying On The Sand ou a romântica Close To Go.
Mesmo assim é um album que compensa ser conhecido.

1.Tebas
2.Prologo
3.Sacerdotes De Amon
4.Amarna
5.Lying on the Sand
6.Amenofis IV (El Hereje)
7.Himno Al Sol
8.La Muerte
9.Close To God
10.Too Young to be a Pharaoh
11.Tebas (reprise)

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Deep Purple - Concerto For Group And Orchestra (1970) [U.K]



Concerto for Group And Orchestra, ao contrário do que muitos podem imaginar, foi o primeiro trabalho de Ian Gillan no Deep Purple, antes mesmo do In Rock. Tendo Jon Lord formação em música clássica, pensava desde os tempos em que tocava com The Artwoods em algo semelhante. Era um ambicioso projeto misturando rock e música erudita concebido por Jon Lord e que foi concretizado em 24 de setembro de 1969 pelo Deep Purple e pela Royal Philharmonic Orchestra no famoso Royal Albert Hall de Londres. O talento de todos os integrantes da banda certamente facilitou a realização deste. Malcolm Arnold - como grande entusiasta - foi de fundamental importância para que este projeto fosse aceito pela direção da orquestra.
A introdução é feita pelo clarinete, um motivo pastoral que depois é seguido pela orquestra com grande riqueza dinâmica. Depois finalmente entra a banda com Richie Blackmore repetindo com energia e irreverência a mesma melodia da introdução precedendo momentos que já mostram muitos ingredientes das longas jam sessions que o Purple faria ao vivo. Consta que Ian Gillan compôs e completou as letras para o segundo movimento na última hora. Não preciso dizer que quem não aprecia orquestras corre o risco de ficar entediado em algumas trechos.
Em 2002 um relançamento em CD duplo remasterizado permitiu que fossem adicionadas Hush, Wring That Neck e Child In Time, gravadas na mesma noite mas omitidas no original de 1970.
Este trabalho certamente teve peso decisivo para que Gillan fosse incluído em 1970 no cast das gravações da ópera-rock Jesus Christ Superstar, de Tim Rice e Andrew Lloyd Weber, no papel principal. Além disso, abriu caminho para que Jon Lord realizasse outros projetos semelhantes.
Uma obra de importância inestimável na história do rock.


CD 1:


1.Intro - 3:28
2.Hush - 4:40
3.Wring That Neck -13:24
4.Child in Time - 12:02

CD 2: (Concerto For Group And Orchestra)


1.First movement: Allegro - 19:22
2.Second movement: Andante - 19:11
3.Third movement: Vivace - Presto - 13:09
4.Encore : Third movement - 5:53


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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Patto - Hold Your Fire (1971) [U.K]



Nossa, o que é isso? Essa foi a minha reação ao ouvir, pela primeira vez, Hold Your Fire, segundo álbum da banda inglesa Patto. Porque eu reagi assim? Porque as músicas do disco vem carregadas de uma sensibilidade, de uma beleza melancólica que, somadas as interpretações de Mike Patto e à guitarra única de Ollie Halsall, transformam o mero ato de ouvir o álbum em uma experiência tão impactante que irá acompanhá-lo por toda a vida.
A música contida nas nove faixas de Hold Your Fire traz uma carga emocional tão imensa que ... bem, eu, sinceramente, não consigo explicar. Você toma o primeiro choque com a faixa-título, onde a banda está curtindo sobre um groove irresistível. Daí entra "You, You Pointed Your Finger", simplesmente uma das músicas mais belas que eu conheço.
"How´s Your Father" é outra beleza, baladaça com uma interpretação de arrepiar de Mike Patto e um solo sensacional de Halsall. "See You at the Dance Tonight" é uma paulada hard-jazz-boogie, não dá pra colocar em um rótulo, tem que ouvir. E assim o disco segue, entregando pérola atrás de pérola, como "Give it All Away", "Air Raid Shelter", "Tell Me Where You´ve Benn", até fechar com "Beat the Drum", uma balada com andamento jazz.

1.Hold Your Fire
2.You, You Point Your Finger
3.How´s Your Father
4.See You At The Dance Tonight
5.Give It All Away
6.Air Raid Shelter
7.Tell Me Where You´ve Been
8.Magic Door

9.Beat The Drum

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Birth Control - Hoodoo Man (1972) [Germany]



Formado em 1968 em Berlin, o Birth Control é uma excelente banda alemã cuja música tinha como principais características a grande simbiose entre a guitarra e o teclado Hammond, somados a um trabalho de bateria e percussão extremamente criativo.
O nome da banda surgiu como uma resposta provocativa a uma declaração do Papa Paulo VI, onde o líder da igreja católica se pronunciava contrário ao uso das pílulas anti-concepcionais. Durante toda a sua carreira (a banda ainda está na ativa) o Birth Control se notabilizou por estampar capas polêmicas em seus discos, sempre explorando a controvérsia gerada pelo sexo e seus asssuntos derivados.
Hoodoo Man é o terceiro álbum dos caras, e foi lançado em 1972, na sequência de Birth Control (1970) e Operation (1971). Para muitos este é o melhor momento dos alemães. Marcando a estreia de Wolfang Neuser nos teclados, que entrou no lugar do membro original Reinhold Sobotta, o Birth Control apresenta nas seis faixas do disco uma qualidade espantosa.
"Buy" abre o álbum entregando um grande trabalho instrumental, embalado por uma letra que critica duramente a sociedade de consumo. A cereja do bolo é o solo de Neuser, espetacular. "Suicide" vem a seguir e tem um andamento totalmente jazzy, surpreendendo o ouvinte. "Get Down to Your Fate" deixa claras as influências do Purple no som do Birth Control, com o Hammond de Neuser fazendo o trabalho das guitarras, despejando riffs sensacionais um atrás do outro.
"Gamma Ray", com quase dez minutos de duração, é uma composição repleta de groove, com destaque para a bateria e para os vocais de Bernd Noske, dono de um timbre cativante. Como curiosidade, vale citar que, apesar de sua longa duração, "Gamma Ray" foi lançada como single e virou hit nas discotecas européias em meados dos anos setenta. A música que dá nome ao álbum é um hard rock exemplar, e mais uma vez o destaque é o solo de Wolfang Neuser. O disco fecha com "Kaulstoss", faixa instrumental com influências de folk music e passagens inspiradas na música escocesa.
Hoodoo Man é um trabalho excepcional, que conquista de imediato qualquer fã de música. Um dos grandes, e esquecidos, álbuns dos anos setenta, com absoluta certeza.


1.Buy! (7:10)
2.Suicide (6:16)
3.Get down to your fate (7:58)
4.Gamma ray (9:44)
5.Hoodoo man (8:25)
6.Klaustoss (2:40)

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aktuala - Aktuala (1973) [Italy]



Eis uma banda que nada soa como uma sonoridade peninsular típica italiana. Como características que remetem à música étnica árabe e maghreb no norte africano, escalas exóticas, música de antiguidade, mesclados a elementos de freejazz, psicodelismo, experimentalismo avantgarde, e instrumentação não usual -- incluindo bouzuki, balalaika, maracas, tamburim, oboé, saxofone, flauta --; Aktuala efetivamente soa extremamente distante de um típico progressivo italiano. Excetuando-se as injeções de freejazz, notam-se pouquíssimos resquícios de cultura ocidental.
Há que ressaltar-se algo que considero uma qualidade bastante peculiar e importante, de que Aktuala apresenta-se como uma banda assaz original, com uma prerrogativa de contracultura, e que absolutamente não soa italiana de todo, ou mesmo parcialmente. É mais fácil associá-la ao krautrock, à cosmiche musique, obras como Malesch, dos Agitation Free, Third Ear Band, Ravi Shankar ou aos Shakti de John McLaughlin, do que a qualquer banda italiana conhecida.
Aktuala traz neste trabalho um disco intenso, de excelência percussiva raramente obtida, capaz de criar climas de um trance tribal obsedante, ou em momentos de extrema introspecção, ao qual as músicas parecem adquirir propenso caráter nirvânico, onírico, de sublimação, uma sonoridade instintiva, primal, naturalista.
Trata-se, a meu juízo, de uma das melhores e mais criativas bandas italianas que já ouvi, entre as poucas que continuam a impressonar-me até hoje, quiçá um óasis em meio ao marasmo d'um panorama cerceado por tanto romantismo e melodrama na bela canzona italiana. Aktuala passará muito longe de uma música acessível, trata-se de um belo exemplo de música genuinamente criativa, bem executada. Sob a luz desta égide, Aktuala deixa um importante legado, como um fenômeno ímpar e genial ao progressivo transalpino.

1.When The Light Began
2.Mammoth r.c.
3.Altamira
4.Sarah' Ngweha
5.Alef's Dance
6.Dejanira


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Los Canarios - Ciclos (1973) [Spain]



Teddy Bautista foi membro de uma banda pop-psicodélica conhecida como Los Ídolos, que por volta de 1967 mudou o nome para Canarios (homenageando o nome de sua terra de origem), quando lançaram alguns singles como Get On Your Knees seguido por um disco chamado Liberate. Logo após a banda foi dissolvida e Teddy acabou ficando com o nome, dando origem a uma nova banda que será o tema desta resenha.
Ciclos é uma obra difícil de descrever em palavras que possam resumir a grandeza do conceito que envolve o disco, uma verdadeira obra-prima do progressivo espanhol que busca trazer à vida uma leitura e interpretação rock pós-moderna de 'Le Quattro Stagioni', As Quatro Estações de Antonio Lucio Vivaldi (1678 - 1741). Quem saberia que o nome do meio era Lucio, tão omitido?
Para os puristas e admiradores, o resultado poderia ser desastroso ou ofensivo à música e ao nome do italiano nascido em Veneza, Vivaldi (também conhecido pelo apelido de Il Prete Rosso), mas Los Canarios conseguiram com efeito honrar a música de um dos maiores nomes da música barroca, senão da história com uma das melhores adaptações já feitas de música clássica para o rock, feita com maestria por verdadeiros e competentes músicos desta banda espanhola. Como particular entusiasta, admirador e amante da música de Vivaldi, o trabalho de Canarios está plenamente aprovado.
Assim como foram quatro as estações de Vivaldi (subdivididas em três movimentos cada), aqui são quatro transmigrações, atos ou ciclos, mas Los Canarios não fazem uma leitura ortodoxa da pauta, existe liberdade de criação, composições próprias, improvisos, variações e até arranjos vocais (geralmente operáticos) entre os vários momentos em que a obra de Vivaldi é citada, não na íntegra mas em movimentos nos quais a banda achou pertinente ou adequado fazê-lo com abordagens que vão de rock sinfônico a jazz. Ainda assim, não parece uma peça desgarrada ou nosense, mas arrojada, intensa e viajante, repleta de nuances, paixão, discernimento, tanto quanto é estruturada em dinâmica, ritmo, ambiência, articulação, equilíbrio... unidade.
A instrumentação é muito rica, guitarras elétricas, acústicas, 6 e 12 cordas, violinos, baixo, percussão, incluindo ainda corais, vibrafone, theremin e celesta. Apesar da rica orquestração, acaba sendo centrada predominantemente no brilhante trabalho de teclados, sendo notável a presença de sintetizadores, moog, mellotron, hammond, cravo, pianos acústicos e elétricos.
Observando a capa cuidadosamente, pode se observar um 'homem metamorfoseado' de barba e cabelos compridos ou mesmo uma 'versão borboleta' de Jesus Cristo carregando em suas asas outras figuras humanas. que reflete bem a temática 'transmigração'.
Para quem conhece e gostou de Pictures At An Exhibition (ELP), Contaminazione (Il Rovescio Della Medaglia), Concerto Grosso (New Trolls), Passio Secundum Mattheum (Latte e Miele), este Canarios certamente merece as mais entusiásticas recomendações.
Resumir em poucas palavras? Magnífico.

1. Primera Transmigración - "Paraíso Remoto" (16:50)
a) Genesis
b) Prana
c) Primera Visión De Un Mundo Nuevo
d) Himno A La Armonía Magistral Del Unverso
e) Primeros Pasos En Un Mundo Nuevo
f) Metamorfosis Extravagante

Segunda Transmigración - "Abismo Próximo" (16:45)
a) Narración Extravagante
b) Primeras Preguntas En Un Mundo Nuevo
c) Canto Al Niño Neurótico
d) Himno Crítico A La Primera Adversidad
e) Desfile Extravagante
f) Proceso Alienatorio
g) Serenata Extravagante

Tercera Transmigración - "Ciudad Futura" (17:47)
a) Narración Extravagante
b) Primeras Preguntas En Un Mundo Nuevo
c) Canto Al Niño Neurótico
d) Himno Crítico A La Primera Adversidad
e) Desfile Extravagante
f) Proceso Alienatorio
g) Serenata Extravagante

Cuarta Transmigración - "El Eslabón Recobrado" (21:53)
a) Hibernus
b) Crisis
c) Ballet De Las Sombras
d) Himno A La Armonía Implacable Del Fin
e) Vanessa (El aliento de la osamenta)
f) Nirvana Extravagante
g) Diálogos A Alto Nivel
h) Hiperdestrucción
i) Apocalipsis

Download: http://www.4shared.com/file/74767476/1c9c9f0/Los_Canarios_-_Ciclos.html
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