quarta-feira, 27 de maio de 2009

Errata-Corrige - Siegfried, il Drago e Altre Storie (1976) [Italy]



Nas sub-ramificações do prog ele segue a linha folk, em sua maior parte utilizando instrumentos acústicos especialmente violões de aço e flautas, tudo isso mesclado sabiamente com sintetizadores e guitarras elétricas , cello e baterias.
As melodias são belas, os climas bem calmos, mas nada é chato ou cansativo, muito pelo contrário, a atmosfera é muito viajante, tudo é muito bem executado e os arranjos (belíssimos) são muito inspirados, um grupo que digo poder ser usado como base para comparação é o Celeste no seu “Principe di um giorno”, tanto pela proposta quanto pela qualidade do resultado final como um todo
É meio difícil comentar música por música, pois elas são bem semelhantes entre si no tocante aos arranjos, mas uma faixa que se destaca um pouco das outras é a “Del Cavaliere citadel e Del drago”, a maior faixa do disco e que é na verdade uma pequena suíte dividida em três movimentos muito definidos, embora não haja subdivisões em seu título. É como se ,duas vezes, a música terminasse e começasse uma outra em seguida. Sem dúvida uma das canções mais belas de todo o rock progressivo.
Até a faixa bônus é exatamente no mesmo estilo das demais, poderia tranqüilamente se passar por faixa original do álbum, não fosse o fato de ser a única cantada em inglês.
O grande defeito do disco é ser pequeno demais com 38:45 apenas, já incluindo a bônus que é a segunda maior faixa com 8:07. Deixando um gostinho de “quero mais” no final, mas se você realmente quiser mais depois, não o aconselho procurar ouvir o “Mappamondo” desta banda, pois essa já é uma outra história totalmente diferente.....

1.Viaggio del saggezza
2.Del Cavaliere citadel e del drago
3.Siegfried (leggenda)
4.Siegfired (mito)
5.Dal libro di bordo dell´”adventure”
6.Sturday il cavaliere (bonus track)


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Haze - Hazecolor-dia (1971) [Germany]



Banda alemã que registrou apenas um trabalho, merece maior atenção de todos que apreciam Hard Progressivo, pois apresenta em seu trabalho o que a de melhor neste seguimento musical. Riffs pesados e bem elaborados, onde se percebe claramente a intenção dos músicos de se fazer uma música pesada mas no molde progressivo da época, e com uma inspiração que ficou na década de 70. Excelentes melodias, ótimo uso do baixo, bateria, da guitarra o do órgão, e até generosas passagens com o uso da flauta, fazem deste disco não só uma obra prima do Hard Prog como um clássico do Rock.

1.Peaceful Nonsense
2.Fast Carer
3.Be Yourself
4.A Way To Find The Paradise
5.Decision

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Samurai - Kappa (1971) [Japan]



Esta não é o Samurai de Dave Lawson (Greenslade), para evitar confusões algumas vezes é referida como Miki Curtis & Samurai e é muito difícil encontrar informações sobre esta banda, mesmo na internet, então eu creio que Kappa é o segundo disco após um homônimo Samurai de 1970 (imagino que existam outros além destes).
Este Samurai fez um hard blues psicodélico muito bom na linha de Traffic, Mountain ou mesmo Cactus e contou neste disco com o baixo de Tetsu Yamauchi, famoso pelas colaborações com Free, The Faces e ainda Peter Hammill.
A banda morou algum tempo na Inglaterra onde gravou alguns singles (lançados inclusive na Itália) e fez várias turnês. Após o retorno ao Japão em 1970, gravou Kappa, que possui cinco faixas de longa duração, contendo letras em inglês. Destaque para a longa faixa King Riff And Snow Flakes, com mais de 22 minutos trazendo longos solos e jams, além de Trauma e Vision of Tomorrow. A tranquila faixa Daredatta lembra ainda Caravan.

1.Trauma
2.Same Old Reason
3.Daredatta
4.Vision Of Tomorrow
5.King Riff And Snow Flakes


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Som Nosso de Cada Dia - Snegs (1974) [Brazil]



Snegs é um álbum incrivel. O único integrante do grupo que já tinha uma carreira reconhecida era o tecladista virtuoso Manito, ex-Os Incriveis, mas a maioria da músicas são creditadas a Paulinho e Pedrão com exceção de 'Sinal da Paranoia' (Cimara e Pedrão) e 'Bicho do Mato' (Gastão Lamounier Neto). 'Snegs' foi lançado em 1974 sendo hoje considerado como um dos clássico do progressivo nacional, a banda por sua vez não teve uma carreira sólida, lançando um total de três albums em épocas diferentes. Eu diria que as principais característica dessa banda seriam as incríveis passagens de teclado e as característica e bem distinguiveis bases bateria/baixo.
Sinal da Paranoia, o vocal dessa música é um gosto que demora um pouco a ser adquirido, no começo parece exagerado mas com o tempo se revela como uma ótima melodia vocal. O trabalho baixo/bateria me lembra um pouco de Genesis em suas músicas mais pesadas. O teclado na base com hammond e pequenos solos de moog são perfeitamente encaixados. As improvisaçôes de violino (?) e teclado não deixam a desejar. A letra dessa música me parece ser sobre alguma droga, mais precisamente algum tipo de ácido como LSD ou cogumelo por falar de experiências que não duram e nunca existiram, além do próprio título, mas posso estar errado.
Bicho do Mato, começando como Hard-Rock a lá Deep Purple e Uriah Heep, a música se desenvolve em passagens instrumentais com ênfase no teclado de Manito, ótima música.
O Som Nosso de Cada Dia, essa música me parece uma mistura de PFM com ELP, com exceção dos vocais que são únicos.
Snegs De Biufrais, uma pequena balada bem calma com letras estranhas.
Massavilha, começa com teclados Emersonescos, revelando a capacidade intrumental dessa banda. A música tem uma pequena parte vocal que também está no nível. Demais.
Direccion De Aquarius, com vocais em espanhol, não se encaixa muito no espírito do álbum. Sendo semi-acústica, não se exalta muito. Mas nem por isso é ruim.
A Outra Face, em espírito parecida com Massavilha, e no final com um improvisação que lembra muito Van der Graaf Generator.
O Guarani, este tremendo álbum acaba com 'O Guarani', começando com uma introdução que simula um ambiente florestal, Partindo para uma releitura da opera de Antônio Carlos Gomes de mesmo nome, que acaba se encaixando bem com a parte feliz, meio circo, com mais um grande solo de teclado. É a única música totalmente instrumental do álbum.

1.Sinal Da Paranoia
2.Bicho Do Mato
3.O Som Nosso De Cada Dia
4.Snegs De Biufrais
5.Massavilha
6.Direccion De Aquarius
7.A Outra Face
8.O Guarani

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Semiramis - Dedicato a Frazz (1973) [Italy]



Um dos álbuns mais tocantes da imensa discografia que compõe o universo progressivo dos ragazzos. Um trabalho que só de sabermos que existe já nos deixa felizes. Um presente dos deuses, se é que me entendem. Sendo um dos discos que mais mexem comigo, nunca se conseguiu alternar com tamanha proeza arranjos tão complexos e melodias extremamente comoventes. Um álbum que prima pela espontaneidade nas mudanças de temas e quebras de ritmos. Ouçam a primeira faixa do álbum, La Bottega Del Rigattiere, aos 2:28min, se não me engano, que passagem brusca impressionante, que naturalidade. Estando nos mesmos moldes de Zarathustra(Museo Rosenbach), em termos de peso, beleza sinfônica e complexidade, com a diferença que em Dedicato a Frazz são utilizados vibrafones que sempre estão presentes, não apenas fazendo meras intervenções, mas compondo também as linhas melódicas. Os vocais são deveras emotivos, totalmente dentro do clima dos temas. Michele Zarrillo interpreta os temas de uma maneira suave, tensa, agressiva e lamentosa. Os riffs de guitarra caem em peso formando ritmos nervosos e o som do mellotron forma suaves e envolventes seqüências que nos remetem àquelas "trattorias" em Milão, ou seja, o som deles é também regionalista, um progressivo típico da cultura italiana. Reparem também na agilidade instrumental dos integrantes na introdução da segunda faixa: Luna Park, pra mim ao lado da primeira, o melhor momento do álbum. As passagens que se seguem nesta faixa também impressionam, em especial um repentino e suave mellotron que faz uma veloz seqüência rítmica, em sincronia instrumental, brecar bruscamente. Logo após, surge um vibrafone que irá fazer a mesma seqüência harmônica junto àquele mellotron.
Sem duvida alguma, uma maravilha do prog italiano.

1.La bottega del rigattiere
2.Luna park
3.Uno zoo di vetro
4.Per una strada affollata
5.Dietro una strada di carta
6.Frazz
7.Clown

Download: http://www.mediafire.com/download.php?voqzmyonm0z

Univers Zero - 1313 (1977)



1313, originalmente lançado sob o título de Univers Zero, é o primeiro e mais acústico disco do grupo. Os instrumentos clássicos e a parte de percussão estão em evidência, a guitarra é tocada mais ao fundo e é inteiramente instrumental. Seu estilo está muito próximo da música erudita, especialmente da inovadora vertente do início do século XX, pois pode-se observar que Schöenberg, Bartók e Stravinsky são fontes claras de inspiração. Assim como um bom número de outros discos de RIO, o emprego de atonalidade é uma constância no disco. Fora da esfera erudita, Univers Zero também parece ter sido influenciado especialmente por Magma, The Third Ear Band e um pouco de King Crimson (esp. pelo disco Islands); todavia, seu som é único e freqüentemente utilizado para descrever o estilo de outros grupos.
O nome Univers Zero é usado quase como sinônimo de música de difícil apreciação, muito sombria e opressiva. Isto não é diferente para o 1313. Este é, por mim, o disco de mais difícil assimilação do grupo, mas, em termos de clima sombrio e opressivo, o 1313 fica um pouco atrás do disco seguinte, o Heresie. Há passagens de extrema energia, rápidas e ameaçadoras intercaladas com outras tão lentas e tristes que chegam a ser depressivas.

1.Ronde (14:45)
2.Carabosse (3:40)
3.Docteur Petiot (7:25)
4.Malaise (7:42)
5.Complainte (3:18)

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Bubu - Anabelas (1978) [Argentina]



Não. Você não descobriu um disco obscuro e inédito do King Crimson! Estávamos em 1978, quando nossos vizinhos argentinos colocaram em suas bancadas de vinil um trabalho progressivo fenomenal. O nome da banda era muito exótico, como o próprio som: Bubu.
Bubu é bastante experimental, só que não é do tipo "chato" que acaba entediando o ouvinte por causa de melodias atonais e complexas. Ele é inteligível e altamente palatável. Alguns segmentos são demais parecidos com King Crimson, a ponto de você confundir. Mas nem por isso deixam de ser fantásticos. O trabalho tem fragmentos de coros que lembram muito o Magma e algumas passagens que sugerem trechos do Passion Play do Jethro. Além do mais, a identificação com o Van Der Graaf é notória. Se o grupo negasse tais influencias seria, no mínimo, estranho. Mas tudo isso com muita personalidade e criatividade. Com músicos de formação clássica e confessos amores a Fripp, Frank Zappa e a música clássica contemporânea de Olivier Messiaen, Penderetsky, Boulez, Luciano Berio, Xenakis, surge então os épicos, El Cortejo de un Día Amarillo - 19:25 El Viaje de Anabelas - 11:12. Sueños de Maniquí - 9:16 O grupo utiliza basicamente três solistas A flauta e o sax, em duelo constante, e o violino, por vezes, isolado assim como a guitarra. Não há um segmento que não seja maravilhoso em termos melódicos. As mudanças de ritmo são presentes e agradáveis e energia é muito grande, tendo o disco, músicas absolutamente irrepreensíveis do ponto de vista progressivo! Praticamente instrumental, o CD foi editado pela Music Hall em 1989 e lamentavelmente não havia as letras impressas no encarte, dificultando consideravelmente a compreensão e análise das letras e vocais em castelhano. Anabelas, possivelmente já esta fora de catálogo e até mesmo da memória dos próprios argentinos.
Mas está pra sempre na história do progressivo mundial.

1.El Cortejo de un Día Amarillo
2.El Viaje de Anabelas
3.Sueños de Maniquí


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Ain Soph - A Story Of Mysterious Forest (1980) [Japan]



Ain Soph é uma banda japonesa que surgiu do núcleo da extinta Tenchi Sozo, influenciada por Hatfield & the North, Soft Machine e Camel, que teve um CD postumamente lançado em 1991 intitulado Ride on a Camel. Desta banda sairiam Yozok Yamamoto, Masahiro Torigaki e Hiroshi Natori. A estes se juntou um músico bastante talentoso, o tecladista Masey Hattori e estava formado o Ain Soph.
A Story Of Mysterious Forest é o primeiro disco, alternando momentos sinfônicos, space rock ou fazendo um jazz-rock intrincado, sofisticado, contemplado com boas doses de virtuosismo e bom gosto. Os teclados e sintetizadores são predominantes, a música leva a comparações principalmente com Return To Forever, ainda com Mahavishnu Orchestra, UK ou Happy The Man, mas na minha opinião ainda não chega a ser tão boa quanto qualquer destas bandas.
Crossfire abre o disco com fusion primoroso, o primeiro solo é de guitarra mas o que realmente brilha são os solos de teclados, além da bateria e baixo.
Interlude I apresenta uma breve e bela peça executada apenas pela guitarra acústica de Yozok Yamamoto.
A próxima faixa, Natural Selection, é mais sinfônica e progressiva. Particularmente não aprecio muito os timbres de guitarra utilizados no disco, principalmente nesta música mais etérea, além de faltar a Yozok Yamamoto, mesmo sendo bastante veloz, a pegada, fluidez e fraseado para ter técnica mais precisa e melhor domínio do instrumento. No entanto, é fácil dar um desconto devido à época, Al Di Meola só existe um.
Variations On A Theme By Brian Smith é uma das melhores músicas do disco, uma introdução de piano bastante jazzística seguida por um fusion cheio de variações rítmicas, tema místico e passagens de guitarras acústicas no estilo de Return To Forever de Chick Corea, sensacional.
Na maravilhosa A Story Of Mysterious Forest, Masey Hattori usa uma vasta gama de sons que vão de mellotrons, sintetizadores, cravo, hammond. Uma viagem progressiva de quase 20 minutos passando por momentos de serenidade ou de jams progresivas para atingir um clima épico e emotivo, culminando em um final irresistível.
Fechando o disco, Interlude II é outra peça para violão solo.
Um disco de sonoridade muito bela..

1.Crossfire (2:54)
2.Interlude I (1:30)
3.Natural Selection (8:10)
4.Variations on a Theme by Brian Smith (9:44)
5.A Story of Mysterious Forest (18:47)
a)Awakening
b)Longing-Whith the Wind
c)Mysterious Forest
d)Passion
e)Deep Sleep
f)Darkness
g)Dance
h)Misfortune
i)Mysterious Forest
j)Awakening
6.Interlude II (0:33)

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Passworld: FEB

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Agitation Free - Malesch (1972) [Germany]



Agitation Free foi fundada em Berlim, Alemanha, no outono de 1967 em um momento na qual o rock passava por uma fase altamente lisérgica e influenciada por raízes do psicodelismo e uma rebeldia política e social que incitava à quebra de fundamentos da cultura e música tradicional - nesta iniciada por Schoenberg e sua teoria atonal. Esse movimento atingiu tanto o jazz, o hard, o beat-pop e porque não, o progressivo, originando movimentos como o Canterbury na Inglaterra e ainda o Krautrock, Alemanha.
Muitas das músicas presentes no disco estão relacionadas com experiências pelas quais a banda passou durante a temporada na cidade do Cairo e a vivência com a realidade, a vida e a cultura do povo egípcio e um inevitável retorno aos padrões da cultura ocidental do velho continente. Durante este período, Thomas Kessler, compositor e catedrático suiço ligado ao avant-garde, também teve forte influência na música do Agitation Free.
Além de escalas e ritmos orientais, rica instrumentação e uma criatividade e sonoridade que remonta à idiossincrasia e aos primórdios do existencialismo floydiano, experiências com sintetizadores e 'tone generators' também surgem de forma abissal e surpreedente. Todos estes elementos estão presentes na música maravilhosa sentida e ouvida em Malesch, gravado em Berlim no ano de 1972, uma inesquecível experiência sensorial e viajante desde a primeira audição e que a cada vez que é escutado proporciona novas e fascinantes descobertas.
Uma obra-prima, capaz de fazer com que o ouvinte realmente possa entender e apreciar melhor o psicodélico krautrock

1.You Play For Us Today (6:08)
2.Sahara City (7:42)
3.Ala Tul (4:50)
4.Pulse (4:43)
5.Khan E Khalili (8:10)
6.Malesch (8:10)
7.Rucksturz (2:09)

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Lily - V.C.U. - We see You (1974) [Germany]



V.C.U.”, único álbum da banda Lily, representa uma pérola desconhecida do obscuro universo Krautrock. Lançado em 1974, o disco é uma magnífico exemplo da mais extraordinária “freakice musical”: psicodelia, jazz, música oriental... tudo no melhor clima “garageiro”, regado a muita improvisação e um marcante e exótico sax. Como uma autêntica banda de garagem, a gravação é tosca: os volumes dos instrumentos oscilam constantemente e a captação da bateria está longe da perfeição. Mas são justamente essas falhas que mantêm o feeling da banda.
Mais um “defeito” do disco conspira para agradar nossos ouvidos: o vocal. A voz de Wilfried Kirchmeier não está nem perto de ser afinada e agradável. Antes pelo contrário, ele é rouco e desafina. E assim conduz as letras em um inglês quase irreconhecível graças ao fortíssimo sotaque alemão. Nenhuma outra voz se encaixaria melhor no espírito do Lily. Entre os demais músicos, o que mais se destaca tecnicamente é o baterista Manfred Schlagmüller , que executa linhas rítmicas intricadíssimas.
Uma pérola raríssima do underground alemão. Altamente recomendado para os interessados em krautrock, pschedelic music, jazz rock e hard rock.
Imperdível.

1.In Those Times
2.Wich is This
3.Pink Pigs
4.Doctor Martin
5.I’m Lying on my Belly (including ‘Tango Atonale’)
6.Eyes Look from the Mount of Flash

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Van Der Graaf Generator - Godbluff (1975)



Primeiro álbum após o otimo "Pawns Hearts", "Godbluff" traz um Van Der Graaf reformulado após um período no qual Peter Hammill se dedicou com mais empenho em sua carreira solo que por definição trata de temas mais pessoais; talvez por isto mesmo, este álbum conceitual volta ao questionamento filosófico que marca as letras do VdGG. Desta vez o tema central das parábolas sci-fi de Hammill é a eterna busca humana por uma "verdade divina"...sempre com muita ironia, sarcasmo e metáforas, marcas do poeta, a inicar pelo próprio título do álbum.
A sonoridade desta nova banda porém traz muitas diferenças das proposta anteriores deles. Menos solos, o que dá ao som um senso de conjunto muito grande, com alguns momentos em que se sobrepõem os maravilhosos fraseados de Hugh Banton e os solos marcantes de David Jackson. Músicas mais diretas e com mais raiva, que encaixam perfeitamente com os vocais mais que expressivos de Hammill. Guy Evans prossegue ótimo mantendo os climas sem sobressair-se. As passagens dissonantes ainda estão lá, o que aumenta a criação de climas de desconforto, exatamente a perfeita trilha para o que está se tentando passar ao longo dos quase quarenta minutos do cedê.
O disco produzido na crueza já característica deles segue a linha lo-fi o que pode levar os mais perfeccionistas a reclamarem de má equalização, etc...porém, esta falta de esmero deixa mais evidente ainda a capacidade dos músicos de transmitirem seus sentimentos, ainda mais lembrando que esta banda reformulada gravou o disco com apenas quatro meses juntos.

1.The Undercover Man
2.Scorched Earth
3.Arrow
4.The Sleepwalkers

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Larval - Obedience (2003) [USA]



Formada pelo multi-instrumentista Bill Brovold em 1996, o Larval é uma banda de Detroit, que toca um progressivo de vanguarda e entre cujos fãs se encontra ninguém menos do que John Zorn. “Obedience” é o quarto álbum da banda e foi lançado em 2003, com cinco faixas variando de sete a 13 minutos. "Last ditch" abre o disco com as cordas se sobrepondo, antes da entrada do baixo, da guitarra e da bateria. De todas as faixas do álbum, esta é que tem a estrutura mais convencional, mas os seus últimos três minutos têm uma interessante sobreposição de guitarras e violinos. A faixa "Something terrible is about to happen", a mais longa do disco, com 13 minutos, lembra muito "The talking drum" do King Crimson, com o volume e a tensão crescendo ao longo da música, culminando em um solo de violino e outro de guitarra muito intensos. "When bullets meet flesh" é mais calma, com passagens em que as cordas e o saxofone se alternam, até um nervoso solo de guitarra por volta dos seis minutos. "Her last good day" é uma faixa tranqüila também, em que se destaca a guitarra - aqui delicada - de Brovold, temperada com os pratos e o xilofone. Toda delicadeza é deixada de lado na última faixa, "One day I just kept on walking". Nos primeiros oito minutos, a tensão é contida para depois explodir nos últimos três minutos. Pelas músicas terem estruturas um tanto complexas, são necessárias várias audições para perceber as nuances. De negativo, apenas o encarte, muito pobre, sem nenhuma informação, como é comum entre os lançamentos da Cuneiform. Em suma, um excelente disco, que faz com que se vá atrás dos outros trabalhos da banda e da carreira-solo de Brovold.

1.Last ditch (10'54)
2.Something terrible is about to happen (13'03)
3.When bullet meets the flesh (7'21)
4.Her last good day (9'03)
5.One day I just kept on walking (11'12)

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Sebastian Hardie - Four Moments (1976) [Australia]



Belíssimo trabalho desta banda australiana. Em linhas gerais ele é um progressivo sinfônico, bastante melódico, onde alguns temas são retomados de modo sutil. Esta é a razão do título pois,
Glories Shall Be Released, Dawn of Our Sun, Journey Through Our Dreams e Everything Is Real são os quatro momentos.
Predomina o instrumental mas os segmentos cantados são muito agradáveis de se ouvir. Com instrumentação clássica, bastante equilíbrio entre os solos de guitarras e teclados, além de timbragems características do gênero, Four Moments, revela-se um trabalho tecnicamente muito homogêneo. Predominam temas lentos, mas não só. Rosana e Openings fecham o disco com muita influencia do Focus, principalmente em
Openings. A influencia do progressivo inglês no trabalho da banda é notória e a beleza de suas composições neste trabalho provem da simplicidade das melodias e de progressões harmônicas clássicas e já bastante exploradas por inúmeros grupos que os influenciaram. Se você aprecia o tradicional progressivo britânico com influencia do Focus e do Camel este album é o que podemos chamar de imperdível.

1.Four Moments [Glories Shall Be Released](6:40)
2.Dawn of Our Sun (5:06)
3.Journey Through Our Dreams(6:43)
4.Everything Is Real (2:09)
5.Rosanna (5:59)
6.Openings (13:01)

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Frijid Pink - Frijid Pink (1970)



Formada em 1967 pelos estudantes Kelly Green (vocais), Gary Ray Thompson (guitarra), Tom Harris (baixo), Richard Stevers (bateria) e com participação especial de Larry Zelanka (teclados), a banda batalhou tocando em vários lugares, por cerca de três anos, até finalmente conseguir um contrato com a Parrot Label, que garantiu a gravação do tão esperado primeiro álbum.
O debute foi lançado em 1970, chamado simplesmente de Frijid Pink (com capa cor de rosa mesmo), um típico discaço, digno de estar os melhores desta maravilha e prolifera época, musicalmente falando.
Um som hard psicodelico de primeira qualidade, parte instrumental otima adicionado com um vocal poderoso.
Esse album contem duas faixas bonus sendo uma delas uma versão pra Heartbreak Hotel do Elvis Presley.

1. God Gave Me You
2. Crying Shame
3. I'm on My Way
4. Drivin' Blues
5. Tell Me Why
6. End of the Line
7. House of the Rising Sun
8. I Want to Be Your Lover
9. Boozin' Blues
10. Heartbreak Hotel (Bonus)
11. Music for the People (Bonus)

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Quatermass - Quatermass (1970) [U.K]



Formado em 1969, na Inglaterra, o Quatermass era formado por músicos de grande experiência e que se juntos não alcançaram o sucesso esperado, porém estiveram sempre rodeados de nomes famosos e deixarem um grande legado para o rock and roll.
A idéia do Quatermass era fazer um hard progressivo, usando influências de outros grandes power trios da época como Nice, Cream e Jimi Hendrix Experience, entre outros.
Após o lançamento de seu álbum de estréia, o Quartermass recebeu diversas críticas positivas que, inclusive, levaram o trio a fazer uma turnê pelos Estados Unidos. Apesar da expectativa, a falta de investimento em publicidade e de uma boa assessoria fizeram com que a banda não conseguisse o êxito esperado, levando o grupo ao seu final em abril de 1971.
Sem dúvida, apesar da falta de reconhecimento, o Quatermass é uma das grandes bandas dos anos 70 que vale a pena ouvir do começo ao fim e cuja obra ficou eternizada como algo de extremo bom gosto e qualidade.

1.Entropy
2.Black Sheep of the Family
3.Post War Saturday Echo
4.Good Lord Knows
5.Up on the Ground
6.Gemni 7. Make up Your Mind
8.Laughin Tackle
9.Entropy
10.One Blind Mice [Bonustrack]
11.Punting [Bonustrack]

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Museo Rosenbach - Zarathustra (1973) [Italy]



Zarathustra do Museo Rosenbach é mais um caso uma excelente banda progressiva italiana que lançou apenas um disco e com o tempo ganhou status de clássico. Mais do que isso, a qualidade do prog sinfônico contido nesse disco o leva à condição de um dos discos mais representativos do prog italiano na década de 70.
Dotado de uma suíte de aprox. 20min de duração, tratando-se da faixa-título e mais longas 03 faixas, este disco contém vários temas que espelham o que de melhor há no rock progressivo. Além de levar-nos a um estado de êxtase pelo seu lado sinfônico, os arranjos são complexos porém com passagens de belas harmonias melódicas. A introdução da primeira parte da faixa ZARATHUSTRA é algo bastante interessante. Uma poderosa melodia feita em bela voz e depois executada instrumentalmente consegue mexer com quem ouve . Os movimentos que seqüenciam a esta tambem são muito bem estruturados. O fragmento denominado SUPER'UOMO é muito emocionante. Daí pra frente ouvem-se arranjos complexos de primeira estirpe até culminar no tema principal, o inicial, que irá fechar a canção em ad infinitum. Fantástica!!! As demais faixas tb possuem melodias ricas em arranjos e criatividade. Os climas nostálgicos também nos surpreendem de tempo em tempo, nos fazendo perguntar se já ouvimos isto antes. Outro ponto interessante a ser salientado é o tema do álbum, pois é tambem conceitual. Retrata exatamente os artistas italianos da época, filhos de integrantes fascistas da 2ª Guerra, que desejavam através da arte (música no caso), exorcizar este câncer que estava instalado em sua cultura. A temática, portanto, é nacionalista, tornado a obra ainda mais curiosa.

1.Zarathustra - 20:49
I-L'ultimo Uomo
II-Il re di Ieri
III-Al di là del bene e del male
IV-Superuomo
V-Il Tempo delle Clessidre
2.Degli Uomini - 4:05
3.Della Natura - 8:30
4.Dell 'eterno Ritorno - 6:18

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N.H.U - N.H.U (1978) [Spain]



Banda espanhola que só possui um trabalho creditado, e ao que parece se nenhuma repercussão, apesar da qualidade. O som da banda leva uma atmosfera bem space através da levada da guitarra com um efeito bem característico, além do belo trabalho de Hammond que chama a atenção na 1ª audição. Apesar dos destaques citados, tanto o baixo quanto a bateria em nada deixam a desejar, todos os músicos demonstram bastante competência. A verdade é que o som da banda não é nada óbvio, podendo ser necessário mais do que uma audição para que não haja interpretações erroneas. Interessante notar que a banda apesar de ser espanhola, não segui a sonoridade de seus conterrâneos, que foi o Jazzprog. flamenco, e partiu para uma sonoridade que apresenta interseções com o som de Steve Hillage. Apesar da levada Space, não há efeitos típicos da música pscodélica, o que é algo notável. Não há música ruim, há a presença enventual do vocal cantado em espanhol e que em nada compromete o som da banda, mas as passagens instrumentais são com certeza proeminetes, e a presença latente do jazz, aliado as excelentes quebras, reforçam a competência destes músicos. Enfim, a qualidade deste disco é inversamente proporcional ao quadrado de sua notoriedade. Altamente recomendado, para quem aprecia o Space rock com bastante Hammond.

1.NA terra do verde chan (10:22)
2.A titritada (2:52)
3.Friky e Alexo (7:45)
4.Doente (5:31)
5.Hay un tren (5:33)
6.A trancas e barrancas (7:05)

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Tarantula - Tarantula (1976) [Spain]



Desconhecida e talentosa banda espanhola que é mais um exemplo de como os espanhois desenvolveram um rock progressivo de muita personalidade, Tarantula lançou dois discos, sendo este o primeiro.
A música deles carrega um pouco da música espanhola principalmente pelo vocal que aliás é muito bom, porém é bem emotivo, e bem típico da Espanha. As músicas são muito bem compostas, e puxam um pouco para o hard, mas na medida certa. Em Algumas músicas é possível perceber algumas quebradas bem colocadas, mas o ponto forte do disco é a compentente fusão da música espanhola com o hard rock, com o uso do Hammond, melotron, piano e vocal típico espanhol.

1.Recuerdos
2.La araña y la mosca
3.Singladura final
4.Un mundo anterior
5.Imperio muerto
6.La danza del diablo
7.Lydia
8.Paisajes pintorescos

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Maxophone - Maxophone (1975) [Italy]



Banda italiana que registrou esta obra prima em 1975. Este trabalho apresenta sutis influências tanto de Gênesis quanto de Gentle Giant e P.F.M. entretanto o que mais chama atenção neste trabalho é o uso primoroso de sopros (sem excessos) as excelentes melodias e variações de temas bem características das bandas italianas numa fusão de Jazz Rock e erudito
Album essencial para qualquer apreciador de boa música.

1.C'e Un Paese Al Mondo
2.Fase
3.Al Mancato Compleanno Di Una Farfalla
4.Elzeviro
5.Mercanti Di Pazzi
6.Antiche Conclusioni Negre

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Mandalaband - Mandalaband (1975) [U.K]



O Mandalaband foi alvo de uma das histórias mais inusitadas do rock progressivo uma vez que seu idealizador, músico, compositor e produtor, o eminente egyptologista e diretor do Instituto para estudos de interdisciplinares de ciências Egípcias, David Rohl, foi preterido e impedido pela cúpula da Crilsalys Records a participar de sua própria criação. Uma verdadeira jóia preciosa que é primeiro disco do Mandalaband e que leva o mesmo nome realizado em 24 de Outubro de 1975. A companhia preferiu John Alcock ao invés dele.Obviamente um fato estranho como este também se revestiu de razões não muitos bem esclarecidas na época, mas encontrou conformismo do próprio Rohl, que disse ter ficado feliz nesta situação ao invés de estar em evidência deixando a banda que ele próprio fundara..???? Trata-se de um álbum conceitual que retrata a bravura e resistência do povo Tibetano a invasão chinesa e subseqüente ocupação do país. Abrindo shows para Robin Trower, rapidamente o trabalho chamou atenção da gravadora em Janeiro de 1975.David e Tony chamaram o então tecladista virtuoso Vic Emerson e o guitarrista Ashely Mulford´s que se tornaram parte da banda que gravou esta obra prima.Excetuando os que já possuem, dêem um presente a si mesmo, em nome do seu amor que você tem pelo progressivo, ele é absolutamente obrigatório em qualquer coleção básica do gênero e somente uma única audição já é suficiente para demonstrar claramente o porque. Quando você ouvir os quatro movimentos de "Oh My Papa" como era carinhosamente conhecida a suíte: Om Mani Padme Hum, sentira mais que emoção ficando arrepiado no quarto. Ele é épico! Os corais do London Chorale o tornam assim. Determination começa com um solo de órgão maravilhoso e é um progressivo fenomenal. Song for a King, com rítimo rápido e melodia magistral é outro momento maravilhoso deste trabalho. Torna-se desnecessário exaltar sua qualidade e preciosismo do restante das faixas. É um progressivo sinfônico que se pode chamar de um clássico europeu, com influencias da "realeza britânica progressiva" (Camel, Caravan, Renaissance e outros.) Acabou tornando-se um álbum cult do mundo progressivo.Sua capa, não poderia deixar de ser uma mandala e com certeza, se você nunca o escutou, está perdendo tempo e deixar essa obra maravilhosa de lado.

1.Om Mani Padme Hum, Movement One
2.Om Mani Padme Hum, Movement Two
3.Om Mani Padme Hum, Movement Three
4.Om Mani Padme Hum, Movement Four
5.Determination
6.Song for a King
7.Roof of the World
8.Looking In

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Pass: bassoprofundo

terça-feira, 19 de maio de 2009

Twenty Sixty Six and Then - Reflections on the Past (1972)



A banda alemã Twenty Sixty Six and Then conseguiu a proeza de lançar, num único disco, um conjunto de canções onde a qualidade, criatividade e capacidade foram a tônica do álbum.
Lançado em 1972, Reflections traz grandes canções (tanto na qualidade quanto na duração), onde os teclados esbanjam vitalidade e criatividade.
primeira faixa é At My Home (7:57), um hard rock com excelente condução dos teclados, flauta ao fundo, tocada pelo convidado Wolfang Schonbrot, e uma guitarra também bem legal. O vocal rouco de Geff Harrison, que apesar de não ter uma excelente voz, acaba não comprometendo. A guitarra lembra bastante Blackmore nos 3 primeiros álbuns do Deep Purple.
Na segunda, chamada Autumn (9:06), o vocal se encaixa bem mais com o andamento lento da música. Novamente o destaque é o teclado, com algumas passagens francamente progressivas. Um ótimo som!!!
A próxima é Butterking (7:17), que começa um pouco estranha, com vocal apenas falado e acompanhamento de uma vigorosa bateria. Na seqüência entra o teclado no melhor estilo Jon Lord. Torna-se um das melhores do disco, inclusive lembrando o grande Frank Zappa nos melhores momentos de Joe's Garage, com aqueles bate papos musicais durante o andamento nada previsível da musica.
A quarta música é a faixa tema - Reflections on the Future (15:48). Apenas pelo tempo pode-se perceber o que vem pela frente: belas passagens, solos de guitarra de extremo bom gosto, enfim, a canção mais complexa do disco.
Na seqüência temos The Way That I Feel Today (11:11), canção também de rara beleza. Também de longo alcance, a faixa traz um andamento mais jazzístico, onde o piano e o baixo se destacam. É a canção mais sofisticada do álbum. A bateria com levada bem quebrada e, em algumas vezes, a flauta a la Ian Anderson nos brinda com um som pra lá de interessante. O vocal carregado de emoção acaba se encaixando perfeitamente na música. A letra colabora com um certo romantismo, principalmente em frases como "How would you feel after she's gone"... Linda canção...
O álbum original se encerra com Today (13:02). Totalmente instrumental, também lembra passagens do Purple do início, na fase de Mandrake Root ou Wring that Neck, com muitas variações em seu andamento e sempre com muito bom gosto. Novamente o destaque são os teclados, super datados da época - uma delícia...
As duas ultimas faixas são os bônus incluídos nesta edição e que também não fazem por menos. A primeira é I Wanna Stay (3:59) é um hard rock bem interessante, com andamento mais cadenciado. Para finalizar, Time Can't Take Away (4:30), que encerra o disco em alto astral, pois se trata de uma bela balada, com um backing vocal de fazer inveja a qualquer um, além de um refrão de arrepiar. Realmente um grand finale para uma obra prima.

1.At My Home - 7:57
2.Autumn - 9:06
3.Butterking - 7:17
4.Reflections on the Future - 15:48
5.The Way That I Feel Today - 11:11
6.Today - 13:02
7.I Wanna Stay - 3:59
8.Time Can't Take Away - 4:30

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Caravan - If I Could Do It All Over Again I'd Do It All Over You (1970) [U.K]



Caravan foi uma das bandas mais significativas do Canterbury, e por sua vez, este álbum pode ser considerado o mais significativo da banda, embora muitos ainda prefiram o que viria depois "In The Land Of Grey And Pink". Aqui são notadas ótimas passagens de Hammond por Dave Sinclair, memoráveis linhas de baixo estruturais por seu irmão Richard Sinclair e apesar do guitarrista Pie Hastings ser um dos principais compositores sua excelente voz aparece mais que sua guitarra. O álbum é cheio de improvisações, contendo também um pouco de pop inglês da época, característico do Caravan, bem como o humor em suas músicas. Os destaques deste álbum são "And I Wish I Were Stoned/Don't Worry" que é quase uma balada, mas muito sólida é interessante, "With An Ear To The Ground You Can Make It" com um incrível solo de hammond é uma música completa, e por fim o clássico "For Richard" mostrando o tanto o lado progressivo como fusion com seus aproximadamente 15 minutos. Um perfeito exemplo de Canterbury, album indespensável.

1.If I Could Do It All Over Again, I'd Do It
2.And I Wish I Were Stoned/Don't Worry
3.As I Feel I Die
4.With an Ear to the Ground You Can Make It...
5.Hello, Hello
6.Asorteri
7.Can't Be Long Now/Francoise/For Richard...
8.Limits
9.A Day in the Life of Maurice Haylett

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Third Ear Band - Third Ear Band (ou "Elements") (1970)



Formado na Inglaterra em 1968 pelo percussionista Glen Sweeney, o Third Ear Band foi um dos grupos mais sofisticados de sua época, antecipando em alguns anos algumas propostas sonoras vinculadas ao Rock in Opposition. Suas experimentações possuem poucos elos com os outros grupos da cena progressiva de então .
Este aqui é o segundo disco da banda , composto de quatro longas faixas instrumentais, inspiradas nos supostos quatro elementos básicos da natureza (segundo a teoria do filósofo grego Empédocles). Acústica, contemplativa, dissonante e muitas vezes minimalista e repetitiva , a música é de difícil assimilação , demandando do ouvinte de primeira viagem uma audição concentrada e despida de preconceitos . As influências remetem a música étnica (notadamente o raga indiano) e a música erudita contemporânea . A estrutura consiste de densas evoluções das cordas e do oboé , acompanhados de uma destacada base percussiva, repetitiva, hipnótica.
Sempre dentro desse arquétipo , as faixas que mais se destacam são Water , onde diversas variações possíveis da mesma melodia são apresentadas com toda calma e paciência ; e principalmente Earth, onde fraseados mais tensos vão se transformando de forma magnífica em sonoridades serenas e envolventes , enquanto a base rítmica passa por acelerações e desacelerações .
Durante sua primeira fase, o grupo lançou ainda outros dois álbuns , se dissolvendo em 72. No entanto, a partir de 1988, a banda volta a ativa trazendo algumas inovações ao seu som, como o uso de guitarras e violinos MIDI. Mesmo assim, o grupo manteve seu direcionamento musical muito particular , às vezes de penosa digestão , mas que sem dúvida merece ser conhecido.

1.Air
2.Earth
3.Fire
4.Water

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Vox Dei - La Biblia (1971)



Vox Dei iniciou por volta de 1967 no subúrbio de Quilmes, Buenos Aires, como uma banda típica de rock e blues com traços do psicodelismo vigente na época, cantando em inglês, logo passou a cantar apenas em espanhol e após alguns singles gravou um disco com o sugestivo nome de "Caliente", formando uma pequena legião de fiéis seguidores mas sem maior repercussão.
O ano era 1970, os argentinos do Vox Dei experimentavam, ainda que de forma bastante tímida com uma obra conceitual contendo elementos de orquestra e música clássica neste que seria o ápice na carreira da banda, com ênfase no hard rock, psicodelismo, influências de The Who, acrescendo a isso um pouco do modelo que o Deep Purple em faixas como Hallelujah e do Concerto for Group and Orchestra. La Biblia tem traços do prog italiano, mas não acredito que tivesse qualquer relação com a obra-prima que o também argentino Luis Bacalov idealizara na Itália, na mesma época, com o 'Concerto Grosso Per I New Trolls' mesclando rock e música barroca.
A intenção do Vox Dei e o formato nem de longe se assemelham a um concerto, a orquestração se faz presente em poucas músicas, mas serve para ressaltar uma obra inovadora e arrojada principalmente para o que se poderia esperar do rock latino-americano no início dos anos 70, um dos protagonistas a formar os alicerces do rock e progressivo argentino.
La Biblia, como o nome sugere, é um disco conceitual que narra com motivos próprios algumas passagens interessantes da Obra Sacra, sendo que a poesia contida nas letras de Ricardo Soulé é muito bela e inspirada, mas um tema que causaria algum desconforto em uma nação predominantemente católica que respiraria ares de ditadura e repressão (1976-1983). Mesmo assim, teve as letras revisadas pelo bispado argentino, que acabou inclusive recomendado o disco.
La Biblia teve grande êxito e foi apreciado por público e crítica que o saudaram com entusiasmo e mesmo grandiloquência em algumas publicações. Destaque para a introdução da orquestra com fagote, violinos, percussão, além das faixas Genesis, Moises (que abre com um belíssimo coro, vozes sobrepostas em uníssono para depois atingir um clima épico), Libros Sapienciales (nos moldes do The Who), a ênfase na orquestração em Cristo (Nacimiento) e a emotiva Cristo (Muerte y Resurrección), além da 'hendrixiana' Apocalipsis.
Logo após La Biblia, Godoy partiu para carreira solo. Vox Dei se manteve forte no cenário argentino até o ano de 1976 gravando vários discos nesse período, teve sobrevida até o ano de 1981, mudanças de formação e conflitos judiciais em torno do nome acabaram por enfraquecer a música e a vitalidade da banda que resultaria em várias pausas, reuniões e separações, deixando-a ativa ainda que no ostracismo, ficando mais conhecida apenas como a 'lendária' banda que gravou La Biblia.
La Biblia teve ainda uma produção em 1974 de Billy Bond com participação da Ensemble Musical de Buenos Aires e de músicos ilustres como Charly Garcia mas sem a participação de integrantes do Vox Dei, além de uma gravação ao vivo de 1986 (La Biblia según Vox Dei) e em 1998 foi recentemente regravada pelos trio remanescente de Soulé, Quiroga e Basoalto com participação de Andrés Calamaro, Fito Páez e Alejandro Lerner.

1.Introducción
2.Génesis
3.Moises
4.Las Guerras
5.Profecías
6.Libros Sapienciales
7.Cristo (Nacimiento)
8.Cristo (Muerte y Resurrección)
9.Apocalipsis

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Festa Mobile - Diario di Viaggio Della Festa Mobile (1973) [Italy]



Banda italiana do início da década de 70 que lançou somente este disco. Banda fortemente influenciada por ELP porém com o uso da guitarra, mas o instrumento que se sobressai é o piano que acaba sendo o esqueleto de todas as músicas. Tanto o baixo quanto a bateria têm papel secundário, porém em alguns momentos eles aparecem magistralmente, no mais acompanham decentemente o piano. A guitarra, embora presente em praticamente em todas as músicas, também está meio apagada e em poucos momentos chama a atenção. Todas as músicas são agradáveis. ou seja, o disco não têm música ruim, mas a medida que escuta, têm-se a sensação de estar escutanto variações de um mesmo tema. Todas as músicas são cantadas em italiano que não compremete. O disco embora não seja fantástico e pouco inavador, é bem agradável, energético, e pode até te surpreender.

1.La corte di hon
2.Canto
3.Aristea
4.Ljalja
5.Ritorno

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Led Zeppelin - Physical Graffiti (1975) [U.K]



Realmente no início, Led Zeppelin era puro hard rock setentista, mas sempre envolveram elementos diferentes em suas músicas, como folk, jazz, blues, reggae e funk e criaram um som unico. E a banda atinge o auge de criatividade e refinamento musical no maravilhoso Physical Graffiti que traz elementos do melhor que o rock progressivo tem.
O disco abre com a balançante "Custard Pie" com a guitarra de Jimmy Page fazendo miséria e a cozinha mantendo o ritmo e o peso da música com grande habilidade.
Logo após vem a cacetada de "The Rover", uma das melhores canções que o Led Zeppelin já fez. Melodia, mudança de andamento, peso e Robert Plant arrepiando no refrão. Obrigatória.
E chega-se na terceira canção, progressiva até a medula, Estou falando da maravilhosa "In My Time Of Dying". 11 minutos de pura viagem sonora, andamentos pesados e tensos, momentos quase minimalistas e a habitual quebradeira de Jonh Bonham. Matadora.
"Houses of the Holy" vem à seguir. Começa com um cativante riff the guitarra e segue a linha balançante de "Custard Pie". O andamento da canção permanece o mesmo até o final. Rock básico.
Temos então a quinta faixa do primeiro disco. "Trampled Underfoot". Funk rock, quebrado, andamento acelerado, solos matadores no fundo da música. É uma canção de difícil assimilação na primeira audição, mas depois de escutá-la com atenção, a melodia não sai da cabeça. Sensacional.
Quando já se está incrédulo com o que se escutou, começam aqueles riffs de guitarra e baixo da inconfundível e hipnótica Kashmir.
De cara o Led Zeppelin nos atira "In The Light". Essa segue a mesma linha hipnótica de "Kashmir", mas é mais suave, lisérgica. Robert Plant canta de maneira preguiçosa e até melancolica até chegar ao refrão. Excelente música.
Logo após, mantendo a linha viajante, entra o folk instrumental Bron-Yr-Aur. Uma canção linda. Apenas o violão de Jimmy Page e você se sentindo como se estivesse caminhando por um daqueles campos bucólicos descritos pelos poetas arcadistas.
"Down By The Seaside". Inicia como balada para logo após cair numa pauleira melódica e balançante até voltar à suavidade do início. Excelente canção para se escutar num fim de tarde à beira-mar.
E o que dizer então da próxima música, "Ten Years Gone". Nem irei comentar muito, para deixar o pessoal que ainda não conhece curioso para ir atrás dessa canção matadora. Peso, mudança de andamento, levada, hipnótica, lisergia, enfim tudo que o Led Zeppelin já fez de bom elevado à enésima potência.
A partir daí o Led nos remete a pauleira dos primórdios com "Night Flight" e "Sick Again" indo ainda ao funk ("The Wanton Song") boogie rock (Boogie With Stu" com participação do Ian Stewart, pianista dos Stones) e "Black Country Woman" uma daquelas canções "esquisitas" do Led Zeppelin e sem uma definição exata... talvez dê pra dizer que é folk.
Então é isso, Physical Graffiti talvez não seja de todo progressivo (levando à definição ao pé da letra), mas com certeza uma obra prima que merece reconhecimento e que agrada em cheio aos amantes desse estilo.

1.Custard Pie
2.The Rover
3.In My Time of Dying
4.Houses of the Holy
5.Trampled Under Foot
6.Kashmir
7.In the Light
8.Bron-Yr-Aur
9.Down by the Seaside
10.Ten Years Gone
11.Night Flight
12.Wanton Song
13.Boogie With Stu
14.Black Country Woman
15.Sick Again

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Arcadium - Breathe Awhile (1969) [U.K]



Novamente, um daqueles grupos que gravam apenas um disco, não acontecem e simplesmente somem do mapa...
O disco tem forte influência do rock psicodélico tão comum na época, afinal "Sgt Peppers", "Youger Than Yesterday", "Forever Changes", "Surrealistic Pillow", ainda eram novidade e muita gente respirava estes ares também.
No meio de toda esta agitação, algumas grandes bandas se equivocaram um pouco no conceito e outras simplesmente criaram suas verdadeiras pérolas. O Arcadium faz parte do seleto segundo grupo.
A banda iniciou sua carreira fonográfica lançando o single com as canções "Sing my Song" e "Riding Alone", para, logo após estrear com "Breathe Awhile".
Uma das características da banda e, conseqüentemente, do disco é exatamente a liberdade de criação em cada uma das faixas resultando em mudanças de ritmo na melodia, letras surrealistas e introduções diversificadas. Tudo isto com extremo bom gosto e qualidade, sem perder a beleza nas melodias e nos solos. Um exemplo disto é a quinta faixa, "Change Me", cujo vocal é simplesmente de arrepiar, com o solo de guitarra lembrando algo como "While my Guitar Gently Weeps"
A edição em CD, lançada pela Repeitore em 2000 traz as duas faixas do single como bonus (um presentão), pois também se tratam de excelentes músicas.
Realmente, este disco é surpreendente, seja pela qualidade dos músicos, criatividade nos arranjos e principalmente pela atualidade com que nos soa hoje, mesmo que passado 40 anos de seu lançamento. Sem dúvida, um prato cheio para os amantes do rock psicodélico do final dos anos 60.

1.I'm on My Way (11:51)
2.Poor lady (3:59)
3.Walk on the Bad Side (7:35)
4.Woman of a Thousand Years (3:39)
5.Change me (4:47)
6.It Takes a Woman (3:53)
7.Birth, Life and Death (10:19)
Bonus tracks
8.Sing my Song (4:18)
9.Riding Alone (2:48)

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Fotheringay - Fotheringay (1970) [U.K]



O folk rock inglês têm suas estrelas. Uma das cantoras mais celebradas da cena folk britânica é a simplesmente genial, e um tanto esquecida nos dias de hoje, Sandy Denny, que ganhou respeito com o grupo Fairport Convention, e no auge da fama abandonou o grupo para gravar um dos discos mais esquecidos de uma das bandas mais esquecidas de todos os tempos: Fotheringay, álbum que carregava o nome da banda homônima em 1970.
Apesar do sucesso imenso ao lado Faiport Convention, a cantora decidiu – influenciada e apaixonada por Trevor Lucas – abandonar o grupo ao lado do músico no final de 1969 para formar a banda Fotheringay, na companhia de Jerry Donahue na guitarra, Gerry Conway na bateria e Pat Donaldson no baixo, lançando o primeiro disco da banda, homônimo, no ano seguinte.
Fotheringay, o disco, inicia de forma muito bonita com a canção Nothing More, onde a cantora exibe toda a beleza de seu vocal. The Sea, a próxima, também é excelente. Ambas são de autoria da própria Sandy. The Ballad of Ned Kelly é de Trevor Lucas, que a canta, mantendo o nível das duas faixas de abertura. Se seguem as ótimas Winter Winds e Peace in the End. Para o lado B do vinil ficaram separadas as pérolas The Pond and the Stream e Too Much of Nothing (composta por Dylan e gravada por ele e pela The Band no clássico Basement Tapes). Fechando o álbum, uma bela parceria do casal: Back of the Nile. Fotheringay é um grande disco de fok rock, que ainda ganah destaque na beleza da arte gráfica criada para o vinil.
O legado de Sandy Denny é fundamental para se entender e se emocionar com a qualidade de uma das vozes femininas mais lindas de todos os tempos, sem dúvida alguma, um album bastante injustiçado.

1.Nothing More 4:35
2.The Sea 5:29
3.The Ballad of Ned Kelly 3:31
4.Winter Winds 2:10
5.Peace in the End 4:02
6.The Way I Feel 4:44
7.The Pond and the Stream 3:16
8.Too Much of Nothing 3:52
9.Banks of the Nile 8:04
Bonus Tracks
10.Two Last Weeks in Summer 3:59
11.Gypsy Davey 3:52

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mémoriance - Et Après... (1976) [France]



Embora seja uma obscura banda francesa, Mémoriance lançou um disco de qualidade, com um instrumental competente, onde é possível perceber boas passagens de guitarra e piano, alguns bons momentos sinfônicos, um vocal cantado em francês, e condizente com a parte instrumental da banda. As músicas são muito bonitas e é possível constatar boas quebradas de rítmos, mas nada espetacular.É realmente difícil estabelecer paralelo com bandas mais notórias, mas é possível identificar semelhanças com bandas francesas como Alpha Centauri, ou também a banda Ange ou mesmo o Monalisa. O disco não possui música ruim, mas o ponto fraco do disco são as passagens onde o vocal deixa de ser cantado e passa a ser recitado, de forma similar a banda conterrânea o "Ange". Bom disco de progressivo sinfônico. Este disco ainda não foi lançado em cd, tornado-o muito raro.

1.Je ne sais plus
2.La grange Mémoriance
3.Et après
4.Tracsir

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Eela Craig - One Niter (1976) [Austria]



One Niter é o segundo e mais elogiado disco deste grupo austríaco. Esta obra é basicamente um suave e sombrio progressivo sinfônico "espacial" onde, além de elementos de música clássica, se encontram funk, jazz e um pouco de psicodélico. Um pouco de Yes, Pink Floyd e ELP está presente no One Niter, mas seu estilo está tão distante destes grupos que não servem de boa comparação.
Dos cinco discos do grupo, só conheço este e o seguinte, chamado Hats of Glass. Este último é, para o meu gosto, muito mais fraco que o One Niter; suas músicas são bem mais simples e muito próximas do pop comercial.
Como ocorre com a maioria dos progressivos sinfônicos mais obscuros, o estilo musical do One Niter não exige muita competência técnica, tende a melodias suaves e se importa mais com os arranjos do grupo como um todo. Como pode ser visto na ficha técnica ao lado, o Eeela Craig possui uma particularidade curiosa: sua formação inclui três tecladistas --- que itilizam diversos aparelhos, como Hammond Organ C3, Mellotron, E-piano..e mais um pianista.

1.Circles (13:53)
a.The Mighty (5:41)
b.The Nudee (2:00)
c.The Curse (5:05)
d.The Blessed (1:13)
2.Loner's Rhyme (9:12)
3.One Niter Medley (11:03)
a.Benedictus (1:52)
b.Fugue (0:47)
c.V.A.T. (3:15)
d.Morning (1:57)
e.One Niter (3:15)
4.Way Down (7:20)


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Shadowfax - Watercourse Way (1975) [USA]



Em 1972, Chck Greenberg (flautista, saxofonista e clarinete e oboé) Phil Maggini, baixo, e G.E Stinson( guitarra, começaram a escrever músicas com caráter experimental. Por volta de 1973, Doug Maluchnik, tecladista se juntou ao trio e trouxe Stu, baterista com quem havia tocado em New Jersey. Rapidamente tornaram-se Shadowfax. Afirmo aos senhores, que quando ouvirem este disco, não será necessário ouvir mais nada deles. Jamais conseguiram chegar próximo da qualidade de watercouse way ou reeditar algo parecido.
As duas primeiras músicas tem muita influencia de Mclaughlin, da Mahavishnu (parece uma Mahavishu sem violino, com sintetizadores e guitarra.)
A partir da terceira a coisa muda complemente de figura. O trio de violão, flauta e piano é simplesmente um show... e nos oferece a partir de uma certo ponto da música uma linha renascentista e barroca.digna de Florença. Book of Hours, é uma peça eletroacústica que do meio para frente incorpora citara e harmonias ,digamos orientais e uma linha melódica e execução primorosas. Watercourse way é uma peça acústica belíssima com tablas Alguns puristas do progressivo chegam mesmo a duvidar que seja uma banda americana de progressivo.
( americanos sempre estiveram mais para we're american band e o rock de Arena do que para progressivo)
O CD termina com uma música chamada Song for my Brother cuja melodia é proeminentemente bela e maravilhosa. Vale a pena ouvir esse album, pois é altamente provável que você se apaixone logo na primeira audição.

1.The Shape of a Word
2.Linear Dance
3.Petite Aubade
4.Book of Hours
5.Watercourse Way
6.Song for My Brother

Casa das Maquinas - Lar de Maravilhas (1975) [Brazil]



Embora não se trate de uma banda puramente de rock progressivo, este disco não só é basicamente composto de progressivo como também é sensacional e um dos melhores do rock progressivo nacional.
Vou morar no ar - 1º música do disco é simples, porém muito gostosa de ouvir, boas notas do baixo e do piano.
Lar de Maravilhas, talvez a melhor música do disco com um tema extremamente melódico, começa com uma seção de violão que termina por introduzir o tema principal que é de arrepiar na sequência entra o vocal muito bem colocado posteriormente é dado o devido espaço para a entrada da guitarra solo e a partir dai várias intercalações de vocal e instrumental e uma surpresa muito agradável depois da metade da música. Excepicional música.
Liberdade espacial, basicamente é um Rock roll bem elaborado e bom de ouvir
Astralização, a introdução desta música é sencacional muito bom o trabalho do Hammond na saquencia entra o vocal não tão bem colocado mas não chega a estragar a música.
Cílindro Cósmico, boa música a onde se prepondera o vocal e chega a grosso modo a lembrar a Raul Seixas mas o final é intrumental aí a guitarra toma conta
Vale Verde, boa composição progressiva nos moldes do progressivo ingles em que a um destaque para os teclados! muito boa.


1.Vou Morar no Ar
2.Lar de Maravilhas
3.Liberdade Espacial
4.Astralização
5.Cilindro Cônico
6.Vale Verde
7.Raios de Lua
8.Epidemia de Rock
9.O Sol


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John Coltrane - A Love Supreme (1964) [USA]



John Coltrane sem sombra de dúvida foi um dos músicos de jazz mais ousados, talentosos, espirituais e inspirados da história do estilo. Sua morte prematura de Câncer aos 42 anos em 1967 foi um golpe muito duro para o gênero, principalmente por ter iniciado com esse álbum uma fase assustadoramente criativa e genial de sua carreira a partir desse clássico.
As quatro partes do álbum em sua totalidade, são excelentes, cada uma com uma peculiaridade sonora em sua estrutura. Seja pela climática, espiritual e sombria Acknoledgment, onde coltrane por vezes deixa seu sax e solta suaves preces, como se fossem uma espécie de mantra em forma de jazz. Seja pelas altamente improvisadas Resolution e pursuance, onde aqui vemos coltrane despejar todo o seu talento no sax e ainda nos brindar com ótimas performances de Mccoy Tiner no piano e Elvin Jones na batera, lembrando por vezes o jazz sem compromissos e free de ornette, mas com uma roupagem completamente diferente oferecida por Coltrane. E com a altamente empolgante Psalm, Coltrane encerra sua viagem pelo free jazz e a sua suíte de mais de 30 minutos.
Ao ser lançado, coltrane iria experimentar e utilizar essa composição em apresentações ao vivo, as vezes ao extremo, testando suas habilidades, de seus músicos e a capacidade do publico e critica de enxergar e assimilar toda essa nova e ousada proposta musical (o que neste ultimo aspecto foi obtido apenas alguma aprovação e apoio).
Um Clássico do jazz e uma boa porta de entrada para entender a curta porém brilhante carreira desse excelente artista.

1.Acknowledgement - 7:39
2.Resolution - 7:21
3.Pursuance - 10:40
4.Psalm - 7:00

Download: http://rapidshare.com/files/212079609/John_Coltrane_-_A_Love_Supreme_1964.rar

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Herbie Hancock - Thrust (1974) [USA]



A partir dos anos 70 (após 2 ótimos trabalhos solo - “Mwandishi” e “Crossings” - porém ainda bastante experimentais em relação ao que estaria por vir), quando realmente emerge o estilo “fusion” através de pilares do movimento como a Mahavishnu Orchestra, Weather Report, Return to Forever e o “jazz-elétrico” de Miles, Hancock foi pegando cada vez mais o gosto por pianos elétricos, teclados eletrônicos e sintetizadores (apesar de nunca ter abandonado o jazz acústico por completo), lapidando e consolidando de vez sua bem-sucedida mistura de jazz-funk-electro nessa época, principalmente a partir do álbum “Sextant”, de 1972. Muitos inclusive o consideram o único pianista do jazz contemporâneo no qual se fez perceber sensível influência de Jimi Hendrix em seu som nos anos 70, talvez no que diga respeito à explorações de novas sonoridades, timbres e ruídos de seus teclados eletrônicos, principalmente nos seus intuitivos improvisos em sintetizadores.
“Thrust”, de 1974, poderia ser considerado o álbum onde ele alcança o auge desta nova química musical proposta em “Sextant”, tanto em termos de inovação e elaboração, quanto de bom gosto - assim como os álbuns posteriores, “Man-Child” e a trilha do filme “Death Wish” (este com expressão mais orquestral) que, contudo, apesar de ótimos também, já seriam apenas uma continuidade da chama de originalidade trazida por “Thrust”. O disco foi lançado logo após o estrondoso sucesso do fabuloso “Headhunters” e, além de novamente apresentar revolucionários grooves e novas linhas rítmicas de Mike Clark (sugerindo um novo conceito dentro do fusion), nos traz músicas com arranjos mais intrincados e trabalhados, além de performances mais complexas que o seu antecessor. O line-up é praticamente o mesmo de “Headhunters” (à exceção de Mike Clark no lugar de Harvey Mason).
Principalmente nas 2 primeiras músicas, “Palm Grease” e “Actual Proof”, e também na última, “Spank-a-Lee”, as criativas e elásticas linhas do saliente baixo de Paul Jackson (fundamental na estrutura musical) aliados aos quebrados andamentos da segura bateria de Mike Clark, se entrelaçam e se combinam de modo sinérgico às swingadas harmonias e timbres repletos de efeitos do tipo “phaser”, “flanger” e “wah-wah” dos teclados de Hancock e as melodias dos metais de Bennie Maupin, de maneira a propôr uma espécie de diálogo bastante inventivo e sugestivo entre os instrumentos. Os sofisticados improvisos, principalmente por parte de Hancock (em seu Fender Rhodes) e Maupin, são, como sempre, muito competentes. “Butterfly” seria o som mais “cool” do disco, apresentando um ótimo improviso de Bennie Maupin em seu sax soprano.
Desta maneira, é proposta à música uma sonoridade bem inovadora (para a época), descontraída e por vezes um tanto “cômica” (um traço típico da música negra norte-americana): É o puro “jazz-funk” em ação.

1.Palm Grease (10:37)
2.Actual Proof (9:40)
3.Butterfly (11:17)
4.Spank-a-Lee (7:12)

Download: http://rapidshare.com/files/30751512/_1974__Thrust.zip
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