quarta-feira, 9 de setembro de 2009

David Gilmour - David Gilmour (1978) [U.K]




Quando ainda era um garoto, em 1963 em meio a explosão da Beatlemania, David formou sua primeira banda que segundo ele “Era uma bandinha horrível!!, mas que tinha o mérito de abrir um concerto para Paul Simon em inicio de carreira !!”. O nome da banda era Joker's Wild e chegaram a gravar um mini-lp que na época vendeu apenas 50 cópias. Na verdade foram compradas por amigos e parentes. Ao que parecia,eles chegaram a ser sondados pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein,que era homossexual não-declarado, e que empresariava também varias bandas como Gerry and the Packermaker, entre outros. Comentava-se que Brian estava mais interessado no visual de David do que no som da banda que era bem ao estilo pop beat, como nos primeiros anos de Beatles. A banda tinha alem de David na Guitarra, Rick Wills no Baixo, John Willie Wilson na Bateria e David Altham nos vocais e se apresentou em vários lugares sem expectativa alguma de obter sucesso comercial. Com a saída do vocalista D. Althan em 67, eles se tornam um trio, com David assumindo os vocais e agora passam a se chamar Bullitt, até que um dia, começo de 68, um amigo de David o convida a integrar sua banda e assim, os Bullitt se separam em definitivo.O amigo em questão era Syd Barret líder do Pink Floyd.Mas você deve se perguntar, para que biografar o inicio de carreira de Gilmour se o assunto aqui é o seu disco de estréia solo. Ora, simplesmente por que o seu disco de estréia de 1978 foi gravado nada mais nada menos pelos proprios Bullitt !! Sim ! David reuniu os velhos companheiros de vacas magras para gravar seu disco, e assim, pode matar a saudade dos companheiros que a dez anos não tocavam juntos. Claro que o som seria bem diferente agora, mas a verdade é que depois que o Pink floyd lançou seus clássicos The dark Side of the Moon e Wish you where here, vazou a história de que David já era mais velho de guerra do que se pensava e que já tinha material gravado muito antes de se pensar existir o que seria o Pink Floyd. E por essa ração os fãns da banda exigiam de qualquer maneira o relançamento do disco dos Joker´s Wild e assim foi feito, só que em edição limitada. Esse lançamento não agradou muito David já que eram musicas totalmente diferentes e que no entender dele não havia nenhuma razão para se relançar tal material que não acrescentava em nada, pelo contrario, poderia decepcionar muitos fãs do guitarrista, mas é claro que isso não convenceria nenhum fã ardoroso.Mesmo sendo um musico do gênero rock progressivo, poderíamos dizer que Gilmour em sua estreia solo estava “regressivo”, voltando as oringens, no que diz respeito a fazer canções mais simples, para equilibrar a balança com as recentes e cansativas turnês grandiosas do Floyd.David estava com uma alta estima elevada, já que alem de ser um excepcional guitarrista melódico, se destacava como um ótimo cantor e compositor. Porem, um disco solo naquele momento viria bem a calhar, pois tinha varias razões para tal, como por exemplo, responder as criticas que naquele momento começava a duvidar de sua capacidade como compositor, já que no ultimo disco lançado pelo Pink Floyd, Animals -77, mesmo tendo um excelente trabalho de guitarras, todas as musicas eram assinadas por Roger Waters, com exceção de uma, Dogs, parceria com David. Outro motivo era alem de rever os amigos,trazer a atenção da mídia para esse disco, ao invéz da aventura adolecente dos Joker´s Wild recém relançada. Os compromissos com o Pink floyd iria demorar um pouco mais. Só voltaria para gravar The Wall em 79, dando tempo suficiente para gravar canções que talvez não fosse “Pink Floyd o suficiente”, e que teria de repente mais coerência com o momento de David, e ele esperava que houve-se uma certa valorização do compositor Gilmour. Mas o certo é que o tiro acabou saindo pela culatra. David perdeu totalmente autonomia dentro da banda quando decidiram voltar, Waters não era mais o mesmo. Ao invéz de lançar um material solo como os outros, guardou as canções e assim, com seu profundo conhecimento em produção e arranjo, e com uma mala cheia de canções, ninguém tinha a menor duvida que ele monopolizou o Pink Floyd. E daí para diante a banda deixou de ser unida como antes. Havia supremacia de Waters em Animals, mas neste trabalho havia ainda um sentimento de banda, porem ponto que culminou no The Wall , acabou por expludir no Final Cut mudou os rumos da historia da banda.Sobre o desmanche dos Bullitt em 67, o baixista Rick Wills e o batera John Willie Wilson, montariam a banda Cochise em 69, uma banda que tocava na onda do Creedence, e que chegou a obter um relativo sucesso na época, lançando alguns bons discos hoje classicos. Rick ainda tocaria com Peter Frampton e integraria duas grandes bandas, o Roxy Music e Small faces. E ainda, depois de colaborar com David, integraria a formação do Foreigner e Bad Company.A arte gráfica do disco, mostra como Gilmour estava unido com seus companheiros naquele momento. O trio esta na capa com um descaque obviamente para David, e na capa interna do disco ha varias fotos em momentos de descontração e ainda uma foto de David da Época dos Joker´s Wild.O Disco abre com Mihalis canção instrumental com aquela base de Stratocaster com timbre limpo e suave. Começa a melhorar quando sai das bases repetitivas e começa os solos improvisados de David sempre encaixando notas de bom gosto absurdo. A cozinha baixo e batera é competente, mas faz um serviço modesto. Gilmour usa e abusa do reverb.There's No Way Out of Here é um dos melhores momentos do album, pois a guitarra esta mais tensa e contrasta com os vocais suaves de David. Bom trabalho de backing-vocals.Cry from the Street, tem guitarras distorcidas e teclados climáticos , com nuances e mudanças contantes de cadencia. É algo mais para o rock, mas que caberia bem num disco do Floyd.So Far Away é uma balada linda que depois de ouvi-la duas vezes seguidas, é capaz dela ela não sair da cabeça. Um ótimo arranjo e interpretação como poucas dentro do repertorio de David. Tem guitarras dobradas exatamente como tem no Animals do Pink Floyd.Short and Sweet, começa impressionando com uma guitarra distorcida, em uma serie de pausas. Logo depois entra um instrumento de cada vez, mas logo cai no erro da repetição, parecendo quase um mantra que nunca muda de direção. É talvez o ponto fraco do disco.Raise My Rent , inicio com uma base dedilhada com teclados para David voar com seus solos que inclusive é muito semelhante a alguns temas do The Wall. É um deleite para quem é fã da guitarra do chamado por muito como “O rei da guitarra melódica”No Way, parece ter alguma intenção country, percebe-se que a guitarra é quem acaba roubando mesmo a cena. Lembra muito coisas do Jeff Beck, mas com o pé no freio obviamente. Boa canção, apesar de não ser nada de excepcional.It's Deafinitely, outra faixa mais roqueira, começa com um sintetizador misturando mini-moogs em uma parede sonora com a base de Gilmour. Depois endra David fazendo o que sabe fazer melhor que é criar suas belas frases pentatonicos mas com com a diferença desta faixa ser mais experimental do que as demais..I Can't Breathe Anymore, encerra o disco, começando de uma maneira meio repetitiva e não contagia muito, para depois vir um riff pesado de guitarra distorcida. É curioso, mas apesar da sonoridade não ter nada de parecido, ela lembra um pouco o jeito de compor de Syd Barret em seus discos solos, seguindo a linha te tema sem refrão e mudança drástica de andamento.Este disco foi muito injustiçado pela comparação inevitável e sem o menor sentido com o Pink Floyd. É um disco com toques que lembra muito de fato a banda, mas Coloca-lo no mesmo peso que um disco da banda é desnecessário, já que as informações aqui são outras. O curioso é que os poucos vacilos deste disco, acaba sendo muito repetido a exaustão no segundo disco de David, o inferior About A Face (1984).

1.Mihalis - 5:46
2.There's No Way Out of Here - 5:08
3.Cry from the Street - 5:13
4.So Far Away - 6:05
5.Short and Sweet - 5:30
6.Raise My Rent - 5:33
7.No Way - 5:32
8.It's Deafinitely - 4:37
9.I Can't Breathe Anymore - 3:05

Download: http://rapidshare.com/files/60594766/David_Gilmour.rar.html

3 comentários:

  1. Tenho este disco em cd que comprei recentemente mas ainda não ouvi, depois desta aula vou correndo escutá-lo.
    Achei legal este teu blog, confesso que conheço pouquíssimos os discos aqui postados e estas descobertas são ótimas.
    Também tenho um blog "cantodocalado.blogspot.com" o qual comento meus LPs, cds e dvds, mais por insistência de amigos, nada muito sério, serve para desopilar do dia dia estressante em que vivemos, não tenho a fluência escrita de você, mas gosto muito de música.
    Parabéns.

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  2. Tenho este disco em vinil, quando de seu lançamento no Brasil(1978 ou 79). Gostei da resenha, apesar de não concordar em certos pontos, pois, pra mim, o disco é perfeito; um típico disco de quem está de bem com a vida, e assim parece ser o privilegiado David Gilmour: excelente guitarrista/cantor/compositor, q ainda se dá ao luxo de tocar teclados; casado com uma bela mulher e um dos maiores galãs do rock!

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  3. Olá,
    passei pra conhecer. Gostei.
    Também tenho este Gilmour em vinil, muito bom mesmo,na época sua sonoridade era diferente do que eu abitualmente ouvia do Floyd, o meu não furou.
    Seu blog é bem bacana.
    Abraço.

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