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Durante muito tempo li e ouvi panegíricos em prosa e verso à carreira de Mike Patton, todos salientando o progressivo alopramento experimental do supracitado cidadão. Além de ter criado bandas como Mr. Bungle, Fantômas, Tomahawk, Lovage e Peeping Tom, Patton lançou escalafobéticos álbuns solos pela Tzadik do mastermind John Zorn, gravou com notórios terroristas sônicos como Masami Akita (Merzbow), Billl Laswell, o próprio Zorn, produziu Deus e o Diabo no âmbito da esmiralhação sônica, etc, etc, etc; nada disso, todavia, lograva superar minha arraigada desconfiança, cevada pelo hórrido pop rock metido a 'alternativo' e super sem graça do Faith No More, sua primeira e mais notória banda; aliás, já no escopo de seu sejour com o FNM, Patton brindou-nos com os dois primeiros álbuns do Mr. Bungle (Mr. Bungle - 1991 e Disco Volante - 1995), onde exercitava de forma brilhante um avant metal zappiano pós holocausto nuclear, sobretudo no segundo disco, quando assimetrias jazzísticas à R.I.O foram adicionadas à receita. Confesso, todavia, que não prestei atenção a tais discos na época em que foram lançados.
Tive uma gratíssima surpresa quando Delirium Cordia (2004), caiu por acaso em minhas mãos, o que célere me fez correr atrás do back catalogue 'pattoniano'! O álbum em tela seria algo como a trilha-sonora para um filme de horror imaginário, uma suíte de 75 multiformes e surpreendentes minutos: trata-se de um glorioso cataclisma sonoro, uma avassaladora fusão termonuclear cujos principais elementos são uma espécie de heavy metal ultra-hiper-mega avant garde do, sei lá, século XXIV ou XXV, turbinado/violentado por rajadas furiosas de free-jazz a la Zorn (Naked City, Masada), por matizes de R.I.O, inflexões demoníacas de Zeuhl/Gothic Rock, ruídos ambientais, sussuros ameaçadores e silêncios sepulcrais. Em suma: um dos melhores discos de rock experimental a assombrar a Terra nos últimos anos.
1.Surgical Sound Specimens From The Museum Of Skin (74:16)
Download:http://rs496.rapidshare.com/files/199085780/Fantomas_-_Delirium_Cordia.zip

Muitos fãs do Gong consideram este album sendo o primeiro gravado pela banda, o fato é que através dos catálogos musicais oficiais "Camembert electrique" é o segundo feito pelo grupo, sendo portanto "Magick brother" (1.969) sendo o primeiro e entitulado já sob o nome da banda; mais precisamente o nome correto e completo é "Mystic sister : Magick brother" e para muitos classificado muitas vezes como um projeto solo de Daevid Allen e Gilly Smyth e até mais precisamente encontrando com o nome "Daevid Allen´s Gong" (se bem que a palavra "Gong" no caso deste trabalho está fortemente muito mais presente na aparência pela capa do que as palavras "Daevid Allen´s").
Quem acreditava que o "King Crimson", "Yes", "Renaissence" ou até o "Soft Machine" (que faz parte dos mesmos cenários musicais canterburiano e fusion igual o Gong) eram bandas que mudavam constantemente de formações e retornos de entra e sai de membros (ou ex-membros) com o tempo se enganou; explicar sobre o Gong no decorrer do tempo desde a sua fundação no final de 1.968 até os tempos mais atuais é muito complicado, aliás complicadíssimo porque são muitas formações e muitas vertentes que originaram muitos grupos que mantem próximo como o nome de Gong criado por membros que foram participantes do grupo como por exemplo: "Mother Gong", "Planet Gong", "Glo", "Pierre Moerlen´s Gong", "Gongmaison" e por ai vai uma continuidade enorme.
Não confundir inclusive o nome deste album "Camembert electrique" com o "Camembert Eclectique" que foi realizado em 1.995 feito sob excurções e apresentações em estações de rádio entre março de 1.970 até o início de 1.971 e possui uma formação diferente. ja sentiu a complicação aqui? Então se prepare para saber porque isto não é nada...porque nos anos 70 muito fã do Gong provavelmente se descabelava de tanto que as formações mudavam até semanalmente, acredite se quiser, acompanhar Daevid Allen desde o início de sua carreira por volta do ano de 1.961 nunca foi uma tarefa simples, nem mesmo sequer para os críticos que evidentemente sempre tiveram dificuldades para poder fazer avaliações sobre o músico em questão.
Neste caso do trabalho "Camembert electrique" tudo começa obviamente aproximadamente após o lançamento do primeiro trabalho "Magick brother"; em março de 1.970 a formação era tida pelos seguintes membros fundadores: Daevid Allen fazendo vocais e guitarras, a esposa e companheira francesa Gilly Smyth fazendo os vocais, Christian tritsch no baixo, Didier Marlhebe nos instrumentos de sopro e Raschid Houari nas baterias daí naquele momento começavam as trocas de membros e uma outra quase metade de músicos ficam de fora da formação sendo acrescido apenas por Michael Brown nos vocais permanecendo curtissimamente em setembro e outubro de 1.970.
Durante este espaço de tempo ocorrem duas façanhas: a primeira delas as gravações que futuramente resultaram no trabalho "Camembert Ecletique" aproximadamente 25 anos após estes resultados; a segunda uma série de sessões que resultaram num album solo de Daevid Allen chamado "Banana moon" sendo em janeiro de 1.971. Vale uma ressalva a respeito deste trabalho: este album inclusive nunca foi feita excursões ao vivo para promocioná-lo e o interessante é que Allen convoca alguns dos colegas que se tornariam membros do "Soft Machine", Robert Wyatt tocando nas baterias e Hugh Hopper no baixo e um outro detalhe interessante para quem não sabe Allen foi um fundador da banda "Soft Machine" junto com Wyatt no caso e Hopper neste caso foi integrante apenas no segundo album "Volume 2" (1.969), em compensação no ano de 1.962 Allen formaria um primeiro embrião do "Soft Machine" sob a forma de um trio e fazendo parte além do músico estes outros 2 (Wyatt e Hopper). Outro membro que fazia parte do "Soft Machine" e convidado no album solo de Allen é Nick Evans no trombone (participou do fabuloso "Third" gravado em 1.970) além dos membros citados anteriormente participa também o tecladista/pianista Gary Wright que fazia parte de uma banda chamada "Spooky Tooth". O "Banana moon" além de ser um album solo de Allen foi uma banda que surgiu em 1.968 junto com Gilly Smyth sendo chamados de "Bananamoon Band" e que nasceria alguns meses depois o Gong no ano de 1.969.
Retornando ainda no início de 1.971 Allen planeja um novo album desta vez para o Gong e aí mais mudanças ocorrem durante este ano para o que viria a ser gravado e posteriormente lançado em setembro ainda daquele ano; a troca viria ser nas baterias em que Houari seria substituído no mes de abril por Pip Pyle que provia de uma banda chamada "Delivery", mas Pyle teve o seu talento aproveitado por Allen no album "Banana moon" e reforça com Venux Deluxe nos sintetizadores, mas estariam participando também no trabalho Eddy Louiss, um pianista/tecladista da área jazz na França que era membro do "Les Double Six" estando ao lado de Dizzy Gillespie no início dos anos 60 e tocou piano na metade daquela década com Kenny Clarke, Jean-Luc Ponty e Johnny Griffin; e além disso o Gong acrescentou nas seções das gravações também Gerry Fitzgerald nas guitarras através de uma banda chamada "Mouseproof" e Lol Coxhill nos saxofones permanecendo em sessões especialmente com Marlherbe estes dois útlimos músicos (Coxhill e Fitzgerald) futuramente chegam a tocar juntos em outra ocasião.
Resultado: a formação então de "Camembert electrique" (descontando os músicos participantes de ocasião) era então formada por Allen/Smyth/Pyle/Marlhebe/Tritsch/Deluxe e a mesma que gravaria um projeto especial ainda no ano de 1.971 e lançado no ano posterior chamado "Continental Circus" mas ai é outro assunto. A idéia das constantes mudanças de formações era obter os músicos e que estes se transformassem em excelentes profissionais da área.
O album teve como produção de Jean Georgakarakos proprietário da Byg Records e já havia participado do primeiro album do Gong assim como o "Bananamoon" de Allen e além disso fez trabalhos de produções de artistas do meio jazz como "The Art Ensemble of Chicago", "Dewey Redman" e "Archie Sheep" junto com este produtor estava também outro chamado Jean Luc Young que praticamente participou dos mesmos trabalhos do Gong além dos artistas citados anteriormente da linha jazz e os dois por outro lado auxiliados por Francis Linon e tendo (mais um !?) como produtor executivo do trabalho chamado Pierre Lattes.
A capa foi elaborada pela Raven Design Group em ilustrada somente em tons de cores preta e branca e sendo possível encontrar alguns trabalhos lançados em vinil com encarte de letras que posicionadas de algumas maneiras bem esquisitas (do lado esquerdo, do lado direito, de ponta-cabeça, etc) e exitem pelo menos duas capas de versões frontais ilustradas diferentes mas com os tons de cores branca e preta e pode-se observar os personagens (músicos) ilustrados também. A capa de "Camembert electrique" pode também ser observada numa foto de encarte do album solo de Daevid Allen em "Twelveselves" (1.993) em que o artista está utilizando uma camiseta desenhada com a ilustração deste trabalho.
Gravado na França, país de origem da banda, entre os meses de maio a setembro o trabalho ia sendo gravado durante as fases da lua cheia (!!) (seria a idéia de um lunático ?) e durante este período de gravações alguns membros da banda cooperam com um trabalho em cima da música com o poeta francês do meio "underground" da França gravando um album chamado "Obsolete" (1.971), muito raríssimo por sinal de ser encontrado. Este album já demonstra (assim como o anterior) o que o Gong queria introduzir no meio musical durante os anos 70 e a música aqui muito conceituada no meio do psicodelismo está também num quesito conhecido pelo rock progressivo como "space-prog" e isso sem contar no cenário que na época era muito reconhecido e respeitado pelo ambiente canterburiano (a França fortemente como um deles) tendo bandas como "Soft Machine", "Caravan" ou "The Crazy World of Arthur Brown" e deve-se levar em conta que que todos os membros praticamente do trabalho são franceses, a exceção de Allen que é australiano.
A pergunta é: o que faz um australiano no meio de um cenário "underground" da música francesa neste meio nesta banda? Daevid Allen quando fundou o "Soft Machine" teve oportunidades antes do primeiro album ser lançado em cena, "The Soft Machine" (1.968) (mesmo sem a sua participação) de trabalhar no território francês e o que não muito a tardar imprimiria já em sua banda, neste caso o Gong, justamente este conceito do que se definiria o "space-rock", e encontram-se.
É difícil de associar a música aqui diferente de trabalhos da trilogia da banda como "Angels egg" (1.973) ou "You" (1.974) tidos nesses casos tendo um dos melhores line-ups acontecidos com a banda e ninguém escutará membros como Steve Hillage nas guitarras, Pierre Moerlen nas baterias e Tim Blake nos sintetizadores (embora este músico foi na época deste trabalho convidado por Allen para retornar a França a fim de poder ter oportunidade de acompanhar as sessões de estúdio da banda para fazer mixagens na sonoridade do conjunto), portanto uma das diferenças que com muita atenção o ouvinte vai perceber em "Camembert eletrique" são muitos momentos que associam também a um "hard-psicodélico" ou "hard-space-prog" digamos ou em outras palavras, é um pouco mais "dark" ou com elementos musicais do rock mais pesado completamente de energias frias e cruas com ruídos de guitarras dispersadas e barulhentas feito pelos efeitos de deslizes de objetos sobre as cordas da mesma, sussurros e murmúrios e efeitos sonoros que se entrelaçam entre si.
Não acredite que só o "The piper at the gates of down" (1.967) do Pink Floyd é o único trabalho já realizado em termos de viagens psicodélicas, este do Gong também possui seus momentos quase que do início ao fim e o mais sensacional pela sonoridade obtida em meio disso tudo são os instrumentos de sopro, especialmente de saxofones que mantém algumas pequenas doses de jazz e chamam atenção do ouvinte neste trabalho pois não é muito comum o uso de saxofone em especial estar em sonoridades muito a nível em aspecto de "hard" e "psicodélico", não destas maneiras e outro detalhe é que o PF apesar de possuir músicos realmente muito bons só não teve oportunidade de possuir músicos com extrema virtuose (no caso aqui, o Gong), como é o caso por exemplo do membro fundador Syd Barret, diferente do baterista Nick Mason que foi responsável pelo trabalho de produção do Gong no album "Shamal" (1.975) já com outra formação e sonoridade totalmente diferenciada de "Camembert eletrique".
Os vocais do album também fazem este se tornar um trabalho que poderia também ser classificado como um "bizzarro psicodélico", estas categorias citadas anteriormente só mesmo o ouvinte propriamente dito pode julgar mais adequadamente. Durante as apresentações no ano de 1.971 e 1.972 na divulgação do trabalho um novo sinal de mudança de formação (como sempre) surgiria antes que fosse gravado o próximo album que faz parte da trilogia criada pelo Gong em "Flying teapot" (1.972) de uma estória sobre o "Radio Gnome Invisible" e era Kevin Ayers sendo um membro semi-permanente; Ayers também foi fundador do "Soft Machine" assim como Allen estreiando no primeiro trabalho do "Soft Machine". Conforme ia sendo divulgado o trabalho na ocasião, o ambiente musical do estilo se representava era muito fortemente pela onda "hippie", é só observar por uma foto da banda no encarte do album (repare que inclusive a banda se encontra num local fotografados que lembram um cortiço) mas o Gong não se incomodava muito com isso, o espaço nas apresentações era aberto livremente para as pessoas fazerem o que se sentissem bem.
Quanto a idéia do trabalho era introduzir o conceito que se chamava de "Planet Gong" ("Planeta Gong" em ingles) sendo um local habitado por personagens como "Radio Gnomes", "Octave Doctors" e "Pothead Pixies", complicado entender o que seria isso? Até os próprios músicos tinham apelidos como "Bloomdido Bad de Grasse" (Didier Marlhebe), "Submarine Captain" (Christian Tritsch), "Shakti Yoni" (Gilly Smyth) e assim por diante. Imagine isto tudo sendo incluso na cultura musical francesa que também tem seu público educadamente conservador; não há no que se preocupar muitas pessoas também que admiram a banda não se incomodam com essas "doideiras" de Daevid Allen, elas tem um significado sim, para Allen é claro e seus assíduos "lunáticos" seguidores.
Em alguns momentos algumas faixas minúsculas de apresentação surgem a introdução da estória do "Planeta Gong", alguns falado no idioma francês. Daevid Allen é o responsável pela elaboração da música e letras em sua maioria deste album tendo Smyth e Tritsch oferecendo também suas idéias e a banda como todo se esforçando o suficiente pelo resultado final de "Camembert electrique" (aliás dos outros também do qual tem sua participação). Quanto ao resultado ainda estava um pouco reprovado por parte da crítica na época, mas seria o suficiente para que com as vendas e divulgação do album no shows o levantassem dinheiro suficiente para que Allen e Smyth pudessem comprar uma residência já que inclusive na época do lançamento Smyth estava grávida esperando pelo primeiro filho, Taliesin, e o detalhe mais curioso é que no ano de 1.971 Allen e Smyth já estavam com mais de 30 anos de idade (naquele ano Smyth estava com 39 !!!!), diferente de uma grande maioria de bandas de rock progressivo (e até as de puro rock) independente da categoria especialmente as mais conhecidas como o "Pink Floyd", "Yes", "Jethro Tull", ou "Genesis" em que os músicos mal ultrapassavam os 30 anos de idade.
Radio Gnome, com menos de 30 segundos de duração é a faixa introdutória de apresentação inicial sobre a respeito do "Planet Gong" e praticamente se tornou como quase que obrigatória nas execuções ao vivo introduzindo também os músicos e a música do Gong quando que composta pela presença de Daevid Allen (diferente de no caso o Gong coordenado por Pierre Moerlen em "Pierre Moerlen´s Gong" como por exemplo). Introduzido inclusive por vocais extremamente bizarros em sintonia aguda acompanhado por teclados sintetizadores que já inicialmente demonstra o "space-rock" no qual a banda está associada ao genero do rock progressivo e falado em frases em francês (como "Bon soir", que quer dizer "Boa noite" em francês) e inglês com uma curtíssima cantata em francês e vem a ser emendada com a próxima faixa.
You can´t kill me, considerada por muitos fãs da banda como uma das melhores faixas do album apesar de que não existe neste album como classificar qual das faixas até então é a melhor no caso, mas possivelmente porque é uma das mais em estilo de melodia "hard-space-prog", se tornou também quase que indispensável no set-list da banda geralmente seguida pela faixa anterior nas apresentações. Repare que o Gong nesta faixa, mesmo "dark" consegue abrir caminhos que futuramente originariam anos mais tarde o gênero "Punk", mas é difícil saber se de fato o grupo premeditou esta façanha porque o Gong seguiu depois dos anos 70 uma formação que se tornou jazz-fusion. Possuindo vários riffs de acordes de guitarra violentas e furiosas e vocais de Smyth que parecem "causar tonturas" a faixa mantém um astral muito bacana com os sopros de saxofone de Marlhebe e além de Pyle que está excepcional no ritmo. Emendada com a faixa anterior introdutória inicia com o ruído de um público e acordes de guitarra de Allen recebendo a bateria e baixo e em seguida Allen cita os primeiros versos da faixa acompanhado pelos vocais da companheira Smyth sendo alguns até feitos por gemidos até que aos poucos começa a entrar os primeiros sopros de saxofone de Marlhebe num ritmo mais crescente entrando repentinamente num estilo mais jazzístico com bateria, baixo e saxofone finalizando o primeiro refrão. Posteriormente entram num outro tema com batidas mais rápidas de bateria e baixo com Allen citando alguns versos e solando a guitarra fazendo ruídos como que se estivesse esfregando algo nas cordas da guitarra tendo o saxofone também dando algums toques e aí este mesmo instrumento também faz o seu solo instrumental até que o ritmo aos poucos vai tentando se tornar um pouco mais lentos do que anteriormente seguidos de frases citadas repetidamente sem pausa. A banda retorna ao segundo refrão e finalizam a música. Em algumas versões ao vivo no final da faixa é incluso um trecho final de "Dynamite: I am you animal" que está presente também neste mesmo album. Uma boa versão exemplo pode ser encontrado no album ao vivo "Live etc" (1.977)
I´ve Been Stone Before, o destaque aqui mais interessante é o órgão tocado por Eddy Louis e é uma das únicas que diferencia a nível de instrumento do restante das outras do album e Allen caracteriza a música por um estilo único solene como se estivesse cantando um hino de alguma pátria ou uma sessão de igreja (cita inclusive a seguinte frase: "In Saint John's Wood crematorium") com uma sentimento profundamente exagerado. O mais engraçado e interessante da faixa é que parece que Allen está fazendo graça e "onda" na letra como que se não quisesse finalizá-lo e uma versão ao vivo por exemplo pode ser mais ainda que comprovando esta situação de Allen no caso do album "Live in on tv - 1.990" (1.992). Inicia-se silenciosamente com Allen pronunciando "Gentlemen, attention" sendo que uma palavra é em inglês e a outra posterior em francês, e a pergunta é: dá pra entender por quê? Logo após esta frase entra Allen citando as letras da música acompanhada pelo órgão e o baixo de Tritsch e em seguida vai surgindo Marlhebe com o saxofone até quando termina as letras escuta-se os vocais de Smyth citando algumas frases em francês junto com a percussão de Pyle que vem ficando crescente para emendar a próxima faixa.
Mister long Shanks / O Mother / I am your fantasy, título longo para música? Na realidade é um meddley que a banda fez dividido em três partes e está uma melodia tradicional européia conhecida como "A tisket, a tasket, a green and yellow basket" que inicia a faixa que é emendada com a anterior. Num ritmo baixo, saxofone, bateria que mal se observa a guitarra e vai ficando crescente e ainda mais quando Allen se introduz na música citando as letras até que repentinamente a banda acompanha o saxofone e bateria indo para a segunda parte "O mohter" (veja que a palavra "mother" foi inclusive utilizada como o nome de uma formação do Gong na metade de 1.978 por Gilly Smyth: "Mother Gong") e neste caso muito melódica e alegre, parecendo uma melodia bem de festinha inicialmente repetindo várias frases e pode ser percebido ao fundo um piano acústico no ritmo muito estruturado pelo grupo junto com as baterias, baixo, guitarra e o saxofone quando repentinamente entram na terceira parte que neste caso escuta-se apenas Smyth cantando (ou dizendo apenas?) muitíssimo sinistra, misteriosa e mística que neste caso não está presente a percussão e baterias de Pyle, mas tendo simples toques de baixo de Tritsch, sintetizadores de Deluxe, a flauta de Marlhebe e Allen com a guitarra glissante mantendo um tipo de ambiente muito calmo e tranquilo cheio de expectativa.
Dynamite: I am you animal é uma das faixas agressivas e selvagens do album e geralmente tocada pela banda nas apresentações. Pela melodia parece ser a princípio do jeito repetitivo dos acordes tocados pelos instrumentos uma fanfarra de um exército de algum líder ditador e isto por causa da maneira como a bateria é ritmamente executada além dos vocais feitos repetidamente e muito rapidamente "Yer finger at the trigger, yes sir", que quer dizer "Seu dedo no gatilho, sim senhor" em inglês; veja que só o trocadilho "Yes sir" é como que uma ordem de um superior imediato de linha dura (aqui no caso), mas mais de alguém que lida com a segurança de algum líder pelo menos é o que aparenta da maneira que a faixa vai sendo executada ao longo, isso possivelmente porque Allen foi treinado pelo exército australiano como um cadete e o curioso é que o jazz de "Miles Davis Quintet" fez algo parecido no final dos anos 50, ou seja este tipo de sonoridade já havia sido explorada anteriormente pelo mundo musical. Mas a parte mais agressiva além da instrumentação é a citação das letras que talvez seje ainda por parte de Smyth, que é mulher, é autora principal da faixa e que um determinado momento ela dita o seguinte: "I am your animal; Your head is in my hands; And I'm going to fuck you up" (são feitas por uma palavra muito chula utilizada no cotidiano: "Foda-se") e ela repete pelo menos só a palavra "Fuck" no mínimo umas 20 vezes dando uma impressão sem deixar dúvidas de que parece que uma mulher está transando (sem contar os gemidos), talvez nem mesmo a cantora Madonna da maneira que já foi em certos tempos em sua carreira levando a sedução e a indução do erotismo até os palcos tenha citado tal palavra em alguma música e cantarolando a mesma. Aqui vale uma ressalva sobre a este respeito com relação a palavras deste tipo porque esta não é a primeira vez que Smyth dita uma palavra de baixo calão; no album pertencente ao início da trilogia do Gong chamado "Flying teapot" (1.972) existe uma faixa chamada "Witch's song: I Am your pussy" a cantora e também autora da faixa, (só pelo título já se percebe e diz outro palavrão) cita "pussy", que quer dizer "vulva feminina (na forma educada de se pronunciar, e não a chula)" em inglês, e não confundir com "pussy cat" que significa "gatinho (a)" mais até então é outro caso a ser comentado. Agora magine num ano de 1.971 ou 1.972 mulheres cantoras do meio musical cantando músicas que contenham palavrões, é muito raro porque naquela época existia um conservadorismo muito fortíssimo na França e inclusive em grande parte dos paises no mundo, talvez algo parecido (mas não exageradamente como o de Gilly Smyth) feito pela esposa de John Lennon, Yoko Ono como por exemplo na faixa "Don´t worry, Kyoko" no album "Live peace in Toronto 1.969" (1.969) pelo "The Plastic Ono Band". E olhe que a artista na época não era uma moleca e sim uma quase quarentona !!!!!! De qualquer maneira a faixa não deixou de ser brilhante ou magnífica ao ter sido editada e gravada por estes detalhes polêmicos. O trecho final desta faixa já comentado anteriormente geralmente é incluido no final da "You can´t kill me" em apresentações ao vivo e ditando as palavras do nome do album Camembert Electrique.
Wet cheese delirum, é outra pequena faixa com pouco mais de 30 segundos que são ditos numa mesma frase em francês incluindo a palavra "Camembert" em meio de um sintetizador feito por Deluxe. Para quem não sabe "Camembert" é um tipo de queijo muito comum na França e "cheese" que pertence ao título significa "queijo" em inglês.
Squeezing sponges over policemen's heads, é a menor faixa do album com pouco mais de 10 segundos de duração, sendo uma minúscula vinheta servida também com elementos da anterior e a que abre o album no caso a próxima faixa sendo a introdução da próxima que será emendada. Uma curiosidade com relação ao título: Allen e Smyth tiveram no final dos anos 60 problemas com relação a polícia pois o fundador do Gong foi um dos líderes estudantis na revolução ocorrida em 1.968 na França e antes e sem vacilar muito Allen saiu a tempo antes que os policiais entrassem em seu apartamento e revirassem tudo a procura do artista. É bem certo de que Allen da maneira de pensamento que possuia, muito anarquista, não suportava olhar de frente para um e o título é hilário que significa "espremer esponjas sobre as cabeças dos policiais" em inglês, só imaginando em que o músico estava pensando com relação a toda essa sua filosofia.
Fohat digs holes in space, até a palavra inserida no título já confirma; esta é uma faixa sensacional que enfoca o conceito chamado "space-prog" e a marca no caso do Gong. São sintetizadores com sonoridades "espaciais" feitas por Deluxe, os ruídos da guitarra glissante de Allen, os vocais "celestiais" de Smyth. Inicia (o começo lembra um pouco um trecho da faixa "Facelift" do album "Third" do "Soft Machine") com o saxofone coordenando a melodia junto com a bateria e ao fundo um teclado que emite um ruído inicialmente feito um assobio ao lado do baixo e guitarra tirando os músicos desta introdução e entrando numa parte instrumental que o baixo, bateria e teclados ficam sendo tocados em acordes razoavelmente repetitivos tendo a guitarra de Allen um pivô do solo junto com os vocais de Smyth que faz gemidos de uma forma bem psicodélicas e aos poucos vem surgindo os sopros de Marlhebe que tem a sua sonoridade baixinha mas aos poucos vai ficando relativamente alta sendo acompanhada a melodia deste instrumento pelos vocais de Allen e Smyth até que Allen inicia ditando as primeiras letras por meio de simples acordes de guitarra junto ao baixo, bateria e conforme cita cada frase o saxofone vai surgindo no meio de alguns gritos e solando por um instante seguido posteriormente pelo solo de guitarra de Allen que próximo da faixa vai sendo tranquilizado aos pouco sendo as últimas letras acompanhadas apenas pelo baixo e finalizando a música de vez.
Tried so hard é uma faixa relativamente melódica, mas possuem alguns momentos meio "hard" pelo que ela é como um todo. Foi feita num incetivo de que pudesse ter sido criato um compacto, o que não ocorreu. Inicia com alguem rindo e sentando em um banquinho e Allen toca a guitarra acústica que dão origem em acordes principais lembrando David Bowie na faixa "Kooks" do album "Hunky dory" (1.971). Aos poucos surgem os primeiros toques de baixo de Tritsch e recebendo o ritmo de Pyle tendo Allen citando os primeiros versos da faixa ficando até uma certa altura com acorde de guitarra muito pesados além dos vocais evidentemente acompanhados pela percussão de Pyle no primeiro refrão. Depois a melodia fica com o ritmo e guitarra tranquilos recebendo pela primeira vez no album os sopros de flauta de Marlhebe e Allen vai continuando a citar as letras da faixa quando entram em acordes pesados por uns instantes voltando a serem tranquilos quando Smyth canta uma certa parte da música tranquilizando os instrumentos e repentinamente voltam a ficar com a harmonia mais densa e "hard" mas a banda volta em toda a tranquilidade retornando num segundo refrão finalizando a faixa com a mesma melodia que iniciou a música.
Tropical fish: Selene, é a maior faixa do album com pouco mais de 7:30 minutos de duração e chegou a ser registro no album "Pre-Modernist Wireless: The Peel Sessions" (1.995) com o guitarrista Kevin Ayers fundador do "Soft Machine" junto com Allen. Com muita característica de "space-rock" e alguns momentos de jazz. "Selene" no caso é a mãe de todas as coisas, irmã de Isis dos 7 véus que separam-nos do sétimo céu. Allen inclusive cita o nome "Selene" na faixa "Selene" que foi inclusa no album "Angel´s egg" (1.973) da trilogia da banda. Possui bons momentos com o saxofone de Marlhebe junto com o baixo de Tritsch e as baterias de Pyle e na parte solo instrumental Marlhebe faz bonito e aqui encontra-se alguns gemidos também de Smyth junto com a guitarra glissante de Allen e alguns efeitos de sintetizador tocados por Deluxe. Mais a frente o ouvinte pode ter oportunidade de ouvir o "space whisper" que na realidade são sussurros feitos geralmente por Smyth no fundo diversos ruídos de pássaros, após Allen manifestar o nome "Selene" diversas vezes. Posteriormente a banda antes de concluir a faixa entra num mini-medley com os temas finais de "You can´t kill me" e "Dynamite: I am your animal".
Gnome The Second, outra vinheta com menos de 30 segundos que no caso encerra o album mas contém elementos que lembra a primeira faixa introdutória do album.
1.Radio Gnome" - 0:28
2.You can´t kill me" - 6:20
3.I´ve been stone before" - 2:36
4.Mister long Shanks / O Mother / I am your fantasy" - 5:57
5.Dynamite: I am you animal" - 4:32
6.Wet cheese delirum" - 0:34
7.Squeezing sponges over policemen's heads" - 0:12
8.Fohat digs holes in space" - 6:22
9.Tried so hard" - 4:38
10.Tropical fish: Selene" - 7:36
11.Gnome the second" - 0:27
Download:http://rapidshare.com/files/52832841/Gong_-_Camembert_Electrique.rar

Esse é praticamente o album-concept da carreira solo de Steve Hillage. Integrante ainda da banda francesa Gong desde o ano de 1.973, antes de sua entrada havia feito um unico trabalho com o Khan, Space shanty de 1.972, do qual foi fundador junto com o colega nos tempos de universidade, o telcadista Dave Stewart, totalmente space-prog. Quando o Gong lancou o ultimo trabalho da trilogia da banda, You no ano de 1.974, o futuro da banda parecia incerto, pois o proprio fundador Daevid Allen e mais sua companheira Gilly Smith estariam dando "adeus" a banda e nesse interim nos fins de 1.974, Hillage entra em estudio para iniciar a gravacao de seu primeiro album solo, Fish Rising. Finalizado no inicio de 1.975 o trabalho contava com nada menos que Pierre Moerlen (bateria, percussao), Tim Blake (teclados), Mike Howlett (baixo), Didier Marlhebe (flauta, saxofone) e obviamente sua companheira Miquette Giraudy (vocais, percussao), ou seja, praticamente quase 80% do Gong com excessao dos fundadores ja citados: Daevid Allen e Gilly Smith, sendo estes estariam trabalhando com outras coisas. O trabalho tambem contaria com o colega Dave Stewart (piano, teclados) e Lindsay Cooper (secao de metais, trabalhou com Fred Frith e Mike Oldfield). Ironicamente este trabalho poderia ser chamado praticamente de "Steve Hillage´s Gong", mas Pierre Moerlen naquele ano de 1.975 estaria dando continuidade com o Gong e lancaria o album Shamal, outro album que comecaria a mudar o estilo arrojado que a banda possuia com os fundadores dando inicio a fase fusion do Gong e este contaria com as ultimas participacoes de Hillage pois o mesmo a partir de entao iria continuar seu rumo sozinho, mais tardar o baterista adotaria o nome Pierre Moerlen´s Gong mas ai sao outras estorias.
Estreando no selo Virgin Records do empresario Richard Branson e produzido com o colaboracao de Simon Heyworth que tinha trabalhado tambem com o Gong em "You", o trabalho dificilmente decepciona o ouvinte, especialmente aqueles q gostam do cenario da musica canterbury e gostam de guitarras em especial, e um trabalho que de um aspecto global possui uma complexidade musical extremamente forte e o fusion esta muito envolvente no trabalho. Desde sua estreia no cenario musical Hillage adotou a arte de tocar guitarra sintetizada e é praticamente sua marca registrada, sera sempre eterna mesmo hoje atualmente com sua banda tecno System 7.
Trabalho este que se voce encontrar na sua frente (se tiver barato ainda mais) nao hesite em deixa-lo, nao ira decepcionar em momento algum.
Particularmente, acho um disco imperdível.
A primeira faixa Solar musick suite e como ja diz o nome, é uma suite que tem quase 17 minutos de duração, mas esta dividida em 4 partes, a mesma melodia que da inicio de entrada e o final da mesma incluindo muito fusion e arranjos crescentes muitissimo bem elaborados no meio da faixa.
Posteriormente vem Fish uma pequenissima vinheta interessante com muita marimba e vibrafone com metais acompanhando. Detalhe curioso: a entrada tem efeitos sonoros de bolhas na agua bem grandes e o mesmo no caso, foi incluso na banda tecno Orb - UFORB (1.992) que Hillage esta tambem presente na faixa "Blue room", mas aí tambem são outros assuntos.
The meditation of the snake, sao efeitos sonoros da guitarra sintetizada do guitarrista, parecem que sao pelo menos umas 03 tocadas ao mesmo tempo, e de arrepiar, chega ate a lembrar um pouco da faixa "Castle in the clouds" do Gong em Angels Egg (1.973).
The salmon song com quase 9 minutos de duração, talvez seja a ápice do trabalho, pois geralmente muitissimo apreciada pelos ouvintes, por outro lado muito tocada nas apresentações ao vivo da carreira solo do musico. Dividida em 04 partes, ja entra com um fortissimo arranjo de abertura de guitarra acompanhado do saxofone de Marlhebe e o ritmo de Moerlen, vai ficando crescente ate a entrada dos vocais de Hillage e Giraudy. Depois entra uma pequena seção acompanhada de um oboe, retornando os mesmos arranjos crescentes do inicio da musica finalizando a mesma.
Finalizando e fechando o album, vem talvez a faixa que é a mais complexa de todas do trabalho. "Aftaglid" de quase 15 minutos de duração, e a que esta dividida em mais seções: 7. Mistura rock, fusion, musica incidental do oriente, progressivo, funk e marcha. Esta é "batizada" com o inicio de abertura de um sino pequenino, entrando a guitarra com uma leve percussão, vai sendo crescente quando e tomada por um ritmo de marcha que vai progredindo por sinal ate que se tranquiliza com um violão acústico solando junto com o vocal de Giraudy. A guitarra volta em cena em ritmo de musica totalmente oriental acompanhada de tablas e uma timida flauta e o que já esta praticamente na metade da faixa e que Steve Hillage comeca a citar as letras da musica, imaginem isso ate o momento, porque ainda tem mais o outro restante da faixa. Quando Hillage termina as letras que encerram o Fish Rising, entra a banda toda acompanhando a guitarra num ritmo de rock que pra variar vai crescendo novamente ate que repentinamente o ritmo começa a ser tomado por um pequeno funk acompanhado ate por meio de palmas ( geralmente este pequeno trechinho e tocado em execucoes ao vivo e foi regravada no album For to next and not or de 1.983) e vai se crescendo ate que a guitarra vai ficando sozinha finalizando o album.
1. Solar musick suite - 16:55
a)Sunsong (I love it´s holy mystery)
b)Canterbury surprise
c)Hiram afterglid meets th dervish
d)Sunsong(reprise)
2. Fish - 1:23
3. Meditation of the snake - 3:10
4. The salmon song - 8:45
a)Salmon pool
b)Solomon´s Atlantis salmon
c)Swimming with the salmon
d)King of the fishs
5. Aftaglid - 14:46
a)Sunmoon surfing
b)The big wave and the boat of the Hermes
c)The silver ladder
d)Astral meadows
e)The Lafta Yoga song
f)Glidding
g)The golden vibe/outglid
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Formada em 1974 pelo tecladista Kit Watkins (também conhecido por rápida passagem no Camel), Frank Wyatt, Stan Whitaker e Rick Kennell, a banda surgiu com o nome tirado a partir de um antigo single do Genesis. A partir de alguns contatos a banda chama a atenção de Peter Gabriel, quando consegue um bom contrato com a Arista, lançando no ano de 1977 o primeiro disco auto-intitulado Happy the Man. Para a formação que viria a gravar Crafty Hands, a mudança é o baterista Mike Beck que sai dando lugar ao excelente Ron Riddle.
Crafty Hands foi lançado em uma fase na qual o rock progressivo começava a mostrar nítidos sinais de decadência. O destaque inevitável é o trabalho do virtuoso tecladista Kit Watkins, com formação em música clássica e influenciado por Jan Hammer, junto ao baterista Ron Riddle. Happy The Man traz uma mescla de space-fusion e sofisticado progressivo sinfônico na linha de Yes, Camel e Gentle Giant, arranjos com densas camadas de teclados e guitarras alternando momentos bem viajantes com quebradeiras complexas. O disco ainda é bastante marcado por compassos de divisões ternárias.
A linda Service With A Smile foi uma excelente escolha para abrir o disco, deixa a impressão de que um trabalho primoroso está por vir.
Bons momentos também são encontrados em Ibby The Way It Is, Streaming Pipes, trazendo uma sonoridade meio Dixie Dregs. Com exceção de Wind Up Doll Day Wind, uma excelente música que lembra um pouco Genesis, o disco é quase totalmente instrumental.
Open Book é uma das melhores do disco, traz lindos sons de recorder e cravo, bastante folk em uma sonoridade medieval, ao mesmo tempo complexa e viajante.
I Forgot To Push It traz frenéticas quebras de tempo mas imagino que seria bem melhor se abrisse espaços para improvisos e tivesse alguns minutos a mais. Trazendo músicos tão virtuosos talvez esse seja um dos pecados deste disco, em alguns momentos estes parecem muito presos na busca de uma execução precisa, além de eventualmente buscar uma sonoridade space muito etérea e asséptica carecendo de maior energia, vibração e emoção, como acontece em Morning Sun e The Moon, I Sing. Quem souber lidar com esse pequeno revés vai se deparar com um disco maravilhoso.
Como pode ser observado a partir da diversidade presente em Open Book, Streaming Pipes e Wind Up Doll Day Wind, Crafty Hands não se mostra um disco muito coeso musicalmente, mas a qualidade das composições, a precisão e o nível técnico são mantidos sempre muito elevados. Esse disco pode não ser uma obra-prima mas certamente está entre os melhores discos produzidos nos EUA durante os anos 70 em termos de qualidade, bastante recomendado.
No ano de 1999 a banda voltou à ativa e participou do Festival NEARFest trazendo praticamente a mesma formação de Crafty Hands: Stan Whitaker, Frank Wyatt, Rick Kennell, Ron Riddle e uma surpresa, David Rosenthal substituindo Kit Watkins, considerado uma das peças mais importantes do grupo.
1.Service With A Smile (2:42)
2.Morning Sun (4:05)
3.Ibby It Is (7:51)
4.Steaming Pipes (5:42)
5.Wind Up Doll Day Wind (7:10)
6.Open Book (4:54)
7.I Forgot To Push It (3:03)
8.The Moon, I Sing (Nossuri) (6:16)
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Disco de estréia desta ótima banda irlandesa liderada pelo guitarrista McCusker.
Vincent McCusker viajou pela Inglaterra atrás de músicos capazes de ingressar na banda idealizada por ele, porém de volta à casa, McCusker decidiu chamar músicos locais mais adequados a idéia de mesclar a sonoridade típica do folclore irlandês ao rock progressivo.
A estréia veio em um disco extraordinário, onde o genial guitarrista se cerca da música do país natal e cria uma bela melodia.
A abertura do disco nada mais é que alguns poucos segundos de uma música típica seguida de uma canção que principia leve, cantada e vai crescendo até explodir a partir de um grito que chama a guitarra do mestre. "Decision" é uma canção de beleza marcante e a melodia irá se repetir por todo o disco. É uma pequena obra prima de pouco mais que seis minutos. Segue-se "As Day Breaks with Dawn", abrindo de leve e chegando a voz marcante, em um ritmo marcheado, seguindo a melodia, e voltando a leveza em um quase sussurro. Também é onde surge, lindamente, um oboé.
"Graveyard Epistle" é outra bela canção que segue o extraordinário padrão do álbum. Acelerada de início, quase continuando a canção anterior, vai para a leveza do canto de McCusker e para o marcante oboé que se apega aos ouvidos seguido de lindas passagens de teclados e guitarras.
"Lord of the Incubus" abre com um belo solo de guitarra e um vocal de barítono para entrar na marcação sem perda de qualidade. Destaque para os teclados e contrabaixo, e para o puro rock no centro da canção, além do lindíssimo final onde um guitarra sola mínimos acordes.
E vem "Olde Tyme Future", grafia provavelmente de algum dialeto irlandês, que em nada perde para as anteriores, belamente executada.
A sétima canção, depois de uns trinta minutos de excelente progressivo, chega ao ápice, à máxima qualidade, com uma explosão de guitarra e bateria, depois segue viajante, e se encerra com um assombroso solo de McCusker.
Este álbum termina com quarenta segundos de folclore irlandês que todos já ouviram em centenas de outros discos, mas cabe bem demais em uma banda local, cantados em coro.
O disco de estréia da banda, apesar de um tanto tardio para os padrões da região, é lindo, obrigatório em qualquer discografia.
1.Future Legends - 1'27
2.Decision - 6'21
3.As Day Breaks With Dawn - 4'58
4.Graveyard Epistle - 6'14
5.Lord of the Incubus - 6'20
6.Olde Tyme Future - 5'33
7.Song for a Thought - 7'25
8.Future Legends - 0'47"
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Lançado em novembro de 1972, apenas nove meses após o primeiro álbum (Storia Di Un Minuto), esse disco é considerado por muitos como eu, o melhor do grupo, que existia desde os meados da década de 60 com o nome “I Quelli”, mas, sem o multinstrumentista Mauro Pagani, que entrou em 71 para mudar o rumo da banda.“Per Un Amico” começa com “Appena Un Po”, que entra lentamente com um órgão e um lindo violão dedilhado recebendo a companhia de uma flauta, notas de cravo e, depois, chegando à um som único de todos os instrumentos. O som fica pesado quando guitarras surgem , abrindo para uma bonita e calma cantoria culminando com uma excelente melodia feita no órgão, que é seguida de uma parte instrumental, contando com solos de flauta. No final, novamente, a bonita cantoria culmina com a melodia feita no órgão. A melodia se repete, só que no sintetizador, no término da faixa.Instrumental, “Generale” é uma agitada música que começa com vibrantes batidas de bateria até a entrada de um estrondoso solo do Moog de Premoli acompanhado de violino e piano. No meio da faixa, aparece uma marchinha junto com flautim, abrindo espaço para mais um solo de sintetizador, que termina quando uma nota grave de órgão é feita. Após alguns dedilhados de bandolim, o Moog retorna para fechar a faixa.A emocionante “Per Un Amico” é iniciada com solos de flauta e piano. Apresenta em toda sua extensão, a excelente atuação de todos os músicos. Destaque para as partes vocais, para Mauro Pagani com um ótimo solo de violino, para Franco Mussida com um ótimo solo de violão acompanhado de bandolim e, para Flavio Premoli, que mais uma vez, encontra espaços perfeitos para o órgão, o piano, curtas notas de mellotron e, o sintetizador, que finaliza a música com uma boa melodia.“Il Banchetto”, talvez a música mais conhecida do álbum, começa com um solo de violão e uma linda cantoria, que mais tarde é acompanhada de baixo e piano. Mauro Pagani faz mais um excelente e curto solo de flauta, que sai de cena para a entrada de um clima espacial criado pelo Moog e pelo violão, contando com rápidas notas de cravo fazendo parecer uma harpa e batidas de bateria. De repente, a música ganha um show à parte de Premoli, primeiro com órgãos, mellotron e sintetizadores, e depois, no piano. Chegando ao fim, a canção volta com todos os instrumentos, em uma passagem perfeita, com destaque para o baixo de Piazza e, a bela cantoria da banda, que faz um coro no final.Um solo de flauta inicia “Geranio”. A faixa possui, novamente, a boa cantoria do grupo e uma parte bem calma, que se torna contagiante após notas crescentes de piano, onde a bateria entra com tudo junto com um solo de cravo e as vozes de todos. A melodia se repete somente no piano, que faz introdução para notas graves de sintetizador com o baixo acompanhando. Essa parte acaba quando o maravilhoso violino de Pagani entra em ação e é interrompido abruptamente pelo som de um gongo. A música recomeça lentamente com a parte cantada e vai ganhando um som pesado com ótimas batidas de bateria, dedilhados de violão e um baixo bravo. Para terminar, pequenas notas de piano seguidas de um maquiavélico solo de Moog e, sons de sinos e campainhas. É, na minha opinião, a faixa mais progressiva do disco.Indico esse álbum à todos, mesmo aqueles que não apreciam rock progressivo, pois, como muitas bandas italianas do gênero, o PFM faz bem aos ouvidos.No dia 20 de dezembro de 1972, ao assistir um show da banda em Roma, Greg Lake (ex-King Crimson e atual ELP), surpreso com o som destes italianos, apresentou-os ao seu amigo Pete Sinfield (letrista do King Crimson). Lake fez a banda assinar com o selo inglês Manticore, o mesmo do ELP. Como o grupo queria conquistar o público inglês e, consequentemente o mercado norte-americano, foi lançado em março de 1973 o álbum “Photos Of Ghosts”, que nada mais era, que todo o disco “Per Un Amico” gravado em inglês, exceto a faixa “Il Banchetto” que permaneceu em italiano, mais “Celebration” versão de “É festa” do primeiro álbum e, uma nova música entitulada “Old Rain” composta por Premoli. Conquistaram os visados mercados, mas, até hoje, muitos norte-americanos e ingleses preferem, assim como eu, o idioma italiano, que além de combinar com o som do grupo, deixa a música ainda mais peculiar.De 1974 até os dias de hoje, o Premiata contou com várias formações, sempre com o guitarrista Franco Mussida à frente da banda. Desde então, o grupo alternou discos bons e regulares, tendo uma fase jazz no final dos anos 70 e início dos 80 e, uma fase pop ao longo dos anos 80. Nos anos 90 voltaram a produzir um bom rock, não digo progressivo, pois, como a maioria das bandas de progressivo dos anos 70, talvez o PFM nunca mais faça discos tão bons quanto os que fizeram até meados dos anos 70, tudo isso progressivamente falando. Quase chegou a vir ao Brasil no início de 2002, mas, por falta de patrocínio, com certeza perdemos uma inesquecível apresentação. Recentemente, durante a turnê de 2002, lançaram em CD e DVD o show “Live In Japan 2002”, que conta com Peter Hammil do Van Der Graaf Generator como vocalista na faixa “Sea Of Memory”.
1.Appena Un Po’ (07:38)
2.Generale (04:13)
3.Per Un Amico (05:20)
4.Il Banchetto (08:34)
5.Geranio (08:04)
Download:
http://www.mediafire.com/file/tzomj3z5r2d/premiata%20forneria%20marconi%20PFM%20-%20per%20un%20amico%20(1972).rar

O nome de Alan Parson, como produtor, engenheiro de áudio dos estúdios Abbey Road, compositor, arranjador e intrumentista solidificou-se desde o final dos anos 60. Apesar de ter trabalhado com Paul e os Beatles, Hollies e Ambrósia, foi com o Dark side do Floyd , que seu nome ficou muito mais conhecido e possibilitou a ele ganhar vários prêmios e notabilizar-se no meio musical.
Então, em 1976,ele inicia seu Alan Parson Project incorporando o texto de um dos mais intrigantes e brilhantes poetas americanos: Edgar Allan Poe em Tales of Mystery and Imagination, uma obra clássica e até hoje considerada pela crítica como insuperável em toda sua carreira. Embora utilize muitos elementos de pop progressivo neste trabalho ele deve ser considerado sinfônico e orquestral. Apresenta diversos aspectos relevantes, desde a narrativa de Orson Wells, até a participação do legendário Arthur Brown, com sua voz característica mas muitas vezes indistinguível do Cris Farlowe do Atomic.(é o que se pode conferir na maravilhosa faixa, The Tell-tale Heart) . O tema central é The raven, retomado em The system of Doctor Tarr and Professor Fether, mas o ponto alto e progressivo deste trabalho é suíte instrumental The fall the house of Usher, orquestral e erudita. O trabalho é encerrado por uma faixa mais pop sem comprometer sua qualidade além do que The cash of Amontillado é um lamento melódico muito interessante. O trabalho tem produção irrepreensível e uma qualidade técnica excelente considerando a maturidade de Parson, que praticamente produz e toca sinths e eventualmente cathedral organ. Com o apoio total do parceiro Eric Woolfson e de alguns músicos de estúdio Parson produz um clássico progressivo para ficar na história do gênero. Embora muitos possam até lamentar sua metamorfose após seus primeiros trabalhos no final dos anos 70, só com Tales of Mystery and Imagination ele já teria feito o suficiente.
1.A Dream Within A Dream
2.The Raven
3.The Tell-Tale Heart
4.The Cask Of Amontillado
5.(The System Of) Doctor Tarr And Professor Fether
6.The Fall Of The House Of Usher
I Prelude
II Arrival
III Intermezzo
IV Pavane
V Fall
7.The One In Paradise
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O tecladista francês Benoit Widemann, que desde muito jovem esteve junto a bandas de fusion e progressivo, sempre teve uma queda pelo jazz-rock e estilos afins. Possuidor de boa técnica, velocidade e grande conhecedor de sintetizadores, participou de uma das formações do Magma, entre 75 e 77, talvez uma das mais poderosas, contribuindo para pelo menos 3 álbuns de Vander e cia.
Destacaria três faixas desse album:
"Herbes Sol" talvez seja a faixa mais complexa do álbum. Com mais de 6 minutos, Widemann brinca com todos os sintetizadores, lembrando bastante a fase "Stratosfear" do Tangerine Dream. Bela composição, bela atmosfera. Já vale o álbum.
"Quaternaire" é fusion da melhor qualidade. Do início, com o fraseado "quente" ao Fender Rhodes, passando pelo o início dos ritmos super cadenciados ao baixo até a super-exibição de sintetizadores proporcionada por Gauthier e Widemann, "Quaternaire" é uma amostra poderosa do quanto estes músicos poderiam fazer ao vivo.
"Spirale" é Magma revisitado. Sombria, evocando sintetizadores extra-terrenos, dezenas e dezenas de viradas de Bailly. Widemman brilha na criação da atmosfera inicial da música, estruturando pelo menos 3 camadas de teclados que, em momento algum se sobrepõe, permanecendo audíveis e buscando o fio central do tema. Nota 10.
Apesar desse album não apresentar uma boa gravação, não chega a ser o suficiente pra fazer qualquer bom ouvinte de prog, jazz e fusion deixar de apreciar este trabalho, e com certeza o nome do album em nada terá a ver com o humor de quem o escutou...
1.Balèze
2.Herbes sol
3.Stress!
4.Le Camp du Drap D'or
5.Demi-final
6.Quaternaire
7.Spirale
8.Fête au Septième Plan - Sacrifice
9.Final - part 1
10.Final - part 2
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O nome dos Phola Dactylus está ligado a um dos projetos musicais mais fascinantes da cena progressiva italiana. União de músicos lombardos muito ativos do fim dos anos sessenta (em bandas como I Puritani e Hawaii), a formação assume antes o nome de Spectre e em 1972 opta pelo nome definitivo começando a exibir-se com imediato sucesso nos festivais da época. O album de estréia vem publicado pela Magma: "Concerto delle menti" (1973) e se apresenta como um disco de tratamentos pessoalíssimos. Se trata de um sexteto (dois teclados, guitara, baixo, bateria e voz solista). Tem o se foco nas partes vocais, dado que os textos, visionários e decididamente psicodélicos, são em prática um longo poema que Paolo Carelli não canta, mas declama de maneira enfática e teatral. Uma autêntica viagem mental, que reclama os Trip alucinógenos do acid-rock californiano, o "Concerto" dos Pholas se desenvolve numa sucessão de pontos e atmosferas que variam dos free-jazz ingleses mais inovativos numa improvisação envolvente e quase dark garantida pelos duplos teclados de Maurizio Pancotti e Valentino Galbusera. O verdadeiro ponto a favor desta proposta parece porém a guitarra de Eleino Colledet, sempre capaz de relançar a alma multiforme do grupo com uma série de brilhantes riffs em chave jazz. O resultado é verdadeiramente notável pleno de pathos e de escolhas musicais de grande classe, nas quais a voz recitante, ora mórbida e ora mais reluzente nos acompanha em uma disputa contínua de senso comum. Uma mordaz crítica de todo conformismo, a utopia de uma língua sem barreiras (veja os fragmentos de esperanto qua e là) e o recitar de uma verdadeira poesia convivem nessa mistura que é esse disco. A banda fez aclamadíssimas exibições mas o grupo infelizmente não teve um futuro discográfico. "Concerto delle Menti" resta ainda por isso como álbum altamente recomendável. Em suma, oque se diz, um must.
1.Concerto delle menti (Parte 01)
2.Concerto delle menti (Parte 02)
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Banda alemã que teve como principal influência o Genlte Giant e é possível notar isso em todas as músicas inclusive no trabalho de coro, que é bem similar ao que o Gentle fazia. O som da banda instrumentalmente falando, carrega muito do Gentle, embora menos experimental e quebrado, mas nas músicas de maior duração, as mudanças de temas são algo que chamam a atenção, por serem muitas e ao mesmo tempo muito bem elaboradas dando um efeito ímpar, mostrando a competência da banda em relação ao processo de composição. Outro fator relevante são as mudanças de tempos que podem ser percebidos ao longo das músicas dando um efeito que acaba por caracterizar a banda, ou seja, embora fortemente influnciada pelo Gentle, Epidermis de alguma forma conseguiu marcar um estilo própio, o que também é algo notável. Músicos competentes, e que souberam se influenciar sem se perder.
1.The non existent surrondings of god (10'40")
2.A riddle to myself (6'35")
3.Genius of original force (11'35")
4.Prime origin (5'35")
5.Feelings (4'52")
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A estréia fonográfica do quarteto aconteceu com o álbum Black on White, uma trilha sonora de um filme italiano do diretor Dyno de Laurentis. Apesar do estilo ser muito próximo ao psicodelismo da época, a banda não ficou muito feliz com o resultado final. Após indas e vindas, no inicio de 1969, embalados pela onda dos power-trios como Cream e Jimi Hendrix Experience, e fortemente influenciados pelo blues rock do Led Zeppelin, Harrison se junta ao guitarrista Roger Saunders e ao baixista Walter Monaghan para formar a segunda versão do Freedom, responsável pela fama do grupo, e a maravilhosa sonoridade aqui nesse album.
1.Enchanted Wood - 3:04
2.Deep Down In The Bottom - 4:31
3.Have Love Will Travel - 2:53
4.Cry Baby Cry - 3:42
5.Time Of The Season - 4:55
6.Hoo Doo Man - 4:28
7.Built For Comfort - 4:26
8.Fly - 3:18
9 Never Loved A Girl - 4:47
10.My Life - 2:50
11.Can't Stay With Me - 4:18
12.Dusty Track - 3:39
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Mike Keneally é uma das figuras mais subestimadas do universo guitarrístico. Há algum tempo, sempre que pergunto se alguma pessoa conhece o músico a resposta é absolutamente decepcionante: "não é aquele guitarrista de apoio do G3?". Alguns fãs do Dream Theater também o reconhecerão pela participação no Mulmuzzler, álbum solo do vocalista James Labrie.
Keneally tornou-se conhecido após participar da última banda de turnê do Frank Zappa como vocalista, tecladista e guitarrista, tendo figurado também na gravação de alguns álbuns do falecido gênio. Além de sua carreira solo, desde então trabalhou com artistas como Robert Fripp, Wayne Kramer, Sting, Kevin Gilbert, Steve Vai e The Loud Family.
Em Wooden Smoke, o guitarrista aparece trazendo uma preponderância de texturas acústicas, embaladas em arranjos soberbos e complexos e norteadas por uma beleza única do conjunto de progressões de acordes. De um álbum "de guitarrista", sempre se esperam solos virtuosos e direcionamentos melódicos, além de demonstrações de domínio do instrumento. Assim sendo, recomendo fortemente que você dê uma chance para a aventura das harmonias contidas neste álbum, surgidas quando Keneally resolveu sentar no chão de sua sala com um violão. Repare também na elaboração dos arranjos vocais, e no conteúdo lírico destes.
1.Hello
2.Bags
3.Haugseth
4.2001
5.New England
6.Nanny-Ass Crow
7.Dee 'N' A
8.Boom
9.Legs
10.Father's Day
11.Pantomine
12.Machupicchu
13.Wooden Smoke
14.Thanksgiving
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Essa banda de nome Circus tem uma reputação curiosa por ter um dos mais incomuns line-up do gênero - nenhum tecladista e nenhum guitarrista. Não é que não existam guitarras no álbum, mas são algumas frases musicais discretas, alguns sons que eu não posso ver terminado outro por uns violões por efeitos. Esta obra-prima absoluta (eu insisto fortemente nisto) gradualmente constrói um clímax soberbo que progride de um faixa para a outra.
Fritz Hauser é na realidade grande percussionista, tendo uma performance realmente impressionante, usando todos os tipos de instrumentos desde do uso de frases de vibrafone de forma bastante coloquial até o uso da bateria e de outros instrumentos de percussão de forma esplêndida.
O Baixista Marco Cerletti é o único não suíço, mas é certamente um baixista impressionante e faz uma ótima "cozinha" com o baterista Fritz. Andreas Grieder e Roland Frei simplesmente fazem um duo surpreendente em instrumentos de sopro e junto com Cerletti fazem uma seção vocal soberba.
As canções desta banda são bastante incomuns, e, em alguns pontos, que o fazem pensar, em VDGG (principalmente o saxofone, mas também em uma precisão vocal, acredito tão boa quanto a do próprio Hammill, porém a voz soa mais melodiosa), mas também uma partes lembram muitos momentos influenciados por grandes clássicos do progressivo, como King Crimson ou ainda semelhanças mais folks lembrando muito Jethro Tull, considerando que este álbum está carregado com muitas flautas, tocadas maravilhosamente. Vou descrever as músicas deste álbum, no intuito de fazer você, compreender mais cada faixa deste disco.
The Bandsman: é uma canção de melodia agradável mas intencionalmente simples, que nos levam a pensar no incomum line-up que faz a canção parecer tão empolgante. Sem contar com a performance maravilhosa de Roland Frei e o sax emocionante de Grieder.
Laughter Lane: é uma real pedra preciosa e uma progressão sólida da faixa de abertura, mas com um toque mais refinado do violão na abertura da faixa, bem como a voz maravilhosa de Roland sendo acompanhado por maravilhoso duo de flauta. É realmente uma preciosidade dentro do álbum.
A terceira faixa temos Loveless Time que segue um formato de canção semelhante a Laughter Lane, com uma abertura na guitarra bastante singela para a voz de Roland entrar maravilhosamente bem colocada. Após alguns minutos os instrumentos vão entrando pouco a pouco transformando toda a atmosfera da música, com um intenso solo de sax junto com a voz de Roland.
A próxima música é Dawn, completamente instrumental (8 min) e um dos melhores exemplos do que a música descritiva é, e não estou mentindo, ela é uma das obras-primas impressionistas, igualando aos compositores clássicos do século XX. Entre algumas ambientações, a música dá uma idéia realmente que você está de madrugada e, ao término da noite, os pássaros calmos e as brisas de vento abrem para os primeiros raios do sol (Dawn, traduz-se amanhecer), simplesmente surpreendente.
E agora vem a "piece de resistance". A faixa título Movin' On. Eles (os músicos) não poderiam ter feito uma suite deste 22 min soar tão fiel assim, expressando a identidade concisa que a banda desejou expressar durante todo o álbum. Ela se inicia com frases intensas com sax e linhas de flautas (como no início do álbum em The Bandsman), e mais alguns 6 min entre algumas pitadas do mais puro jazz e outras que soam como alguns dos melhores nomes do clássico progressivo! Eis que de repente os três vocalistas entoam um trio de voz maravilhoso. Baixos e flautas assumem para Roland Frei mostrar sua habilidade na voz. Depois de muitas e habilidosas partes que variam entre o jazz e o progressivo, a música têm o seu fim de uma forma maravilhosa dando um ponto final nesse que é um ótimo disco.
1.The Bandsman (4:25)
2.Laughter lane (4:11)
3.Loveless time (5:32)
4.Dawn (7:51)
5.Movin' On (22:23)
Download:http://rapidshare.com/files/145225579/CIRCUS_movin_on.rar

Banda mexicana de uma sonoridade que pode soar um tanto complexo logo de início, mas como som complexo nunca foi sinônimo de som ruim então isso está longe ser um problema.A maior comparação pode ser com o Univers Zero, imagine o 1313 com ainda menos seções rítmicas e com um clima ainda mais pesado, tenso e sombrio que o do Heresie. Acho que esta é uma boa descrição das partes mais sombrias, que costumam ser as mais fortes no disco, mas o Nazca também possui outros elementos e em sua maioria são difíceis de identificar. Certamente alguma coisa de jazz também pode ser ouvida, mas isto está longe de ser predominante. Há também passagens bem clássicas, mas o que realmente predomina são estruturas neo-clássicas ou "rock in opposition.Está MUITO longe de ser um bom disco para se começar a conhecer o "rock in opposition", mas o recomendo enfaticamente para os fãs de Univers Zero, ou Present, que estejam dispostos a se distanciar um pouco mais da música convencional.
1. De oir te duele la boca (7:35)
2. Sueño tras la ventana (2:54)
3. El viaje de los muertos (4:30)
4. Lladotropogato (9:37)
5. La rebelión de los colgados (6:44)
6. Paguro del día gris (2:09)
7. Nazca (4:40)
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Aqui nesse disco encontramos o que para alguns seria o disco que o Genesis nunca fez. Realmente esse álbum não fica a dever nada aos álbuns clássicos do Genesis, como Foxtrot 1.972 e Selling England By The Pound 1.973.
Aqui nesse álbum, vemos que Hackett é muito mais do que um simples guitarrista de uma banda. Aqui Hackett mostra, como tem capacidade para fazer um álbum solo. O Genesis, nessa época passava por múltiplas transformações, tanto sonora, quanto em sua formação. Peter Gabriel, (vocal flauta), sai da banda, após a turnê do álbum The Lamb Lies Dowm On Broadway 1.974. O álbum duplo, pode ser considerado o disco mais controvertido da banda, sendo o melhor para alguns, e o começo do fim para outros. Para se falar de Hackett, é preciso falar de Genesis. Hackett entrou para a banda no ano de 1.971, após a saída do guitarrista Antony Philips, Hackett foi o escolhido por um mero acaso do destino, por meio de um anuncio de jornal posto por Peter Gabriel, a procura de um novo guitarrista. Junto com Hackett, no também entrou Phil Collins, que assumiria as baterias do grupo. De nova formação e com animo de sobra o grupo lança um álbum no mesmo ano Nursery Crime de 1.971, o álbum saiu excelente. Um dos maiores problemas da banda, seria encontrar um guitarrista do mesmo nível de virtuosismo Antony Philips. Hackett provou seu valor em Nursery Crime, com suas belas atuações, mostrando ser dono de um estilo único, tanto de instrumentação, tanto em seu modo de composição, e sua postura no palco, já que ele toca sentado, só ele e o Robert Fripp do King Crimson tocam desse jeito "preguiçoso"...rsrsrs...
Um fato lastimável, é que nos álbuns seguintes como Foxtrot, Selling England By The Pound, a guitarra de Hackett perdeu espaço, para outros instrumentos, principalmente os Hammonds mellotrons enfim as teclas de Tony Banks. Chegando a um ponto critico em The Lamb Lies Dowm On Broadway, do qual, não é novidade pra ninguém que Hackett sempre reclamou que teve pouquíssima participação no contexto do álbum. A começar que o disco quase não tam guitarras comparado a álbuns anteriores como Selling England... Onde Hackett faz um dos seus mais clássicos solos, Firth of Fifth. Quando Gabriel saiu da banda, pode ter passo um pensamento na cabeça de Hackett que agora teria o espaço negado até então...
Infelizmente, não foi o que aconteceu, pelo contrario, se estabeleceu um certo domínio de Banks sobre os outros membros do grupo. O que acontecia é que o Genesis sempre preferia seguir as idéias de Banks as de Hackett, esse claro desequilíbrio, foi a gota da água para Hackett, que deu Bye Bye... Para o Genesis.
Um guitarrista do porte dele, não pode ficar rebaixado a um simples integrante...
Hackett só saiu da banda em um período entre 1.977 a 1.979 mais ou menos. Mais sua carreira começou um pouquinho antes em 1.975 com esse disco aqui resenhado Voyage Of The Acolyte, esse seria só o primeiro álbum, de uma carreia solo, muito melhor do que o Genesis viria a se tornar depois de sua saída, aliais dos Genesis, Peter Gabtiel e Steve Hackett, são indiscutivelmente dois solistas de peso, até os dias atuais. Passados trinta anos eles continuam ai com seus trabalhos seu público sempre procurando inovações, mais sem perder sua identidade, construída pelo tempo, isso é fascinante, coisa que com certeza o Genesis não conseguiu fazer.
Voyage Of The Acolyte é com certeza um álbum complexo, apesar de ter clara evidencia do som do Genesis, vemos o tempero de Hackett em cada nota. Melodioso ao extremo, sempre com muita flauta e teclado, somados as excelentes composições de Hackett, é lógico a competência de sua guitarra.O disco contou com um time de primeira de músicos e instrumentação, destaque para os companheiros de banda de Hackett Phil Collins e Michael Ruterford, e seu irmão John Hacket, ele toca a flauta do disco, e seguiria com o irmão pelo resto da carreira. Notasse a ausência de Tony Banks no grupo. Isso é explicado pelo seguinte fato de Banks com suas teclas apagar demais todo o brilhantismo de Hackett.
Uma observação importante: Esse disco apesar de ter a participação de alguns membros do Genesis se trata de um disco solo de Steve Hackett, e deve ser encarado como tal tudo bem que pode ser considerado um disco do Genesis, mais a partir do momento em que está escrito “Steve Hackett” na capa, é isso e ponto.
O único problema do disco, talvez o único é que sempre senti que está tudo muito mal distribuído, poderia ter um aproveitamento maior de espaço, o que poderia originar mais uma ou duas músicas O disco tem oito músicas, sendo três cantadas e as quatro restantes peças instrumentais. O disco se mostra, um trabalho tranqüilo, mais extremamente sombrio, tanto melodicamente quanto em líricas. A uma pitada de misticismo no disco, mesmo que discreta, procura ouvir com atenção, músicas como Hands of Priestess e The Hermit, são boas evidencias disso. A duração media de cada faixa é algo muito diversificado, indo dês de pequenas vinhetas com pouco mais de um minuto de duração, até suítes de quase doze minutos no total.
A capa, e todas a ilustrações do álbum foram feitas por Kim Poor, esposa de Hackett. Kim é pintora, e fez varias capas alem dessa para os discos de Hackett, como Spectral Mornings 1.979 e Defector 1.980. Kim nasceu em solo inglês, mas veio para o Brasil, essa fato contribuiu muito para que Hackett se apaixonasse pela nossa cultura, fazendo chegar a ponto de fazer discos de samba rock, e sons tipicamente brasileiros. O que mostra a diversidade do artista. Essa capa, sempre achei linda, o estilo de Kim, vai de uma mistura de dia dos mortos, com misticismo, mundos distantes, magos e bruxas, sempre retratados de uma maneira assombrosa, e às vezes macabras. No disco de vinil, é bem melhor, de ver os detalhes da complexa pintura. O disco de vinil, continha capa que quando era aberta, era mostrada uma pintura excelente, com um ser parecendo um mago, sentado, em um cenário tenebroso, de paisagens mórbidas. E notem na parte da frente, que como em toda boa pintura a discreta assinatura de Kim Poor na pintura pouco abaixo da porta, onde se encontra o spectro macabro com o nome “Kim Poor”. Ouvi serias criticas a essa capa, e a arte de Kim em geral, mais sinceramente: Para esse disco, não existe uma capa visual melhor, é praticamente a música retratada em forma de desenhos. Que capa seria a ideal para esse disco, um bosque luminoso com duendes em um picnic??? rsrsrs
A sua opinião sobre a capa, é relevante, mais não é tudo, esse disco deve ser apreciado com muita atenção, e com certo carinho. Com um cenário apropriado então fica ótima, uma floresta à noite, com uma lua cheia, curtindo Shadow of Heirophant, seria uma experiência chapante...Ace of Wands, composição instrumental, Ace of Wands te da as boas vindas ao mundo de Voyage of the Acolyte. Uma das melhore músicas do disco, dentre as instrumentais a melhor de todas. A música tem em torno de cinco minutos e meio minutos de duração, sendo a maior do lado um nos discos de vinil. Começa com a excelente bateria conduzindo a música, muito sintetizador, sinos e guitarra detonando, em uma melodia agitada, mais não necessariamente agressiva aos ouvidos. A trechos em que são ouvidos uns corais, junto ao som dos sinos, com certeza um momento magistral, da música. Mostrando até uma boa evolução, a música se segue, surpreendente, os diálogos entre os instrumentos, cria uma bela harmonia na música, fazendo um tipo de batalha entre os instrumentos ficando cada vez mais baixo até finalmente encerrar a música. Tive que abaixar essa música na net, porque mais da metade da música, é presenteada, com um belo risco, no disco de vinil. Era bem conhecida na época do lançamento do disco, mais hoje está meio que esquecida em shows, mais uma ótima composição, aqui termina a abertura do disco migremos agora para a segunda música...Hands of the Priestess Pt. I, outra composição instrumental. Hands of the Priestess diferentemente da música anterior, esse se mostra uma linda, e calma música. A música tem pouco mais de três minutos, mais existe no álbum uma segunda parte, com pouco mais de um minuto de duração, completando mais de cinco minutos juntando as duas partes. Esse tipo de divisão nunca foi usado pelo Genesis, que geralmente divididas em vários sub temas em uma só música, como o caso da suíte Supper´s Ready do álbum Foxtrot. É mais ou menos o que acontece no álbum Trilogy na música The Endlees Enigma do Emerson Lake & Plamer ELP, é o único exemplo que me vem à cabeça agora. A música é praticamente acústica, seguindo a combinação bombástica flauta violão teclado. Dou destaque para a flauta de John Hackett irmão do Steve Hackett, conduzindo a música de maneira angelical, apoiados pelo violão e teclados, e inclusões chorosas da guitarra. Pó incrível que parece é uma das minhas faixas favoritas, mesmo sem muito destaque, ainda assim na minha opinião ótima. A Tower Struck Down, aqui o disco começar a mudar radicalmente seu estilo, de calmaria. A Tower Struck Dowm, instrumental é a faixa mais agressiva do disco. Sempre disse que a faixa serve para acordar o ouvinte. A têm movimentos precisos e momentos magistrais, arranjos muito bem estruturados. Tudo isso baseado em uma base de contra baixo agressiva, e repetitiva. A música ao longo dos seus quase cinco minutos de duração oscila fortemente entre momentos únicos, mais também arranjos dispensáveis, que destoam à música. Como por exemplo, à parada em meio a música, em que se ouve uma tosse seca. Na minha opinião um grande erro na faixa, completamente dispensável. Destaque também aos sintetizadores em meio a faixa, formando atmosferas únicas. Aqui também é ouvido em pequenos trechos um coro de vozes, no maior estilo de corte medieval, surgindo em meio a música. Mais ou menos na sua metade, depois de um coro vigoroso de muitas vozes, a música acalma, parece ter acabado, não aqui a música toma uma aura sombria, muito sombria, com teclado, e aos poucos a guitarra de Hackett aparece fazendo alguns arranjos, ficando cada vez mais baixo e sumindo de vez. Nessa daqui eu dou destaque supremo aos baixistas Percy Jones e Mchael Ruterford, quem sabe no melhor momento deles em todo o disco, observação Percy Jones, só tocou nessa faixa. Está é a única faixa do álbum que Hackett escreveu em conjunto com seu irmão John Hackett, já uqe a maioria das músicas do disco são composta unicamente por Hackett, com dessa e da ultima música Shadow of The Heirophant. Hands of the Priestess, Pt. 2, é a continuação da segunda faixa do álbum, menor é a menor faixa do álbum, com um minuto e meio de duração. Completamente acústica, mantendo a mesma melodia angelical da primeira parte, tão linda quanto. Novamente destaque a flauta melodiosa ao extremo. Sinceramente não sei se ficaria melhor, sendo assim em duas partes, ou então, juntando as duas partes em uma música só. Seja como for bela música, mais uma das melodias calmas e acústicas tradição de Hackett.The Hermit, aqui finalmente chegamos a uma composição cantada, sendo que todas as anteriores são instrumentais. Se assemelhando um pouco a Hands of Priestress, The Hermit, se mostra uma música bela, mais sem muita exaltação. Aqui pode mos presenciar Hackett e seu violão acústico, e também seu vocal em toda a letra da música. Apesar de ser uma letra pequena e relativamente fácil de ser cantada, está foi a primeira música cantada por Hackett, única música do disco em que isso acontece. Não a como negar o fato de que Hackett, não é nenhum vocalista, brilhante, ou gloriosos, mais para suas canções relativamente calmas nesse disco, sua voz macia, e misteriosa, faz uma boa combinação entre voz instrumento. Com muita flauta violão, e um ar sombrio, The Hermit, tem também belas passagens ao longo de sua duração, as vezes pode insinua ser uma espécie de balada, muito bem estruturada, no estilo de músicas românticas, o que quebra um pouco a atmosfera sombria encontrada em todo o disco. É uma boa música, aqui se encerraria o lado um do disco, praticamente instrumental, menos dessa aqui. Aqui nos já estamos na metade do disco, e é percebível o fato de que o som proposto por Hackett é bem diferente do som proposto pelo Genesis. Star of Sirius
Aqui chegamos ao lado dois do disco. Essa sim pode ser considerada a balada do, álbum. Cantada por Phil Collins, é um dos grandes destaques do disco. Uma música até comprida, com mais de sete minutos de duração. Aqui vemos a diversificação de temas da faixa, hora calma com lindas inclusões de teclado e flauta, mais também um lado mais agitado com guitarra e bateria. O vocal de Collins é bom e se encaixou perfeitamente na faixa. É com certeza uma das minhas favoritas, chega a emocionar, pela beleza dos arranjos, não sei se por causa do vocal do Collins, mais sempre achei que a faixa muito parecida com Genesis, mais precisamente, o que o Genesis faria no álbum Wind Whutering de 1.977 em faixas como One For The Vine. Começa calma, com arranjos até consideravelmente repetitivos, esperando o vocal de Collins, essa aspira ser bem emotivo nessa faixa. Logo entra o refrão, acompanhado por bateria e guitarra, e logo entra o teclado em ritmo acelerado. Levando a faixa a um grande trecho instrumental, aqui vemos flautas teclados, muito melodiosos, a uma certa repetição de arranjos, mais completamente racional. Quando o vocal entra novamente citando o refrão da música na mesma forma agitada de antes, sobre os efeitos dos instrumentos abaixando cada vez mais seu volume, levando com si uma das melhores músicas do disco ao seu final. The Lovers,é mais uma das faixas de curta duração do álbum, assim como The Hands of Priestess II essa também não chega aos dois minutos de duração. The Lovers apesar de ter ouvido alguns bons comentários sobre a faixa, não vejo muito atrativos nessa aqui. Talvez por ser uma música extremamente baixa, somente simples. Não diria que é a mais fraca, mais em uma totalidade, fica muito pagada no disco. Serve de uma boa introdução para o que vira a seguir... Shadow of the Hierophant, nossa, chegamos a um épico, na mais fiel estilo de “o melhor ficou guardado para o final”. Essa música é um épico com quase doze minutos de duração, no vinil original essa música dominava, mais da metade do lado dois do disco. Extremamente dramática, a melhor música do disco com certeza. Aqui vemos algo que diferencia essa de todo o resto do disco, o vocal feminino de Sally Oldfield, irmã de Mike Oldfield. O que da uma aura única à música. O Mellotron aqui faz boas atuações, a guitarra dramatizada e repetitiva de Hackett inclusa em certos trechos, parece chorar me meio a música, fantástico. Aqui se percebe duas partes distintas, é só olhar o vinil, essa divisão e fato, a primeira cantada por Oldfield, e a segunda é uma composição instrumental, única, e tenebrosa. Segue uma linha de progressão musical hiper evolutiva, baseada em um riff sobrenatural de Hackett, começando com um som de chilofones, viria a se transformar em um dos melhores finais que já ouvi. Crescente e crescente, até a exaustão, com direito a coral e sinos, em uma instrumentação, devastadora, ouvir essa música em um aparelho de som potente, no Maximo, é uma experiência única. Após crescer baseada em um tema crescente na cabeça do ouvinte, quando chega em seu ápice, começara a ficar mais baixa, na mesma melodia sempre, se despedindo, deixando o ouvinte abastado. Na minha opinião a melhor música do disco. Foi composta por Hackett, junto a Ruterford. Recentemente foi tocada em um show ao vivo de Hackett no Japão junto com o John Wetton do ex-King Crimson, nunca assisti, mais deve ter ficado muito bom.
Com Shadow of The Heirophant Hackett termina seu disco de estréia e sua viagem por músicas sombrias com categoria, vital para qualquer admirador do Genesis ou de Hackett, um dos melhores discos daquele ano de 1.975.
1.Ace of Wands 5:25
2.Hands of the Priestess Pt. 1 3:28
3.A Tower Struck Down 4:53
4.Hands of the Priestess, Pt. 2 1:34
5.The Hermit 4:49
6.Star of Sirius 7:08
7.The Lovers 1:50
8.Shadow of the Hierophant 11:45
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Esplendoroso, porém emergente do anonimato em 1977, ano em que o progressivo Italiano esvaia-se, o Locanda delle Fate lança uma obra prima chamada Forse Le Lucciole Non si amano Piu., praticamente seu único trabalho. ( viria a lançar um single e sucessivamente um mini L.P no ano subsequente, sem qualquer repercussão.
Quando o escutei pela primeira vez o que me chamou muito a atenção e permaneceu para sempre em minha alma, foram as linhas melódicas e a execução do piano e dos teclados de Michele Conta e Oscar Mazoglio. A sensibilidade com a qual o piano é tocado é algo que ainda hoje me deixa perplexo e hipnotizado. Chego a não ouvir os outros instrumentos... pois é encantador. Várias passagens do disco são de fato um concerto para piano e flauta. Suas melodias românticas, líricas e emocionantes são seguramente as mais belas que já ouvi no progressivo italiano. Seus aspectos rítmicos exibem um entrosamento magistral com o grupo por ser bastante quebrado e repleto de contratempos. Ë absolutamente sinfônico e fica praticamente impossível dizer qual é a melhor faixa. Todas são do mesmo nível e exibem um brilhantismo melódico harmônico e rítmico similar. O vocal é típico do progressivo italiano e segue a sua saga. Leonardo Sasso é um dos melhores vocalistas do gênero seguindo a linha de Francesco Di Giacomo do B.M.S. Com um potencial incrível é intrigante o fato de terem lançado somente este L.P, fato relativamente comum no progressivo italiano principalmente da última fase
( 76/77). Acredito que, possivelmente, não tiveram apoio de gravadoras.
1.A Volte un Instante di Quiete
2.Forse le Lucciole non si Amano Pi
3.Profumo di Colla Bianca
4.Cercando un NUovo Confine
5.Sogno di Estunno
6.Non Chiudere a Chiave le Stelte
7.Vendesi Saggezza
8.New York
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Mushroom é uma banda irlandesa de apenas um disco, seu estilo folk-prog impressiona com seus belos arranjos de flautas, solos de guitarra sobre bases de um violino muito harmônico, e a grande contribuição do tecladista Michael Power que justifica seu nome com solos de moog e que não deixam a desejar a nenhum Keith Emerson ou Rick Wakeman da vida. Mas se engana quem pensa que Mushroom não passa de mais uma banda folk com sinais psicodélicos, a veia rock n´roll da banda fica muito exposta e é sabiamente intercalada pelas viagens melódicas e pelos arranjos do brilhante violinista Pat Collins que chega até a lembrar o violino de Jerry Goodman. Algumas vezes você pode ate achar que é uma banda fusion como na faixa “Drowsey Maggie”. A banda inteira toca claramente em grande harmonia. Vale muito a pena ouvir!
1.Early one morning
2.The Liathdan
3.Crying
4.Unborn child
5.Johnny The Jumper
6.Potters Wheel
7.Standing Alone
8.Devil Among The Tailors
9.Tenpenny Piece
10.Drowsey Maggie
11.King of Alba
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Provavelmente o grupo de neo-progressivo mais sofisticado de origem argentina. Natural da província de Rosário, ele surgiu no início da década de 70, mas só gravaram este álbum (seu primeiro trabalho) em 1983, já com a mais conhecida formação. Eles combinam uma refinada influência clássica com folk, rock e pitadas de jazz, tudo isto sempre delineado por uma melodia arrebatadora. Os arranjos com dois teclados dialogam perfeitamente complementando as belas passagens de guitarra e voz.
Suas letras possuem caráter político, fruto dos anos de repressão da ditadura militar que dominou o país de 76 a 83, e ganham maior intensidade na bela voz de Blanc.
Em Carrousell De La Vieja Idiotez percebe-se forte influência do Genesis de Peter Gabriel e Steve Hackett com os vocais se sobrepondo às texturas acústicas da guitarra, que também ajuda a criar novos climas e transições harmônicas com solos bastante criativos.
Elefante De Papel, apesar de ter um refrão que se repete com mais frequência (lembrando muito algumas melodias do Milton Nascimento, entretanto com interpretação bem distinta) é um miniclássico, e foi o maior sucesso do álbum à época de seu lançamento.
Quien Gira y Quien Suena se aproxima mais do estilo Genesis do álbum Trespass, próximo à “Vision of Angels”, com um belo coral no meio da faixa.
Ilusión En Siete Octavos é uma faixa instrumental com várias quebras de ritmo e toques de fusion.
Accionista é um pouco mais comercial, ao estilo de Alan Parsons Project.
Dentro Del Corral tem bastante influência de Jethro Tull, tanto nas quebras de ritmo quanto nos riffs da guitarra.
Espiritu Esfumado tem um belo arranjo de sintetizador e piano que nos lembra o Genesis de Tony Banks.
La Herancia de Pablo é uma música instrumental essencialmente montada sobre bases de teclado que nos remete à fase de Wakeman no Yes.
Com certeza este é um dos melhores álbuns de progrock da américa latina.
Uma curiosidade : O nome do grupo é uma referência ao coveiro de um cemitério de indigentes localizado próximo à Rosário.
1.Carrousell De La Vieja Idiotez (05:40)
2.Elefante De Papel (05:06)
3.Quien Gira y Quien Suena (05:45)
4.Ilusión En Siete Octavos (04:51)
5.Accionista (03:17)
6.Dentro Del Corral (06:03)
7.Espiritu Esfumado (03:53)
8.La Herancia de Pablo (07:17)
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Os Agorà foram uma formação marquejana de cinco membros (baixo, guitarras, sopro, teclado e bateria) que criou dois bons discos de fusão na metade dos anos 70. O primeiro, "Live in Montreaux" (1975), foi gravado ao vivo durante o anual e famoso festival suiço. Este se caracteriza por um estilo bastante compassado mostrando as ótimas qualidades do grupo. O segundo, viria no ano seguinte se chamando "Agorà 2".
A banda, que infelizmente iria se desfazer em 1978, ainda sofreu uma substituição: Paolo Colafrancesco, que tocava baixo e era vocalista, deu lugar a Lucio Cesari (baixo e percussão) e Nino Russo (sax e percussão).
Nas músicas, destaque para Penetrazione, Acqua seleste e L'orto di ovidio, esta última a mais envolvente do álbum, que faz uma bela mistura de progressivo com jazz, e talvez um pouco de sinfônico, segundo a opinião de alguns admiradores.
Altamente recomendável.
1.Penetrazione
2.Serra S. Quirico part 1
4.Serra S. Quirico part 2
5.Acqua Seleste
6.L'orto di Ovidio
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Este é o primeiro disco do Culpeper's Orchard (Pomar de Culpeper), boa banda dinamarquesa que apresentando uma gama variada de influências, desde o folk (inclusive música country), hard e blues rock, traz uma música que se eu posso dizer que parece pouco original, é pelo menos muito gostosa e agradável de ouvir, um disco simples mas com boas composições, saborosos solos de guitarra, bons vocais. Todas as faixas são cantadas em inglês, o que descaracteriza bastante os aspectos autóctones que a banda poderia trazer, no entanto o vocalista é mesmo bom e versátil, cantando geralmente com registro e timbres semelhantes a Jack Bruce (Cream) ou Phil Moog (Ufo). Algumas bandas que eu lembro ouvindo este trabalho: Jethro Tull, Crosby Stills and Nash, Steppenwolf, Blue Cheer, Cream, Deep Purple, Ufo.
Músicas que são possíveis destacar: Banjocul é uma breve introdução folk/country de banjo que provavelmente dê uma impressão equivocada para este disco, antecedendo Mountain Jam Pt. 1, uma jam empolgante e energética de hard blues terminando em uma bela incursão acústica. Your Song & Mine é na minha opinião a melhor faixa do disco, bem hard, guitarras acústicas e elétricas, maravilhosa, é possível comparar com o melhor de Jethro Tull. A voz também está diferente nesta faixa, com arranjos puxando mesmo para Ian Anderson. Ode To Resistance é uma bela faixa com tema folk bastante tranquilo, trazendo a voz acompanhada pela flauta e por suave percussão, ao que alterna com passagens contrastantes e mais pesadas, bem hard rock. Gideon's Trap é uma balada folk com piano, com algum apelo comercial e pouco interessante apesar da boa performance. Mountain Music Part II começa acústica, ganha intensidade em um crescendo, traz um solo de guitarra totalmente blues, quase tão energética como a primeira parte e culminando em um epílogo folk/country, fechando o disco da forma como iniciou.
Talvez à época de seu lançamente este disco tivesse uma sonoridade mais original, no entanto quem se identificou com qualquer das bandas mencionadas terá boas chances de apreciar bastante este disco, recomendado.
1.Banjocul (0:47)
2.Mountain Music Part I (6:27)
3.Hey You People (1:30)
4.Teaparty For An Orchard (6:09)
5.Ode To Resistance (5:53)
6.Your Song & Mine (5:34)
7.Gideon¹s Trap (5:44)
8.Blue Day¹s Morning (2:12)
9.Mountain Music Part II (7:33) Download:http://rapidshare.com/files/62414846/Culpeper_s_Orchard_-_1971_-_Culpeper_s_Orchard.rar.html
Assim como é muito difícil definir os limites formais do rock progressivo ou art rock, também é uma tarefa inglória saber que características, dentro de um estilo que abrange músicos e músicas tão diferentes, podem definir a qualidade artística de um trabalho. Observando aficcionados pelo prog-rock, construí uma pequena tipologia, de que me servirei nesta resenha. Basicamente (e muito grosseiramente também), os fãs de art-rock que conheço podem ser divididos em três grupos, a saber, os que se deleitam com a capacidade técnica, os que apreciam a verve criativa, e os que adentram o clima da música. É claro que há um imenso intercâmbio de gosto entre esses três grupos, que são conjuntos em permanente intersecção. Entretanto, essa divisão muitas vezes se justifica quando se analisa o escopo das preferências individuais: os que tendem a preferir bandas tecnicamente impecáveis são os que habitualmente cultuam Rush, Gentle Giant, Yes, Dream Theather e afins; os que admiram a criatividade e a força inventiva de uma banda normalmente são fãs de Jethro Tull, primeira fase do Pink Floyd, King Crimson, Genesis, Radiohead e afins; os que, por sua vez, gostam de trabalhos com intensidade, sentimento e profundidade musical, viajam com a fase progressiva do Pink Floyd, Queen, Kraftwerk.
É a esse terceiro tipo de ouvinte que Ágaetis Byrjun, obra-prima do Sigur Rós, atingirá em cheio, na minha opinião. Cada uma das faixas deste trabalho mescla, com habilidade rara, sensibilidade e atmosfera própria. Esse grupo de islandeses tem grande talento para colocar a elaboração dos arranjos e a criatividade da concepção a serviço da sensibilidade. Mesmo cantando em um dialeto próprio, Jon Thor Birgisson faz a emoção transbordar em seus vocais, graças ao toque de singeleza que imprime. A sensação de penetrar em um universo sonoro paralelo perspassa a audição do CD, na medida em que cada uma das músicas parece ter um "vulto" próprio e remeter a um determinado espectro de sensações profundas. É difícil não ser tocado por "Viorar vel til loftárása" (mais difícil ainda para quem vê o clip). É difícil não ser conduzido por "Svefn-g-englar", ou resistir à beleza doce de "Olsen Olsen". "Agaetis Byrjun", a faixa, e "Ný Batterí" tem em comum (cada qual à sua maneira) um clima poético e transcendente. Há, também, faixas mais experimentais, como "Intro" e "Hjartao hamast", tão imperdíveis quanto as outras, que fazem o contraponto psicológico das músicas mais emotivas, contribuindo para constituir, no todo, uma obra equilibrada e deliciosa.
Confessando minha admiração, não só recomendo fortemente a audição atenta deste CD, como considero que Sigur Rós, em pouquíssimo tempo, mantendo esse nível de produção, será uma referência canônica e indiscutível para o rock progressivo em todos os tempos e atingirá reputação inquestionável entre todos os três tipos descritos de ouvinte deste estilo musical.1.Intro - 1:36
2.Svefn-G-Englar - 10:04
3.Starálfur - 6:46
4.Flugufrelsarinn - 7:48
5.Ný Batterí - 8:10
6.Hjartaõ Hamast (Bamm Bamm Bamm) - 7:10
7.Viõrar Vel Til Loftárasa - 10:17
8.Olsen Olsen - 8:03
9.Ágaetis Byrjun - 7:55
10.Avalon - 4:02
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Stadaconé é o segundo e último disco do Sloche. Desta vez a banda vai deixar a sonoridade sinfônica de lado e voltar mais madura, com bastante ênfase no jazz-rock, abundantes solos de teclado e guitarra, poucos vocais. A mudança é significativa e as influências desta vez estão mais para Return To Forever e Mahavishnu Orchestra, ainda um pouco de Gong como em Gazeuse.
Stadaconé começa com um tema percussivo e alegre, ganhando em complexidade e com longos solos de guitarra e teclado. O trabalho de guitarra neste disco está bem melhor e menos contido do que em J'un Oeil.
A segunda música, Le Cosmophile, traz traços sinfônicos, momentos viajantes e um vocal bastante melódico que seguidos por um empolgante jazz-funk a tornam fantástica.
Uma faixa que merece destaque é Ad Hoc, um fusion cativante. Isacaaron é bastante variada nos seus 11 minutos de duração, uma boa composição com temas de complexidade rítmica fascinantes.
Este é um disco que poderia seguramente figurar na mesma prateleira dos grandes clássicos do prog/space fusion, talvez um degrau ou dois abaixo por ser uma banda pouco conhecida, mas altamente recomendado para quem aprecia o gênero.
1.Stadaconé - 10:17
2.Le Cosmophile - 5:40
3.Il Faut Sauver Barbara - 4:16
4.Ad Hoc - 4:30
5.La 'Baloune' de Varenkurtel au Zythogala - 4:57
6.Isacaaron (Le Démon Des Choses Sexuelles) - 11:19
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Quando ainda era um garoto, em 1963 em meio a explosão da Beatlemania, David formou sua primeira banda que segundo ele “Era uma bandinha horrível!!, mas que tinha o mérito de abrir um concerto para Paul Simon em inicio de carreira !!”. O nome da banda era Joker's Wild e chegaram a gravar um mini-lp que na época vendeu apenas 50 cópias. Na verdade foram compradas por amigos e parentes. Ao que parecia,eles chegaram a ser sondados pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein,que era homossexual não-declarado, e que empresariava também varias bandas como Gerry and the Packermaker, entre outros. Comentava-se que Brian estava mais interessado no visual de David do que no som da banda que era bem ao estilo pop beat, como nos primeiros anos de Beatles. A banda tinha alem de David na Guitarra, Rick Wills no Baixo, John Willie Wilson na Bateria e David Altham nos vocais e se apresentou em vários lugares sem expectativa alguma de obter sucesso comercial. Com a saída do vocalista D. Althan em 67, eles se tornam um trio, com David assumindo os vocais e agora passam a se chamar Bullitt, até que um dia, começo de 68, um amigo de David o convida a integrar sua banda e assim, os Bullitt se separam em definitivo.O amigo em questão era Syd Barret líder do Pink Floyd.Mas você deve se perguntar, para que biografar o inicio de carreira de Gilmour se o assunto aqui é o seu disco de estréia solo. Ora, simplesmente por que o seu disco de estréia de 1978 foi gravado nada mais nada menos pelos proprios Bullitt !! Sim ! David reuniu os velhos companheiros de vacas magras para gravar seu disco, e assim, pode matar a saudade dos companheiros que a dez anos não tocavam juntos. Claro que o som seria bem diferente agora, mas a verdade é que depois que o Pink floyd lançou seus clássicos The dark Side of the Moon e Wish you where here, vazou a história de que David já era mais velho de guerra do que se pensava e que já tinha material gravado muito antes de se pensar existir o que seria o Pink Floyd. E por essa ração os fãns da banda exigiam de qualquer maneira o relançamento do disco dos Joker´s Wild e assim foi feito, só que em edição limitada. Esse lançamento não agradou muito David já que eram musicas totalmente diferentes e que no entender dele não havia nenhuma razão para se relançar tal material que não acrescentava em nada, pelo contrario, poderia decepcionar muitos fãs do guitarrista, mas é claro que isso não convenceria nenhum fã ardoroso.Mesmo sendo um musico do gênero rock progressivo, poderíamos dizer que Gilmour em sua estreia solo estava “regressivo”, voltando as oringens, no que diz respeito a fazer canções mais simples, para equilibrar a balança com as recentes e cansativas turnês grandiosas do Floyd.David estava com uma alta estima elevada, já que alem de ser um excepcional guitarrista melódico, se destacava como um ótimo cantor e compositor. Porem, um disco solo naquele momento viria bem a calhar, pois tinha varias razões para tal, como por exemplo, responder as criticas que naquele momento começava a duvidar de sua capacidade como compositor, já que no ultimo disco lançado pelo Pink Floyd, Animals -77, mesmo tendo um excelente trabalho de guitarras, todas as musicas eram assinadas por Roger Waters, com exceção de uma, Dogs, parceria com David. Outro motivo era alem de rever os amigos,trazer a atenção da mídia para esse disco, ao invéz da aventura adolecente dos Joker´s Wild recém relançada. Os compromissos com o Pink floyd iria demorar um pouco mais. Só voltaria para gravar The Wall em 79, dando tempo suficiente para gravar canções que talvez não fosse “Pink Floyd o suficiente”, e que teria de repente mais coerência com o momento de David, e ele esperava que houve-se uma certa valorização do compositor Gilmour. Mas o certo é que o tiro acabou saindo pela culatra. David perdeu totalmente autonomia dentro da banda quando decidiram voltar, Waters não era mais o mesmo. Ao invéz de lançar um material solo como os outros, guardou as canções e assim, com seu profundo conhecimento em produção e arranjo, e com uma mala cheia de canções, ninguém tinha a menor duvida que ele monopolizou o Pink Floyd. E daí para diante a banda deixou de ser unida como antes. Havia supremacia de Waters em Animals, mas neste trabalho havia ainda um sentimento de banda, porem ponto que culminou no The Wall , acabou por expludir no Final Cut mudou os rumos da historia da banda.Sobre o desmanche dos Bullitt em 67, o baixista Rick Wills e o batera John Willie Wilson, montariam a banda Cochise em 69, uma banda que tocava na onda do Creedence, e que chegou a obter um relativo sucesso na época, lançando alguns bons discos hoje classicos. Rick ainda tocaria com Peter Frampton e integraria duas grandes bandas, o Roxy Music e Small faces. E ainda, depois de colaborar com David, integraria a formação do Foreigner e Bad Company.A arte gráfica do disco, mostra como Gilmour estava unido com seus companheiros naquele momento. O trio esta na capa com um descaque obviamente para David, e na capa interna do disco ha varias fotos em momentos de descontração e ainda uma foto de David da Época dos Joker´s Wild.O Disco abre com Mihalis canção instrumental com aquela base de Stratocaster com timbre limpo e suave. Começa a melhorar quando sai das bases repetitivas e começa os solos improvisados de David sempre encaixando notas de bom gosto absurdo. A cozinha baixo e batera é competente, mas faz um serviço modesto. Gilmour usa e abusa do reverb.There's No Way Out of Here é um dos melhores momentos do album, pois a guitarra esta mais tensa e contrasta com os vocais suaves de David. Bom trabalho de backing-vocals.Cry from the Street, tem guitarras distorcidas e teclados climáticos , com nuances e mudanças contantes de cadencia. É algo mais para o rock, mas que caberia bem num disco do Floyd.So Far Away é uma balada linda que depois de ouvi-la duas vezes seguidas, é capaz dela ela não sair da cabeça. Um ótimo arranjo e interpretação como poucas dentro do repertorio de David. Tem guitarras dobradas exatamente como tem no Animals do Pink Floyd.Short and Sweet, começa impressionando com uma guitarra distorcida, em uma serie de pausas. Logo depois entra um instrumento de cada vez, mas logo cai no erro da repetição, parecendo quase um mantra que nunca muda de direção. É talvez o ponto fraco do disco.Raise My Rent , inicio com uma base dedilhada com teclados para David voar com seus solos que inclusive é muito semelhante a alguns temas do The Wall. É um deleite para quem é fã da guitarra do chamado por muito como “O rei da guitarra melódica”No Way, parece ter alguma intenção country, percebe-se que a guitarra é quem acaba roubando mesmo a cena. Lembra muito coisas do Jeff Beck, mas com o pé no freio obviamente. Boa canção, apesar de não ser nada de excepcional.It's Deafinitely, outra faixa mais roqueira, começa com um sintetizador misturando mini-moogs em uma parede sonora com a base de Gilmour. Depois endra David fazendo o que sabe fazer melhor que é criar suas belas frases pentatonicos mas com com a diferença desta faixa ser mais experimental do que as demais..I Can't Breathe Anymore, encerra o disco, começando de uma maneira meio repetitiva e não contagia muito, para depois vir um riff pesado de guitarra distorcida. É curioso, mas apesar da sonoridade não ter nada de parecido, ela lembra um pouco o jeito de compor de Syd Barret em seus discos solos, seguindo a linha te tema sem refrão e mudança drástica de andamento.Este disco foi muito injustiçado pela comparação inevitável e sem o menor sentido com o Pink Floyd. É um disco com toques que lembra muito de fato a banda, mas Coloca-lo no mesmo peso que um disco da banda é desnecessário, já que as informações aqui são outras. O curioso é que os poucos vacilos deste disco, acaba sendo muito repetido a exaustão no segundo disco de David, o inferior About A Face –84.
1.Mihalis - 5:46
2.There's No Way Out of Here - 5:08
3.Cry from the Street - 5:13
4.So Far Away - 6:05
5.Short and Sweet - 5:30
6.Raise My Rent - 5:33
7.No Way - 5:32
8.It's Deafinitely - 4:37
9.I Can't Breathe Anymore - 3:05
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O Reale Accademia di Musica nasce primeiro em Roma como Fholks. Com a denominação definitiva o grupo lança o seu primeiro disco que merece seguramente uma certa atenção, pois permanece até os dias de hoje como um trabalho dos mais válidos dentro da esfera progressiva italiana e mundial. O disco pode ser dividido em duas partes: Uma parte soft quase banal ("Favola" e "Ognuno sa") e uma parte verdadeiramente interessante e de grande impacto, seja emotivo ou instrumental. De notável "Il mattino" com uma potente intermediação instrumental depois de um longo preâmbulo acompanhado de piano e violão. Destaque ainda para a final "Vertigine", com um Hammond em cada passada. Ligeiramente inferior mas também boa é a melancólica e triste "Padre" com bons enxertos de guitarra. Todas as músicas são de Sponzilli e De Luca. Um disco muito válido graças sobretudo a grande habilidade e técnica de Heryk Topel Cabanes e Federico Troiani. O grupo voltaria publicar um segundo álbum em 74 com o renomado guitarrista Adriano Monteduro que viria a trabalhar após com grandes nomes da música italiana como Edoardo De Angelis e Gianni Morandi.
Aconselhado a todos os fãs do progressivo italiano e da boa música.
1.Favola
2.Il Mattino
3.Ognuno Sa
4.Padre
5.Lavoro in Città
6.Vertigine Download:http://rapidshare.com/files/83143482/RADM72RADM.rar

Primeiro, e para muitos o melhor e mais influente, trabalho desse importante grupo ligado ao krautrock.
O Ash Ra Tempel (nome ligado a um deus egípcio), foi formado em meados de 1970 com a iniciativa do multi instrumentista Manuel Göttsching. O músico, muito influenciado pela música de vanguarda, pelo free-jazz, Fusion e a Psicodelia, resolveu jogar todas essas influências na sonoridade de sua banda, o que faria da mesma uma das mais ricas musicalmente dentro desse cenário (pelo menos nos seus primeiros discos).
Para o primeiro trabalho do grupo, chamou os competentes Hatmut Enke e Klaus Schulze, recém saído do Tangerine Dream, e reservando algumas sessões de estúdio para a gravação do álbum, o mesmo seria lançado em junho de 1971, surpreendendo a cena musical alemã, alcançado um rápido e inesperado sucesso comercial.
Ao ouvir atentamente o disco, percebe-se a razão do sucesso do mesmo. Na primeira faixa Amboss, temos um lento e comedido início, onde os teclados e parcas intervenções de guitarra davam sua participação, e que progressivamente cresce em intensidade, com gradativas aparições da bateira e baixo até virar um petardo sonoro: pesado, tenso e altamente improvisado. Literalmente, a música que se iniciava quase silenciosa, lembrando até o trabalho In A Silent Way (1969) do músico Miles Davis vira um êxtase psicodélico, no melhor estilo do Pink Floyd fase Barett.
A segunda faixa Traummaschine repete a mesma construção sonora da faixa anterior, início calmo onde progressivamente ganha peso e intensidade, mas aqui percebe-se uma intervenção ainda mais cuidadosa dos músicos, principalmente dos teclados de Schulze, e a música apresenta pequenos traços ligados ao space rock e à vanguarda de John Cage e Edgar Varesee, e nesse aspecto a música ganha um clima e uma sonoridade ainda mais rica, complexa e sombria que sua antecessora. Destaque também para o vocal, na verdade um impronunciável sussurro durante boa parte da faixa, coincidentemente lembrando o grupo Can e seu disco Tago Mago (também de 1971) que também utilizou esse tipo de recurso.
Após esse trabalho, o grupo com diferentes formações, mas sempre sobre liderança de Göttsching, ainda lançaria mais três trabalhos de mesma qualidade: Schwingungen (1972) , Seven Up e Join Inn (ambos de 73). Posteriormente o grupo iria seguir um caminho menos experimental, mudando seu nome para Ashra em 1977, seguindo uma linha mais eletrônica lembrando o Tangerine Dream e o Kraftwerk fase Radio Activity. O grupo enceraria suas atividades em 1991.
1.Amboss (19:40)
2.Traummaschine (25:24)
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