quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gösta Berlings Saga - Glue Works (2011) [Sweden]



Gösta Berlings Saga trata-se de um grupo nascido no subúrbio de Estocolmo por volta do ano 2000 e fortemente cativado pelos sons de Hansson & Karlsson, começou a fazer músicas instrumentais, com base em baterias e órgãos, esboçando sonoridades de certa forma divertida e melódica. Até o exato momento, a banda conta com três ótimos trabalhos, sendo o escolhido por mim pra apresentar o grupo aqui no blog, o seu mais recente.
Bom, a linha progressiva que a Gösta Berlings Saga seguiu nos seus dois primeiros álbuns é novamente apresentada em Glue Works, ou seja, uma música de difícil descrição onde não se tem limites na quantidade de influências. O grupo volta a passear por vários caminhos como o da Musica Experimental, Jazz, RIO, Space Rock entre outros, mas sempre com bastante propriedade e nunca se perdendo em seus próprios turbilhões de idéias, muito pelo contrário, cada peça desse quebra cabeça sonoro se encaixa uma nas outras mostrando um álbum bastante coeso. Mais uma vez, a bagunça organizada das loucuras totalmente sãs do grupo deu certo.

1.354 (5:54)
2.Icosahedron (3:12)
3.Island (12:58)
4.Gliese 581g (5:53)
5.Waves (2:55)
6.Geosignal (2:22)
7.Soterargartan 1 (12:51)

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crucible – Tall Tales (1998) [USA]



Surgida no fim dos anos 80 na cidade de Connecticut, a banda costuma ser mais citada como um grupo de Neo-Prog, mas acho que está bem mais pra uma banda de Progressivo Sinfônico mesmo, principalmente por ter sua sonoridade mais inclinada ao estilo progressivo clássico sem buscar muitas sonoridades mais modernas como é o caso dos grupos de Neo-Prog.
O primeiro álbum dos dois do grupo lançado até hoje, “Tall Tales”, é de uma qualidade surpreendente pra uma estréia. Uma notável influência que se pode perceber logo de cara após ouvir ao álbum pela primeira vez é no Rush, tanto pelas letras de caráter místicos quanto nos vocais bem ao estilo de Geddy Lee. No geral um trabalho de musicalidade bastante sólida, atmosfera agradável que remete a uma nostalgia dos anos 70, mas sem soar como uma cópia ruim do passado transferida pra nossa época, mas sim, como um grupo a somar de música de extremo bom gosto no período do Rock Progressivo pós 1990.
Atualmente a banda está em um hiato iniciado em 2004.

1.Over the Falls (7:05)
2.The Poet Liar (5:00)
3.Find the Line (4:05)
4.Lords and Leeches (11:21)
5.In Ancient Tongue (3:08)
6.The Salamander (4:52)
7.Land for Sale (4:47)
8.An Imp's Tale (21:09)
a.Twice Upon a Time
b.Adrift
c.Stone of the Wise
d.The Mortal Flaw
e.Nomad Brad
f.Release the Imps
g.Day of the Hunting Dwarf

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Pan and Regaliz - Pan and Regaliz (1971) [Spain]



Podemos dizer com toda certeza que esse grupo foi um dos primeiros grupos de rock da Espanha a lançar um álbum. Formada nos subúrbios de Barcelona no fim dos anos 60 e liderada por Guilermo Paris, a banda teve os nomes Els Mussols e Aqua de Regali com o qual lançaram alguns singles antes de batizarem o grupo de Pan & Regaliz. Na sonoridade da banda nota-se de cara uma influência no álbum “This Was” dos britânicos do Jethro Tull principalmente pelas incorporações de flautas, embora a Pan & Regaliz faz isso com mais experimentalismo, o grupo também tem uma veia sonora que nos remete mesmo que de maneira pouca a Jimi Hendrix e ao estilo Krautrock de soar.
Um álbum de uma ótima atmosfera sonora extremamente lisérgica e de suma importância pra toda a cena rock ‘n’ roll espanhola que viria na década.
Trabalho extremamente recomendado.

1.One More Day (3:22)
2.Waiting In The Monsters Garden (3:08)
3.Dead Of Love (3:05)
4.Thinking Of Mary (3:22)
5.A Song For The Friends (2:10)
6.When You Are So Bringdown (3:08)
7.Today It Is Raining (3:06)
8.I Can Fly (9:09)

Bônus:

9.Magic Colors (2:35)

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Crome Syrcus – Love Cycle (1968) [USA]



A banda Crome Syrcus teve o seu inicio originalmente na cidade de Seatle, tendo logo em seguida, mudado pra São Francisco. Começaram a criar músicas mais ativamente no ano de 1968, quando o auge da sonoridade pop/psicodélica estava em alta em território americano e principalmente pros lados de São Francisco até que em 1969 lançaram seu único registro intitulado “Love Cycle”.
A sonoridade apresentada nesse álbum é aquela conhecida fórmula dos anos 60, pop com uma veia psicodélica, mas o grupo faz algo além disso, com expressões artísticas que vão alem das fronteiras de formulas mais populares, usando solos de guitarras selvagens de sonoridade atávicas, arranjos confusos, referência a música coral clássica, orquestrações e sequência de flautas pastoral.
Uma abordagem musical que agrada em cheio principalmente aos fãs dos sons psicodélicos da década de 60.

1.Take It Like A Man (3:35)
2.You Made A Change in Me (5:24)
3.Crystals (3:01)
4.Never Come Down (3:47)
5.Woman Woman (1:48)
6.Love Cycle (17:24)

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pekka Pohjola - Harakka Bialoibokku (1974)



Sempre que me perguntam sobre algum artista que em uma discografia de mais de oito álbuns pode ser considerada extremamente regular, quem me vem em mente é o músico Pekka Pohjola, embora um tanto desconhecido do grande público, em 13 álbuns de estúdio em nenhum deles eu posso dizer que me decepcionou. Ainda que, não podemos dizer que todos são obras primas como o álbum desta postagem, Visitation ou Jokamies, todos aos menos, tem muita qualidade.
Harakka Bialoibokku é um album extremamente encantador, embora seja classificado como Jazz, Fusion e coisas do gênero, o álbum é capaz de agradar até mesmo as pessoas que não costumam citar essas vertentes como uma das suas preferidas. Musicalidade de fácil acesso, com idéias sempre fantásticas tanto de baixo como pra piano por parte de Pohjla, unido sempre ótimas percussões e não menos elogiáveis passagens de sax. Praticamente não se nota guitarra elétrica e sinceramente, não chegou a me fazer falta devido à riqueza sonora obtida pelos outros seguimentos que já disse mais acima.
Enfim, uma performance melódica, dramática, repleta de sutileza e sobre tudo, enorme beleza.

1.Alku (2:10)
2.Ensimmäinen aamu (5:35)
3.Huono sää / Se tanssii... (6:55)
4....ja näkee unta (4:35)
5.Hereilläkin uni jatkuu (4:42)
6.Sekoilu seestyy (4:18)
7.Elämä jatkuu (6:42)

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Fusonic – Desert Dreams (2010) [Netherlands]




Bom, todas as pessoas que me conhecem sabem da minha paixão pelo rock progressivo e, com isso estou sempre a pesquisar sobre não apenas as velharias do estilo, mas está sempre acerca das novidades que esse universo musical nos tem a oferecer. Em meio a essas viagens, uma das minhas ultimas descoberta foi a Fusonic, grupo holandês de progressivo sinfônico fundado na cidade de Hilversum em 2008, e que por dois anos trabalharam no seu álbum de estréia, Desert Dreams, lançado em 2010.
O grupo nos brinda com uma musicalidade extremamente refinada e de bom gosto, o guitarrista, apresentado simplesmente com o nome de Teo, tem idéias que nos faz pensar em uma mistura de David Gilmour com Jan Akkerman. É um músico que toca pra banda e não pra sua própria "glória", mais ou menos como Steve Hackett fazia no Genesis. Harry Ickelsheimer, tecladista e baixista do grupo, é o responsável pela cama sonora que com um clima espacial quase hipnótico encaixa como uma luva nas guitarras já mencionadas anteriormente, além, claro, do uso de belos, criativos e muito bem cadenciados pianos. Na bateria, Ronald Hoogwout, mostra uma técnica impecável e um timing não menos do que perfeito, se comporta de forma tranqüila como uma espécie de metrônomo humano. Um álbum ótimo do início ao fim e que já nos deixa animado e curioso em saber quando virar o segundo registro.

1.Beyond Music (5.00)
2.Entrance (2.26)
3.Into The Dream (4.47)
4.Desert Theme I (2.10)
5.Yellow Horses (5.54)
6.Bachianas (7.30)
7.Desert Theme II & III (4.15)
8.My Green Oasis (9.23)
9.Brazilieras (6.49)
10.Desert Theme IV (2.08)
11.Fata Morgana (3.40)
12.Desert Dawn (6.13)
13.Endless - Exit (8.21)
14.New Feelings (5.29)

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Special Post: Steve Hackett (15 Albuns) [U.K]





Steve Hackett é o tipo de guitarrista que agrada qualquer pessoa que goste de um estilo refinado e elegante de se tocar guitarra. Muito mais do que lembrar e, principalmente conhecê-lo como o ex-guitarrista do Genesis, acho que todos deveriam tentar se aprofundar na obra solo do músico que construiu uma carreira de trabalhos de extrema qualidade e versatilidade, nunca se prendendo a rótulos, mas sempre soando de forma única, não importa qual gênero da vez que o mesmo estaria flertando, se com o jazz-rock, pop (talvez o único estilo que de fato não soava muito legal com ele), rock progressivo, música brasileira, blues, violão clássico ou música erudita. O que acontece de fato é que, pra Steve Hackett pouco importa qual seja o campo musical que o mesmo esteja pisando, no fim ele sempre vai fazer brotar música de extremo bom gosto acima dele.

Mesmo tendo saído do Genesis apenas depois de 1977 pra dar início ao menos em minha opinião, a uma carreira solo infinitamente superior ao que sua ex-banda iria desenvolver em seus anos seguintes, dois anos antes o músico havia mostrado pela primeira vez o potencial de um guitarrista que embora tivesse alguns momentos de brilhantismo no Genesis pós Peter Gabriel, por muitas outras vezes teve que se deixar ofuscar pela “ditadura” de Banks imposta naquela época. O clima entre ambos não estavam nada bem, tanto que “coincidentemente” o único membro do Genesis não convidado pra participar do seu álbum de estréia foi justamente Tony Banks.

“Voyage Of The Acolyte”, álbum de estréia da carreira solo de Steve Hackett, mesmo cerca de 35 anos e mais de 15 albuns de estúdio lançados depois, continua a fazer parte do top 3 de 9 entre 10 fãs do guitarrista. Também pudera, o álbum faz jus a toda essa adoração sendo um dos grandes lançamentos do Rock Progressivo daquele ano de 1975, disco de sonoridade bastante complexa tocada por um guitarrista que embora influenciado pelos trabalhos de sua ainda atual banda, também soube mostrar uma visão particular de sua proposta sonora de forma bastante criativa e melodiosa alem de contar com uma excelente banda, que tinha como convidados os já mencionados amigos de Genesis, Phil Collins e Mike Rutherford. Nesse disco também se encontra uma das mais belas músicas da carreira do guitarrista, “Shadow of the Hierophant” que contem um dos finais mais belos que já ouvi até hoje, com uma melodia que começa tímida e cresce chegando a um fim épico, essa música inclusive conta com a participação de Sally Oldfield, irmã do Mike Oldfield.

Três anos após essa excelente estréia e agora totalmente desligado do Genesis, o guitarrista lança em Maio de 1978 seu segundo álbum, intitulado “Please Don’t Touch”, mais uma vez um grande time de músicos o acompanhando, entre eles seu irmão John Hackett, Chester Thompson, Randy Crawford, Richie Havens e Steve Ealsh., esse último por sinal faz o vocal na faixa do álbum que é uma homenagem a Agatha Christie, “Carry On Up The Vicarage”, e falando em homenagens, essa não foi a única, o guitarrista também homenageou sua esposa Kim na faixa de mesmo nome. Nessa segunda experiência solo, novamente se mostrou bastante inspirado e fez um trabalho que facilmente entra no rol de obrigatórios entre os fãs do músico.



No ano seguinte, mais precisamente após um ano do lançamento de “Please Don’t Touch”, é lançado em Maio de 1979 o álbum “Spectral Mornings”. Em sua terceira empreitada solo, Steve Hackett conseguiu fazer aquele que para muitos, inclusive pra esse que vos escreve, é o único álbum que bate de frente, digamos assim, com “Voyage Of The Acolyte”. Uma verdadeira jóia do Rock Progressivo, ainda mais vendo quando foi seu lançamento, ano em que sabemos que não se tratava de uma época boa pras bandas do gênero, tanto que ou estavam acabando ou reformulando a sua sonoridade pra poder atender as exigências musicais da década seguinte. “Spectral Mornings” é daqueles álbuns que podemos dizer sem medo que é ótimo do começo ao fim. E já que citei as duas extremidades do disco, é lá mesmo que se encontram seus maiores destaques “Every Day” e “Spectral Mornings”, na primeira, até mesmo a habilidade de Hackett que nunca foi destaque nenhum na sua carreira como é o caso da vocal, ele soube fazer de forma muito bem feita e digna de elogio, alem de que a música conta com um dos solos de guitarra mais belos da carreira do músico. Já na segunda as coisas não deixam nada a desejar também “Spectral Mornings” é uma espécie de coletânea das características do músico em uma única faixa, ou seja, encontra-se bela melodia em uma forma extremamente pessoal de tocar onde até o mais simples dos acordes soam diferente devido a sua maneira emotiva de expressar com a guitarra.

Novamente no ano seguinte ao lançamento de um álbum, Hackett já aparece com mais um disco, em 1980 é a vez dos fãs serem apresentados a “Defector”, devo imaginar que pra os que vinham acompanhando a carreira dele na época o otimismo estava em alta, pois o músico vinha de um trabalho simplesmente incrível. Pois bem, “Defector” não está no nível de seu antecessor, mas sem dúvida alguma tem ótimos momentos, como por exemplo, a faixa de abertura, “The Steppes” um dos destaques do álbum e também da própria carreira de Steve Hackett, ou então a faixa “The Toast” que conta uma linda flauta sobre uma não menos elogiável cama melódica. Através desse álbum, Steve Hackett encerra uma fase iluminada de sua carreira. O que se vê adiante muitas vezes foge bastante do que ele fez nos seus quatro primeiros álbuns, mas não entenda isso como queda de qualidade da sonoridade dos discos, em alguns momentos mesmo que com uma roupagem diferente, existem álbuns com grandes momentos também, embora o próximo álbum de fato, não seja nada agradável.


Começando a década aparentemente disposto a dar uma renovada em seu som, Steve Hackett fez isso até mesmo com os músicos que o acompanham, da banda que havia gravado os dois discos anteriores apenas permaneceram o flautista e tecladista, John Hackett e o tecladista Nick Magnus. Também começa a década lançando mais um álbum, em 1981 sai o quinto disco do músico intitulado “The Cured”. Como dito anteriormente, o som que o ouvinte irá se deparar de agora em diante não será o mesmo, em “The Cured” ainda temos a veia de progressivo, mas em bem menor escala, dando boa parte do seu espaço a uma sonoridade mais voltada a um pop de qualidade bastante decepcionante, ainda mais pra algo em termos de Steve Hackett, logo de cara com a faixa de abertura “Hope I Don’t Wake Up” se nota que será um álbum difícil de engolir, com até mesmo as guitarras não soando bem, talvez pela cama brega armada pelos teclados do trabalho, “The Cured” é uma aula de como não começar uma nova fase da carreira de um músico, dessa vez nem a capa salvou.

Dois anos se passaram e esse tempo sem lançar um álbum de inéditas fizera de certa forma bem pra Steve Hackett. Depois de “The Cured” ele retorna com “Highly Strung”, longe de ser um álbum de qualidade inquestionável, mas sem sombra de dúvida merece elogios em alguns momentos, como nas faixas “Camino Royale”, “Always Somewhere Else” e “Group Therapy”. Steve Hackett aqui continua a soar com a cara da música pop que reinou no começo dos anos 80 mas ao menos, dessa vez também apresenta uma grande influência do jazz-rock. Aqui o guitarrista cantou em todas as faixas não instrumentais, mas soando bem diferente da forma que havia feito nos quatro primeiros álbuns da carreira, o que causa um certo estranhamento a primeira audição, mas não compromete o acabamento final.

No mesmo ano de 1983, Steve Hackett lança o álbum “Bay of Kings”, ao lado apenas de John Hackett que ficou com as partes de flauta e Nick Magnus responsável pelos teclados. Aqui a idéia foi em produzir um disco acústico, o resultado foi bastante satisfatório e belo. Nesse álbum o músico demonstra todo seu amor pelo violão de cordas de nylon, paixão essa que começou no instante em que ele viu o espanhol Andrés Segovia tocar obras de Bach no violão. Interessante que alem das músicas contidas no álbum, Steve Hackett também optou por fazer duas releituras de composições suas, de “Kim”, do álbum “Please Don’t Touch” e de “Horizons”, música da sua época de Genesis, pertencente ao álbum “Foxtrot”. Com certeza lançar “Bay of Kings” após dois discos tão diferentes de sua carreira, serviu pra mostrar que aquele excelente músico da segunda metade da década de 70 não estava entrando em decadência e que ainda tinha muita lenha pra queimar.

Após um ano literalmente de altos e baixos, com o lançamento de dois álbuns de sonoridades bem distintas, Steve Hackett entra em estúdio mais uma vez, agora pra gravar aquele que é conhecido como o seu “álbum brasileiro”, trabalho que teve como resultado o disco “Till We Have Faces”, provavelmente o disco mais “8 ou 80” do guitarrista, ao mesmo tempo que se vê pessoas que o amam, também acontece o contrário, pessoas que o odeiam do fundo de sua alma. Provavelmente por ser casado com uma brasileira e visitando com regularidade o país, Steve Hackett achou que era hora de gravar um disco com músicos brasileiro, e foi isso que ele fez, deixando apenas a mixagem pra ser feita na Inglaterra. Muitas vezes o álbum é puro experimentalismo e fusão de ritmos, em certos pontos o que se vê é uma levada jazzística e dois bateristas tocando simultaneamente, caso da faixa “Rio Connection”. Em, “Matilda Smith-Williams Home For The Aged” a banda se mostrou bastante influenciada pelos ritmos brasileiros, com certeza é a faixa mais sambista do trabalho. Também existem influências no baião, mas nem sempre se encontra ritmos brasileiros nas músicas do álbum, em “The Gulf”, por exemplo, não se encontra nada. Com certeza foi um álbum que agradou bastante a fãs no Brasil, mas nunca foi visto com bons olhos fora daqui. Mas algo é inegável, na época de “Till We Have Faces”, mesmo o álbum sendo considerado por muitos de World Music, sempre foi definido como algo sem rótulo, que no fim das contas é o que Steve Hackett sempre quis buscar quando resolveu sair do Genesis e tomar seu próprio rumo.



Steve Hackett usou o fim de 1987 pra começar a trabalhar em seu novo álbum, “Momentum”, álbum lançado em 1988, mas é bom deixar claro que durante esses quatro anos entre “Till We Have Faces” e “Momentum”, Steve Hackett ainda esteve em estúdio, dessa vez com o “super grupo” “GTR”, ao lado de músicos de peso, entre eles o não menos genial guitarrista Steve Howe, projeto que mesmo com muitos nomes talentosos no papel, o resultado sairia bem abaixo da média, mas isso não vem ao caso, o assunto aqui é a obra solo do guitarrista . Voltando com “Momentum”, mais uma vez a idéia aqui foi de ser um álbum acústico, mas ao invés de um trio como em “Bay of King”, o que se vê aqui é uma dupla formada pelos irmãos John e Steve. Nunca entendi porque desse ser o álbum nesse formato mais esquecido do músico já que a sua qualidade não deixa a desejar a nenhum dos outros lançados por ele. Mesmo o trabalho sendo de ótima qualidade e bem homogêneo, destaco as faixas “Cavalcanti” e “The Sleeping Sea” entre as demais. Steve Hackett mais uma vez brindou a todos com um lindo disco tocando de forma primorosa. Após “Momentum”, o guitarrista decide ficar sem lançar um álbum de inéditas por 5 anos, sendo assim, seu próximo algum, “Guitar Noir” sai do forno no ano de 1993, mas na verdade o músicos já vinha trabalhando em estúdio nele desde 1991.

Chegado o ano de 1993, alem do lançamento do seu novo álbum, “Guitar Noir”, o ano também representa a primeira visita do momentos e belas canções que merecem ser reconhecidas entre as melhores de toda carreira de Steve Hackett. Sonoridade bastante atmosférica, com uma boa mistura de guitarra acústica e elétrica. A versão americana do álbum tem um atrativo a mais, e que atrativo, na ultima faixa do disco, “Cassandra”, o guitarrista tem como seu parceiro ninguém menos que Brian May, pena que a música tem um solo curto, mas que nos faz pensar que ótimo seria poder ouvir os dois tocando junto em um álbum inteiro. Alem disso músicas como “Sierra Quemada”, “Take These Pearls” e “Little America” mostram mais uma vez toda a competência, sensibilidade e capacidade do músico em criar canções cativantes. Em “Guitar Noir”, Steve Hackett mostra uma inspiração não vista em muitos anos, claro, exceto em seus trabalhos mais voltados as músicas acústicas, onde ele nunca, digamos, deixou a peteca cair.

Após um bom trabalho em “Guitar Noir”, no ano seguinte Steve Hackett entra mais uma vez em estúdio pra mostrar o porquê de ser considerado um guitarrista de versatilidade vista em poucos outros, e assim, opta por passear dessa vez pelo Blues, em seu mais novo álbum, “Blues With The Feeling”, algo que não havia feito até então, ao menos não com tanta intensidade como dessa vez. O músico fez um ótimo trabalho, mesmo recebendo a crítica de alguns fãs mais inveterados de progressivo, é inegável que Steve Hackett sabe se comportar de forma muito competente dentro do Blues, mesmo porque o mesmo nos anos 60 tinha como um de seus passatempos frequentar clubes pra poder ver seus ídolos de blues como Eric Clapton e John Mayall, por exemplo. Músicas como “Love Of Another Kind”, “Born In Chicago” e “Blues With a Feeling” mostram um Steve Hackett seguro e tocando com bastante feeling, algo que é essencial no gênero. O trabalho é bastante recomendado a todos que admiram um bom blues e também Steve Hackett, mas deixo uma observação, não adianta ser fã apenas de um dos dois, pois assim as coisas podem não soarem bem.

Chegando o ano de 1996 e, quem sabe devido a uma saudade do Genesis, Steve Hackett decidi lançar o álbum “Watcher of The Skies - Genesis Revisited” lançado primeiramente no Japão e no ano seguinte no “resto do mundo”, o trabalho trata-se da releitura de alguns clássicos do Genesis e com um grande time de estrelas convidadas, “Genesis Revisited” é um desses discos que qualquer fã deve ter na sua coleção. Watcher of the Skies, foi uma das que mais ficou parecida com a as versão original, mas agora com Steve Hackett fazendo a parte vocal e Bill Bruford na bateria. Alem da faixa citada, outras músicas que se encontram no álbum são "Dance On A Volcano", " The Waiting Room”, " For Absent Friends" alem claro, da inesquecível “Firth of Fifth”, que por sinal ficou linda, com vocal de John Wetton e bateria de BILL BRUFORD, por mais que tenham dado uma nova roupagem a seu arranjo, ele continuou bastante encantador, alem do solo de guitarra que dispensa comentários, considerado um dos mais belos da carreira do músico. Acho interessante também citar a faixa “Deja Vu”, é uma música que Peter Gabriel iniciou na época de “The Lamb Lies Down on Broadway” mas não finalizou, então Steve Hackett com a autorização de Peter Gabriel se responsabilizou da tarefa, com Paul Carrack encarregado das partes vocais, “Deja-Vu” é uma música de grande leveza e beleza. “Genesis Revisited” foi uma ótima idéia de Steve Hackett, uma grande homenagem à melhor fase de sua ex banda.

Já no ano seguinte, 1997, Steve Hackett muito bem acompanhado pela Royal Philharmonic Orchestra, lança o álbum “A Midsummer Night's Dream”, que como o próprio nome sugere trata-se de um álbum baseado na obra de Sheakspeare, “Sonho de uma Noite de Verão” escrita mais ou menos entre 1550 e 1555. Novamente, não se trata de um álbum de progressivo e, sim de um trabalho mais voltado ao clássico. A quem o veja com um álbum repetitivo, não o vejo dessa maneira, aqui o guitarrista soube se expressar de forma bastante criativa em meio uma história com voltas e reviravoltas, horas passagens lentas, horas passagens mais rápidas sempre muito bem acompanhado da Orquestra. Mas que fique claro que o álbum mesmo sendo orquestral, foi feito voltado pra guitarra, e nem sempre a orquestra terá presença garantida.

Dois ano após sua experiência com a Royal Philharmonic Orchestra, Steve Hackett lança aquele que pra muitos, inclusive pra mim, é um álbum de qualidade suficiente pra bater de frente com qualquer um dos quatro primeiros discos do músico. Lançado em 1999, “Darktown” é de uma qualidade inquestionável, de uma sonoridade bastante melancólica, triste e de um clima sombrio, ou seja, todas as características marcantes de Steve Hackett estão presentes, só que dessa vez, sobre uma camada mais dark. Não por menos que a na época a revista argentina Mellotron, ótima revista por sinal, o indicou como um dos melhores álbuns daquele ano. Algumas faixas merecem um certo destaque nesse álbum, tais como "Omega Metallicus", "Darktown", "Twice Around The Sun" essa com um solo simplesmente hipnotizante e, "In Memorian". Sem dúvida alguma, Steve Hackett não poderia encerrar a sua contribuição musical na década de 90 de maneira melhor, mostrando que nos anos 2000 poderiam esperar muita música vindo dele ainda.

Mal as pessoas puderam digerir “Darktown”, em 2000 o guitarrista já aparece junto de seu irmão em mais um álbum, “Sketches of Satie”, que trata-se de uma releitura para flauta e guitarra clássica, das peças mais conhecidas de Erik Satie, um álbum de uma interessante atmosfera e com as características que Steve HAckett costuma impor nesses tipos de trabalho e que qualquer um que conheça o músico já sabe quais são. Ainda no mesmo ano de 2000, Steve Hackett lança “Feedback 86”, uma coletânea de músicas escritas pelo músico nos anos 80, algumas inclusive era pra fazer parte do primeiro álbum do GTR. Um álbum que não tem muito a oferecer soando inclusive decepcionante pra alguns.

Chegado o ano de 2003 e três anos após seus dois últimos lançamentos de estúdio, também chega o mais novo álbum do guitarrista, “To Watch the Storms”. Novamente aqui Steve HAckett mostra que todo o respeito que conseguiu junto de sua guitarra não foi por acaso. Seguindo os passos de “Darktown”(entenda-se passos no sentido de também ser um álbum de enorme qualidade), “To Watch the Storms” mostra novamente um guitarrista com a inspiração que lhe já é característica. O álbum pode ser uma espécie de “Voyage Of The Acolyte” dos anos 2000, os dois tem as suas semelhanças, em ambos os casos pode-se notar a capacidade do músico de mesclar uma música mais agressiva com o progressivo sinfônico, por exemplo, além de também possuírem um clima de mistério em suas sonoridades. Os destaques que coloco desse excelente álbum são “The Devil Is An Englishman”, “Frozen Statues” e “Brand New”. Assim como aconteceu com “Darktown” em 1999, com certeza “To Watch the Storms” pode figurar facilmente entre os melhores álbuns de rock progressivo daquele ano.



Chegado o ano de 2005, é a hora que novamente o público conhecer um novo álbum de Steve Hackett, dessa vez, intitulado de “Metamorpheus”, esse trabalho tem como inspiração a lenda de Orfeu e a sua passagem pelo submundo. Acompanhado de uma orquestração muito boa, o músico soube fazer um álbum que pode agradar tanto aos que são mais acostumados a sonoridades mais clássicas, como aqueles não muito familiarizados com esse tipo de som. Como a abordagem do álbum como já dito, é a música clássica, Steve Hackett usa de forma primorosa mais uma vez o violão de nylon em composições bastante inspiradoras. “Metamorpheus” é indicado a qualquer um que queira se deliciar com uma boa música clássica através de instrumentos acústicos e strings.

No ano de 2006 o álbum a conhecer a luz do dia é “Wild Orchids”. Bom, eu fui uma pessoa que conheci a obra completa de Steve Hackett em sequencia, com isso desde que ouvi “Voyage Of The Acolyte” pela primeira vez, eu sempre vou criando algum tipo de expectativa pra o próximo álbum a qual estou a conhecer. Desde então já me decepcionei algumas vezes, principalmente com os trabalhos feito nos anos 80, assim como de certa forma me surpreendi com “Darktown”, pois mesmo sabendo do potencial de Steve Hackett eu estava acostumando com a sua sonoridade que embora agradável, não era comparável com seus “anos dourados”(leia-se seus 4 primeiros álbuns), as com certeza nada foi como “Wild Orchids”, eu tinha sim uma boa esperança quanto ao álbum, afinal, há tempos o músico vinha de ótimos trabalho, mesmo assim ao ouvi-lo senti que o que estava ouvindo era alem do que eu esperava. O álbum é um verdadeiro “soco na cara” de quem ainda duvidava do poder de composição do músico e, sem sombra de dúvidas, um trabalho que nasceu com potencial de clássico. Só deixar claro que também foi lançado uma edição especial do CD, com o preço não muito diferente da normal, onde contem quatro faixas extras e, é sobre essa edição que estou falando aqui. Músicas como “Transylvanian Express”, “Set Your Compass" ou “Waters Of The Wild” podem figurar em qualquer um dos melhores álbuns do guitarristas e fazer o seu papel com muito louvor.

Passado o ano de 2007, sem nada de novo na carreira, o músico reaparece em mais um álbum solo, e agora levem a palavra solo ao pé da letra, pois de fato apenas o guitarrista toca nesse registro. O álbum tem uma sonoridade bastante tranqüila e nada mais é que uma viagem sobre composições originais para violão solo, e peças tradicionais escolhidos por Steve HAckett do seu repertório de violão clássico.

Durante o ano de 2008, alem de se preocupar em lançar o“Tribute”, Steve Hackett também vinha trabalhando em seu mais novo álbum, “Out of the Tunnel's Mouth”, que foi lançado em 2009 e que contou com alguns convidados de peso, como Anthony Phillips, guitarrista que ocupava o cargo no Genesis antes da entrada de Steve Hackett, e Chris Squire, referência no baixo no universo do Rock Progressivo e nome forte no YES. Mesmo esperando uma qualidade maior do que de fato o álbum apresentou, talvez tenha sentido isso por causa do “Wild Orchids” que como dito mais acima, foi algo totalmente surpreendente, o que se encontra aqui é um disco bastante interessante de se ouvir em certos momentos, mas sem o brilho dos seus antecessores mais recentes. Mesmo sendo um trabalho chamativo principalmente devido os músicos convidados citados anteriormente, alem de Steve Hackett, claro, mas o que se encontra aqui são boas e simples composições que no fim das contas nos deixam com um ar de que poderia ter sido muito mais do que foi.

O ultimo album lançado pelo guitarrista veio em 2011, "Beyond the Shrouded Horizon" segue mais ou menos o que ele vinha fazendo na maioria das vezes nos anos 90 em diante, ou seja, uma música bem feita ora orientada por guitarra, ora por parte mais orquestral, mas sem nenhuma música que marque o album embora no geral todas de bom gosto. Album que tambem vale a pena.

Bom, é isso, em meio aos seus poucos erros e vários acertos durante a carreira, Steve Hackett soube cravar seu nome como um dos mais singulares guitarristas de todos os tempos, que ainda hoje segue nos brindando e surpreendendo através da sua boa música, seja qual o rótulo impresso a ela.





Voyage Of The Acolyte (1975)

1.Ace Of Wands (5:23)
2.Hands of the Priestess Part I (3:28)
3.A Tower Struck Down (4:53)
4.Hands of the Priestess Part II (1:31)
5.The Hermit (4:49)
6.Star of Sirius (7:08)
7.The Lovers (1:50)
8.Shadow of the Hierophant (11:44)

Download: http://www.megaupload.com/?d=S7Z659M0



Please Don't Touch! (1978)

1.Narnia (4:06)
2.Carry On Up the Vicarage (3:11)
3.Racing In A (5:07)
4.Kim (2:14)
5.How Can I? (4:40)
6.Hoping Love Will Last (4:09)
7.Land of a Thousand Autumns (1:57)
8.Please Don't Touch (3:39)
9.The Voice of Necam (3:11)
10.Icarus Ascending (6:21)

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Spectral Mornings (1978)

1.Every Day (6:14)
2.The Virgin and the Gypsy (4:28)
3.The Red Flower of Tachai Blooms Everywhere (2:05)
4.Clocks (The Angel Of Mons) (4:16)
5.The Ballad Of The Decomposing Man (Featuring - The Office Party) (3:48)
6.Lost Time In Cordoba (4:03)
7.Tigermoth (7:35)
8.Spectral Mornings (6:32)

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Defector (1980)

1.The Steppes (6:04)
2.Time to get Out (4:11)
3.Slogans (3:42)
4.Leaving (3:18)
5.Two Vamps As guests (1:58)
6.Jacuzzi (4:35)
7.Hammer in The Sand (3:09)
8.The Toast (3:41)
9.The Show (3:40)
10.Sentimental Institution (2:32)

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Bay of Kings (1983)

1.Bay Of Kings (4:56)
2.The Journey (4:14)
3.Kim (2:25)
4.Marigold (3:36)
5.St Elmo's Fire (3:08)
6.Petropolis (2:45)
7.Second Chance (1:58)
8.Cast Adrift (2:15)
9.Horizons (1:47)
10.Black Light (2:31)
11.The Barren Land (3:46)
12.Calmaria (3:23)

Bonus Tracks.

13.Time Lapse At Milton Keynes (3:56)
14.Tales Of The Riverbank (2:02)
15.Skye Boat Song (1:35)

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Guitar Noir (1994)

1.Sierra Quemada (5:19)
2.Take These Pearls (4:14)
3.There Are Many Sides To The Night (7:23)
4.In The Heart Of The City (4:34)
5.Dark As The Grave (4:38)
6.Lost In Your Eyes (4:56)
7.Little America (4:55)
8.Like An Arrow (2:51)
9.Theatre Of Sleep (3:03)
10.Walking Away From Rainbows (3:10)
11.Paint Your Picture (2:57)
12.Vampyre With A Healthy Appetite (5:29)
13.Tristesse (4:01)

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Blues with a Feeling (1994)

1.Born In Chicago (3:57)
2.The Stumble (2:55)
3.Love Of Another Kind (3:59)
4.Way Down South (4:28)
5.A Blue Part Of Town (3:03)
6.Footloose (2:30)
7.Tombstone Roller (5:17)
8.Blues With A Feeling (4:22)
9.Big Dallas Sky (4:47)
10.The 13th Floor (3:29)
11.So Many Roads (3:15)
12.Solid Ground (4:27)

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A Midsummer Night's Dream (1997)

1.The Palace Of Theseus (2:47)
2.A Form In Wax (4:40)
3.By Paved Fountain (2:00)
4.Titania (2:23)
5.Set Your Heart At Rest (3:31)
6.Oberon (2:31)
7.Within This Wood (2:36)
8.In The Beached Margent Of The Sea (2:38)
9.Between The Cold Moon & The Earth (2:44)
10.Puck (1:53)
11.Helena (4:21)
12.Peaseblossom, Cobweb, Moth & Mustardseed (4:28)
13.Mountains Turned Into Clouds (4:36)
14.The Lunatic, The Lover & The Poet (4:14)
15.Starlight (4:48)
16.Lysander & Demetrius (2:45)
17.Celebration (6:15)
18.All Is Mended (3:13)

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Darktown (1999)

1.Omega Metallicus (3:48)
2.Darktown (4:59)
3.Man Overboard (4:17)
4.The Golden Age Of Steam (4:09)
5.Days Of Long Ago (3:23)
6.Dreaming with open Eyes (6:54)
7.Twice Around the Sun (7:15)
8.Rise Again (4:26)
9.Jane Austen's Door (6:13)
10.Darktown Riot (3:10)
11.In Memoriam (7:59)

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Sketches of Satie (2000)

1.Gnossienne No. 3 (2:24)
2.Gnossienne No. 2 (1:56)
3.Gnossienne No. 1 (3:18)
4.Gymnopédie No. 3 (2:36)
5.Gymnopédie No. 2 (2:52)
6.Gymnopédie No. 1 (3:55)
7.Pièces Froides No. 1 Airs À Faire Fuir I (2:46)
8.Pièces Froides No. 1 Airs À Faire Fuir II (1:36)
9.Pièces Froides No. 2 (2:05)
10.Avant Dernières Pensées Idylle ÀDebussy (0:57)
11.Avant Dernières Pensées Aubade À Paul Dukas (1:11)
12.Avant Dernières Pensées Méditation À Albert Roussel (0:54)
13.Gnossienne No. 4 (2:41)
14.Gnossienne No. 5 (3:20)
15.Gnossienne No. 6 (1:41)
16.Nocturnes No. 1 (3:31)
17.Nocturnes No. 2 (2:14)
18.Nocturnes No. 3 (3:36)
19.Nocturnes No. 4 (2:49)
20.Nocturnes No. 5 (2:27)

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To Watch The Storms (2003)

1.Strutton Ground (3:03)
2.Circus Of Becoming (3:47)
3.The Devil Is An Englishman (4:26)
4.Frozen Statues (2:57)
5.Mechanical Bride (6:38)
6.Wind, Sand And Stars (5:06)
7.Brand New (4:39)
8.This World (5:17)
9.Rebecca (4:18)
10.The Silk Road (5:23)
11.Come Away (0:57)
12.The Moon Under Water (5:22)
13.Serpentine Song (5:48)

Bonus tracks on Special Edition:

14.Pollution B (3:11)
15.Fire Island (2:12)
16.Marijuana, Assassin Of Youth (6:50)
17.If You Only Knew (6:25)

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Metamorpheus (2005)

1.The pool of memory and the pool of forgetfulness (2:14)
2.To earth like rain (1:32)
3.Song to nature (3:02)
4.One Real Flower (3:11)
5.The dancing ground (3:01)
6.That vast life (12:26)
7.Eurydice taken (1:47)
8.Charon's call (3:14)
9.Cerberus at peace (2:05)
10.Under the world - Orpheus looks back (5:15)
11.The broken lyre (3:17)
12.Severance (3:04)
13.Elegy (3:17)
14.Return to the realm of eternal renewal (2:56)
15.Lyra (6:35)

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Wild Orchids (2006)

1.A Dark Night In Toytown (3:42)
2.Waters Of The Wild (5.35)
3.Set Your Compass (3:38)
4.Down Street (7:34)
5.A Girl Called Linda (4:44)
6.To A Close (4:49)
7.Ego & Id (4:08)
8.Man In The Long Black Coat (5:07)
9.Wolfwork (4:49)
10.Why (0:47)
11.She Moves In Memories (5:00)
12.The Fundamentals Of Brainwashing (3:01)
13.Howl (4:31)

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Out Of The Tunnel's Mouth (2009)

1.Fire On The Moon (6:11)
2.Nomads (4:31)
3.Emerald And Ash (8:59)
4.Tubehead (3:36)
5.Sleepers (8:50)
6.Ghost In The Glass (2:59)
7.Still Waters (4:35)
8.Last Train To Istanbul (5:56)

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Beyond The Shrouded Horizon (2011)

1.Loch Lomond (6:49)
2.The Phoenix Flown (2:08)
3.Wanderlust (0:44)
4.Til These Eyes (2:41)
5.Prairie Angel (2:59)
6.A Place Called Freedom (5:57)
7.Between The Sunset And The Coconut Palms (3:18)
8.Waking To Life (4:50)
9.Two Faces Of Cairo (5:13)
10.Looking For Fantasy (4:33)
11.Summer's Breath (1:12)
12.Catwalk (5:44)
13.Turn This Island Earth (11:51)

Bonus CD (Limited edition)

1.Four Winds : North (1:34)
2.Four Winds : South (2:05)
3.Four Winds : East (3:34)
4.Four Winds : West (3:04)
5.Pieds En L'Air (2:25)
6.She Said Maybe (4:21)
7.Enter The Night (3:59)
8.Eruption: Tommy (3:37)
9.Reconditioned Nightmare (4:06)

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Road - Road (1972) [U.K]



Noel Redding é mundialmente famoso por ter sido o baixista da banda de Jimi Hendrix durante o final dos anos de 1960, tendo gravado com ele alguns dos maiores discos de rock em todos os tempos. Com sua saída do grupo de Hendrix e o fim de seu projeto paralelo, Fat Matress, em 1972 ele resolveu novamente se aventurar pelo mundo do rock e novamente tocando baixo. Então se juntou a Rod Richards na guitarra e Leslie Sampson na bateria para gravar um tremendo álbum de rock. O disco ao longo do tempo acabou se tornando um dos tesouros escondidos do hard rock além de ser outro belo trabalho da vida de Noel Redding, que faleceu em 2003, aos 57 anos de idade. Típico hard rock setentista inicia muito bem com a faixa I’m Trying já mostrando todo o virtuosismo dos músicos. Guitarra muito bem executada por Rod Richards, que veio da banda Rare Earth, bateria competente de Leslie Sampson e no baixo Noel Redding, músico que evidentemente dispensa comentários. Em pouco mais de seis minutos, a banda detona um som pesado, denso e de grande qualidade técnica. Uma abertura que mostra a que a banda veio. I’m Going Down to the Country, composta por Redding é mais curtinha e apresenta um som com violões e bonito arranjo de slide guitar para a canção que é quase um country rock. A faixa serve como amortecedor entre a primeira e Mushroom Man, uma bela canção. Esta canção merece um capítulo à parte. Guitarras com wah-wah fantásticos e ótimo trabalho vocal. Uma perfeita mistura de Cream, Hendrix, Beck, Bogert and Appice e até coisas mais pop dos anos 1970, fazendo com que a música em si já pague pelo disco inteiro. É possível até arriscar a dizer que tenha influenciado anos mais tarde bandas da chamada geração grunge tamanha a semelhança com que possa ter com essas bandas dos anos de 1990. As guitarras sujas e envenenadas trazem brilho para a total curtição do som. Man Dressed in Red é algo mais próximo do psicodélico. Aqui novamente o guitarrista faz a diferença toda. Som de primeira linha e sendo um dos destaques do álbum. Composta pelo baixista se destaca pela força instrumental do trio e pelas distorções realizadas pelo guitarrista Rod Richards. Mesmo sem ser conhecido do público roqueiro em geral, é tranquilo afirmar que o Road seja um dos grandes nomes do hard rock setentista. É, sem dúvida, um power trio de respeito e isso pode ser sentido neste álbum, principalmente no trabalho mostrado nesta quarta faixa do disco. Outra curiosidade é a faixa Space Ship Earth. Maravilhosa, parece saída de Electric Ladyland direto para 1972. Em seus três minutos se destaca principalmente pelo grande trabalho do baixista. Base pesada e que praticamente preenche todos os espaços vazios fazendo deste outro belo momento do disco que termina com a longa faixa título, que, com seus quase dez minutos, desfila potência, criatividade e peso num excepcional rock and roll. A faixa é tirar o fôlego, tudo perfeito e no lugar certo. Por sorte dos fãs e colecionadores, este álbum foi reeditado tanto em CD no em LP anos atrás. Muito provavelmente já se encontre fora de catálogo. Sua versão original é hoje uma verdadeira raridade.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.I’m Trying (6:32)
2.I’m Going Down to the Country (2:41)
3.Mushroom Man (4:08)
4.Man Dressed in Red (7:00)
5.Space Ship Earth (3:26)
6.Friends (6:14)
7.Road (9:24)

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Malicorne – Malicorne 2 (1975) [France]



Este é o segundo disco desta que é uma das melhores bandas francesas de folk rock. O disco é excelente do início ao fim, emocionante pela forma sutil com que é executado e também pela qualidade das músicas. Cantado em francês, óbvio, dando-lhe mais charme ainda se considerarmos que as músicas são verdadeiras pérolas do folk setentista no estilo medieval, porém se diferenciando um pouco de bandas como Gryphon. O Malicorne pode ser colocado tranquilamente ao lado de bandas como Spyrogira, Steleeye Span e outras do estilo sem sombra de dúvida. A obra começa como Le Maria de Anglais, a primeira faixa e já Mostra folk medieval da banda. O vocal de Marie Yacoub é singelo e combina perfeitamente como estilo musical da banda. O arranjo envolto em violinos, mandolins e violões são belíssimos e já mostra o quanto o Malicorne era talentoso em seus melhores momentos. A segunda é Le Garçon Jardiniek, chama a atenção pela beleza da melodia. Desta vez o vocal fica por conta de Gabriel Yacoub, mantendo o nível em alta. O grupo fazia uma música absolutamente original podendo facialmente ser considerando como um grupo único dentro de sua proposta e formato musical, fazendo da banda algo bastante original e que salta aos ouvidos imediatamente após os primeiros acordes. Isso pode perfeitamente ser conferido já no início da execução da faixa La Fille Aux Chansons, uma maravilhosa faixa e arrepia da cabeça aos pés aos fãs. A melodia é cantada em francês, ajudando a tornar uma épica a canção e praticamente domina metade do lado A, sendo dividida em duas grandes partes. O final deste lado termina de forma excelente com Cortege de Noce, parte final da suíte. Virando o lado do disco, conti nua igual e seguem músicas ótimas como Marions Les Roses, típico folk que parece ter saído do período da idade média direto para os anos 1970. Para os amantes do folk é certo que o disco será ouvido centenas de vezes. Para finalizar temos outra ótima suíte, Bourée, Scotti ch-valse / le Bouvier. Disco extremamente raro de ser encontrado hoje em dia, foi editado em 1975 pelo selo Gamma. Depois do segundo disco, o Malicorne passou para algo mais experimental, próximo do rock progressivo também obtendo maior êxito comercial em sua longa carreira. O disco de estréia do Malicorne, também homônimo, foi lançado em 1974 e tem o nível de qualidade muito próximo desta verdadeira obra-prima do folk francês e, sem dúvida nenhuma, é um dos melhores também nos quatros cantos do mundo. Apesar da carreira no Malicorne, o músico Gabriel Yacoub também se notabilizou por um trabalho solo de respeito, tendo gravado vários discos no mesmo período em que atuava junto com a banda.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Le mariage anglais (4:07)
2.Le garçon jardinier (2:54)
3.La fille aux chansons (marion s'y promène) (10:27)
4.J'ai vu le loup, le renard et la belette (2:29)
5.Cortège de noce (4:08)
6.Branle - la péronelle (4:32)
7.Le galant indiscret (2:19)
8.Marions les roses (chant de quête) (3:32)
9.Suite : bourrée, scottishe - valse (2:34)
10.Le bouvier (5:14)

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Leaf Hound - Growers of Mushroom (1971) [U.K]



Formado nos idos de 1970 em Londres, o Leaf Hound lançou apenas um álbum, que simplesmente assombra pela qualidade, impacto, excelente execução e canções que beiram a perfeição e nos chocam por saber que bandas inferiores conseguiram êxito enquanto o Leaf Hound praticamente nada conseguiu em sua época. Formada pelos irmãos Derek e Stuart Brooks na guitarra e baixo, Mick Halls na outra guitarra, Keith G. Young na bateria e pelo excelente vocalista Peter French, o Leaf Hound praticamente nasceu do legendário Black Cat Bones – grupo onde se encontrava os irmãos Brooks. O quinteto lançou esta pequena obra-prima do hard rock, chamada Growers of Mushroom em pleno 1971 pela Decca Records tendo sido gravado em apenas um dia (na verdade uma sessão de 11 horas de estúdio) e ainda hoje surpreende pela força e que chega a lembrar em alguns momentos grupos de sucesso como Free e principalmente o Led Zeppelin, o que pode ser percebido na faixa Freelance Flend, que abre o disco e nos traz à lembrança a música Good Times Bad Times, contida no álbum de estréia do grupo de Page e Plant. Já a bela Sad Road to the Sea tem uma levada mais acústi ca, é linda de morrer e destaca um belo solo de guitarra de Brooks. A terceira faixa é Drowned My Life in Fear, também de primeira linha. A longa faixa Work My Body, com seus oito minutos, é a suíte do disco, um hard rock que se mistura com blues produzindo um belo resultado final principalmente pelo trabalho das guitarras e vocais. Na sequência, ainda temos With a Minute To Go, a grande balada do disco. Possui um belo andamento, vocal emocionado, linha de baixo muito interessante e violões ao fundo. A faixa título já é curti nha, interessante e não chega a cortar o barato, mas dá pra dar uma respirada durante sua execução. O hard rock intenso volta com tudo em Stagnant Pool. A faixa é daquelas arrasa quarteirão com as duas guitarras solando o tempo todo, baixo pulsante e pesado e uma bateria pra lá de efi ciente. Após o lançamento do álbum na Inglaterra e de um relativo sucesso em seus shows, Growers of Mushroom foi editado também na Alemanha pelo selo Telefunken, porém acabou não alcançando o sucesso esperado e a banda dispersou-se. Com o fim prematuro, Peter French seguiu para o Atomic Rooster, alcançando então muito sucesso com o estupendo In Hearing Of. Logo depois ele ainda participaria do excelente Cactus, dos ex-Fanilla Fudge Carmine Appice e Tim Boggert. O disco teve importantes reedições anos atrás inclusive em vinil num material gráfico incrível contando com um superpôster, capa dupla, dura e ótima prensagem. Recentemente, o Leaf Hound se reagrupou para realizar nossos trabalhos mas certamente a química de 1971 já não será a mesma.

Fonte: Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Freelance Flend
2.Sad Road to the Sea
3.Drowned my Life in Fear
4.Work my Body
5.Stray
6.With a Minute to Go
7.Growners of Mushroom
8.Stagnant Pool
9.Sawdust Ceasar

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Rare Amber - Rare Amber (1969) [U.K]



O Rare Amber é mais um daqueles efêmeros grupos surgidos na Inglaterra no final dos anos de 1960 e que buscavam no blues novas possibilidades musicais. O grupo gravou apenas um álbum em 1969 que se tornou uma raridade tempos depois. Composto de músicas próprias além de covers de B.B.King, Muddy Waters e Otis Spann, o disco agrada muito aos fãs do gênero. Rare Amber tem um início promissor com a faixa de estranho nome, Malfunction of the Engine, um blues rock elétrico composto pelo próprio grupo. Aqui a guitarras ganham destaque com bons solos durante a execução, assim como uma gostosa linha de baixo e bateria. You Ain’t Made Yet é um das melhores músicas do disco. Uma faixa mais próxima do psicodelismo baseado num teclado belíssimo e um vocal que mostra que Roger era realmente um cantor competente. Para quem não conhece o som da banda, é possível perceber influências do Cream no formato das composições e arranjos. Guardadas as devidas proporções, as participações da guitarra lembram um pouco o modo com que Eric Clapton tocava. Já It Hurts me, como diz no nome, trata-se de um triste (aliás, como a maioria dos grandes blues da história) e tradicional blues. Aqui o slider guitar é o destaque para o belíssimo momento. Podemos destacar no álbum ainda faixas como Paying the Cost to be the Boss, composição de B.B.King, outro blues tradicional onde as guitarras falam mais alto, além do teclado soar em prati camente toda a execução da música de forma muito inspirada. Night Life é outra cover e se trata de um blues lento onde a parte instrumental como acompanhamento para um contemplativo vocal extremamente bem executado pelo vocalista Roger Cairns. A harmônica rola solta em Custom Blues, composição própria do grupo e que também se tornou um momento interessante do álbum. Muddy Waters não poderia ficar de fora desta festa. O lado B abre de forma incrível com Popcorn Blues. Hearbreaker é outra boa faixa de B.B.King. Aqui guitarrista Del Walkins dá um show à parte para este som espetacular. O álbum acaba em grande forma com mais um clássico e o revisitado é Oti s Spann na faixa Blues Never Day, tema e frase ideal para o gênero assim como para este belo disco que não chegou a fazer sucesso durante o período do seu lançamento. Interessante notar como a capa do álbum engana. Se o ouvinte não conhecer o grupo, olhando a capa é possível imaginar que se trata de um grupo de hard rock com tendências satânicas já que na foto os caras lembram mais imagens de grupos como Black Sabbath, Black Widow, Buff alo, entre outros. Mas não engane, o Rare Amber manda ver num blues sensacional. Recentemente o álbum foi reeditado em CD, inclusive trazendo como faixas extras uma nova releitura de Malfunction on the Engine e a inédita Blind Love.

Fonte: Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Malfunction of the Engine (3:50)
2.You Ain’t Made Yet (2:58)
3.It Hurts me too (3:34)
4.Paying the Cost to be the Boss (3:34)
5.Night Life (5:15)
6.Custom Blues (3:11)
7.Popcorn Man (2:14)
8.Heartbreaker (2:49)
9.Soluti on (7:00)
10.Amber Blues (2:31)
11.Blues Never Die (2:05)
12.Malfunction On The Engine (Diff. Vers.) (3:24)
13. Blind Love (Unreleased) (2:29)

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Jericho Jones - Junkies, Monkeys & Donkeys (1971) [Israel]



A banda Jericho Jones, originária de Israel, apesar de uma pequena discografia, teve três nomes durante sua existência. Eles iniciaram suas atividades ainda em Israel em meados de 1968 com o nome de The Churchills. Com o objetivo de se projetar no cenário roqueiro, a banda tomou duas ati tudes: primeiro, mudou-se para a Inglaterra; segundo, trocou o nome para Jericho Jones, pois The Churchills poderia não ser tão bem aceito na Inglaterra, terra de Wilston Churchill. Os músicos eram Alain Romano (Guitarra), Mike Gabrielle (Baixo), Robb Huxley (guitarra), Danny Shoshan (Vocal) e Ami Criebich (bateria). Com este nome e formação, a banda iníciou sua carreira discográfica com o excelente álbum Junkies, Monkeys & Donkeys, de 1971. O álbum é uma mistura de hard rock com alguns momentos que lembram o psicodelismo do final dos anos 60. Destacando a faixa-título, Junkies, Monkeys & Donkeys, enigmática, progressiva, lembrando inevitavelmente Led Zeppelin. A primeira faixa é More Tranquilitatas, cujo trabalho instrumental é o grande destaque. A faixa começa numa levada pop da época, dando a impressão de que o álbum irá seguir esta linha. Em seguida, Main in the Crowd mostra a que veio o Jericho. Faixa pesada, com grande trabalho de guitarra, enfim, puro hard rock da melhor safra. A música seguinte, There is Always a Train prova que o disco realmente é muito bom. Com um belo dueto vocal, violões e guitarras bem dosadas. A faixa seguinte, Yellow and Blue, é uma balada que neste momento cai muito bem e serve de aperitivo para o restante do álbum. O início da próxima faixa, Freedom, lembra bastante o ritmo de Cocaine de J.J. Cale e gravada também por Eric Clapton. Segue-se a instrumental Triangulum e a óti ma No School To-Day. O disco, com dez canções, chega ao final com a melhor faixa da obra. Chamada What Have We Got to Lose é uma música ótima, combinação de peso, melodia e um grande instrumental. O Jericho Jones (ou Jericho) pode não ter alcançado um grande sucesso em sua época, mas é inegável sua qualidade, estilo próprio e grande capacidade de criar grandes canções. Mesmo ouvindo várias bandas da época, seguramente podemos classificar o Jericho como uma das melhores bandas de rock pesado. Sua força instrumental é fantástica, além de contar com um vocalista excelente. Muitos anos depois Danny Shoshan voltou às atividades, mantendo um trio de blues, lançando discos e tocando em bares por seu país natal.

Fonte: Livro - Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.Mare Tranquilitatas (2:20)
2.Man in the Crowd (3:16)
3.There is Always a Train (6:32)
4.Yellow and Blue (5:12)
5.Freedom (3:47)
6.Triangulum (0:47)
7.No School to Day (5:51)
8.Junkies, Monkeys & Donkeys (7:45)
9.Time is Now (3:00)
10.What Have We Get to Lose (4:26)

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Blackfeather - At The Mountains Of Madness (1971) [Australia]



Normalmente quando o assunto é hard rock australiano, a primeira banda lembrada é o AC/DC, pois devido ao sucesso mundial que eles alcançaram, sempre é a primeira referência quando o tema é o rock feito na terra dos cangurus. Caso os debatedores sejam mais aficionados e com um conhecimento mais abrangente do universo rockeiro, serão citados os grupos Rose Tattoo, Buffalo, Master’s Apprentices, Angels e muito provavelmente o Blackfeather. Todos esses grupos, com a exceção lógica do AC/DC, alcançaram um sucesso local, porém não ultrapassaram as fronteiras australianas. O Blackfeather chegou até a colocar algumas músicas nas paradas de sucessos australianos e contou com a presença do vocalista Bon Scott , tocando timbales e tamborim, em uma das faixas neste seu primeiro álbum. O grupo foi formado em Sydney no ano de 1970 pelo vocalista Neale Johns e logo se tornou extremamente popular na cena local, principalmente por suas apresentações ao vivo. No entanto não é a presença do carismático vocalista do AC/DC que faz esse disco ser altamente recomendado e sim o seu conteúdo musical que é um extraordinário e inventivo hard rock progressivo. A primeira faixa, que dá nome ao disco, inicia calmamente com um poema recitado sobre uma base de guitarra dedilhada e se torna um empolgante hard rock, com a guitarra solando o tempo inteiro, vocal arrasador e uma bateria e baixo galopante. Apesar disso o grupo não era somente o guitarrista, e o vocalista Neale Johns também mostra todo o seu talento na faixa seguinte, On This Day That I Die. Nesta música a sequência inicial é brilhante e segue com solos e bases de guitarras melodiosas e uma marcação segura na parte rítmica. Nesta faixa o grande destaque é o trabalho vocal Seasons of Change é uma peça progressiva e tem novamente um inesquecível desempenho do vocalista, criati vos arranjos de cordas e ainda traz a participação de Bon Scott . Mangos Theme é indescritível, oito minutos e oito segundos de uma beleza ímpar. Um brilhante tema com sonoridade árabe na melodia, um belo arranjo para violinos e cordas sobre uma percussão hipnótica, solos de guitarra psicodélicos e uma sequência final simplesmente grandiosa. O tema que vem em seguida não deixa nada a dever ao anterior, se chama Long Legged Lovely. O começo é um poderoso riff valorizado pela interpretação de Neale Johns. Para completar o trabalho, temos a suíte The Rat com 14 minutos de duração e dividida em cinco partes com sequências disti ntas e complexas. O desempenho dos músicos nesta última faixa se mantem no padrão das músicas anteriores, ou seja, excelente. Este é um disco fundamental para apreciadores do hard rock setentista. Muito raro em vinil, foi relançado anos atrás em versão digital em edições limitadas e que fizeram a alegria dos fãs do gênero.

Fonte: Rock Raro - O Maravilhoso e deconhecido mundo do rock

1.At the Mountains of Madness (3:32)
2.On this Day That I Die (4:00)
3.Seasons of Change Part I (3:53)
4.Mangos Theme Part II (8:07)
5.Long Legged Lovely (7:34)
6.The Rat (13:40)

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